A base da terapia nutricional envolve reduzir a exposição da mucosa esofágica ao conteúdo ácido e, quando possível, aumentar a pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI), responsável por evitar o retorno do alimento do estômago.
Do ponto de vista dietético, algumas estratégias principais se destacam:
- Energia e peso corporal: em pacientes com sobrepeso ou obesidade, a perda ponderal é fundamental, visto que a pressão intra-abdominal aumentada favorece o refluxo. O valor energético deve ser suficiente para manter peso saudável.
- Consistência: em fases agudas, recomenda-se iniciar com dieta líquida ou semilíquida, evoluindo para a dieta conforme melhora dos sintomas.
- Lipídios: a dieta deve ser hipolipídica (<20% do VET), pois a gordura estimula a secreção de colecistocinina (CCK), que reduz a pressão do EEI.
- Fracionamento: dividir a alimentação em 6 a 8 refeições de pequeno volume evita sobrecarga gástrica e reduz episódios de refluxo.
- Líquidos: dar preferência para líquidos entre refeições, evitando grandes volumes durante o almoço ou jantar.
- Postura e rotina: não se deitar após as refeições, esperar ao menos 2 a 3 horas antes de dormir, evitar roupas apertadas e, em casos noturnos, elevar a cabeceira da cama.
Essas medidas simples já proporcionam grande melhora em muitos pacientes, mas precisam ser adaptadas conforme tolerância individual.


