quinta-feira, 2 de julho de 2026

Vitamina C: Os Alimentos Fornecem o Suficiente ou é Necessário Suplementar?

 

A vitamina C tem um papel vital na manutenção da saúde, por muitos motivos. Alguns deles, você provavelmente já conhece:

1. Tem poderosa ação antioxidante, que combate os danos causados pelos radicais livres no organismo, evitando o envelhecimento precoce e várias doenças

2. Fortalece o sistema imunológico

3. É essencial para a síntese de colágeno, contribuindo para a saúde da pele, tecidos conectivos e vasos sanguíneos.

4. Aumenta a absorção de ferro no intestino, ajudando a prevenir a anemia.

5. Tem benefícios na redução do risco de doenças cardiovasculares e na proteção do sistema nervoso central

Essa poderosa vitamina, com tantos efeitos, está presente em diversos alimentos: frutas cítricas, morangos, kiwi, pimentões e brócolis são excelentes fontes naturais de vitamina C. Em uma dieta equilibrada, esses alimentos podem suprir as necessidades diárias para a maioria das pessoas.

No entanto, em situações específicas, como em casos de deficiência nutricional, restrições dietéticas ou necessidades aumentadas, pode ser necessário fazer uso de suplementos.

Isso pode ocorrer, por exemplo, em períodos de estresse físico ou emocional, como durante doenças, cirurgias ou atividade intensa, quando a demanda por vitamina C pode aumentar, o que justifica a suplementação, para fortalecer o sistema imunológico e promover a recuperação.

Estou à sua disposição para planejarmos um plano alimentar específico para você, com dieta diversificada e rica em alimentos naturais, que ofereçam os nutrientes e vitaminas que você precisa. Se necessário, inclusive, com suplementos.

Juntos, vamos explorar opções alimentares saudáveis e estratégias que atendam suas necessidades e que garantam a você, entre outros benefícios, o aporte adequado desta poderosa aliada, que é a vitamina C. Conte comigo! 💪🍊

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Novos Medicamentos GLP-1 e a Nutrição

 

Os medicamentos GLP-1 pertencem a uma classe terapêutica inicialmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2. Entretanto, ao longo dos últimos anos, esses fármacos passaram a ganhar destaque também no manejo da obesidade, especialmente devido ao potencial de indução de perda de peso.

De forma geral, os agonistas do receptor do GLP-1 atuam modulando mecanismos relacionados ao apetite e ao metabolismo glicêmico. Consequentemente, muitos pacientes relatam redução da fome, aumento da saciedade e menor ingestão alimentar durante o tratamento.

Apesar da popularização do termo “caneta emagrecedora”, é importante compreender que esses medicamentos não possuem indicação exclusiva para obesidade. Por exemplo, nos novos lançamentos no Brasil, a maior parte dessas medicações surgiu inicialmente para auxiliar no manejo do diabetes tipo 2.

Por isso, o olhar do nutricionista deve ir além do emagrecimento isolado. Isso quer dizer que todo o contexto clínico, que envolve desde a presença de comorbidades até os objetivos terapêuticos, precisa ser considerado.

Quais novos medicamentos GLP-1 chegaram ao mercado?

Com a expansão do mercado farmacológico e o fim da patente da semaglutida, novos produtos começaram a ser disponibilizados no Brasil, ampliando as possibilidades terapêuticas.

Entre os lançamentos recentes, destacam-se medicamentos à base de liraglutida e semaglutida, incluindo formulações nacionais.

Olire e Lirux: novas opções com liraglutida

O Olire é um medicamento baseado em liraglutida, princípio ativo considerado de geração anterior à semaglutida. Lançado pela EMS, ganhou notoriedade por ser descrito como a primeira caneta emagrecedora de produção nacional, sendo disponibilizado na dose de 6 mg/ml e indicado especificamente para obesidade.

Já o Lirux, lançado simultaneamente, também utiliza liraglutida na mesma concentração. Contudo, a principal diferença está na indicação terapêutica formal, já que o medicamento é destinado ao tratamento do diabetes tipo 2.

Para nutricionistas, essa diferenciação é particularmente relevante, pois a condição clínica do paciente influencia tanto a prescrição médica quanto às estratégias nutricionais a serem adotadas.

Poviztra e Extensior: novas apresentações da semaglutida

Outro movimento importante do mercado envolve os medicamentos à base de semaglutida.

O Poviztra, distribuído pela Novo Nordisk em parceria com a Eurofarma, foi apresentado como uma alternativa ao Wegovy, tendo como principal indicação o tratamento da obesidade. Além disso, uma atualização recente aprovada pela Anvisa ampliou a dosagem permitida, elevando o limite semanal para 7,2 mg.

Por outro lado, o Extensior, também desenvolvido a partir da semaglutida, possui doses menores e indicação voltada ao diabetes tipo 2, sendo comercializado como alternativa ao Ozempic.

Esse movimento sugere uma expansão progressiva do acesso aos medicamentos GLP-1, embora ainda existam barreiras importantes relacionadas ao custo e à acessibilidade.

Ozivy: o avanço dos produtos nacionais

Entre os lançamentos mais recentes está o Ozivy, descrito como a primeira versão nacional sintética inspirada na semaglutida, possível após o encerramento da patente do princípio ativo.

Esse medicamento foi indicado oficialmente apenas para o tratamento do daiabetes tipo 2. Assim, o uso voltado ao tratamento da obesidade ainda seria considerado off-label.

 

O que as diretrizes mais recentes dizem sobre o uso desses medicamentos?

A nova Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológio da Obesidade da ABESO (2026) reforça que o tratamento medicamentoso deve ocorrer de forma associada às intervenções no estilo de vida.

Segundo a recomendação, indivíduos com obesidade devem aderir a mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos concomitantemente ao tratamento farmacológico, já que essa associação pode potencializar a perda de peso e melhorar marcadores cardiometabólicos.

A diretriz também enfatiza que o aconselhamento nutricional deve priorizar um padrão alimentar saudável, baseado em alimentos in natura e minimamente processados, além de redução de alimentos ultraprocessados, visando promover saúde cardiometabólica e reduzir riscos de deficiências nutricionais em longo prazo.

Em muitos casos, a redução do apetite pode diminuir significativamente a ingestão alimentar. Portanto, o planejamento nutricional precisa considerar densidade nutricional, adequação calórica, de macros e micronutrientes. Além disso, o acompanhamento nutricional requer monitoramento clínico contínuo.

Outro destaque do documento envolve a recomendação de exercício físico associado ao tratamento farmacológico. A orientação é reduzir o sedentarismo e estimular a prática regular de exercícios, respeitando condições clínicas e preferências individuais.

Qual é o papel do nutricionista diante do avanço dos medicamentos GLP-1?

À medida que os medicamentos GLP-1 se tornam mais acessíveis e presentes no consultório, o acompanhamento nutricional tende a ganhar ainda mais relevância.

Primeiramente, o nutricionista precisa compreender que o tratamento farmacológico deve caminhar junto ao hábitos alimentares, conforme reforçado pela diretriz brasileira.

Além disso, é importante monitorar possíveis reduções excessivas da ingestão alimentar. Embora a diminuição do apetite seja esperada, uma alimentação muito limitada pode favorecer inadequações nutricionais ao longo do tempo.

Outro aspecto relevante envolve o manejo dos sintomas gastrointestinais. Náusea, vômitos e constipação podem interferir diretamente na adesão alimentar e no conforto do paciente, exigindo ajustes individualizados ao plano alimentar.

Da mesma forma, a manutenção da massa muscular merece atenção. Em pacientes com emagrecimento acelerado, estratégias nutricionais voltadas à adequação proteica e associação com exercício físico podem contribuir para melhores desfechos clínicos.

Além disso, o nutricionista exerce papel importante no alinhamento de expectativas. Muitos pacientes chegam ao consultório influenciados por promessas de resultados rápidos divulgadas nas redes sociais. Nesse contexto, oferecer educação nutricional baseada em evidências ajuda a fortalecer decisões mais seguras e sustentáveis.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:
 
Novos medicamentos GLP-1: o que nutricionistas precisam saber. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 30/06/2026.

GERCHMAN , Fernando; SANDE-LEE, Simone Van de ; MANCINI, Marcio C. ; et al. DIRETRIZ BRASILEIRA DE TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA OBESIDADE : ABESO. 5. ed. São Paulo, SP: Scientific, 2026. 

ARD, Jamy; FITCH, Angela; FRUH, Sharon; et al. Weight Loss and Maintenance Related to the Mechanism of Action of Glucagon-Like Peptide 1 Receptor Agonists. Advances in Therapy, v. 38, n. 6, p. 2821–2839, 2021. 


domingo, 28 de junho de 2026

Maçã do Amor Fit

 

Quando pensamos em festa junina, é difícil não lembrar da clássica maçã do amor, com aquela casquinha brilhante e crocante.

Mas... e se eu te dissesse que dá para matar a saudade desse sabor de infância com uma versão fit, sem açúcar e ainda assim deliciosa? Sim, é possível cuidar da saúde e manter os rituais afetivos que aquecem o coração.

A receita é simples: você vai precisar de maçãs pequenas e firmes, xilitol ou eritritol, corante natural vermelho (como beterraba em pó ou um toque de hibisco) e limão. Derreta o adoçante em fogo baixo com o suco de limão até formar uma calda brilhante, adicione o corante e banhe as maçãs, uma a uma. Espere esfriar... e pronto: um doce funcional que preserva a tradição!

Essa versão é livre de açúcar, tem baixo índice glicêmico, e ainda aproveita os benefícios da maçã, como fibras, antioxidantes e sensação de saciedade. Ideal para quem está em reeducação alimentar, controla a glicemia ou apenas deseja fazer escolhas mais conscientes.

Comer bem não é sobre abdicar do prazer, mas sobre encontrar formas criativas de manter o afeto à mesa. E o melhor: essa receita pode ser feita com as crianças ou compartilhada com quem você ama, resgatando memórias e cuidando do corpo.

🎉 Que tal experimentar e me contar o que achou? Vamos espalhar saúde e sabor nesse arraiá!

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   As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.