segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Sopa de Cebola Especial

 

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de alho-poró cortado em rodelas finas
  • 2 xícaras (chá) de cebola cortada em rodelas finas
  • 1/2 xícara (chá) de cebolinha-verde
  • 1 colher (chá) de azeite de oliva
  • 2 colheres (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de mostarda
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 xícaras (chá) de caldo de galinha (0% gordura)
  • 4 colheres (sopa) de leite em pó desnatado
  • 4 pães italianos redondos individuais

Preparo

Refogue o alho-poró, a cebola e a cebolinha no azeite até amaciarem. Polvilhe a farinha de trigo, mexa bem e acrescente a mostarda, o sal, o caldo de galinha e o leite. Deixe cozinhar por 20 minutos. Sirva dentro do pão italiano.

Dica

Escave o pão deixando só a casca. Leve 1 xícara (chá) do miolo do pão ao forno até começar a dourar. Bata no liquidificador e misture com o queijo ralado. Coloque a sopa dentro do pão, salpique a mistura e leve ao forno para gratinar.


 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográficas:

Sopa de cebola especial. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: www.diabetes.org.br Acessado em: 07/09/26 

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Flores Comestíveis Trazem um Sabor Todo Especial à Dieta

 

Inseridas desde os primórdios na gastronomia oriental, as flores comestíveis estão ganhando cada vez mais espaço nas cozinhas de todo o mundo, principalmente na culinária orgânica natural, que valoriza não só a quantidade de nutrientes, mas também a boa apresentação e a qualidade de seus pratos. 

As flores comestíveis, assim como raízes comestíveis, podem ser encontradas em diversos tamanhos, sabores e aromas, variando de acordo com a região em que são cultivadas e com os pratos que acompanham. 

Antes de colocar as flores no prato ou na bebida, é preciso saber quais partes são consumíveis e quais são nocivas à saúde. Muitas flores permitem o consumo de suas pétalas e inflorescência ao mesmo tempo em que podem conter toxinas no caule ou no miolo.  Conheça algumas flores comestíveis:

 

1 - Amor Perfeito: A flor Amor Perfeito pode ser utilizada inteira na hora de aromatizar vinagres, bebidas, sopas e até mesmo saladas. Seu sabor é levemente adocicado;

 2 – Capuchinha: Rica em Vitamina C e com um sabor picante, a Capuchinha é muito utilizada na gastronomia, tendo suas flores e folhas utilizadas principalmente em saladas;

3 – Calêndula Dobrada: Com um florescimento mais rápido que as demais flores, a Calêndula é muito utilizada em saladas, sobremesas, arroz, e tende a substituir o açafrão na culinária tradicional. Seu miolo é indigesto e deve ser retirado antes do preparo. Em contrapartida é rica em carotenoides e perfeita para atrair o público infantil;

4 – Lavanda: Os tons cítricos da Lavanda são conhecidos em chás e bebidas medicinais, contudo, poucos sabem que a flor também pode ser consumida em biscoitos, bolos, sorvetes e até mesmo no vinho, deixando os pratos muito mais bonitos e elegantes;

5 – Pétalas de Rosas: As pétalas de rosas são perfeitas para enfeitar bolos, sobremesas, saladas e pratos de verão. Além de perfumadas, conseguem surpreender na aparência do prato final;

 


 

6 – Dente-de-Leão: Com um sabor muito semelhante ao mel, o Dente-de-leão é frequentemente utilizado em doces, sobremesas e pratos sofisticados. Perfeito para uma reunião de amigos ou para fins de semana em família.

Aproveite que a Primavera está chegando e já coloque mais cor e sabor nos seus pratos!

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

Medeiros, C. Flores comestíveis trazem um sabor todo especial à dieta. Atual Nutrição. Disponível em: www.atualnutricao.com.br Acessado em: 04/09/2026.

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Lipedema: Avaliação e Conduta Nutricional

 

O lipedema é uma afecção crônica, progressiva e sistêmica do tecido adiposo subcutâneo que afeta predominantemente o sexo feminino (estimado em até 11% da população feminina mundial).

Frequentemente subdiagnosticada ou confundida com obesidade comum ou linfedema, a condição caracteriza-se por:

  • Acúmulo simétrico e desproporcional de gordura nos membros inferiores e/ou superiores (poupando mãos e pés).
  • Dor espontânea ou à palpação.
  • Hipersensibilidade tecidual e sensação de peso nas pernas.
  • Fragilidade capilar acompanhada de hematomas frequentes.

Avaliação Antropométrica e Diagnóstico Nutricional

A avaliação da composição corporal no lipedema exige ferramentas adaptadas:

  • Índice de Massa Corporal (IMC): É frequentemente enganoso, pois não reflete a desproporção regional de gordura e superestima a gordura visceral.
  • Razão Cintura-Estatura (RCEst) e Razão Cintura-Quadril (RCQ): Apresentam correlação muito superior com a severidade dos sintomas e a qualidade de vida.

Cálculo da Taxa Metabólica Basal (TMB)

As equações preditivas convencionais de TMB (como Harris-Benedict e Mifflin-St Jeor) falham em até 60% dos casos quando comparadas à Calorimetria Indireta. Recomenda-se utilizar a fórmula baseada em Massa Livre de Gordura (MLG):

TMB (kcal/dia) = 370 + (21,6 x MLG em kg)

(Equação de Katch-McArdle obtida via BIA tetrapolar com hidratação controlada).

O que sabemos sobre alimentação e lipedema?  

Estratégias Nutricionais Recomendadas

Embora não exista uma “dieta única universal”, as evidências atuais apontam de forma consistente para estratégias que reduzam a carga glicêmica, atenuem a sinalização insulínica, promovam a cetogênese ou ofereçam denso aporte anti-inflamatório:

  • Dieta Cetogênica (LCHF) / Low-Carb: Ensaio clínico randomizado recente (Lundanes et al., 2024) demonstrou que uma dieta restrita em carboidratos (LCD – 1200 kcal/dia, 25% CHO, 55% Gordura, 20% Proteína) foi significativamente superior à dieta hipocalórica convencional low-fat na redução da dor percebida (redução de 33%, p = 0,009) e na perda de gordura. O corpo cetônico β-hidroxibutirato (β-HB) atua como sinalizador epigenético e inibidor direto do inflamassoma NLRP3, reduzindo a liberação de citocinas inflamatórias (TNF-α, IL-6). 
  • Dieta Mediterrânea Modificada / Anti-inflamatória: Estudo de Tel Adıgüzel et al. (2026) publicado no International Journal of Obesity demonstrou que o Índice Inflamatório da Dieta (DII) elevado correlaciona-se diretamente com os níveis de TNF-α e IL-6 (p < 0,001), enquanto o Escore de Adesão à Dieta Mediterrânea (MDS) correlaciona-se inversamente. O padrão Mediterrâneo (com azeite de oliva extra-virgem, peixes gordos, vegetais de baixo índice glicêmico e polifenóis) modula a inflamação e preserva a integridade da barreira intestinal.
  • Permeabilidade intestinal e exclusão individualizada: A translocação de lipopolissacarídeos (LPS) bacterianos reforça a inflamação do tecido adiposo. Alimentos desencadeadores de sensibilidade (como glúten e lactose) devem ser avaliados de forma estritamente individualizada e eliminados apenas na presença de sintomas gastrointestinais ou intolerância confirmada.

Tabela Prática de Conduta Nutricional no Lipedema

 

No consultório, como tratar o paciente com lipedema?

A transposição do conhecimento teórico para a rotina de atendimento exige do nutricionista uma postura empática, acolhedora e desprovida de estigma de peso. Durante a anamnese, investigue o histórico temporal das alterações corporais (puberdade, uso de contraceptivos orais combinados, gestação), a presença de dores na palpação das coxas/braços, ocorrência de hematomas sem trauma aparente e o padrão de resposta a dietas anteriores.

Passo a Passo da Consulta Nutricional

  • Mapeamento Sintomatológico: Aplique a Escala Visual Analógica (EVA/VAS) para dor e avalie a qualidade de vida.
  • Ajuste de Expectativas: Esclareça que o foco é o alívio da dor, redução do edema e parada da progressão da fibrose, e não a mudança estética isolada.
  • Estruturação do Plano Alimentar: Adote uma transição sustentável. Garanta hidratação adequada (>2,5L/dia) e reposição de eletrólitos se prescrita dieta cetogênica.
  • Abordagem Multidisciplinar: Associe a terapia nutricional com terapia compressiva, exercícios aquáticos e acompanhamento médico.

 

O lipedema é uma condição clínica complexa e real que exige uma abordagem nutricional especializada e fundamentada cientificamente.

O direcionamento do tratamento deve afastar-se da simples restrição calórica severa e focar na modulação da inflamação sistêmica, controle do hiperinsulinismo, preservação da integridade microvascular e suporte à saúde intestinal.

A implementação de padrões alimentares Low-Carb/Cetogênicos ou Mediterrâneos Anti-inflamatórios, combinada à suplementação racional de fitoquímicos e micronutrientes, representa a pedra angular para devolver qualidade de vida, mobilidade e alívio da dor às pacientes.

 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:
 
Lopes, DC. Lipedema: guia prático para avaliação e conduta nutricional. Nutritotal Pro. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 02/09/2026
 
Viana DPDC, Invitti AL, Schor E. Lipedema in Women and Its Interrelationship with Endometriosis and Other Gynecologic Diseases: A Scoping Review. Biomedicines. 2026; 14(1):122.

Vazirnia A, Smart DR, Mohseni Y, Amron DM. Lipedema Diagnosis, Clinical Manifestations, and Therapeutics: A Systematic Review. International Journal of Dermatology. 2026; 65(11):1811-1819.

Atabilen Pınar B, Çelik MN, Altıntaş Başar HB, Ağagündüz D, Karaca OB. Current Evidence-Based Clinical Nutritional Approaches in Lipedema: A Scoping Review. Nutrition Reviews. 2026; 84(8):1736-1755.

Lundanes J, Sandnes F, Gjeilo KH, et al. Effect of a low-carbohydrate diet on pain and quality of life in female patients with lipedema: a randomized controlled trial. Obesity (Silver Spring). 2024; 32(6):1071-1082.

Tel Adıgüzel K, Yaman A, Seremet Kürklü N, Adıgüzel E. Dietary Inflammatory Index and Mediterranean Diet Score are associated with systemic inflammation in women with lipedema. International Journal of Obesity. 2026; 50(3):442-449.

Herbst KL, Kahn LA, Iker E, et al. Standard of care for lipedema in the United States. Phlebology. 2021; 36(10):779-796.

Faerber G, Cornely M, Daubert C, et al. S2k guideline lipedema. Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft. 2024; 22(9):1303-1315