terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ganho de Peso com Atividade Física



Muitos acabam ganhando peso, mesmo com a prática regular de atividade física. Isso pode acontecer, pois o peso é uma somatória de valores referente aos músculos, a gordura, os ossos, a água e a outros líquidos corporais.

Muitos esportistas têm a esperança de perder aqueles quilinhos extras durante o treinamento, mas são surpreendidos com o ganho ou a manutenção do peso.

O peso extra perdido, traduzidos em perda de gordura, acontece sim. Mas, com a prática regular, o ponteiro da balança pode voltar a subir. Preste atenção para que este aumento de peso seja referente ao aumento da quantidade de músculo ou estoque de carboidrato para o gasto energético.

Veja como isso pode acontecer:

Ganho de músculos

E isso é normal, pois com a hipertrofia, isto é, o aumento da quantidade de músculo, que é mais pesado que a gordura, este aumento de peso se torna saudável. O treino faz ganhar mais massa muscular, que é mais pesada que a gordura. A boa notícia é que mesmo que essa situação reflita a um ganho de peso total, o percentual de gordura diminui e o seu corpo está mais fortalecido.

Mais energia na forma de carboidrato

Outro ponto que influencia na mudança no ponteiro da balança é que o seu corpo está aprendendo a armazenar carboidrato como combustível, para que você possa fazer corridas mais longas, por exemplo. Esse estoque é importante para ter energia, mas você acaba ganhando alguns quilos extras neste processo.

O ganho de peso também pode ser decorrente de outras situações, mesmo para quem pratica exercício físico regular. Fuja das situações citadas abaixo:

Mudança na alimentação

Preste atenção se você não aumentou a ingestão de calorias sem perceber. Tenha em mente que a pratica exercício físico não lhe dá liberdade para comer o que você quiser. O princípio básico para a perda de peso ainda se aplica: você deve queimar mais calorias do que consome. Para ajudar nesta tarefa, certifique-se de ter na cozinha alimentos saudáveis. Assim, quando vier aquela fome incontrolável depois do treino, você terá por perto alimentos nutritivos e sem calorias vazias.

Exagero no consumo de isotônico

Bebidas calóricas também podem ser um problema. Você se dedicar a treinos mais longos não quer dizer que precise tomar constantemente as bebidas esportivas. Embora seja importante repor os eletrólitos durante as corridas demoradas,não precisa necessariamente vir acompanhado de açúcares. Repositores com carboidratos (açúcares) devem ser usados apenas se a corrida superar 2 horas de duração. Não é por acaso que os maratonistas de elite, que completam a prova dentro deste tempo, ingerem, basicamente, água durante o percurso. Ela também é uma excelente pedida para ficar bem hidratado. É fundamental o acompanhamento de um nutricionista para individualizar sua alimentação de acordo com o seu treino.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Sim, ganho de peso com atividade física. Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em: 13/01/2018.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Milho e os Olhos



O milho é um dos alimentos mais produzidos no Brasil e no mundo e serve como alimento para as pessoas e também para os animais. É um alimento consumido por pessoas de todos os níveis socioeconômicos e está muito presente na alimentação da população brasileira. Além dos grãos cozidos, o milho é consumido, principalmente na forma de produtos processados, como enlatado, farinhas, doces, cereais matinais e pratos típicos.

O grão deste cereal contém vitaminas do complexo B, minerais e, principalmente os carotenoides luteína e zeaxantina, sendo um dos poucos alimentos que combinam esta dupla de carotenoides. Embora a luteína apareça em folhas como a rúcula e a couve, e a zeaxantina esteja no pequi e no pimentão, são raros os vegetais que somam boas quantidades de ambas as substâncias.

Estes dois carotenoides, luteína e a zeaxantina, não são precursores da vitamina A no organismo humano, como outros carotenoides bem conhecidos (betacaroteno e criptoxantina), porém eles têm chamado a atenção dos pesquisadores por serem, seletivamente, acumulados no centro da retina humana, região denominada mácula, onde se encontra a maior parte dos fotoreceptores. São estes carotenoides que conferem a pigmentação amarela desta região do olho.

Diversos estudos demonstraram que a presença da luteína e da zeaxantina no organismo humano estão associadas à redução do risco de degeneração macular e de catarata. A degeneração da mácula é uma doença que destrói os fotoreceptores e provoca a proliferação anormal de vasos sanguíneos, diminuindo a visão e distinção das cores. Esta doença é a principal causa de cegueira em idosos em países desenvolvidos e, em estágios avançados, a doença não tem tratamento efetivo. Os estudos sugerem que a ingestão de alimentos ricos em luteína e zeaxantina pode aumentar a densidade dos pigmentos na mácula e pode ajudar a melhorar a função visual dos pacientes que sofrem da doença macular, bem como prevenir aqueles que não sofrem desta doença. 



Para obter os benefícios da luteína e da zeaxantina, o milho pode ser consumido cozido na própria espiga ou em preparações. Estudos demonstraram que o milho enlatado é uma boa fonte destes carotenoides, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados com este produto, pois geralmente o milho é conservado em salmoura e tem grande quantidade de sódio, devendo ser evitado por pessoas com hipertensão. Neste caso prefira comprar a espiga, cozinhar e retirar os grãos para colocar nas preparações. É importante salientar que o aquecimento excessivo e por demasiado tempo pode acarretar em diminuição da luteína e da zeaxantina, já o congelamento parece não afetar significativamente o teor destes compostos.

Os derivados de milho, como a farinha de milho, o fubá, a polenta e o curau não contêm quantidades tão relevantes de luteína e zeaxantina quanto os grãos, portanto, não boas fontes destes compostos.

Mas, os benefícios da luteína e zeaxantina, não se restringem somente aos olhos. Pesquisas têm mostrado que o consumo de frutas e vegetais ricos nestes carotenoides, é inversamente relacionado à incidência de doenças coronarianas, diminuição do câncer de cólon e câncer de mama. Sendo assim, procure incluir grãos de milho na sua alimentação. Eles podem ser adicionados a saladas, misturados no arroz já cozido, em sopas e caldos, em refogados, podem ser acrescentados em sanduíches e onde mais sua criatividade permitir.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Oliveira, GPR; Rodrigues-Amaya, D. Processed and Prepared Corn Products as Sources of Lutein and Zeaxanthin: Compositional Variation in the Food Chain. Journal of Food Science 2007; v.72, p: S079-S085.

Oliveira, GPR. Avaliação do conteúdo de luteína e zeaxantina em milho e derivados de milho. [Dissertação de Mestrado]. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, 2006.

Schwarz, K. O milho e a saúde dos olhos. Grupo de Estudo em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 13/01/2018.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dietas Restritivas



A vontade de emagrecer rápido faz com que as pessoas optem pelos mais variados tipos de dietas milagrosas. A dieta restritiva acaba sendo uma alternativa, mas não é uma opção saudável e recomendável. Esta dieta se limita a deixar de consumir um grupo ou só um tipo de nutriente – como os carboidratos, proteínas, entre outros -, e cada um deles tem um papel importante para gerar energia necessária diária ao corpo.

A eliminação de peso rápida prometida não representa necessariamente uma redução de gordura corporal. Como ocorrem alterações na alimentação, a perda de água e da massa muscular são consequências desta dieta. A dieta restritiva é desaconselhável, uma vez que a alimentação balanceada não estará em vigor.

Essa forma de perder peso pode oferecer riscos e também consequências negativas à saúde, além de ser difícil de manter por longos períodos. Alguns sintomas podem aparecer como a fraqueza, tonturas, dores de cabeça, cansaço, mau humor, indisposição, dificuldade de concentração, hipoglicemia (redução nos níveis de açúcar no sangue) e até desmaios. Além disso, essas dietas sobrecarregam órgãos como o fígado e os rins, o que pode acarretar em carência nutricional e a predisposição à anemia.

Uma dieta restrita em calorias, por exemplo, influência no metabolismo. O corpo sente necessidade de economizar energia e tende a diminuir o gasto. Com isso o reganho de peso após o término da dieta é favorecido. Para emagrecer com saúde, é essencial o consumo de todos os grupos de alimentos, em quantidades adequadas.

A quantidade necessária de calorias das refeições varia conforme a necessidade de cada pessoa. Consideram-se fatores como o gasto energético diário, prática de atividade física, percentual de gordura corporal e massa magra.

Portanto ao buscar o emagrecimento sem comprometer a saúde é preciso, antes de tudo, promover mudanças dos hábitos e no comportamento alimentar. Acompanhamento e orientação nutricional são importantes, além da prática de atividade física.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Perim, R. Os riscos que a dieta restritiva pode trazer a saúde. Hospital do Coração. Disponível em: www.hcor.com.br Acessado em: 10/01/2018.