quarta-feira, 22 de abril de 2026

Cada Caloria Conta. Só Não Pode Virar Obsessão!

 

As calorias são uma medida importante na Nutrição, especialmente quando o objetivo é perder peso e cuidar da saúde. O controle adequado da ingestão de calorias, em comparação ao gasto calórico diário, de fato leva à desejada redução do peso.

No entanto, é essencial lembrar que simplesmente contar calorias não basta. Na verdade, a qualidade dos alimentos, o equilíbrio geral da sua dieta e o seu bem-estar emocional são igualmente cruciais.

A obsessão por contar calorias pode levar a uma relação negativa com a comida e até mesmo a transtornos alimentares. O foco deve estar na busca de novos hábitos, baseados em uma alimentação mais saudável, com variedade de nutrientes e que proporcione prazer em comer de forma consciente, sem excessos.

Aqui estão algumas dicas para controlar calorias, sem transformá-las em uma verdadeira obsessão:

Escolha alimentos nutritivos: opte por alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, em vez de apenas contar calorias.

Priorize a saciedade: alimentos que promovem a sensação de saciedade, como aqueles ricos em fibras, podem ajudar a evitar excessos e a manter o controle do apetite.

Use o bom senso e a moderação: permita-se saborear pequenas quantidades de seus alimentos favoritos, sem culpa. Evitar os excessos é mais importante do que restringir demais a dieta.

Equilíbrio é a chave: consuma alimentos variados, para garantir que sua dieta seja balanceada e atenda às suas necessidades nutricionais.

Foque-se na saúde como um todo! Lembre-se de que o sucesso da sua dieta é fruto do conjunto de novos hábitos, não apenas da contagem de calorias.

Cada caloria importa, é verdade. Porém, mais importante é o cuidado que temos com as nossas escolhas, decisões e emoções - elas, sim, são suas principais aliadas no processo de emagrecimento!

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  As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Caldo de Ossos: Um Aliado Poderoso da Sua Saúde

 

Se você procura uma maneira deliciosa e nutritiva de aprimorar sua saúde, consumindo poucas calorias, o Caldo de Ossos precisa passar a fazer parte da sua rotina alimentar!

💪 A Força dos Aminoácidos:

O caldo de ossos é uma fonte concentrada de 19 aminoácidos, que são facilmente absorvíveis e que formam os "blocos" de construção das proteínas, vitais para o crescimento, reparo e manutenção dos tecidos do corpo.

Por ser rico em GAGs (glicosaminoglicanos), por exemplo, o caldo de ossos ajuda na manutenção da saúde da pele, cabelo, unhas e articulações. Eles são fundamentais para a produção de colágeno e elastina, quem promovem a elasticidade da pele e a resistência dos tecidos conjuntivos.

A gelatina presente no caldo de ossos também ajuda a revestir o trato digestivo, auxiliando na digestão e promovendo a saúde intestinal. Além disso, oferece também outros nutrientes essenciais, como cálcio, magnésio e fósforo.

🥄 Como Preparar o Caldo de Ossos:

A preparação é um pouco demorada, mas é bastante simples, envolvendo a fervura lenta (por cerca de 8 horas) de ossos e tecidos conjuntivos (nervos e cartilagens) de animais, como frango, peru, carnes vermelhas ou peixe, junto com cebola, alho, ervas e especiarias.

O resultado é um líquido dourado, muito saboroso, com consistência levemente viscosa, rico em sabor e em nutrientes, que pode ser usado em sopas, molhos e bebidas saudáveis.

Preferencialmente, a inclusão do Caldo de Ossos na rotina alimentar deve ser feita com orientação de um nutricionista, levando em conta as suas necessidades individuais, idade, estado de saúde, rotina e objetivos pessoais.

Mais do que uma sopa reconfortante, o caldo de ossos é um aliado do seu corpo e da sua nutrição. Incorpore-o à sua rotina alimentar e transforme em saúde seus muitos benefícios! 🌟🍵

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Proteína e Saúde

 

Muitas pessoas acreditam que proteína serve apenas para “ganhar músculo”. Mas a verdade é que ela é essencial para imunidade, cicatrização, hormônios, pele, cabelo e unhas. Quando a ingestão é baixa, o corpo começa a economizar proteína para as funções vitais — e outros sistemas acabam sofrendo. Esse efeito é mais pronunciado em pessoas com mais idade.

 

Sinais de falta de proteína

• perda de força
• queda de massa muscular
• fome frequente
• cabelos e unhas frágeis
• recuperação arrastada após doenças ou exercícios

• metabolismo lento
• fadiga sem explicação

Qualidade de vida e longevidade

Com o avanço da idade, o risco aumenta: estima-se que até metade das mulheres acima de 70 anos consuma bem menos proteína do que deveria. Garantir um aporte adequado deste macronutriente é uma das estratégias mais simples para preservar massa muscular, imunidade e qualidade de vida ao longo dos anos.

 

Pouca proteína pode desacelerar a tireoide.

Proteína insuficiente pode, sim, bagunçar o eixo tireoidiano — e isso costuma passar despercebido. O eixo tireoidiano envolve hipotálamo, hipófise e tireoide, trabalhando em sequência para produzir e regular os hormônios tireoidianos. Quando a ingestão proteica é muito baixa, especialmente se vier junto com restrição calórica, perda de peso importante ou desnutrição, o organismo entra em “modo economia”. Nesse contexto, tende a reduzir a atividade tireoidiana para poupar energia.

 

A essencial conversão de T4 em T3

Um dos achados mais comuns é a queda de T3, o hormônio tireoidiano mais ativo, geralmente por menor conversão de T4 em T3 nos tecidos. Isso acontece porque o corpo tenta frear o gasto energético basal – o metabolismo fica “lento”. Em quadros mais intensos ou prolongados, podem ocorrer também redução de TRH e TSH (hormônios do hipotálamo e hipófise que comandam a tireoide), além de menor síntese, transporte e metabolismo adequado dos hormônios tireoidianos.

 

O eixo tireoidiano desacelera

Além disso, deficiência proteica raramente vem sozinha — muitas vezes há baixa ingestão de selênio, zinco, ferro e iodo, nutrientes fundamentais para a fisiologia tireoidiana.  Em resumo, sem proteína suficiente, o corpo entende que não é hora de manter um metabolismo alto. Resultado: o eixo tireoidiano tende a desacelerar, principalmente com queda de T3 e menor eficiência metabólica.

 

Sinais clínicos de tireoide alterada

Os possíveis sinais clínicos incluem: fadiga, frio excessivo, queda de cabelo, pele seca, perda de massa muscular, lentidão metabólica, ganho de peso, dificuldade de recuperação, constipação, alteração no colesterol e pouca adaptação ao estresse fisiológico.

 

Quanta proteína ingerir

Você costuma prestar atenção na quantidade de proteína que consome por dia?

 - A maioria dos adultos precisa de cerca de 1 g por kg de peso por dia.

- Idosos e pessoas ativas podem precisar de 1,2 a 1,5 g por kg de peso por dia.

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia; 

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

*Nutrients 2025. Protein and Aging: Practicalities and Practice.

*Am J Clinical Nutrition 2024. Dietary protein intake in midlife in relation to healthy aging - results from the prospective Nurses' Health Study cohort.

*Ageing Research Reviews 2022. Protein intake & physical function in older adults: A systematic review and meta-analysis.

*Nutrients 2021. Strategies to Prevent Sarcopenia in the Aging Process: Role of Protein Intake & Exercise.

*Nutrients 2024. Dietary Habits, Nutritional Knowledge & Their Impact on Thyroid Health in Women: A Cross-Sectional Study.

*Nutrients 2023. Is It Time to Reconsider the U.S. Recommendations for Dietary Protein & Amino Acid Intake?