quarta-feira, 23 de abril de 2025

Luteína e Cérebro Infantil

 

O que é bom para os olhos é bom para o cérebro?

Sim! Existe uma conexão direta entre a saúde ocular e cerebral. Isso porque os olhos são uma extensão do sistema nervoso central e estão ligados ao cérebro por meio do nervo óptico. Cuidar da visão favorece o bom funcionamento do cérebro — e o contrário também é verdadeiro. Em especial durante a infância, uma alimentação rica em nutrientes que apoiam a visão e a cognição pode trazer grandes benefícios.

 

Luteína e Zeaxantina

Esses dois carotenoides são fundamentais tanto para os olhos quanto para o cérebro. Um estudo de alta qualidade demonstrou que a suplementação com 10 mg de luteína e 2 mg de zeaxantina por 180 dias melhorou significativamente a visão e a cognição de crianças entre 5 e 12 anos. Em comparação com o grupo placebo, as crianças suplementadas apresentaram maior densidade do pigmento macular, menos fadiga ocular e melhor desempenho em foco, memória e aprendizado. Também houve melhora na atenção, processamento visual e espacial, além do aumento de luteína, zeaxantina e BDNF (fator neurotrófico cerebral) no sangue - sem efeitos adversos.

 

Gravidez e Lactação

Durante a gestação e a amamentação, os carotenoides maculares (luteína, zeaxantina e meso-zeaxantina) exercem forte ação antioxidante. Eles protegem a mácula do estresse oxidativo causado pela luz e são essenciais para o desenvolvimento do cérebro do bebê. A luteína é o principal carotenoide presente no cérebro infantil e participa ativamente da construção das funções cognitivas. Por isso, sua ingestão adequada nesse período é fundamental para a saúde visual e neurológica da criança.

 

Primeiros Anos de Vida

Nos primeiros anos de vida, a luteína atua no desenvolvimento da visão, do cérebro e no fortalecimento da imunidade. Ela é o principal componente do pigmento macular, ajudando a filtrar a luz azul nociva e protegendo os olhos em formação. Uma boa oferta de luteína nessa fase pode ajudar a prevenir retinopatias e outros problemas oculares ao longo da vida.

 

Aprendizado e Memória

A luteína se acumula nas áreas do cérebro ligadas à memória e ao aprendizado. Estudos sugerem que níveis mais altos desse carotenoide estão associados a melhor desempenho cognitivo e maior eficiência cerebral em crianças. Sua ação antioxidante protege os neurônios em desenvolvimento contra danos, o que pode influenciar positivamente a função cerebral em longo prazo.

 

Fontes

A luteína está naturalmente presente no leite materno. Com a introdução alimentar, é importante incluir opções ricas nesse nutriente, como a gema de ovo (melhor fonte), espinafre, couve, brócolis, milho, pimentão, abóbora, abacate, kiwi, manga, mamão, nozes, amêndoas e outros. Quando necessário, a suplementação também é uma opção.

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia; 

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

*Advances in Therapy 2024. Lutein & Zeaxanthin Supplementation Improves Dynamic Visual & Cognitive Performance in Children: A Randomized, Double-Blind, Parallel, Placebo-Controlled Study

*Critical Reviews in Food & Science Nutrition 2024. Lutein supplementation for early-life health & development.

*Nutrients 2024. Maternal Lutein Intake during Pregnancies with or without Gestational Diabetes Mellitus & Cognitive Development of Children at 2 Years of Age: A Prospective Observational Study.

 

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Inibidores Naturais de Apetite

 

Emagrecer nem sempre é um processo fácil: requer disciplina, esforço e, muitas vezes, tempo e paciência.

Na tentativa de acelerar este processo, muita gente fala sobre os inibidores de apetite, que prolongam a sensação de saciedade, reduzindo, portanto, a vontade de comer - e parte do esforço relacionado à perda de peso.

Porém, você não precisa necessariamente recorrer a medicamentos para obter esse efeito. Uma excelente opção é incluir em sua rotina alguns alimentos que agem como inibidores de apetite naturais, controlando a fome e auxiliando na perda de peso de forma mais natural, sem contraindicações e sem riscos à saúde.

Alimentos ricos em fibras (frutas, legumes e vegetais), cereais, farelos integrais, grãos ricos em água e até a cafeína aumentam a duração da sensação de saciedade, além de trazer benefícios para o funcionamento intestinal, digestão e absorção de água.

A pera, por exemplo, é uma ótima aliada no combate à fome fora de hora. Embora pareça leve e suculenta, ela é bastante rica em fibras, que prolongam a sensação de saciedade, já que sua digestão ocorre de forma mais lenta no intestino.

A aveia, a linhaça, chia e quinoa também são ricos em fibras e costumam aumentar a viscosidade do bolo alimentar, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago, promovendo a saciedade e contribuindo para o controle de peso de forma mais natural e saudável.

Nozes, castanhas, amêndoas e outras oleaginosas possuem muitos micronutrientes e fibras, sendo ótimas opções como um lanchinho entre refeições. Mas é importante consumir sem exagero: recomenda-se a porção máxima de 5 oleaginosas por dia, para evitar o excesso de calorias.

Consulte o seu nutricionista para receber recomendações específicas para você, que ajudem a acelerar o seu emagrecimento de forma saudável, sem que você precise abrir mão do prazer ao se alimentar! Conte comigo!

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Páscoa e Chocolate: Basta Fazer Boas Escolhas!

A Páscoa está chegando e, ainda que seu significado principal seja o religioso, é também um momento que envolve uma certa delícia gastronômica muito desejada…

Os ovos de Páscoa - e os chocolates de uma forma geral - podem ser consumidos, mas é preciso moderação, pois eles costumam conter muito açúcar e gorduras, substâncias que, se consumidas em excesso, levam ao aumento de peso, dos triglicérides e do colesterol.

As calorias se tornam ainda maiores se os ovos de Páscoa forem recheados de brigadeiros, bombons, biscoitos, confeitos e afins. Para se ter uma ideia, os ovos artesanais com aproximadamente 200g, recheados de brigadeiro, podem chegar facilmente a 1.700 calorias. Já um ovo simples, de chocolate ao leite, tem em torno de 1.100 calorias.

Mas não é necessário se privar completamente do chocolate! O segredo é manter o equilíbrio e fazer escolhas inteligentes, comendo com moderação. Quando for escolher o seu ovo de Páscoa, prefira aqueles com menor quantidade de gordura saturada e trans. Esta informação está visível na tabela nutricional, no rótulo da embalagem.

Dê preferência aos chocolates com teor de cacau superior a 50%, com menor quantidade de açúcar. Eles costumam conter menos gordura e mais substâncias antioxidantes, sem deixarem de ser deliciosos.

Existem também os chocolates funcionais, enriquecidos com ingredientes que oferecem benefícios à saúde: fibras, colágeno, chia, pimenta, óleo de coco, gojiberry ou cranberry, amêndoas, entre outros.

Uma boa dica para evitar o excesso: procure saborear suas gostosuras da Páscoa sempre depois das refeições. Desta forma, você sentirá satisfação e prazer com porções menores.

O prazer de comer um chocolate deve ser parte da sua dieta; não uma razão para encerrá-la! Se o ovo de Páscoa é irresistível para você, opte por um pequeno e consuma devagar, ao longo de vários dias. Você pode, sim, flexibilizar um pouco sua dieta e consumir as gostosuras típicas das datas comemorativas, desde que seja com moderação e bom senso.

Feliz Páscoa! 🐰

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.