segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Creatina: Só Quem Treina Pode Usar?

 

💪 A creatina é um composto naturalmente presente em nosso corpo, que pode ser encontrado também em alimentos de origem animal: carnes, peixes, ovos e leite.

De forma geral, nossa alimentação deve incluir cerca de 1g de creatina ao dia. Porém, muitos praticantes de atividades físicas optam por suplementos, já que, para quem treina, o recomendado é ingerir pelo menos 3g de creatina ao dia.

Ela desempenha um papel importante na produção rápida de energia, melhorando a força e o tônus muscular - o que faz dela uma escolha valiosa para os praticantes de atividade física que querem melhorar o desempenho em seus treinos. Ela é especialmente eficaz em exercícios de curta duração e alta intensidade, como por exemplo o levantamento de peso.

Quando somada a uma dieta equilibrada, além de proporcionar o aumento de energia, a creatina auxilia no ganho de massa muscular e na recuperação pós-exercício.

Mas a creatina não é só indicada para quem treina! Ela pode também proporcionar melhora na qualidade de vida de grupos específicos, como os idosos e os veganos ou vegetarianos, que, por não ingerirem carnes, ou em função de deficiências vitamínicas (como a de vitamina B12), podem apresentar menor quantidade de creatina no organismo.

No entanto, a decisão de usar suplementos deve ser tomada com cautela. A orientação de um nutricionista é fundamental para avaliar sua rotina de treinos, necessidades individuais e estado de saúde. Conte comigo para determinarmos se a suplementação de creatina é adequada para você e recomendar a dosagem correta.

O acompanhamento nutricional não apenas oferece orientação personalizada sobre suplementos, mas também ajuda você a criar uma estratégia nutricional eficaz para atingir seus objetivos. Ao contar com um profissional, você se beneficia de um suporte especializado, que levará sua saúde a um novo patamar, seja você praticante de esporte ou não. Conte comigo! 🏋️‍♀️🌱

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Alimentação Pode Proteger Contra A Endometriose?

A endometriose é uma condição inflamatória crônica, dependente de estrogênio, caracterizado pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, principalmente nos tecidos pélvicos. Suas manifestações vão desde dor pélvica intensa até infertilidade, impactando diretamente qualidade de vida, saúde mental e produtividade. 

Apesar de avanços em terapias hormonais e cirurgias, o tratamento ainda é sintomático e não resolve a origem da doença. Nesse contexto, cresce a necessidade de identificar fatores de risco modificáveis ​​para prevenção e intervenção precoce.

 

Alimentos protetores contra endometriose: vegetais e… carnes processadas?

Do total de fatores alimentares analisados, apenas dois apresentaram associação significativa com menor risco de endometriose:

Para os demais alimentos (frutas frescas, laticínios, peixes, café, chá, cereais, etc.), não foi encontrada relação causal. Os achados foram consistentes em análises de sensibilidade, sem indícios de heterogeneidade ou pleiotropia genética.

O resultado referente a vegetais crus é biologicamente plausível. Esses alimentos são fontes de fibras, antioxidantes, vitaminas (como C e A), polifenóis e fitoestrógenos, todos compostos capazes de modular o metabolismo do estrogênio, reduzir estresse oxidativo, atenuar inflamação e interferir na proliferação de tecido endometrial ectópico.

Assim, faz sentido considerar o maior consumo de saladas e vegetais crus como uma estratégia protetiva.

Já a associação com carnes processadas gera mais questionamentos. A maior parte dos estudos epidemiológicos anteriores sugeria o oposto: que carnes vermelhas e processadas estariam ligadas a maior risco de endometriose e a piores desfechos em saúde em geral (câncer colorretal, doenças cardiovasculares, diabetes).

Os autores levantam hipóteses para explicar essa discrepância:

  • Dados dietéticos auto relatados, o que pode refletir imprecisamente os verdadeiros padrões de consumo;
  • Limitações na definição ampla de “carne processada” (que inclui produtos distintos, diferentes métodos de preparação, tamanho das porções);
  • Possíveis efeitos de aditivos alimentares sobre microbiota e inflamação;
  • Influência de fatores de estilo de vida.

Ou seja, esse resultado deve ser interpretado com cautela.

O que isso significa para a prática nutricional?

Para nutricionistas, especialmente aqueles que atendem mulheres com endometriose ou em risco, algumas mensagens-chave se destacam:

1) Vegetais crus/saladas merecem ser reforçados: o consumo regular pode contribuir para reduzir risco e atenuar processos inflamatórios relacionados à doença.

2) Carnes processadas não devem ser incentivadas: apesar do resultado surpreendente do estudo, o conjunto maior de evidências continua associando esse grupo alimentar a efeitos adversos.

3) Não há evidência causal para frutas frescas, cereais, peixes e bebidas: isso não significa que não tenham benefícios, apenas que sua relação direta com endometriose ainda não foi comprovada geneticamente.

4) Estudos de randomização mendeliana não substituem ensaios clínicos: os achados são úteis para gerar hipóteses, mas não podem ser traduzidos em recomendações clínicas isoladas.

O que podemos concluir?

A pesquisa forneceu evidências sugestivas de que o maior consumo de saladas, vegetais crus e carne processada pode estar correlacionado a um risco reduzido de endometriose. 

No entanto, esses achados devem ser interpretados como geradores de hipóteses, enfatizando a necessidade de interpretação com estudos experimentais, epigenéticos e observacionais para conciliar as associações genéticas com os mecanismos biológicos. 

Mais pesquisas são necessárias para elucidar a relação causal precisa e os mecanismos subjacentes que ligam padrões alimentares específicos à endometriose.

De forma prática, a recomendação continua sendo promover um padrão alimentar rico em vegetais, fibras, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, sempre com base em evidências consolidadas.

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentação pode proteger contra a endometriose?. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 12/02/2026.

Zhang X, Zheng Q, Chen L. Dietary factors and risk for endometriosis: a Mendelian randomization analysis. Nutrition & Metabolism. 2025;22:72.

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Sopa Cremosa de Couve com Batata

 

Simples, gostosa e com aquela cor verde que já transmite saúde. A couve combina perfeitamente com a batata, formando uma sopa cremosa e reconfortante. É uma opção rica em fibras, cálcio e antioxidantes — perfeita para variar os caldos tradicionais.

Essa versão não leva creme de leite e fica deliciosa do mesmo jeito. Ideal para quem quer algo quentinho e leve à noite.

🍽️ Rendimento: 2 porções

🔥 Valor calórico aproximado por porção: 110 kcal (valores estimados)

Tempo aproximado de preparo: 25 minutos

📝 Ingredientes:

 
- 3 folhas de couve
- 1 batata média
- 1/2 cebola
- 1 dente de alho
- Sal e azeite a gosto
- 2 xícaras de água

👩‍🍳 Modo de Preparo:

Cozinhe a batata com o alho e a cebola. Junte a couve nos últimos 3 minutos de cozimento. Bata tudo no liquidificador até obter um creme. Aqueça, acerte o sal e finalize com azeite.

Você pode se alimentar no inverno, aquecendo o corpo (e a alma) de forma saudável e inteligente. Um acompanhamento nutricional personalizado pode te ajudar a manter o foco, sem abrir do prazer, mesmo nessa época que "convida" a comer um pouco mais. Que tal começar agora? Conte comigo!🥬

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.