sexta-feira, 17 de julho de 2026

Líquido Durante as Refeições: Afinal, Pode ou Não Pode?

💧 Uma dúvida muito comum nas consultas nutricionais é sobre a ingestão de líquidos durante as refeições. Será que podemos beber água, sucos ou outros líquidos enquanto comemos? É saudável? Atrapalha a digestão?

A resposta é: com moderação, não há problema! De maneira geral, pode-se consumir água antes, durante ou após as refeições. Porém, é preciso fazer isto sem exagero, para evitar a diluição excessiva dos sucos gástricos, comprometendo a eficácia do processo digestivo.

Um pouco de água durante a refeição ajuda a umedecer os alimentos, facilitando sua digestão, aumentando a aborção de nutrientes, e favorecendo o trânsito intestinal. Além disso, ela ajuda também a promover a saciedade.

Evite fazer toda a ingestão de água do dia durante o período das refeições. Recomendo um consumo equilibrado de líquidos ao longo do dia, priorizando a água como sua principal fonte de hidratação.

Sucos e outras bebidas também podem ser consumidas, mas preferencialmente fora do horário das refeições. Além de poderem interferir na absorção de alguns nutrientes, muitos deles contêm açúcares, que podem afetar os hormônios ligados à digestão (insulina, por exemplo) além do necessário, sem nada contribuir com a sua saúde, especialmente quando ingeridos em excesso.

Se você gosta de sabores diferentes, experimente tomar água aromatizada com frutas (rodelas de limão, laranja, morango, etc.) ou ervas frescas (hortelã, capim-limão, alecrim, etc.) para adicionar um toque de sabor sem comprometer a sua saúde!

Lembre-se de ouvir o seu corpo e respeitar suas necessidades individuais. Se tiver dúvidas sobre a quantidade e o tipo de líquidos ideais para o seu caso, estou à disposição para orientar você e criar um plano nutricional personalizado.

Vamos juntos construir hábitos saudáveis e promover uma alimentação equilibrada para o seu bem-estar e qualidade de vida, com bom senso e boa hidratação! 💧🥤🍽️

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Dieta Para Viver Mais: Aposte Nos Polifenóis

 

O corpo humano é feito de diferentes vitaminas e minerais em sua composição, que, juntos, o protegem de invasores e doenças. E uma dessas substâncias são os chamados polifenóis.

Encontrados em componentes naturais como as verduras e as frutas, os polifenóis são uma estrutura química comum, que atuam como antioxidantes que podem proteger o metabolismo contra algumas condições de saúde e, possivelmente, gerar efeitos benéficos contra o envelhecimento. Segundo um novo estudo publicado pelo departamento de Nutrição da Universidade Harvard (EUA), eles prolongam a qualidade de vida de quem os consome.

Os alimentos mais ricos em polifenóis são cravo da índia, anis estrelado, cacau em pó, orégano seco, chocolate amargo, farinha de linhaça, castanha, mirtilo, alcachofra, café, morango, amora preta, ameixa, chá preto, chá verde, maçã, vinho tinto, iogurte de soja, azeitonas pretas, espinafre, nozes, feijões pretos, cebola roxa, brócolis e leite de soja.

Existem quatro tipos de polifenóis

Esses micronutrientes presentes na alimentação são subdivididos em quatro categorias. A primeira são os flavonoides, com forte ação anti-inflamatória, e que podem ser encontrados no vinho tinto, no chá verde, nas leguminosas e nas frutas. A segunda são as lignanas, presentes na linhaça, cereais, grãos e algas. A terceira são os estilbenos, em abundância no amendoim e também no vinho tinto. Por fim, a última categoria é a de ácidos fenólicos, que estão na canela, no café, no chá, no kiwi, no mirtilos, na ameixa, na maçã e na cereja.

Eles ainda podem prevenir o câncer, tratar doenças cardiovasculares, controlar o diabetes tipo 2, auxiliar na prevenção da osteoporose, atuar na saúde do trato gastrointestinal e aumentar a contagem de bactérias saudáveis associadas à perda de peso.

Como se beneficiar

Quer experimentar uma bebida rica em polifenóis? Então veja como preparar facilmente uma xícara de chá verde. Basta ferver 150 ml de água e jogar sobre 1 colher (sopa), o equivalente a 2 g, de folhas secas de Camellia sinensis. Por fim, é só abafar o líquido e aguardar 10 minutos antes de beber. Mas, lembre-se, antes de incluir a bebida em sua dieta consulte um nutricionista para estabelecer doses, melhor horário de utilização e se não há contraindicações para o consumo do chá na sua alimentação.

Valores diários

 O consumo mínimo recomendado de frutas, legumes e verduras é de 400 g/dia para garantir entre 9% e 12% da energia diária consumida, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira. Embora as quantidades de polifenóis variem de uma região para outra no Brasil, esse consumo garante a recomendação de no mínimo 1000 mg/dia do antioxidante. Por isso, uma dieta balanceada, rica em polifenóis, diminui o risco de consumi-los em excesso e evita a necessidade de suplementação.

No entanto há condições em que suplementos são indicados, caso a quantidade de polifenóis presentes na dieta não seja suficiente. Vale ressaltar que o excesso de polifenóis pode causar falta de ferro, interferência no metabolismo da tireoide e ainda interações com medicamentos.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Dieta para viver mais: aposte nos polifenóis. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 13/07/2026.
 
 Cory, Hannah et. The Role of Polyphenols in Human Health and Food Systems: A Mini-Review. Department of Nutrition, Harvard, 2018.

 

domingo, 12 de julho de 2026

Cuidados Com A Alimentação Inverno

É sabido que chegamos a gastar quase 10% a mais de calorias no inverno para nos mantermos aquecidos, mas todos devem ficar atentos aos cuidados com a alimentação e cuidar para que a estação não seja motivo para comer mais. Além disso, estamos mais propensos a infecções nessa época do ano e o que vai garantir a formação de novas células do sistema imunológico e a nossa energia é a alimentação equilibrada.

 

Nutrientes e a alimentação no inverno

As vitaminas A, C, D, E e ácido fólico, e os minerais zinco, magnésio e selênio são os nutrientes que, definitivamente, não podem faltar na sua alimentação durante o inverno. Eles são responsáveis pela ação antioxidante, manutenção da integridade das mucosas (parte interna do nariz e olhos, e de órgãos internos), formar e ativar as células imunológicas (leucócitos, células T, mastócitos, etc.) e manter o ciclo do DNA funcionando bem. Ovos, castanhas, nozes, folhas verde escuras, peixes, leguminosas e frutas cítricas são alguns dos alimentos mais importantes para incluir e garantir, pelo menos em parte, os nutrientes citados.

É comum os nutricionistas perceberem a diminuição no consumo de frutas durante o inverno, mas é importante os pacientes serem alertados que elas devem ser ingeridas. Uma forma de incentivar é optar pelas frutas da época: laranja baia, laranja lima, maracujá doce, mexerica, morango e tangerina ponkan (esta com maneiras bem peculiares de se escrever: pokã, poncan, pocã, e assim vai). Costumam ser frutas mais saborosas, pois são típicas da estação, e mais baratas também.

Fracione mais as refeições no inverno

Uma forma de aumentar o consumo calórico, mas sem exagerar em uma única refeição apenas é distribuir as refeições durante o dia, de forma que a pessoa não sinta tanta fome em horários que não costumava sentir antes. Sempre é importante preferir alimentos com gorduras mono e poli-insaturadas (peixes, nozes, castanhas, azeite) e de carboidratos complexos (aveia, grãos integrais). Eles garantirão a energia excedente e os nutrientes necessários para o frio.

Aumente o consumo de líquidos

Se não é tarefa fácil convencer as pessoas a tomar mais líquidos no verão para evitar a desidratação, imagine no inverno que não suamos tanto? A água é fundamental para transportar nutrientes, hidratar a pele e as mucosas que ressecam mais no frio e manter nossos rins funcionando. Portanto, atente-se para consumir, no mínimo, 1,5 L de água por dia, além de chás e sucos. As sopas podem ser fonte de líquidos também. Além de quentinhas e ricas em bons nutrientes, são ideais para um jantar.

Atividade física no frio

Além de ajudar a emagrecer e ser extremamente prazeroso, praticar exercícios físicos no inverno aquece nosso corpo e fortalece nosso sistema imunológico. Você sabia que quando nos exercitamos, o número de leucócitos e células natural killers aumenta? E que a hipertemia (aumento da temperatura corporal) favorece a formação de linfócitos? São todas células que pertencem ao sistema imunológico e combatem desde vírus e bactérias, até tumores.

Equilíbrio sempre

Durante o inverno, é comum aumentar o número de reuniões para comer fondues, pizzas, chocolate quente, etc. Certamente todos devem aproveitar ao máximo os eventos sociais, mas saiba escolher com moderação o que vai comer. Ao invés de utilizar leite e derivados em sua forma integral, prefira as versões desnatada e light. Aproveite-se dos chocolates amargos (mais de 70% de cacau) e dê preferência às pizzas com legumes. Ainda assim, controle as quantidades: não é porque está frio que você precisa comer mais. Por fim, sempre que tiver alguma dúvida, pergunte ao seu nutricionista!

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Cuidados com a alimentação no frio. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 12/07/2026