terça-feira, 3 de março de 2026

Colágeno em Declínio

 

O colágeno é a proteína mais abundante do organismo humano e exerce um papel fundamental na manutenção da estrutura e integridade de diversos tecidos e órgãos. Muito além de sua conhecida contribuição para a elasticidade da pele e a saúde das articulações, evidências científicas recentes indicam outros benefícios.

 

Aliado terapêutico

O colágeno pode influenciar positivamente o manejo de condições complexas, especialmente aquelas associadas à inflamação e ao dano tecidual. Sua atuação abrange processos como regeneração da pele, fortalecimento ósseo e suporte à função articular, o que reforça seu potencial como aliado terapêutico em diferentes contextos clínicos.

 

Declínio com a idade

Com o avanço da idade, ocorre uma redução progressiva da produção e da disponibilidade de colágeno no organismo. Esse declínio está associado a alterações estruturais e funcionais que podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de diversas doenças crônicas.

 

Proteína funcional

Entre as condições relacionadas à diminuição do colágeno estão osteoartrite, osteoporose, artrite reumatoide, sarcopenia, envelhecimento cutâneo, doença periodontal, refluxo gastroesofágico e alterações metabólicas, como o diabetes mellitus. Nesses casos, estratégias que favoreçam sua reposição ou estimulem sua síntese podem trazer benefícios importantes. Estudos demonstram que o colágeno contribui positivamente para a cicatrização de feridas, saúde cardiovascular, tratamento de distúrbios musculoesqueléticos, e condições gastrointestinais, consolidando seu papel como um recurso terapêutico complementar relevante.

 

Repondo colágeno

A reposição pode ocorrer por meio da ingestão de colágeno hidrolisado, de alimentos naturalmente ricos nessa proteína — como caldos de ossos, mocotó, carnes, peixes, aves e gema de ovo — e também pela oferta adequada de nutrientes essenciais à sua síntese, como vitamina C, glicina, lisina, zinco e silício.

 

Modo de usar

Embora ele possa ser consumido a qualquer momento do dia, sua absorção é otimizada quando ingerido com o estômago vazio, em ambiente mais ácido. A reposição é recomendada especialmente em idosos ou indivíduos com problemas ligados à deficiência de colágeno.

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia; 

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

*Subcellular Biochemitry 2026. Collagen Mechanics.

*Matrix Biology 2025. Collagen diversity in human skin: Aging, wound healing & disorders.

*Polymers (Basel) 2023. The potential of collagen treatment for comorbid diseases.

*J Int Soc Sports Nutrition 2023. Collagen peptides supplementation improves function, pain & physical &mental outcomes in active adults.

*Nutrients 2023. Collagen supplementation for joint health: The link between composition & scientific knowledge.

*J Enzyme Inhib Medicinal Chemistry 2025. Promoting collagen synthesis: a viable strategy to combat skin ageing.

 

Nenhum comentário: