Fofinha e com sabor levemente adocicado, a bisnaguinha é um alimento comum em muitas lancheiras infantis por parecer saudável. A praticidade também ajuda a explicar sua popularidade: basta abrir a embalagem para ter um lanche pronto.
No entanto, uma análise mais atenta da lista de ingredientes mostra que o alimento é considerado ultraprocessado. Por isso, o consumo deve ser moderado, principalmente entre crianças.
Qual a composição da bisnaguinha?
Apesar de ser feita principalmente à base de farinha de trigo, ela passa por diversas etapas de processamento industrial e reúne ingredientes que não costumam fazer parte de receitas caseiras.
Durante a fabricação, são adicionados conservantes, emulsificantes e outros aditivos para manter características como maciez e sabor, além de garantir o prazo de validade.
Ao analisar os rótulos, alguns ingredientes aparecem com frequência em diversas marcas:
Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico;
Açúcar adicionado;
Gorduras vegetais;
Sal;
Conservantes;
Emulsificantes.
A composição também pode incluir leite em pó, ovos, glúten e xaropes que são utilizados para ajustar sabor e textura.
Na hora da compra, alguns pontos da embalagem ajudam a fazer escolhas mais conscientes. Veja o que vale observar:
Açúcares adicionados: são os açúcares incluídos durante a fabricação do produto. Nas bisnaguinhas, costumam variar entre 4,4 g e 5,4 g por porção de 50 g (2 unidades e meia). A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda limitar o consumo de açúcares livres a 25 g por dia. O ingrediente também pode aparecer com outros nomes, como xarope de glicose, açúcar invertido, dextrose e maltose.
Sódio: uma porção pode fornecer até 175 mg de sódio, o equivalente a cerca de 9% do limite diário recomendado para adultos. Embora o valor pareça pequeno isoladamente, ele se soma ao consumo de outros alimentos ao longo do dia.
Lista de ingredientes: emulsificantes, conservantes e melhoradores de farinha são alguns dos aditivos encontrados com frequência nas versões industrializadas. Geralmente, listas mais extensas indicam maior nível de processamento.
Ordem dos ingredientes: os componentes são apresentados do mais ao menos concentrado. Por isso, vale observar quais ingredientes aparecem nas primeiras posições.
Farinha integral: quando aparece entre os primeiros ingredientes, pode indicar uma quantidade maior de fibras na composição.
Lupa da Anvisa: o símbolo na parte frontal da embalagem aponta alto teor de itens como açúcar adicionado, sódio ou gordura saturada, conforme critérios da rotulagem nutricional.
A seguir, veja alguns rótulos de bisnaguinhas tradicionais com informações oficiais das marcas:
Comer bisnaguinha todos os dias faz mal?
Consumida ocasionalmente, a bisnaguinha dificilmente representa um problema dentro de uma alimentação equilibrada. A atenção maior está quando alimentos ultraprocessados fazem parte da rotina alimentar de forma frequente.
O Ministério da Saúde recomenda evitar o consumo de produtos com açúcar adicionado por menores de dois anos de idade. Essa fase é importante para a formação do paladar, e a exposição precoce a sabores muito doces pode influenciar preferências alimentares ao longo do tempo. O consumo excessivo de açúcar nessa faixa etária está associado a ganho de peso e aumento do risco de cáries.
Em relação ao consumo habitual, alguns pontos merecem atenção:
Baixo teor de fibras: pode reduzir a saciedade e aumentar o consumo de alimentos ao longo do dia.
Combinação com outros industrializados: em alguns casos, a bisnaguinha é consumida com doces, embutidos e bebidas açucaradas, o que pode elevar a ingestão total de açúcar, sódio e calorias na refeição.
Padrão alimentar geral: estudos científicos associam dietas com alta participação de alimentos ultraprocessados ao maior risco de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares, além de maior risco de morte precoce.
Opte por recheios mais saudáveis
Se for consumir bisnaguinha, a recomendação é combinar com uma fonte de proteína e fibra para reduzir o impacto glicêmico e aumentar a saciedade. Sempre que possível, vale a pena alternar com pães mais simples ou preparações caseiras.
Para equilibrar a refeição e melhorar a qualidade nutricional do lanche, invista em recheios com:
Ovos mexidos ou cozidos
Frango desfiado
Atum
Queijo branco
Pasta de ricota
Geleia de frutas com menor adição de açúcar
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.








