segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dicas Para Saúde Intestinal


Prebióticos são ingredientes alimentares formados por polissacarídeos não digeríveis pelo nosso organismo. É um ingrediente especializado que influencia bactérias específicas. Possui efeito favorável para flora intestinal do hospedeiro, pois estimula seletivamente o crescimento das bactérias benéficas presentes no cólon, via fermentação. Para um melhor entendimento, uma breve explicação do que é a fermentação: trata-se de um processo pelo qual bactérias anaeróbias, transformam matéria orgânica em outros produtos, este processo ocorre no intestino, mais precisamente no cólon.

Os produtos que são formados através da fermentação geram metabólitos que auxiliam na saúde do intestino que reflete como um todo em nossa qualidade de vida.

São exemplos de prebióticos: inulina (encontrada na chicória, cebola, alho), fruto-oligossacarídeos (FOS) (chicória, aveia, cebola, beterraba), lactulose (leite), xilo-oligossacarídeos e galacto-oligossacarídeos (GOS) (leite), isomalto-oligossacarídeos (amido), estaquiose e lactosucrose (leite),  gentio-oligossacarídeos, ciclodextrinas, malto-oligossacarídeos e glicosiolsucrose (amido), isomaltulose/palatinose e rafinose (beterraba).
FOS de cadeia curta é recomendado em doses de 3 a 5 g ao dia. Já a inulina de cadeia curta e longa é recomendada na dose de 8 a 10 g ao dia. O amido resistente (encontrado na farinha de banana verde) é recomendado num total de 20 g/dia, porém ao ser ingerido numa quantidade de 2,5 a 5 g/dia já apresenta efeito prebiótico.  

Os efeitos adversos do consumo exagerado de prebióticos são: diarreia, flatulência, cólicas, inchaço, e distensão abdominal.

Quanto aos simbióticos, estes são produtos que têm prebióticos juntamente com probióticos, exemplos destes são os leite fermentados. Assim como os prebióticos, os simbióticos também auxiliam no aumento da solubilidade e da absorção de minerais, aumento na expressão de cálcio, melhora da saúde do intestino, estimulação da defesa imune, modulação óssea, estabilização da flora intestinal, entre outros.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Cardoso, AG. Dicas para a saúde do seu intestino. ? Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 17/06/2018.

Douglas, LC.; Sanders, ME. Perspectives  in  Practice Probiotics  and  Prebiotics  in  Dietetics  Practice. Journal of the American Dietetic Association; 108(3): 510-521, 2008.

Mussatto, SI; Mancilha, IM. Non-digestible oligosaccharides: A review Carbohydrate Polymers; 68: 587-597, 2007.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV)


A Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV) é provocada pelas proteínas presentes no leite, principalmente a globulina, que é identificada pelo sistema imunológico como um agressor, um agente estranho que precisa ser combatido. A partir da ingestão destas proteínas o sistema imunológico desencadeia uma verdadeira guerra contra os “agressores”, e esta guerra é a responsável pelos sintomas – diarreia, distensão abdominal, flatulência e ainda: lesões na pele, como urticária e coceira, sintomas respiratórios, inflamação da mucosa intestinal e até pequenos sangramentos intestinais.

A APLV tende a ser pior nos primeiros anos de vida e seus sintomas podem regredir com o passar dos anos. Muitas vezes esta alergia é desencadeada quando o bebê, menor de 6 meses, recebe leite de vaca em substituição ao leite materno, principalmente se for filho de pais alérgicos.

Os principais recursos diagnósticos incluem a história clínica, exames físicos e dieta de eliminação (exclusão de alimentos). Podem ser realizados testes cutâneos e sorológicos.

O único tratamento comprovadamente eficaz é a alimentação isenta das proteínas do leite, pois ao deixar de consumir o alimento que causa a alergia o sistema de defesa não irá produzir as células e anticorpos responsáveis pela reação alérgica, possibilitando a remissão dos sintomas e o desenvolvimento futuro da tolerância ao leite.

Como ler o rótulo para uma dieta livre de leite

Evitar os alimentos que contenham leite ou qualquer destes ingredientes: manteiga, gordura de manteiga, óleo de manteiga, ésteres de manteiga, torrone, soro de leite, soro de leite coalhado, caseína, caseína hidrolisada, caseinatos de sódio, caseinato de potássio, caseinato de cálcio, caseinato de magnésio, caseinato de amônia, traços de leite, queijos, coalhada, lactoalbumina, lactoferrina, lactose, leite condensado, vapor de leite, gordura de leite (nata), proteína hidrolisada de leite, creme azedo, iogurte, proteína láctea, fosfato de lactoalbumina, lactoglobulina etc.

É importante ressaltar que o processo alérgico é uma reação essencialmente qualitativa. Isto implica dizer que qualquer fração ingerida do alimento alergênico poderá desencadear manifestações clínicas sem, necessariamente, estar o alimento presente na alimentação em quantidades significativas. Sendo assim, recomenda-se que a reintrodução do leite de vaca ou de seus derivados, no momento oportuno, quando a criança encontrar-se em bom estado geral e sem manifestações do quadro alérgico, deva ser feita em pequenas quantidades, aumentadas gradativamente, observando-se as reações do paciente. Em situações de estresse ou de danos à mucosa intestinal, é prudente a sua re-exclusão, ainda que transitória. Em situações acompanhadas de risco de anafilaxia (reações IgE mediadas), adiar a reintrodução ou mesmo realizá-la em abiente hospitalar.

A criança com alergia alimentar requer, portanto, acompanhamento estreito do pediatra e do nutricionista, pois em casos mais extremos as manifestações podem ocorrer até os 5 anos de idade e é importante que as manipulações dietéticas restritivas sejam acompanhadas de adequadas suplementações com fontes alimentares que possam ser bem toleradas, a fim de não haver comprometimento do estado nutricional da criança, o qual deve ser adequadamente monitorizado ao longo do acompanhamento clínico-nutricional.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Accioly, E; Saunders, C; Lacerda, EMA. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 1 ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2004.

Alergia a proteína do leite de vaca. Manual de orientação de cardápios especiais. Governo do Estado de São Paulo, 2015.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Chimarrão


Imagine uma única bebida que una a força do café com os benefícios do chá, tradicional do  Rio Grande do Sul, o Chimarrão carrega consigo muito mais do que história e cultura deixada pelos indígenas. É uma bebida a base de Erva-Mate moída, consumida quente e que pode ser de grande auxílio para qualquer pessoa que esteja buscando melhorar a saúde. 

Como não é um hábito muito comum fora da região sul do país, trouxemos alguns dos benefícios que podem ser extraídos com o consumo do Chimarrão.

A bebida apresenta uma grande concentração de saponinas, substâncias que reduzem os níveis de colesterol no sangue e no fígado, além de fortalecer o sistema imunológico.Para aqueles que gostam de praticar atividades físicas logo cedo ou simplesmente ficarem mais produtivos, podem começar o dia bebendo Chimarrão, irá te deixar mais disposto e melhorar seu foco.

Se ainda não foi o suficiente para você dar uma chance para o Chimarrão, estudos recentes mostram que ele pode ajudar na queima de gordura localizada, diminui o risco de doenças cardíacas e reduz os níveis da glicose no sangue, tornando-se um grande aliado no tratamento e prevenção de diabetes.

E não é porque ele possui tantos benefícios pra saúde que podemos fugir aquela  velha máxima: “Tudo em excesso faz mal”, portando não exagerar nas quantidades e nem na temperatura da água quando preparar a bebida. Aproveite com moderação, saboreie e desfrute um pouco da cultura gaúcha.

Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve Bigonha – CRN3. 28964

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo

Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)

Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP

Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget

Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.