sexta-feira, 29 de maio de 2026

Gordura Saturada: Ela Aumenta Mesmo O Risco Cardiovascular?

 

Em um passado não muito distante, as pessoas consumiam alimentos mais naturais, sem tanto processamento industrial. Hoje, porém, a realidade é bem diferente…

Alimentos industrializados, ultraprocessados e ricos em gorduras saturadas se tornaram muito mais frequentes na rotina alimentar das pessoas em quase todo o mundo. A consequência disso é demonstrada em muitos estudos que, ao longo dos anos, vêm comprovando a relação entre o consumo de gordura saturada e o risco cardiovascular, a obesidade, o diabetes, o colesterol elevado entre outras doenças.

A gordura saturada está presente em alimentos como carnes mais gordas, laticínios integrais, bacon, óleo de coco e chocolate, por exemplo. Esses alimentos, se consumidos de forma eventual, não necessariamente são "vilões". Porém, quando ingeridos com frequência, em grandes quantidades, ou associados a alimentos ultraprocessados, podem, sim, elevar o risco de doenças cardiovasculares.

O bom senso e a moderação são seus aliados para que você possa fazer boas escolhas, trocando gorduras saturadas por opções melhores. Lembre-se: você precisa ingerir gorduras! Diferentemente do que muita gente pensa, nem toda gordura faz mal!

Por exemplo, o hábito de consumir alimentos que são fontes de gorduras saudáveis, como abacate, azeite de oliva e peixes ricos em ômega-3, é benéfico para a saúde.

Lembre-se: o problema geralmente não está nos alimentos, mas nos excessos e nos maus hábitos! Conte comigo para elaborar um plano alimentar equilibrado e personalizado para você, que inclua uma alimentação variada, rica em nutrientes, e adaptada às necessidades e preferências.

Vamos juntos construir uma relação mais positiva com a alimentação, respeitando o equilíbrio e optando por uma vida cada vez mais saudável! 🥑🐟

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    As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Inulina e Osteoartrite

 

Pode parecer estranho, mas uma fibra que alimenta bactérias do intestino está chamando atenção em estudos sobre osteoartrite. A inulina é uma fibra prebiótica encontrada naturalmente na raiz de chicória, alcachofra, alho, cebola e aspargos. Nos últimos anos, ela tem despertado interesse de pesquisadores por sua ação no manejo da osteoartrite de joelho, uma condição comum que causa dor, rigidez e limitação dos movimentos.

 

Intestino e inflamação

A principal explicação está na relação entre intestino e inflamação. A inulina funciona como alimento para bactérias benéficas do intestino — quando elas fermentam essa fibra, produzem ácidos graxos de cadeia curta, especialmente o butirato. Essas moléculas ajudam a reduzir inflamação e dor no organismo, e a melhorar o ambiente metabólico do corpo.

 

Inulina X placebo

Dois estudos publicados mostraram a vantagem do uso da inulina. No mais recente, com duração de seis semanas, participantes que consumiram 20 g de inulina por dia apresentaram redução significativa da dor no joelho quando comparados ao grupo placebo, com ou sem fisioterapia. Além disso, a suplementação também foi associada à melhora da força nas mãos, um marcador usado para avaliar a força muscular geral e capacidade funcional do corpo.

 

Ação hormonal

Outro possível mecanismo envolve o aumento da produção de GLP-1, um hormônio que está relacionado à melhora da função muscular. Esses achados reforçam a ideia de que existe uma importante conexão entre intestino, inflamação e saúde musculoesquelética.

 

Como usar

Nos estudos clínicos, as doses utilizadas variam de 10 a 20 g por dia, na forma de suplemento em pó. A inulina tem sabor agradável e é considerada uma fibra segura e bem tolerada. Ainda assim, antes de iniciar o uso de qualquer suplemento — especialmente em doses mais altas — é importante buscar orientação de um profissional de saúde, principalmente quando o objetivo é auxiliar no manejo de doenças como a osteoartrite. 

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia; 

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

   As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

*Nutrients 2026. Effect of Prebiotic Supplementation With and Without Physiotherapy on Pain and Pain Sensitivity in People with Knee Osteoarthritis.

*European Journal of Nutrition 2024. Effect of prebiotic fiber on physical function and gut microbiota in adults, mostly women, with knee osteoarthritis and obesity: a randomized controlled trial.

 

 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Cafeína: Ela Pode Ajudar No Emagrecimento?

 

As pessoas costumam me perguntar se a cafeína pode mesmo favorecer o emagrecimento. Para responder a isso, precisamos entender o papel dela em nosso corpo - e entender que há limites.

Presente no café, chá, guaraná, chocolate, entre outros, a cafeína está entre os chamados "termogênicos", que aumentam a produção de calor no corpo, elevam o gasto energético e, consequentemente, a queima de calorias.

Esse aumento do metabolismo pode, sim, acelerar a queima de gordura, tornando-se um aliado em programas de emagrecimento.

Porém, é crucial que seu consumo seja feito com moderação e levando em conta as fontes de onde a cafeína é obtida. Suplementos e bebidas energéticas, por exemplo, podem conter doses muito elevadas não só de cafeína, como também açúcar, podendo causar efeitos colaterais indesejados.

A dose diária máxima de cafeína varia de pessoa para pessoa. Mas, usando o café como exemplo, a recomendação é consumir até 4 xícaras por dia.

Tenha em mente que, se consumida em excesso, a cafeína pode causar irritabilidade e nervosismo, insônia, palpitações e aumento da frequência cardíaca ou pressão arterial, desconforto gastrointestinal, diminuição da absorção de cálcio e ferro, e até dependência.

Ou seja, mesmo que a cafeína possa auxiliar na perda de peso, a orientação profissional é essencial para evitar os excessos e os riscos à saúde. A cafeína não é uma solução milagrosa para o emagrecimento e não é recomendada com esta finalidade para todas as pessoas.

Conte comigo para criar um plano alimentar personalizado, para que você perca peso. A cafeína poderá até fazer parte dele e ajudar no processo, mas não será o "ingrediente mágico" que, sozinho, construirá os resultados que você precisa e espera.

A adoção de uma alimentação balanceada, aliada a hábitos de vida saudáveis, continua sendo a base para resultados efetivos e sustentáveis na perda de peso - com ou sem o hábito de ingerir cafeína. 💚

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  As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.