sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Alimentação Pode Proteger Contra A Endometriose?

A endometriose é uma condição inflamatória crônica, dependente de estrogênio, caracterizado pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, principalmente nos tecidos pélvicos. Suas manifestações vão desde dor pélvica intensa até infertilidade, impactando diretamente qualidade de vida, saúde mental e produtividade. 

Apesar de avanços em terapias hormonais e cirurgias, o tratamento ainda é sintomático e não resolve a origem da doença. Nesse contexto, cresce a necessidade de identificar fatores de risco modificáveis ​​para prevenção e intervenção precoce.

 

Alimentos protetores contra endometriose: vegetais e… carnes processadas?

Do total de fatores alimentares analisados, apenas dois apresentaram associação significativa com menor risco de endometriose:

Para os demais alimentos (frutas frescas, laticínios, peixes, café, chá, cereais, etc.), não foi encontrada relação causal. Os achados foram consistentes em análises de sensibilidade, sem indícios de heterogeneidade ou pleiotropia genética.

O resultado referente a vegetais crus é biologicamente plausível. Esses alimentos são fontes de fibras, antioxidantes, vitaminas (como C e A), polifenóis e fitoestrógenos, todos compostos capazes de modular o metabolismo do estrogênio, reduzir estresse oxidativo, atenuar inflamação e interferir na proliferação de tecido endometrial ectópico.

Assim, faz sentido considerar o maior consumo de saladas e vegetais crus como uma estratégia protetiva.

Já a associação com carnes processadas gera mais questionamentos. A maior parte dos estudos epidemiológicos anteriores sugeria o oposto: que carnes vermelhas e processadas estariam ligadas a maior risco de endometriose e a piores desfechos em saúde em geral (câncer colorretal, doenças cardiovasculares, diabetes).

Os autores levantam hipóteses para explicar essa discrepância:

  • Dados dietéticos auto relatados, o que pode refletir imprecisamente os verdadeiros padrões de consumo;
  • Limitações na definição ampla de “carne processada” (que inclui produtos distintos, diferentes métodos de preparação, tamanho das porções);
  • Possíveis efeitos de aditivos alimentares sobre microbiota e inflamação;
  • Influência de fatores de estilo de vida.

Ou seja, esse resultado deve ser interpretado com cautela.

O que isso significa para a prática nutricional?

Para nutricionistas, especialmente aqueles que atendem mulheres com endometriose ou em risco, algumas mensagens-chave se destacam:

1) Vegetais crus/saladas merecem ser reforçados: o consumo regular pode contribuir para reduzir risco e atenuar processos inflamatórios relacionados à doença.

2) Carnes processadas não devem ser incentivadas: apesar do resultado surpreendente do estudo, o conjunto maior de evidências continua associando esse grupo alimentar a efeitos adversos.

3) Não há evidência causal para frutas frescas, cereais, peixes e bebidas: isso não significa que não tenham benefícios, apenas que sua relação direta com endometriose ainda não foi comprovada geneticamente.

4) Estudos de randomização mendeliana não substituem ensaios clínicos: os achados são úteis para gerar hipóteses, mas não podem ser traduzidos em recomendações clínicas isoladas.

O que podemos concluir?

A pesquisa forneceu evidências sugestivas de que o maior consumo de saladas, vegetais crus e carne processada pode estar correlacionado a um risco reduzido de endometriose. 

No entanto, esses achados devem ser interpretados como geradores de hipóteses, enfatizando a necessidade de interpretação com estudos experimentais, epigenéticos e observacionais para conciliar as associações genéticas com os mecanismos biológicos. 

Mais pesquisas são necessárias para elucidar a relação causal precisa e os mecanismos subjacentes que ligam padrões alimentares específicos à endometriose.

De forma prática, a recomendação continua sendo promover um padrão alimentar rico em vegetais, fibras, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, sempre com base em evidências consolidadas.

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentação pode proteger contra a endometriose?. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 12/02/2026.

Zhang X, Zheng Q, Chen L. Dietary factors and risk for endometriosis: a Mendelian randomization analysis. Nutrition & Metabolism. 2025;22:72.

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Sopa Cremosa de Couve com Batata

 

Simples, gostosa e com aquela cor verde que já transmite saúde. A couve combina perfeitamente com a batata, formando uma sopa cremosa e reconfortante. É uma opção rica em fibras, cálcio e antioxidantes — perfeita para variar os caldos tradicionais.

Essa versão não leva creme de leite e fica deliciosa do mesmo jeito. Ideal para quem quer algo quentinho e leve à noite.

🍽️ Rendimento: 2 porções

🔥 Valor calórico aproximado por porção: 110 kcal (valores estimados)

Tempo aproximado de preparo: 25 minutos

📝 Ingredientes:

 
- 3 folhas de couve
- 1 batata média
- 1/2 cebola
- 1 dente de alho
- Sal e azeite a gosto
- 2 xícaras de água

👩‍🍳 Modo de Preparo:

Cozinhe a batata com o alho e a cebola. Junte a couve nos últimos 3 minutos de cozimento. Bata tudo no liquidificador até obter um creme. Aqueça, acerte o sal e finalize com azeite.

Você pode se alimentar no inverno, aquecendo o corpo (e a alma) de forma saudável e inteligente. Um acompanhamento nutricional personalizado pode te ajudar a manter o foco, sem abrir do prazer, mesmo nessa época que "convida" a comer um pouco mais. Que tal começar agora? Conte comigo!🥬

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Alimentação X Acne: Como Comer Bem Pode Ajudar

Acne vulgar é uma enfermidade relatada por muitos pacientes, afetando diretamente na autoestima do mesmo. Encontrada principalmente em regiões do rosto, peito, costas e ombros, onde as glândulas sebáceas são maiores e mais numerosas, pode ocorrer em qualquer indivíduo, em diferentes fases da vida, principalmente em adolescentes do sexo masculino. Já na idade adulta, é comumente observada em mulheres, sendo denominada acne da mulher adulta. A acne é uma condição multifatorial, podendo envolver questões hormonais, genéticas, psicológicos e também alimentares.  

O processo de formação da acne é complexo e pode ser resumido nas seguintes etapas:  

  1. Aumento da produção de sebo (glândulas sebáceas)
  2.  Hiperqueratinização e obstrução dos folículos sebáceos (comedão)
  3. Colonização do folículo (Propionibacterium Acnes)
  4. Inflamação 

A acne abrange lesões como comedões (abertos ou fechados), pápulas, pústulas, nódulos e abscessos e pode ser classificada de acordo com o grau, de I, sendo os cravos sem presença de inflamação, a IV, que apresenta lesões císticas, múltiplos abscessos interconectados e cicatrizes irregulares. 

Alimentação e acne: o que ajuda e o que evitar

A relação entre alimentação e acne não é bem clara, havendo muitas controvérsias sobre este assunto que é amplamente discutido na atualidade. Ainda assim, existem alguns fatores que influenciam na melhora ou piora nos casos.  

Alimentação rica em gorduras saturadas, açúcares, alimentos ultraprocessados, farináceos e baixo consumo de fibras e alimentos in natura, podem sim representar uma piora no processo inflamatório, levando a maior produção de lipídios sebáceo originando a acne.  

Já uma alimentação com o índice/carga glicêmica baixa, rica em alimentos integrais e in natura, também com alimentos fonte de ômega 3, vitamina A e C, zinco e antioxidantes pode auxiliar na melhora da qualidade da pele. Outro fator importante que influência na qualidade da nossa pele é a saúde intestinal, por isso é importante ficar atento.  

Acne x Leite 

O leite contém estrógeno, progesterona, precursores andrógenos e esteroides podendo favorecer o surgimento e/ou agravamento da acne, mas este aspecto deve ser avaliado de forma individual com o seu nutricionista.  

Alguns alimentos para acrescentar na alimentação

– Peixes; 

– Chá verde;  

– Cereais integrais;  

– Frutas vermelhas. 

Procure um nutricionista para te ajudar neste processo

Os principais objetivos da terapia nutricional para a redução da acne e melhora da pele é evitar picos de glicemia, assim como hiperinsulinêmia, reduzindo então a hipersseborréia, inflamação e também corrigir possível disbiose intestinal. 

Quando falamos em pele bonita, é necessário observar alguns fatores da alimentação e procurar profissionais qualificados para te ajudar. O diagnóstico e tratamento da acne vulgar é realizado por uma equipe multidisciplinar.  

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Zottman, I. Alimentação x acne: como comer bem pode ajudar. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 08/02/2026.