segunda-feira, 20 de julho de 2026

Seletividade Alimentar: Como Lidar Com a Restrição de Paladar em Adultos?

 

A seletividade alimentar, diferente do que muitos pensam, não é exclusiva de crianças. Em muitos casos, ela persiste também na vida adulta, podendo impactar significativamente não só na qualidade da alimentação, mas também na saúde.

Como nutricionista, compreendo a complexidade desse desafio e a importância de uma abordagem diferenciada e cuidadosa.

Algumas pessoas podem ter dificuldade em aceitar alimentos específicos, com base no sabor, textura, aroma, consistência e até aparência. Até mesmo questões culturais e de comportamento podem levar adultos a rejeitar certos alimentos, pela falta de familiaridade ou desconforto em provar algo novo.

Vencer este desafio e ampliar o paladar em adultos requer paciência e compreensão das preferências individuais. É um processo no qual a exposição a novos alimentos é gradualmente introduzida, permitindo novas experiências, até que o paladar se ajuste e as resistências diminuam.

O acompanhamento nutricional é muito útil nessa jornada, para que se possa criar estratégias personalizadas, novas formas de preparo, texturas, temperos e combinações, que levem em conta as necessidades nutricionais específicas e as preferências individuais.

A variedade alimentar tem um papel crucial na obtenção dos nutrientes necessários ao equilíbrio do corpo e à boa saúde. As restrições impostas por uma seletividade alimentar mais severa pode levar a deficiências nutricionais que afetem a energia e a disposição, o sistema imunológico, o equilíbrio vitamínico e o metabolismo como um todo, com impactos importantes na saúde.

Se você enfrenta desafios relacionados à seletividade alimentar, saiba que não está só. Agende uma consulta nutricional, para podermos iniciar um trabalho juntos, na construção de uma alimentação mais diversificada e saudável, respeitando seus limites, sem ignorar suas necessidades. 🌽🍠

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Líquido Durante as Refeições: Afinal, Pode ou Não Pode?

💧 Uma dúvida muito comum nas consultas nutricionais é sobre a ingestão de líquidos durante as refeições. Será que podemos beber água, sucos ou outros líquidos enquanto comemos? É saudável? Atrapalha a digestão?

A resposta é: com moderação, não há problema! De maneira geral, pode-se consumir água antes, durante ou após as refeições. Porém, é preciso fazer isto sem exagero, para evitar a diluição excessiva dos sucos gástricos, comprometendo a eficácia do processo digestivo.

Um pouco de água durante a refeição ajuda a umedecer os alimentos, facilitando sua digestão, aumentando a aborção de nutrientes, e favorecendo o trânsito intestinal. Além disso, ela ajuda também a promover a saciedade.

Evite fazer toda a ingestão de água do dia durante o período das refeições. Recomendo um consumo equilibrado de líquidos ao longo do dia, priorizando a água como sua principal fonte de hidratação.

Sucos e outras bebidas também podem ser consumidas, mas preferencialmente fora do horário das refeições. Além de poderem interferir na absorção de alguns nutrientes, muitos deles contêm açúcares, que podem afetar os hormônios ligados à digestão (insulina, por exemplo) além do necessário, sem nada contribuir com a sua saúde, especialmente quando ingeridos em excesso.

Se você gosta de sabores diferentes, experimente tomar água aromatizada com frutas (rodelas de limão, laranja, morango, etc.) ou ervas frescas (hortelã, capim-limão, alecrim, etc.) para adicionar um toque de sabor sem comprometer a sua saúde!

Lembre-se de ouvir o seu corpo e respeitar suas necessidades individuais. Se tiver dúvidas sobre a quantidade e o tipo de líquidos ideais para o seu caso, estou à disposição para orientar você e criar um plano nutricional personalizado.

Vamos juntos construir hábitos saudáveis e promover uma alimentação equilibrada para o seu bem-estar e qualidade de vida, com bom senso e boa hidratação! 💧🥤🍽️

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Dieta Para Viver Mais: Aposte Nos Polifenóis

 

O corpo humano é feito de diferentes vitaminas e minerais em sua composição, que, juntos, o protegem de invasores e doenças. E uma dessas substâncias são os chamados polifenóis.

Encontrados em componentes naturais como as verduras e as frutas, os polifenóis são uma estrutura química comum, que atuam como antioxidantes que podem proteger o metabolismo contra algumas condições de saúde e, possivelmente, gerar efeitos benéficos contra o envelhecimento. Segundo um novo estudo publicado pelo departamento de Nutrição da Universidade Harvard (EUA), eles prolongam a qualidade de vida de quem os consome.

Os alimentos mais ricos em polifenóis são cravo da índia, anis estrelado, cacau em pó, orégano seco, chocolate amargo, farinha de linhaça, castanha, mirtilo, alcachofra, café, morango, amora preta, ameixa, chá preto, chá verde, maçã, vinho tinto, iogurte de soja, azeitonas pretas, espinafre, nozes, feijões pretos, cebola roxa, brócolis e leite de soja.

Existem quatro tipos de polifenóis

Esses micronutrientes presentes na alimentação são subdivididos em quatro categorias. A primeira são os flavonoides, com forte ação anti-inflamatória, e que podem ser encontrados no vinho tinto, no chá verde, nas leguminosas e nas frutas. A segunda são as lignanas, presentes na linhaça, cereais, grãos e algas. A terceira são os estilbenos, em abundância no amendoim e também no vinho tinto. Por fim, a última categoria é a de ácidos fenólicos, que estão na canela, no café, no chá, no kiwi, no mirtilos, na ameixa, na maçã e na cereja.

Eles ainda podem prevenir o câncer, tratar doenças cardiovasculares, controlar o diabetes tipo 2, auxiliar na prevenção da osteoporose, atuar na saúde do trato gastrointestinal e aumentar a contagem de bactérias saudáveis associadas à perda de peso.

Como se beneficiar

Quer experimentar uma bebida rica em polifenóis? Então veja como preparar facilmente uma xícara de chá verde. Basta ferver 150 ml de água e jogar sobre 1 colher (sopa), o equivalente a 2 g, de folhas secas de Camellia sinensis. Por fim, é só abafar o líquido e aguardar 10 minutos antes de beber. Mas, lembre-se, antes de incluir a bebida em sua dieta consulte um nutricionista para estabelecer doses, melhor horário de utilização e se não há contraindicações para o consumo do chá na sua alimentação.

Valores diários

 O consumo mínimo recomendado de frutas, legumes e verduras é de 400 g/dia para garantir entre 9% e 12% da energia diária consumida, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira. Embora as quantidades de polifenóis variem de uma região para outra no Brasil, esse consumo garante a recomendação de no mínimo 1000 mg/dia do antioxidante. Por isso, uma dieta balanceada, rica em polifenóis, diminui o risco de consumi-los em excesso e evita a necessidade de suplementação.

No entanto há condições em que suplementos são indicados, caso a quantidade de polifenóis presentes na dieta não seja suficiente. Vale ressaltar que o excesso de polifenóis pode causar falta de ferro, interferência no metabolismo da tireoide e ainda interações com medicamentos.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Dieta para viver mais: aposte nos polifenóis. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 13/07/2026.
 
 Cory, Hannah et. The Role of Polyphenols in Human Health and Food Systems: A Mini-Review. Department of Nutrition, Harvard, 2018.