quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Macarrão



No Brasil, a introdução da massa em nossos hábitos alimentares coube aos imigrantes italianos, principalmente na região Sul. O crescente interesse fez surgir pequenas fábricas de massa no país, tendo sempre como mão de obra, a família italiana. Sendo uma produção básica, de baixo volume e bem caseira, até começar a surgir as primeiras indústrias de fabricação de massas alimentícias, possuindo nos dias atuais modernas máquinas de fabricação.

Sendo assim, o macarrão é um tipo de massa alimentícia de diversos formatos, em que se incluem os penne, ravioli e dentre outros. É um alimento que faz parte do almoço em família, do jantar com os amigos e também do dia a dia. A massa pode ser feita de diversas maneiras como por exemplo, espaguete de abobrinha, cenoura, pupunha, chuchu entre outros.

O macarrão é reconhecido como um alimento que reúne baixas concentrações de sódio, gordura e colesterol. É rico em carboidratos, que nos traz energia para as atividades diárias. A sua versão integral colabora para prolongar a sensação de saciedade e mantêm os níveis de glicemia estáveis no sangue no período após a refeição.

Em 100 gramas do alimento cozido encontram-se 158kcal, 5,80g de proteína, 0,93g de lipídios, 30,86g de carboidratos, 1,80 de fibras e 1,00g de sódio.

Seguem algumas receitas de preparações dos principais molhos para acompanhamentos das massas:

Molho branco light

Ingredientes:
2 colheres de sopa de requeijão light
140ml de iogurte desnatado
½ colher (chá) de sal
Noz moscada a gosto
Pimenta do reino a gosto
Manjericão fresco a gosto

Modo de preparo:
Leve todos os ingredientes ao fogo baixo, exceto o manjericão. Mexa o creme
até obter uma mistura mais consistente. Sirva em seguida ainda quente com as
folhas de manjericão por cima, se preferir.

Molho de cenoura e beterraba

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 cenouras
½ beterraba grande
½ cebola picada
2 dentes de alho picado
1 colher (chá) de vinagre de maçã
3 copos de água
1 colher (sobremesa) de orégano seco
1 folha de louro
1 pitada de noz-moscada
Sal
½ xícara manjericão fresco picado
Manjericão fresco para finalizar

Modo de preparo:
Descasque as cenouras e a beterraba e corte em cubos médios. Aqueça uma frigideira com azeite de oliva, coloque a cebola e refogue até ficar transparente, adicione o alho, a cenoura e a beterraba, refogue rapidamente.

Acrescente a água, o louro, o orégano, o vinagre, o shoyu, um pouco de sal, o manjericão e tampe a panela. Cozinhe em fogo baixo até que a cenoura e a beterraba estejam macias, leva aproximadamente 30 minutos. Se necessário acrescente mais água.
Bata a mistura no liquidificador ou processador até obter um molho encorpado.
Coloque o molho em uma panela, volte ao fogo por 5 minutos, ajuste o sal, coloque a noz-moscada e sirva.

Molho de tomate caseiro 

Ingredientes:
2 tomates italianos bem maduros;
1 dente de alho amassado;
1 cebola pequena picada em pequenos pedaços;
1 colher de sopa de azeite;
Sal a gosto;
Pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:
Lave bem os tomates, corte-os em pedaços e leve ao liquidificador para obter um molho espesso e diluir todos os pedaços. Na panela, refogue a cebola e o alho no azeite até dourar, adicione um pouco de sal e então coloque o molho de tomate. Adicione a pimenta do reino. Misture bem em fogo baixo e deixe meio tampado até que comece a borbulhar um pouco e sirva em seguida com a massa da preferência. 



Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo

Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)

Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP

Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget

Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.






segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mitos e Verdades: Diabetes



MITO: Diabetes não é uma doença tão séria.

VERDADE: Se você controlar o diabetes adequadamente, você pode prevenir ou adiar as complicações. De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, as condições associadas ao diabetes causam mais mortes do que o câncer de mama e a Aids, juntas. Duas em cada três pessoas com diabetes morrem em função de problemas cardiovasculares ou derrame.

MITO: Se você está acima do peso ou obeso, um dia vai desenvolver Diabetes Tipo 2.

VERDADE: Estar acima do peso é, sim, um fator de risco para Diabetes Tipo 2, mas há outros, como a história familiar e a idade. Muitas pessoas acham que o sobrepeso é o único fator. Mas atenção: muitas pessoas magras ou com peso normal têm diabetes e muitas pessoas com sobrepeso nunca desenvolvem a doença.

MITO: É muito fácil saber se você tem diabetes, os sinais são claros.

VERDADE: O diabetes não tem sintomas claros. Algumas pessoas com pré-diabetes, por exemplo, podem apresentar sinais mais aparentes do que uma pessoa com diabetes. As complicações também não são iguais para todas as pessoas. É importante realizar exames de rotina, saber quais são os fatores de risco e buscar o diagnóstico.

MITO: Comer muito açúcar causa diabetes.

VERDADE: A resposta não é tão simples. Diabetes Tipo 1 é causada por fatores genéticos e outras causas ainda desconhecidas. Diabetes Tipo 2 é causada por fatores genéticos e estilo de vida.

Estar acima do peso contribui para o risco do desenvolvimento do Tipo 2, e uma dieta hipercalórica, não importando a fonte das calorias, favorece o ganho dos ‘quilos a mais’. Algumas pesquisas mostraram que o consumo de bebidas açucaradas, como sucos industrializados e refrigerantes, pode ter vínculo com o desenvolvimento de Diabetes Tipo 2.

Uma das medidas para prevenir Diabetes Tipo 2 é reduzir o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes, bebidas com sucos de frutas, sucos e chás industrializados e bebidas energéticas, por exemplo. Em uma garrafinha de 600ml de refrigerante, há entre 60 e 70g de açúcar. Isso equivale a 13 pacotinhos de açúcar desses que a gente vê nas mesas de restaurante, ou a 1/3 de um copo de 200ml. É muito açúcar.

MITO: Pessoas com diabetes devem comer alimentos especiais para diabéticos.

VERDADE: Uma refeição saudável significa, geralmente, a mesma coisa para uma pessoa com diabetes e uma pessoa sem diabetes. Com pouca gordura, principalmente saturada e trans; moderada em sal e açúcar; privilegiando cereais integrais, vegetais e frutas. Comida ‘dietética’ quase sempre não oferece benefícios extras. Alguns desses produtos ainda contribuem para aumentar os níveis de glicose, geralmente são mais caros e podem até ter efeito laxante. A alimentação saudável é aquela indicada pela equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos, cardiologistas, podólogos e enfermeiros.

MITO: Se você tem diabetes, só deve comer pequenas quantidades de alimentos ricos em amido, como pão, batata e massas.

VERDADE: Depende. Alimentos ricos em amido podem fazer parte do planejamento de uma alimentação saudável, mas o tamanho da porção é a chave. Pães integrais, cereais, massa, arroz e vegetais como batata, inhame, ervilha e milho podem ser incluídos nas refeições e petiscos. Você está se perguntando  quanto de carboidrato pode comer? Isso vai depender do controle que você faz – dependendo de como estão seus níveis de glicose no sangue, você precisará comer mais ou menos carboidratos. 



MITO: Pessoas com diabetes não podem comer doces ou chocolate.

VERDADE: Doces e chocolates podem ser consumidos por pessoas com diabetes, se estiverem dentro de um planejamento alimentar combinado com exercícios físicos. Há algum tempo, eles deixaram de ser proibidos. O ‘pulo do gato’ em relação aos doces e chocolates é que eles devem ser consumidos em pequenas porções e em ocasiões especiais, ou seja, nesses dias você poderá focar as refeições em opções mais saudáveis, permitindo a ingestão de doces. Outra dica importante é evitar pular refeições.

MITO: Diabetes pode ser transmitido de uma pessoa para a outra.

VERDADE: Não. Diabetes não é contagiosa. As causas são genéticas e, no caso do Tipo 2, associadas ao estilo de vida. 

MITO: Pessoas com diabetes estão mais propensa a ter gripes e outras doenças.

VERDADE: Não. Não há comprovação de que você estará mais sujeito a gripes e resfriados, mas é importante se prevenir. Pessoas com diabetes são aconselhadas a tomar vacinas contra gripe porque a virose pode tornar o diabetes mais difícil de controlar e também porque, nesse grupo, a gripe pode evoluir mais frequentemente para complicações sérias.

MITO: Se você tem Diabetes Tipo 2 e é comunicado pelo médico que deverá começar a tomar insulina, isso significa que você falhou no controle.

VERDADE: Para a maioria das pessoas, o Diabetes Tipo 2 é uma doença progressiva. Assim que diagnosticadas, muitas pessoas conseguem manter seu nível e glicose normal apenas com o uso de medicamentos orais, planejamento alimentar e atividade física. Ao longo do tempo, no entanto, o organismo produz cada vez menos insulina. A medicação pode não ser suficiente para controlar a taxa de glicemia. Usar insulina para controlar a glicose é uma coisa boa, não ruim.

MITO: Frutas são ‘comida saudável’, então posso comer o quanto quiser.

VERDADE: Frutas são alimentos saudáveis. Elas contém fibras, minerais e vitaminas. A segunda parte da frase, no entanto, tem como resposta: depende. Depende do tipo de fruta, das suas taxas de glicemia, das suas refeições e outros fatores. Por conter carboidratos, as frutas devem ser incluídas no planejamento alimentar e na contagem. Converse com sua equipe multidisciplinar sobre a quantidade, a frequência e os tipos de frutas aconselhados para você.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referência Bibliográfica:

Mitos e Verdades. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: www.diabetes.org.br Acessado em: 10/11/2017.