segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vitamina B12


     A vitamina B12, ou cianocobalamina, faz parte de uma família de compostos denominados genericamente de cobalaminas. É uma vitamina hidrossolúvel, sintetizada exclusivamente por microorganismos, encontrada em praticamente todos os tecidos animais e estocada primariamente no fígado na forma de adenosilcobalamina.

     Alimentos de origem animal são as únicas fontes naturais de vitamina B12, como produtos lácteos, carne, fígado, peixes e ovos, que adquirem a vitamina indiretamente das bactérias.

Quadro 1. Conteúdo de vitamina B12 em alimentos.

Alimentos
Peso (g)
Vitamina B12 (mcg)
Bife de fígado cozido
100
112
Mariscos no vapor
100
99
Ostras cozidas
100
27
Fígado de frango cozido
100
19
Arenque cozido
100
10
Salmão cozido
100
2,8
Iogurte com pouca gordura
245
1,4
Leite desnatado
245
0,93
Queijo cottage
28,4
0,80
Ovo cozido
50
0,49
Fonte: Cozzolino, 2005.

            A vitamina B12 é absorvida por dois mecanismos: transporte ativo, envolvendo uma proteína específica chamada fator intrínseco (FI), e por difusão simples, sendo este último bastante ineficiente (menos de 1% da vitamina B12).

        Esta vitamina é estocada em pequenas quantidades no corpo, principalmente no fígado (em torno de 60% do estoque corporal) e músculos (em torno de 30% do total). Os estoques corporais variam muito com a ingestão da vitamina, mas tendem a ser mais elevados em pessoas mais velhas. A média total de estoques corporais da vitamina B12 em humanos varia de 2 a 5mg. Uma pequena reserva da vitamina em bebês (em torno de 25µg) é suficiente para garantir as necessidades fisiológicas por aproximadamente um ano. A forma predominante no plasma humano é a metilcobalamina (60-80% do total), devido a presença da proteína R que seletivamente se liga a este composto. A concentração de vitamina B12 no leite humano varia (320-330pg/mL) e é particularmente maior (10 vezes mais do que no leite normal) no colostro. O leite humano contém transcobalaminas, sendo a maioria da vitamina, principalmente metilcobalamina, ligada à proteína R. No entanto, o leite de vaca que não contém a proteína R apresenta menores concentrações da vitamina, principalmente adenosilcobalamina.

          A biodisponibilidade da vitamina B12 varia de acordo com a quantidade da vitamina na dieta, mas normalmente a média está em torno de 50%. Ao contrário de outras vitaminas hidrossolúveis, a vitamina B12 é estocada ligada a proteínas no sangue e outros tecidos, principalmente no fígado. Existe também um ciclo entero-hepático, por meio do qual a vitamina B12 secretada pode ser reabsorvida. O conteúdo da vitamina B12 de carnes cozidos parece ser prontamente disponível, assim como a vitamina contida em fígado, frango e carneiro é absorvida tão eficientemente quanto uma quantidade similar de cianocobalamina administrada em solução aquosa. Em ovos a vitamina é relativamente pouco absorvida. A maior quantidade da vitamina B12 que pode ser fisiologicamente absorvida de uma refeição está limitada aproximadamente 1,5 a 3,5µg. A saturação do sistema mediado pelo fator intrínseco em uma refeição não impede a absorção normal da vitamina algumas horas mais tarde. Quando a ingestão é menor que 3µg, 60-80% da vitamina é fisiologicamente absorvida. Esta porcentagem decresce quando o conteúdo intestinal da vitamina aumenta.

       A vitamina B12 é necessária na formação de glóbulos vermelhos, nervos e várias proteínas. Está envolvida no metabolismo dos carboidratos e lipídios, sendo essencial para o crescimento.

Quadro 2. Ingestão de referência de vitamina B12.

Idade
EAR (µg/dia)
RDA (µg/dia)
0-6 meses
-
0,4 AI
7-12 meses
-
0,5 AI
1-3 anos
0,7
0,9
4-8 anos
1,0
1,2
9-13 anos
1,5
1,8
> 14 anos
2,0
2,4
Gestantes
2,2
2,6
Lactantes
2,4
2,8
EAR: necessidade média estimada. / RDA: ingestão dietética recomendada. / AI: ingestão adequada.
Fonte: Cozzolino, 2005.

A deficiência de B12 ocasiona prejuízo na divisão celular, especialmente nas células de rápida divisão, como as da medula óssea e da mucosa intestinal, interrompendo a síntese de DNA (ácido desoxirribonucléico), dentre outros. A diminuição da taxa mitótica resulta em células anormalmente grandes, levando a uma anemia característica, a anemia megaloblástica. As manifestações clínicas são alterações neurológicas, hematológicas, epidérmicas, fraqueza, e outras. Por isso, o diagnóstico precoce da deficiência de vitamina B12 é fundamental para evitar danos patológicos irreversíveis. Entretanto, a deficiência de ácido fólico também resulta na anemia megaloblástica, dificultando o diagnóstico de qual deficiência vitamínica seria a responsável por essa anemia.

 Uma das maneiras mais comuns de examinar a deficiência de vitamina B12, além da avaliação de sintomas, é a medida da concentração dessa vitamina no plasma ou no soro, refletindo os níveis de ingestão e estoque. A deficiência fica evidente quando os níveis estão abaixo de 200 pg/ml ou 148 pmol/l para adultos, mas podem variar de acordo com a metodologia de análise utilizada nos laboratórios. Porém, esse não é um teste seguro, pois sofre influência direta das concentrações de proteínas que estão ligadas à vitamina B12, não fornecendo a concentração real da vitamina disponível para a célula. Por isso, os níveis de B12 podem ser normais mesmo em pacientes com deficiência desta vitamina.

Devido a esses aspectos, essa deficiência deve ser considerada um importante problema de saúde pública, principalmente entre pessoas idosas e indivíduos que adotam uma dieta estritamente vegetariana (vegans).

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Cozzolino, SMF; Mafra, D. Vitamina B12 (Cobalamina). Biodisponibilidade de Nutrientes. 1 ed. São Paulo: Manole, 2005, p. 395-403.

Marques, CG. Deficiência de Vitamina B12. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 21/08/2014.

Paniz, C. et al. Fisiopatologia da deficiência de vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. J Bras Patol Med Lab 2005; v.41, n.5: p.323-334.


Penteado, MVC. Vitaminas: aspectos nutricionais, bioquímicos, clínicos e analíticos. 1. ed. São Paulo: Manole, 2003, p. 527-550.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Diarreia


        A diarreia é caracterizada por evacuações líquidas acima de três episódios por dia, que podem levar à desidratação pela perda de líquidos e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio) do seu organismo.

      São várias as causas da diarreia; dentre elas a gastroenterite viral, alimentos e/ou água contaminada e algumas doenças.


Quadro 1. Classificação e etiologia da diarreia.


Tipo de Diarreia
Etiologia
Osmótica
Presença no intestino de solutos osmoticamente ativos, inadequadamente absorvidos (por exemplo: na deficiência de lactase).
Secretória
Ocorre secreção ativa de eletrólitos e água pelo epitélio intestinal (por exemplo: por exotoxinas bacterianas, por vírus).
Exsudativa
Associadas a lesões de mucosa, que levam à eliminação de muco, sangue e proteínas plasmáticas (por exemplo: colite ulcerativa, enterite por radiação).
Contato mucoso limitado
Condições em que há exposição inadequada do quimo no epitélio intestinal (por exemplo: síndrome do intestino curto).
Fonte: Cuppari, 2002.

Recomendações Nutricionais:

● Beba muito líquido durante o dia. Isso é muito importante, porque o corpo pode deixar de absorver água suficiente para repor as perdas durante a diarreia. A água de coco é interessante por ser rica em potássio, bebidas isotônicas também podem ser usadas;

● Normalmente o leite e seus derivados são evitados porque o nível de lactase nos enterócitos encontra-se diminuído e pode haver intolerância;

● Procure ingerir alimentos como banana, maçã sem casca, goiaba sem casca e sementes, limão (refresco coado), água de coco, caju, batatas, chuchu, cenoura cozida, aipim, inhame, cará, creme ou água de arroz, pois eles ajudam a controlar ou evitar a diarreia. Além destes, você pode comer arroz, macarrão com molho caseiro coado, farinhas, torradas, biscoito água e sal ou de maisena, gelatina, pera sem casca, carnes grelhadas (frango, peixe ou boi) e leite de soja (que deve ser utilizado também nos casos de rejeição ao leite de vaca);

Evite frituras e alimentos gordurosos, verduras, mamão, laranja, ameixa e aveia, condimentos fortes como pimenta, além do leite e seus derivados;

● Lembre-se de lavar sempre as mãos, principalmente antes das refeições, para evitar contaminação, que pode levar a infecções intestinais.

Dica:

Se a diarreia for muito persistente, faça um soro caseiro, desta forma:

- 1 litro de água mineral ou de água fervida (mas já fria);
- 1 colheres de sopa rasa de açúcar;
- 1 colher (tipo cafezinho) de sal.

                  OU 

- 1 copo de água
- 1 medida rasa de sal (da colher-padrão*)
- 2 medidas rasa de açúcar (da colher-padrão*)

Essa colher padrão é fornecida em qualquer posto de saúde, gratuitamente. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Baxter YC, Waitzberg DL. Nutrição Oral nas Afecções Digestivas Cirúrgicas. In: Waitzberg DL, eds. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica, 3ª edição. São Paulo, Atheneu, 2001. pp 481-512.

Caderneta de saúde da criança. Ministério da saúde, 2007. Disponível em: http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/caderneta_saude_da_crianca.pdf. Acessado em: 04/09/2014.

Caruso, L; Simony, RF; Silva, ALND. Dietas Hospitalares: Uma Abordagem na Prática Clínica. 1. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2004.

Cuppari, L. Nutrição Clínica no Adulto. 1 ed. Barueri: Manole, 2002.

Diarreia e desidratação. Dicas em saúde. Ministério da saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/214_diarreia.html Acessado em: 04/09/2014.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Como escolher os alimentos no restaurante



Dados sobre o estado nutricional da população brasileira são normalmente obtidos por meio de investigação de campo, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada em 1974-1975, em 2002-2003 e em 2008-2009, a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada em 1989, e a pesquisa VIGITEL, realizada anualmente.

A POF 2008-2009 mostra um aumento continuo de excesso de peso e obesidade na população adulta ao longo de 35 anos. O excesso de peso quase triplicou entre homens, de 18,5% em 1974-75 para 50,1% em 2008-09. Nas mulheres, o aumento foi menor: de 28,7% para 48%. Já a obesidade cresceu mais de quatro vezes entre os homens, de 2,8% para 12,4% (1/4 dos casos de excesso) e mais de duas vezes entre as mulheres, de 8% para 16,9% (1/3 dos casos de excesso). 

Segundo a Vigitel de 2012, na população adulta, a frequência de excesso de peso foi de 51,0%, sendo maior entre homens (54, 5%) do que entre mulheres (48,1%). Em ambos os sexos, a frequência dessa condição tendeu a aumentar com a idade até os 54 anos em ambos os sexos.

A POF de 2008-2009 analisou também o consumo alimentar os indivíduos brasileiros, e chegou à conclusão de que o consumo alimentar combina a dieta tradicional brasileira à base de arroz e feijão, com alimentos de teor reduzido de nutrientes e de alto teor calórico. Por exemplo, observa-se consumo muito aquém do recomendado para frutas, verduras e legumes e consumo elevado de bebidas com adição de açúcar, como sucos, biscoitos recheados, refrigerantes e refrescos. Esse padrão alimentar se relaciona e justifica, de certa forma, o aumento do excesso de peso da população brasileira.
Excessivo consumo de açúcar foi referido por 61% da população, a prevalência de consumo excessivo de gordura saturada (maior do que 7% do consumo de energia) foi de 82% na população, o percentual da população com consumo abaixo do recomendado de fibras foi de 68% e mais que 70% da população consome quantidades superiores ao valor máximo de ingestão tolerável para o sódio, confirmando os grandes percentuais de inadequação da alimentação da população brasileira.
Isso pode ser explicado por uma mudança no padrão alimentar da população brasileira. Segundo a pesquisa, em 2009, cerca de 16% da ingestão energética da média da população era ingerida fora do domicílio, e a justificativa mais comum é o fato de, nos centros, urbanos, a pressão do tempo e a dificuldade de deslocamento faz com que a população opte mais comumente por refeições fora do lar.
            Atualmente, opções muito comuns de restaurantes, escolhidas na hora do almoço, são o restaurante self service e o restaurante por quilo. Neles, há mais opções de escolha dos alimentos, quanto à quantidade de à qualidade dos mesmos. Mas para que a refeição seja nutricionalmente completa, ela deve conter todos os grupos de alimentos necessários à manutenção das funções orgânicas e prevenção de problemas de saúde.
         Para atingir este objetivo, quando estiver em um restaurante, faça seu prato da desta forma:
Preencha a metade do prato com vegetais (crus e cozidos). Cada alimento é rico em um determinado nutriente, e o estímulo visual é muito importante. Por isso, tente colorir seu prato! Para a outra metade, faça da seguinte forma: ¼ de alimento rico em proteínas, divididas em proteínas de origem animal (carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura), e proteínas de origem vegetal (feijão, grão de bico, soja, lentilha). O outro ¼ deve ser composto de alimentos ricos em carboidratos.



Durante sua refeição, alguns comportamentos são igualmente importantes:

Mastigação

A mastigação adequada proporciona uma melhor digestão e um melhor aproveitamento dos nutrientes, maior gasto de energia e uma menor ingestão alimentar, visto que a saciedade demora cerca de  20 minutos para se manifestar.

Segundo estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, quem mastiga os alimentos 40 vezes, em média, ingere 12% menos calorias.

A mastigação ainda estimula a produção enzimática pelo sistema digestivo, fragmenta o alimento para uma melhor atuação enzimática (quanto menores as partículas dos alimentos, maior a superfície de contato para a atuação das enzimas). A secreção salivar contém enzimas, que só são eficientes se o indivíduo mastigar (precisa de tempo para estimular a secreção das enzimas na saliva), contém também fatores importantes que agem na absorção da vitamina B12, e sua ação favorece a renovação do epitélio de todo o trato gastrintestinal (quem mastiga mais, renova mais as células da parede interna do trato gastrintestinal, que normalmente se renova a cada 5 a 7 dias. Isso é especialmente importante para portadores de processo inflamatório no trato digestivo, como gastrite, esofagite, etc)

Outro aspecto da mastigação em que prestar atenção é a forma como o alimento se distribui enquanto é triturado na boca. Uma experiência brasileira constatou que há mais obesos entre os que mastigam com apenas um dos lados da boca. O que se imagina é que, quando a comida que está sendo mastigada entra em contato com toda a cavidade bucal, a saciedade aumente. A mastigação bilateral teria repercussão no hipotálamo, que é a área do cérebro que controla a fome. Para ajudar a espalhar o alimento na boca, use a língua constantemente.

Prestar atenção no que você come

Pratique as refeições em lugar tranquilo, sem pressa, tentando não discutir a mesa, nem ocupar-se de outros assuntos ou ver televisão, para não comer sem perceber. É indicado sentar à mesa e utilizar pratos e talheres, mesmo que a refeição seja composta apenas de uma fruta (no caso dos lanches).

Repouse os talheres a cada 5 a 6 garfadas e tente identificar se está saciado (ou se o alimento proporciona o mesmo prazer do início da refeição)

Tente diferenciar a fome fisiológica da fome psicológica, verificando se a necessidade de se alimentar realmente existe ou se está apenas compensando um desejo psicológico. Para isso é necessário reconhecer a presença da fome e comer em resposta a esse estímulo, em vez de simplesmente comer por reação a um desconforto generalizado. Tente identificar também o sabor dos ingredientes e enumerar os temperos em cada garfada.

Veja mais sobre como montar seu prato no vídeo:

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Texto elaborado por: Lara Natacci
Nutricionista CRN 5738
Diretora da Dietnet Assessoria Nutricional

Formação Acadêmica/Titulação
2014 – atual Doutorado em Educação em Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
2011 – 2013 Formação em Coach de Bem Estar, pela Carevolution
2006 - 2009  Mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Obtenção do título de Mestre em Ciências em 07 de outubro de 2009
2005 – 2007             Especialização em Nutrição Clínica Funcional – CVPE Universidade Ibirapuera
2003 -  2004 Especialização em Distúrbios do Comportamento Alimentar. Université de Paris 5 René Descartes – Paris, França
1996 - 1996 Especialização em Bases Fisiológicas da Nutrição no Esporte. Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, São Paulo, Brasil
1989 - 1993 Graduação em nutrição – Obtenção do título de nutricionista em 20 de dezembro de 1993 - Centro Universitário São Camilo, São Paulo, Brasil

Autora dos livros:
1.    Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar. São Paulo: Editora Atheneu, 2008
2.    Dietbook Terceira Idade – Tudo o que você deve saber sobre alimentação e saúde depois dos 60 anos. São Paulo: Editora Mandarim - Grupo Siciliano, 2001.
3.    Dietbook Gestante – Tudo o que você deve saber sobre alimentação na gestação e introdução de alimentos para recém-nascidos. São Paulo: Editora Mandarim - Grupo Siciliano, 2000.
4.    Dietbook Júnior – Tudo o que você deve saber sobre Alimentação e Saúde de Crianças e Adolescentes. São Paulo : Editora Mandarim - Grupo Siciliano, 2000.
5.    Dietbook – Respostas às Dúvidas mais Comuns sobre Alimentação e Saúde. São Paulo : Editora Mandarim - Grupo Siciliano, 1999.

Idealizadora e mantenedora do site http://www.dietnet.com.br , na internet desde 1997