quinta-feira, 20 de março de 2014

Atividade Física na Terceira Idade

          O envelhecimento pode ser classificado sobre os aspectos biológicos, como o envelhecimento do corpo e das capacidades funcionais; o psicológico, que se refere à função cognitiva, como auto-estima, memória e percepção; e o aspecto social, que está relacionado ao afastamento da sociedade devido a aposentadoria e outros fatores.

            O avançar da idade faz com que o indivíduo se torne menos ativo, assim diminuindo suas capacidades físicas e, como consequência, surge o sentimento de velhice que pode causar estresse e depressão. Isso pode levar a uma maior diminuição da atividade física, contribuindo para o surgimento de doenças crônicas.




         A atividade física tem se mostrado uma boa medida terapêutica. Diversos estudos comprovam a eficácia da atividade física na melhora da saúde mental do idoso.

       Um estilo de vida mais ativo retarda os efeitos deletérios do envelhecimento, preservando a autonomia do idoso. Os benefícios psicológicos da atividade física para o idoso podem ser divididos em imediatos: relaxamento, redução nos níveis de ansiedade e controle do estresse e melhor estado de espírito; e a médio prazo: percepção de bem-estar geral melhorada, melhor saúde mental, principalmente menor risco de depressão e melhora cognitiva.

A programação da atividade física no idoso não é muito diferente da preconizada para indivíduos mais jovens. Apenas alguns cuidados especiais devem ser tomados caso haja alguma restrição, que pode estar relacionada às modificações progressivas da idade ou a patologias das mais diversas (cardiovasculares, osteoarticulares, outras). Com isso, indivíduos nessa faixa etária inicialmente devem ser submetidos a um questionário, cujo objetivo é saber: se apresentam algum tipo de sintoma clínico ou patologia que possa interferir ou colocá-los em risco durante o exercício, quais são os fatores de risco para doença coronária, qual o tipo e intensidade de exercício que desejam realizar. Essas perguntas devem ser complementadas com uma revisão dos sistemas e, principalmente, nos indivíduos com doença cardiovascular, do perfil psicológico.

Em seguida, devem ser submetidos a um exame clínico e a uma série de exames complementares, que varia de acordo com o paciente e a rotina do serviço. É importante ressaltar que a promoção da saúde não ocorre de forma isolada somente com exercícios físicos. Cada vez mais se valoriza uma mudança de hábitos, como emagrecimento, controle das dislipidemias e do diabetes melito, diminuição do estresse, entre outros. Daí, a importância de muitos dos exames complementares, que nos permitem programar os exercícios com maior segurança em determinados pacientes com doença, bem como, em idosos saudáveis, realizar um investimento na prevenção de forma mais global.

Teste ergométrico (TE) - O TE é um exame barato, de baixo risco e muito útil na avaliação inicial e progressiva do grupo de idosos que já praticam ou desejam iniciar suas atividades físicas. Esse exame tem por objetivo: estratificação de risco para doença coronária; prescrição de exercícios; determinação da capacidade física inicial; comparação com reavaliações após período de atividade física; modificação dessa prescrição no caso de alteração do quadro clínico ou por mudança na medicação que possa interferir de maneira importante na freqüência cardíaca ou por parâmetros hemodinâmicos.
 
Segundo o American College of Sports Medicine, todos os idosos, sejam saudáveis ou não, que forem submetidos a exercícios vigorosos devem realizar um teste ergométrico prévio. São considerados exercícios vigorosos aqueles cuja intensidade é maior que 60% do VO2 máximo. Se a intensidade é incerta, podem ser definidos como exercícios que conseguem modificar de forma importante o sistema cardiorrespiratório ou que resultam em fadiga em intervalo máximo de 20 minutos. Se os exercícios forem moderados, intensidade entre 40% e 60% do VO2 máximo ou exercícios que podem ser sustentados de forma prolongada e confortável, com início e progressão graduais e geralmente não competitivos.

A modalidade de exercícios deve ser aquela que não imponha grande estresse ortopédico; de fácil acesso, conveniente e agradável ao grupo (fundamental para aderência ao programa de atividades físicas); os tipos de exercício podem ser os mais variados: caminhada, bicicleta, exercícios na água, natação ou outras atividades aeróbicas.

Quanto à intensidade, devem ser suficientes para manter uma carga no sistema cardiovascular, pulmonar e músculo-esquelético sem sobrecarregá-los. O mínimo desejável para obter os benefícios cardiovasculares e periféricos do treinamento é de 60% da FC obtida no pico do esforço no TE. Porém, é melhor que se faça alguma coisa, mesmo abaixo do treinamento ideal, como caminhar recreativamente, do que não fazer nada, pois os benefícios muitas vezes estão relacionados à maior integração à sociedade e na esfera psicológica.

Os pacientes idosos com doença cardiovascular devem começar o programa de atividade física com menor intensidade de exercícios, principalmente no grupo de sedentários, pelo risco de complicações relacionadas à doença de base ou ao acometimento osteomuscular.

Os exercícios devem ser realizados de três a cinco vezes por semana, com duração de 30 a 60 minutos. No grupo de sedentários, o trabalho deve iniciar-se com tempo reduzido e progredir gradativamente.

Os exercícios ajudam a melhorar os reflexos osteoarticulares dos idosos, bem como retardar a progressão da osteoporose, principalmente em mulheres (associados a orientações alimentares e os raios solares da manhã).

Muitas vezes nos vemos diante de um idoso com importante restrição física, associada a doença coronária importante, o que praticamente não permite a realização nem de pequenos esforços; porém, só o fato de dar caminhadas lentamente, mesmo sem melhora da aptidão física, fazer exercícios para aumentar o tônus de membros e conviver com um grupo que transmite mensagens positivas, permite maior integração desse indivíduo com o meio, como também a realização de tarefas mínimas, porém com independência (ex.: pequenas compras de supermercado, autonomia dentro de casa, etc).

Hoje em dia não se discutem mais os benefícios da atividade física na população de idosos, sempre programados após avaliação clínica adequada e precedidos de um teste ergométrico (exceção apenas para os idosos saudáveis não submetidos a atividades físicas intensas). O programa de treinamento deve estar associado a medidas gerais (dieta alimentar, perda de peso, outras). O aquecimento e o resfriamento devem ser lentos e graduais; os exercícios propriamente ditos devem respeitar as restrições individuais, para evitar complicações.



Todos os idosos devem praticar exercícios físicos, desde que não haja alguma restrição absoluta, sempre com o objetivo da melhoria da capacidade física, maior integração na sociedade, bem como maior equilíbrio na esfera psicológica.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Kopiler, DA. Atividade física na terceira idade. Rev Bras Med Esporte. 1997; v.3, n.4: p. 108-112.


Mittelmann, C. Efeitos da atividade física na saúde mental do idoso: estudo de revisão de artigos científicos. [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 2010.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Ácido Linoleico Conjugado (CLA)


  O termo ácido linoleico conjugado (CLA) refere-se a um grupo de isômeros do ácido linoleico (ômega-6), isto é, uma classe de ácidos graxos poliinsaturados.

  O CLA é naturalmente encontrado em alimentos como carnes bovinas e de animais ruminantes, como também em aves, ovos e leite e seus derivados. Gorduras vegetais não são fontes significativas de CLA. No entanto, este pode ser produzido a partir do ácido linoleico contido no óleo de girassol.

            O consumo de CLA vem sendo atualmente relacionado a efeitos anticarcinogênicos, antiaterogênicos e, para os indivíduos fisicamente ativos e atletas, exerce efeitos sobre a composição corporal, reduzindo o porcentual de gordura, contribuindo para o aumento da massa magra. No entanto, essas ações do CLA, vêm sendo estudadas, sobretudo em pesquisas experimentais com animais. São poucos, na realidade, os estudos com humanos.

Obesidade

            Ainda não existem comprovações científicas de que a suplementação com CLA reduza o peso corporal ou o índice de massa corporal em humanos, porém algum efeito relacionado à redução do tecido adiposo parece ocorrer com doses acima de 3g de CLA por dia, especialmente na região abdominal de homens obesos, e no tecido muscular esquelético.


Existem alguns indícios de que indivíduos pós-obesos, em novo ganho de peso, sejam mais suscetíveis aos efeitos do CLA do que os de peso estável; assim como homens obesos em relação a mulheres obesas. Contudo, essas suposições ainda são inconsistentes devido à grande variabilidade nos delineamentos experimentais, especialmente quanto à dose, ao tipo de isômero(s) usado(s), e ao tempo de intervenção.

A leptina é um hormônio secretado pelo tecido adiposo e age no cérebro, através de receptores hipotalâmicos. Este hormônio fornece informações sobre a posição de reserva energética do organismo, atua na regulação da sensação de fome, utilização de substrato e no balanço energético. Atua também na função reprodutiva, na angiogênese, no sistema imune, e desempenha inúmeras funções endócrinas, tanto em humanos quanto em roedores.

A maioria dos estudos mostra uma diminuição da concentração de leptina no sangue após suplementação com CLA. Foi verificada uma diminuição da expressão de mRNA da proteína (UCP) 1, que é estimulado pela leptina, após suplementação com CLA.

Em relação à ingestão calórica e apetite, estudos realizados em humanos não verificaram mudanças. Entretanto outro estudo mostrou uma relação entre indivíduos suplementados com CLA após perda de peso, e controle da ingestão calórica e apetite.

É importante ressaltar ainda que alguns efeitos indesejáveis relacionados ao uso do CLA foram encontrados tanto em estudos com humanos quanto em animais, como aumento da resistência à insulina, aumento da glicose e insulina de jejum; elevação da peroxidação lipídica, redução da HDL-colesterol em indivíduos com síndrome metabólica (dislipidemia, hipertensão) tratados com o isômero 10-trans, 12-cis.

Câncer
 
Os tumores na glândula mamária são particularmente sensíveis aos efeitos do CLA, o que pode ser explicado, em parte, pela acumulação preferencial do CLA em lipídios neutros de adipócitos que é o tipo de célula predominante no tecido mamário. Além dos efeitos diretos do CLA no epitélio mamário, ele também age reduzindo a diferenciação das células do estroma mamário e na redução na capacidade do estroma mamário em formar redes microcapilares (angiogênese).

Um estudo mostrou que o tratamento com CLA leva à modulação de uma gama de biomarcadores que sugerem tanto um decréscimo em proliferação celular, como um aumento de apoptose.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o CLA não pode ser comercializado no Brasil, na forma isolada ou como ingrediente alimentar para ser adicionado em alimentos, devido à falta de evidência científicas que comprovem a segurança e eficácia de seu uso. A Anvisa acrescenta ainda que os efeitos adversos encontrados em estudos precisam ser melhor esclarecidos e entendidos, além de uma explicação entre os mecanismos de ação dos diferentes isômeros do CLA, que levam a distintas ações biológicas atribuídas à substância, e a interação em humanos.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Gonçalves, DC. Efeitos do ácido linoléico conjugado sobre parâmetros do metabolismo lipídico alterados pela caquexia. [Tese de Doutorado]. Universidade de São Paulo – USP, 2010.

Leser S. Os Lipídios no Exercício. In: p.49-86. Biesek S, Alves LA, Guerra I. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Barueri,SP: Manole, 2005. p.49-86.

Medeiros, SR. Ácido linoléico conjugado: teores nos alimentos e seu uso no aumento da produção de leite com maior teor de proteína e perfil de ácidos graxos modificado. Tese de Doutorado]. Universidade de São Paulo – USP, 2002.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Informe Técnico nº 23, de 17 de abril de 2007. Esclarecimentos sobre as avaliações de segurança e eficácia do Ácido Linoléico Conjugado – CLA. Disponível em: 'http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/23_190407.htm. Acessado em: 09/03/2014.


Mourão, DM. et al. Ácido linoléico conjugado e perda de peso. Rev Nutr. 2005; v.18, n.3: p. 391-399.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ácido Fólico na Gestação

     
O ácido fólico ou vitamina B9 é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, considerada um nutriente essencial para a gravidez. Também conhecido como folato, quando encontrado naturalmente nos alimentos (termo genérico para os compostos que têm atividade vitamínica similar a do ácido). O termo ácido fólico é a forma sintética encontrada nos suplementos vitamínicos e alimentos fortificados.

O ácido fólico tem papel fundamental na biossíntese de purinas e pirimidinas e, consequentemente, na formação do DNA e RNA, aspecto indispensável ao desenvolvimento fetal.

O consumo de ácido fólico antes e durante a gestação reduz as chances de malformação no tubo neural (anencefalia e a espinha bífida), lábio leporino e fenda palatina; malformações cardíacas e do trato genito-urinário; prematuridade e baixo peso ao nascimento. As gestantes são propensas a desenvolverem deficiência de ácido fólico provavelmente devido ao aumento da necessidade deste nutriente para o crescimento fetal e dos tecidos maternos. Outros fatores que contribuem para a deficiência de ácido fólico são: a dieta inadequada, hemodiluição fisiológica gestacional (aumento do plasma sanguíneo) e influências hormonais.

A deficiência de folato na mulher grávida tem sido relacionada além da anemia megaloblástica, a uma série de complicações obstétricas, particularmente sangramento no terceiro trimestre, aborto, deslocamento da placenta, prematuridade, baixo peso do bebê ao nascer, hipertensão específica da gravidez.

Sua absorção (50%) ocorre no intestino delgado. Circula livremente ou ligado as proteínas no organismo, sendo estocado principalmente no fígado. Excretado minimamente por meio das fezes e da urina, uma vez que a maior parte do folato alimentar absorvido é reabsorvida via circulação entero-hepática. Também pode ser sintetizado pelas bactérias intestinais.


As principais fontes alimentares de folato são espinafre, feijão branco, ervilha, aspargos, hortaliças de folha verde escura, couve-de-bruxelas, soja e derivados, laranja, melão, maçã, brócolis, gema de ovo, fígado, peixes, gérmen de trigo, salsinha, beterraba crua, amendoim, grãos integrais, castanhas e cereais prontos fortificados. O cozimento prolongado dos alimentos pode destruir até 90% do ácido fólico.

A suplementação de folato deve ser iniciada ainda antes da concepção, pois o tubo neural, estrutura precursora do cérebro e da medula espinhal, se fecha de 22 a 28 dias após a concepção, ou seja, antes mesmo da mulher constatar a gravidez, que geralmente acontece somente após o atraso da menstruação, em geral 20 a 30 dias após a concepção.

Segundo as recomendações dietéticas, as mulheres que pretendem engravidar devem consumir 400µg/dia de ácido fólico proveniente de suplementos e/ou alimentos fortificados além de uma dieta com fontes naturais de ácido fólico, e mulheres grávidas devem consumir 600µg/dia, valores difíceis de serem alcançados por alimentação básica.

Em situações específicas, tais como mulheres que tiveram filhos com defeito do tudo neural (DTN) ou que apresentam ocorrência desse tipo de problema na família, com antecedentes de filhos com ou sem familiares, o Comitê de Drogas e Nutrição da Academia Americana de Pediatria recomenda 4 a 5mg/dia de folato sob supervisão médica pelo menos um mês antes do início da gestação e nas primeiras oito semanas gestacionais. O DTN refere-se a recém-nascidos que apresentam deficiências congênitas como mielomeningocele, hidrocefalia, anencefalia (más-formações relativas à medula).

Atualmente, aproximadamente 40 países, sendo a maioria da América do Sul e, em menor proporção, da África e Ásia, tornaram obrigatória a fortificação da farinha de trigo com ácido fólico. No Brasil, essa prática foi adotada desde junho de 2004. Em 2002, a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da Resolução nº 344, determinou a obrigatoriedade da fortificação das farinhas de trigo e milho com ácido fólico e ferro no Brasil. Segundo a legislação, cada 100 gramas de farinhas de milho e trigo deverão conter, no mínimo, 4,2mg de ferro e 150mg de ácido fólico.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Accioly, E; Saunders, C; Lacerda, EMA. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 1 ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica 2004.

Brandalize, APC. Análise dos fatores genéticos e ambientais relacionados ao metabolismo do ácido fólico/homocisteína como fatores de risco para a síndrome de down e suas malformações maiores. [Tese de Doutorado]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 2009.

Lewinski, IW. Qual a importância do ferro, ácido fólico e cálcio na saúde da mulher? Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 03/03/2014.

Mezzomo, CLS. Et al. Prevenção de defeitos do tubo neural: prevalência do uso da suplementação de ácido fólico e fatores associados em gestantes na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad. Saúde Pública, 2007; v.23, n.11: p. 2716-2726.

Oliveira, JM. A importância do ácido fólico na gestação. Disponível em: www.nutrociencia.com.br Acessado em: 03/03/2014.

Uehara, SK; Rosa, G. Associação da deficiência de ácido fólico com alterações patológicas e estratégias para a sua prevenção: uma visão crítica. Rev Nutr. 2010; v.23, n.5: p. 881-894.

Vidigal, FC. Deficiência de vitamina B12 e ácido fólico e sua relação com a aterosclerose. [Monografia de Especialização]. Grupo de Apoio a Nutrição Enteral e Parenteral – GANEP, 2010.

Vitolo, MR. Nutrição: da Gestação à Adolescência. 1 ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003.


Vitolo, MR. Nutrição: da Gestação ao Envelhecimento. 1 ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2008.