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domingo, 14 de junho de 2026

Benefícios da Beterraba

 

A beterraba é uma fonte rica de antioxidantes como a vitamina C, betalaína, carotenoides e flavonoides, que combatem os radicais livres, protegendo as células e reduzindo o risco de câncer e doenças crônicas. Além disso, os benefícios da beterraba para o cabelo e pele podem ser considerados graças a sua ação antioxidante, principalmente quando consumida crua. Adicionalmente, ela contém óxido nítrico, que relaxa os vasos sanguíneos, melhorando a circulação, controlando a pressão arterial e aumentando o desempenho nos treinos. Como um alimento versátil, é possível desenvolver diversas receitas com beterraba.

 

Fortalece o sistema imunológico 

 A beterraba contém níveis significativos de vitamina C e zinco, substâncias que estimulam a fabricação das células do sistema imunológico, fortalecendo as defesas naturais do corpo. Além disso, contamos com os benefícios da beterraba para a pele, uma vez que o consumo do suco do vegetal também influencia na redução da inflamação, devolvendo o brilho natural da pele. Quando consideramos em saúde do sistema imunológico, também é interessante pensar nos benefícios da beterraba com cenoura, uma combinação que concentra uma ampla variedade de nutrientes e vitaminas, incluindo A, C, K, complexo B, ácido pantotênico, ácido fólico, potássio, fósforo, zinco, ferro, cobre e manganês.

Protege o sistema nervoso  

Se o óxido nítrico do nosso corpo não funciona bem, o cérebro pode ter problemas com o fornecimento de energia (glicose) e a comunicação entre as células nervosas, o que pode levar a problemas cognitivos e degeneração cerebral a longo prazo. Portanto, a beterraba, que ajuda a aumentar o óxido nítrico, tem o potencial de melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro e consequentemente proteger a função cognitiva, diminuindo o risco de demência.

 Aumenta o desempenho e a resistência nos exercícios físicos 

O consumo de suco de beterraba como suplemento durante o exercício físico tem mostrado vantagens, como o aumento da força e resistência, bem como a diminuição do tempo necessário para realizar os exercícios e do consumo de oxigênio.

Mantém a saúde dos músculos 

Graças ao nitrato contido na beterraba, ocorre um aumento no suprimento de oxigênio para os músculos, o que permite uma resposta mais eficaz às demandas do exercício. Além disso, a beterraba fornece mais resistência e energia aos atletas, aprimorando seu desempenho nas fases finais da atividade física, que normalmente são as mais desgastantes devido ao cansaço.

Ótima fonte de vitaminas e fitoquímicos 

A beterraba crua possui ferro e ácido fólico, e também é uma fonte significativa de iodo, magnésio, sódio, cálcio, óxido nítrico, vitaminas do complexo B e oligoelementos. 

O suco de beterraba é uma excelente fonte de vitaminas e compostos vegetais. Embora a raiz em si tenha pouca vitamina A, suas folhas são abundantes nesse nutriente, benéfico para a saúde ocular. No entanto, quando combinada, os benefícios da beterraba com cenoura são ainda mais abrangentes para a saúde dos olhos.

Ajuda a controlar a pressão arterial  

A beterraba faz parte do grupo de alimentos com teor de nitrato significativamente elevado, ultrapassando 1000mg/kg. Esse nitrato é convertido em óxido nítrico, que tem a capacidade de relaxar as paredes das artérias, resultando em uma dilatação que ajuda a reduzir a pressão arterial. Isso a torna uma escolha vantajosa para aqueles que enfrentam problemas de hipertensão.

Ajuda na prevenção e no combate à anemia 

Este é um verdadeiro mito. Muitas pessoas acreditam que a beterraba seja um alimento rico em ferro que contribuiria na prevenção e combate à anemia, entretanto analisando suas informações nutricionais, encontramos quantidades baixas de ferro e vitaminas do complexo B. Além disso, existe uma tradição cultural de que cozinhar a beterraba juntamente com o feijão enriquece o feijão de ferro, mas na prática a beterraba possui substâncias antinutricionais que podem competir com o ferro presente no feijão e prejudicar sua biodisponibilidade.

Contribui para o bom funcionamento do intestino

Rico em fibras, desempenha um papel crucial na promoção da saúde intestinal. As fibras colaboram na manutenção de uma microbiota intestinal saudável, promovendo o crescimento de bactérias benéficas à saúde além de oferecer uma sensação prolongada de saciedade, pois permanece por mais tempo no estômago e no intestino delgado. Essa qualidade das fibras se destaca, especialmente para aqueles que estão em um programa de dieta, já que contribui para a redução do consumo alimentar, proporcionando uma ajuda valiosa na gestão do peso. 

Ajuda a combater a ansiedade e a depressão

A beterraba é uma fonte de triptofano, um aminoácido utilizado pelo corpo na síntese de serotonina, um neurotransmissor associado à sensação de bem-estar e relaxamento. A deficiência desse neurotransmissor é comum em indivíduos que enfrentam depressão ou ansiedade. Além disso, a beterraba contém betaína e folato, substâncias que também desempenham um papel positivo na regulação do humor. 

Ótima aliada no tratamento e prevenção de varizes 

O sódio e o cálcio encontrados na beterraba auxiliam na eliminação do acúmulo excessivo de cálcio nas paredes dos vasos sanguíneos, o que a torna um valioso recurso no tratamento e prevenção de varizes.


Auxilia em casos de tromboflebite  

O suco de beterraba, devido à alta concentração de magnésio, sódio e cálcio, exerce uma influência multifacetada no sistema vascular e circulatório do corpo, oferecendo suporte no tratamento de tromboflebite, que envolve a formação de coágulos em uma veia associado à inflamação na parede venosa.

Benéfica para a glândula da tireoide 

Graças ao iodo presente no suco da beterraba, que é vantajoso para o bom funcionamento da glândula tireóide. 

Ajuda a controlar a pressão arterial, evitando casos de hipertensão

Rica em nitratos naturais, a beterraba pode ajudar a controlar a pressão arterial, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos. Essa ação contribui para uma melhor circulação, sendo uma escolha saborosa e natural na prevenção da hipertensão.  

Contribui para a formação dos bebês na gravidez 

As mulheres grávidas podem encontrar benefícios na beterraba devido ao seu teor significativo de ácido fólico, um componente essencial para o desenvolvimento da medula espinhal e do tubo neural nos bebês em gestação.

Estimula e preserva a saúde sexual 

Além de melhorar a circulação sanguínea, incluindo a região dos órgãos sexuais, a beterraba é uma excelente fonte de boro, um mineral essencial para a produção de testosterona, o hormônio relacionado ao desejo sexual em ambos os sexos.

Mantém a saúde dos olhos e previne cataratas 

A rica combinação dos benefícios da beterraba com cenoura preserva a saúde ocular e ajuda a prevenir cataratas, uma vez que é fonte em vitamina A, um nutriente fundamental para manter a saúde dos olhos.

Previne o envelhecimento precoce 

Os benefícios da beterraba para a pele são diversos, uma vez que ela desacelera o processo de envelhecimento precoce devido aos níveis elevados de betalaínas, que atuam como antioxidantes poderosos, protegendo as células contra os danos provocados pelos radicais livres. Além disso, as folhas de beterraba são uma fonte generosa de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico e combate o envelhecimento prematuro, pois desempenha um papel essencial na síntese de colágeno, que proporciona firmeza e elasticidade à pele.

Ajuda a prevenir e combater alguns tipos de câncer 

Descobertas iniciais indicam que o uso de suplementos de beterraba tem o potencial de ser uma abordagem promissora para mitigar os sintomas inflamatórios associados ao câncer, graças às suas propriedades anti-inflamatórias e à capacidade de combater os radicais livres. 

Controla o colesterol e protege o coração 

A beterraba exerce controle sobre os níveis de colesterol e atua como uma defensora do coração, graças à presença de antioxidantes e fibras, especialmente celulose, que auxiliam na redução da absorção de colesterol pelo intestino. Além disso, a betacianina, o pigmento responsável pela coloração da beterraba, é um antioxidante que desempenha um papel importante na prevenção da formação de colesterol LDL, que se acumula nas paredes das artérias, sendo a principal causa de derrames e infartos.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Benefícios da Beterraba que você precisa conhecer. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 14/06/2026

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Benefícios do Espinafre Para a Saúde


Você provavelmente já ouviu falar que o espinafre é uma das escolhas mais saudáveis que você pode fazer quando se trata de vegetais de folhas verdes. Desde as aventuras do marinheiro Popeye até as mesas de jantar ao redor do mundo, o espinafre sempre teve seu lugar. Mas você sabe por que esse alimento é tão aclamado? 

Ajuda a manter o bom funcionamento do intestino: evita a prisão de ventre

Uma das primeiras coisas que vem à mente quando falamos de espinafre é a sua fibra. Os benefícios do espinafre para a saúde intestinal se dão devido ao rico aporte em fibras, sendo uma escolha incrível para a saúde digestiva. Consumir o vegetal regularmente ajuda a manter o bom funcionamento do intestino, evitando a temida prisão de ventre e promovendo uma digestão mais suave. Lembrando que para o bom funcionamento do intestino, não só o consumo de fibras como também a ingestão de água correta e a realização de atividades físicas são de muita importância. Portanto, pode-se considerar também os benefícios do espinafre na musculação ou em qualquer outra atividade física que seja do seu agrado.

Seu consumo regular ajuda a proteger a visão

O espinafre é uma excelente fonte de luteína e zeaxantina, dois antioxidantes que desempenham um papel fundamental na proteção dos olhos contra danos causados pela exposição à luz solar e pelo envelhecimento. Esses antioxidantes ajudam a prevenir doenças oculares, como a degeneração macular, e contribuem para a manutenção de uma visão nítida.

Ajuda a prevenir doenças, como a anemia

Além de sua contribuição para a saúde dos olhos, o espinafre é fonte de ferro e ácido fólico. Esses nutrientes desempenham um papel fundamental na prevenção da anemia, uma condição caracterizada pela falta de glóbulos vermelhos saudáveis no sangue. Portanto, incluir espinafre em sua dieta pode ajudar a manter seus níveis de ferro adequados.

Auxilia na redução de peso

Também podemos contar com os benefícios do espinafre para emagrecer. Foi observado que um extrato de espinafre, que é rico em tilacóides, tem a capacidade de promover uma sensação de saciedade. Acredita-se que os tilacóides atrasam a digestão e absorção de gorduras, diminuindo a velocidade desse processo. Portanto, o consumo do vegetal pode ser benéfico para aqueles que desejam controlar o apetite e, consequentemente, é uma opção valiosa para quem busca aproveitar os benefícios do espinafre para emagrecer e consequentemente a prevenção de doenças provenientes do excesso de peso. 

Auxilia no combate ao câncer

O espinafre contém uma variedade de compostos antioxidantes, como a vitamina C e o betacaroteno, que são conhecidos por seu potencial na prevenção do câncer. Estudos epidemiológicos revelaram que a inclusão do espinafre na dieta está associada à redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama, cólon e esôfago.

Saúde do coração: reduz a pressão arterial

 

A pressão alta é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, mas o espinafre pode ajudar a mantê-la sob controle. Graças aos tilacóides e os fitoquímicos, os benefícios do espinafre para a saúde cardiovascular se dá devido a atuação do vegetal como um aliado no tratamento de hipertrigliceridemia (colesterol alto), que é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares. Logo, o consumo do espinafre protege contra doenças do coração e, consequentemente, auxilia reduzindo a pressão arterial.

Ajuda a fortalecer e aumentar a resistência dos ossos

A saúde óssea é essencial em todas as fases da vida, e o espinafre contribui significativamente para essa área. É uma fonte rica de vitamina K, que desempenha um papel crucial na absorção de cálcio e no fortalecimento dos ossos. Portanto, os benefícios do espinafre para crianças também envolvem o processo de crescimento saudável.

Retarda o envelhecimento

Graças aos benefícios do espinafre para a pele, se você deseja manter uma aparência jovem e radiante, o espinafre pode ser um grande aliado. Sua riqueza em antioxidantes combate os radicais livres, ajudando a retardar o envelhecimento da pele e mantendo-a saudável e vibrante.

Cabelos e pele saudáveis

Como já falado anteriormente sobre os benefícios do espinafre para a pele, os nutrientes presentes no vegetal, incluindo a vitamina A e o ferro, contribuem para a saúde dos cabelos e da pele. O consumo regular de espinafre pode ajudar a manter a pele hidratada e promover o crescimento capilar. Ou seja, os benefícios do espinafre para a pele e consequentemente retardar o envelhecimento caminham juntos!

Ajuda a fortalecer o sistema imune

O sistema imunológico desempenha um papel fundamental na proteção do corpo contra infecções. Com sua abundância de vitaminas e minerais, as propriedades e benefícios do espinafre ajudam a fortalecer o sistema imunológico, tornando-o mais capaz de combater vírus e bactérias.

Importante na saúde do bebê durante a gestação

Para as futuras mamães, os benefícios do espinafre na gravidez são muitos. Seu teor de ácido fólico desempenha um papel crucial na prevenção de defeitos no tubo neural do feto, tornando-o essencial para uma gestação saudável. Portanto, os benefícios do espinafre para gestantes incorporam aos benefícios do espinafre para crianças, desde a sua formação.

Faz bem para quem tem diabetes: regula os níveis de açúcar no sangue

Para as pessoas que vivem com diabetes, o espinafre é uma escolha inteligente. Devido a uma substância chamada tilacóide, o espinafre colabora na diminuição da resistência à insulina, contribuindo para manter os níveis de açúcar no sangue estáveis ao longo do dia. 

Regula os níveis de açúcar no sangue

Isso acontece devido à sua riqueza em fibras, antioxidantes e magnésio. As fibras retardam a absorção de açúcar no organismo, mantendo os níveis mais estáveis. Além disso, os antioxidantes ajudam a proteger as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, enquanto o magnésio contribui para a sensibilidade à insulina, promovendo um melhor controle glicêmico.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Benefícios do espinafre para a saúde. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 03/02/2026.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Anemia: Quais são os Melhores Alimentos Para Combatê-la?

 
A anemia é uma condição que ocorre quando o corpo apresenta deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, resultando em uma diminuição na produção de glóbulos vermelhos.

Essa condição pode causar sintomas como fadiga, fraqueza, tonturas e falta de ar. Para evitar isso, o primeiro passo é revisar a dieta, incluindo alimentos ricos em ferro.

Consuma carnes vermelhas magras, fígado, frango, peixes, ovos e frutos do mar. Para quem segue uma dieta vegetariana, boas fontes de ferro incluem feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, espinafre, couve e outras folhas escuras.

Além disso, é importante consumir alimentos ricos em vitamina C, como laranja, acerola, morango e kiwi, pois essa vitamina melhora a absorção do ferro.

Para alguns grupos de pessoas, como gestantes, idosos, atletas de alta performance, portadores de certas doenças crônicas, entre outros, pode ser necessário também incluir suplementos alimentares. Mas, atenção: isso precisa ser feito sob a orientação de um profissional de saúde, que avaliará as dosagens adequadas e monitorará os níveis para evitar o excesso de ferro, que pode ser prejudicial.

Combater a anemia traz uma série de benefícios: aumenta a energia, melhora a concentração, protege o coração, melhora o desempenho físico e o sono, previne complicações na gravidez, fortalece o sistema imunológico, beneficia a pele, os cabelos e as unhas, entre outros.

Tudo começa com uma alimentação equilibrada e saudável. Conte comigo para ajudar você a adotar uma rotina alimentar que aumente sua qualidade de vida, levando em conta suas necessidades pessoais e suas preferências. Vamos em busca de mais saúde, com base em bons hábitos e escolhas inteligentes, que você merece fazer!

#Anemia #AlimentaçãoSaudável #CombateÀAnemia #NutriçãoFuncional #DicasDeNutrição

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Ferritina Baixa

 

O ferro é um dos nutrientes mais importantes para o bom funcionamento do nosso corpo, sendo essencial na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células. Mas o que acontece quando se tem ferritina baixa? 

O que é ferritina? 

A ferritina é uma proteína que desempenha um papel crucial no armazenamento e liberação de ferro no organismo. O ferro é um elemento essencial necessário para várias funções biológicas, incluindo o transporte de oxigênio pelo sangue e a produção de energia celular. No entanto, o ferro também pode ser tóxico quando está em excesso no corpo, portanto, seu nível precisa ser regulado. 

A ferritina atua como um reservatório de ferro dentro das células, permitindo que o ferro seja armazenado de forma segura quando está em excesso e liberado quando há uma demanda aumentada por ele. Isso é particularmente importante porque os níveis de ferro no corpo precisam ser mantidos em equilíbrio para evitar problemas de saúde, como a anemia por deficiência de ferro ou a sobrecarga de ferro, que pode ser prejudicial. 

Os níveis de ferritina no sangue são frequentemente medidos para avaliar os níveis de ferro no corpo. Baixos níveis de ferritina podem indicar deficiência de ferro, enquanto níveis elevados podem ser um sinal de sobrecarga de ferro ou outras condições médicas, como inflamação crônica. Portanto, os testes de ferritina são úteis para ajudar no diagnóstico e tratamento de distúrbios relacionados ao ferro no organismo. 

Ferritina alta x ferritina baixa 

Normalmente, em pessoas saudáveis o valor de referência da ferritina sérica é de 23 a 336 ng/mL em homens e de 11 a 306 ng/mL em mulheres podendo variar de acordo com o laboratório. Porém, na mulher é normal existir ferritina baixa na gravidez devido ao aumento da quantidade de sangue e da passagem de ferro pela placenta para o bebê. 

Os níveis de ferritina alta e ferritina baixa no corpo podem indicar diferentes condições médicas e têm implicações diferentes para a saúde: 

Ferritina Alta: 

  • Níveis elevados de ferritina no sangue podem ser indicativos de sobrecarga de ferro no organismo. Isso pode ocorrer em condições como a hemocromatose, uma doença genética que leva à absorção excessiva de ferro dos alimentos, resultando em seu acúmulo nos tecidos do corpo. 
  • Outra causa de ferritina alta pode ser a inflamação crônica. Nesse caso, o aumento da ferritina é uma resposta do corpo à inflamação, e não necessariamente uma sobrecarga de ferro. 
  • A ferritina alta também pode ser encontrada em condições como hepatite, alcoolismo crônico, doença hepática, talassemia, e em certas doenças autoimunes. 

Ferritina Baixa: 

  • Níveis baixos de ferritina são geralmente um sinal de deficiência de ferro no organismo. Isso pode resultar em anemia por deficiência de ferro, uma condição em que o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina, uma proteína essencial para o transporte de oxigênio pelo sangue. 
  • A deficiência de ferro pode ser causada por dieta inadequada, perda de sangue excessiva (como em casos de sangramento menstrual intenso ou úlceras gastrointestinais), problemas de absorção de ferro no intestino, ou outras condições médicas. 

É importante monitorar os níveis de ferritina no sangue e interpretá-los em conjunto com outros testes e informações clínicas para determinar a causa subjacente. Se você suspeitar de problemas relacionados ao ferro, como anemia ou sobrecarga de ferro, é aconselhável consultar um médico para avaliação e tratamento adequados. A abordagem terapêutica variará dependendo da causa específica dos níveis anormais de ferritina. 

Qual nível de ferritina baixa é preocupante? 

Quando a pessoa está saudável, a quantidade de ferritina esperada vai de 23 a 336 ng/ml (nanograma por mililitro) para homens, e de 11 a 306 ng/ml para mulheres (exceto gestantes). Resultados que fogem a esses valores de referência podem indicar ferritina baixa ou alta, mas o índice não é visto de forma isolada. 

Quando a ferritina baixa é perigosa? 

Níveis baixos de ferritina no sangue, quando persistentes, podem ser perigosos porque indicam uma deficiência de ferro no organismo. A gravidade da deficiência de ferro depende da intensidade da carência e da duração. Aqui estão algumas situações em que uma baixa ferritina pode ser considerada perigosa: 

  • Anemia por Deficiência de Ferro: A ferritina é frequentemente usada como um marcador para avaliar os estoques de ferro no corpo. Quando os níveis de ferritina estão significativamente baixos, isso é um indicativo de que o corpo não tem ferro suficiente para produzir hemoglobina em quantidade adequada. A hemoglobina é essencial para o transporte de oxigênio pelo sangue. Se a deficiência de ferro não for tratada, pode levar ao desenvolvimento de anemia por deficiência de ferro, que causa sintomas como fadiga, fraqueza, palidez, falta de ar e outros problemas de saúde. 
  • Impacto na Função Cognitiva e Física: A deficiência de ferro pode afetar negativamente a função cognitiva, o desenvolvimento em crianças, a capacidade de concentração e o desempenho físico. Isso pode ser especialmente preocupante em crianças em fase de crescimento e desenvolvimento. 
  • Causas Subjacentes: Além das complicações diretas da anemia, a deficiência de ferro pode ser causada por condições subjacentes, como sangramento gastrointestinal (por exemplo, úlceras, pólipos intestinais), distúrbios autoimunes, doenças crônicas, distúrbios de absorção intestinal e dietas deficientes em ferro. É importante identificar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro para evitar problemas de saúde mais graves. 
  • Complicações em Grupos de Risco: Grupos de risco, como gestantes e crianças em crescimento, são particularmente vulneráveis à deficiência de ferro. A deficiência de ferro durante a gravidez pode levar a complicações para a mãe e o feto, incluindo parto prematuro e baixo peso ao nascer. Em crianças, a deficiência de ferro pode afetar o desenvolvimento físico e cognitivo. 

 

O que fazer quando tem ferritina baixa? 

Se a deficiência de ferritina não for grave, o tratamento pode ser feito com a ingestão diária de ferro ou com dietas ricas em alimentos ricos em ferro e em vitamina C (para melhorar a absorção do mineral). Em casos mais graves, pode ser necessária a suplementação de ferro via parenteral (por injeções). 

Quais os sintomas de ferritina baixa no organismo? 

Em algumas poucas situações, níveis diminuídos dessa proteína podem causar cansaço, queda de cabelo e sensação de pernas inquietas. Se a ferritina baixa estiver ainda associada à anemia ferropriva, o indivíduo pode ter sintomas como cansaço, palidez, falta de ar e tontura. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Ferritina baixa: quais sintomas e níveis. Dietbox. Disponível em: www.blog.dietbox.com.br  Acessado em: 07/05/2024.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Anemia: Como Evitar?

A anemia ocorre quando há pouca hemoglobina no sangue. Essa proteína, presente nos glóbulos vermelhos, é indispensável para o transporte de oxigênio no corpo. Quando seus níveis estão baixos, o organismo inteiro é prejudicado.

O diagnóstico é feito a partir do exame de sangue, solicitado por um médico. Pele pálida, sobretudo nas gengivas, dentro dos lábios, rosto e nas partes internas das pálpebras, estão entre os sintomas mais comuns. Podem ocorrer também palpitações, pois o coração se acelera, para promover o aporte necessário de oxigênio ao corpo.

A sensação de ansiedade também é comum, pois com a ineficiência no suprimento de oxigênio o sistema nervoso também acelera. Pele, unhas e cabelos ficam frágeis e quebradiços. Dores de cabeça, tontura e cansaço também são comuns.

A anemia pode ocorrer não só pela deficiência de ferro, mas também pela carência de ácido fólico, vitamina B12 ou proteínas.

Na maioria dos casos, essa falta pode ser suprida com alimentos e suplementos que repõem os nutrientes. A suplementação de ferro deve ser feita de acordo com a necessidade de cada um. Por isso, casos de anemia devem ser sempre acompanhados por um médico e/ou nutricionista.

Há vários alimentos que ajudam a combater a anemia. Entre eles estão a quinoa, o amaranto, cereais integrais, feijão, grão-de-bico, soja, frutas secas, nozes e sementes, folhas verde-escuras, carnes vermelhas magras, miúdos e frutos do mar.

A vitamina C - disponível especialmente em frutas cítricas - e os alimentos ricos em proteínas melhoram a absorção do ferro presente nos vegetais. Por isso, procure temperar sua salada de folhas com limão, tomar um suco de laranja para acompanhar a refeição ou escolher uma fruta cítrica como sobremesa.

E, enquanto perdurar o diagnóstico de anemia, evite alimentos que inibem a absorção do ferro, como café, chás, mate, leite e derivados.

Busque o acompanhamento de um nutricionista para equilibrar sua alimentação, controlar a anemia e criar uma rotina alimentar mais saudável. Conte comigo!

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Anemia é Mais Comum nos Vegetarianos?

 


A abundância de ferro nas proteínas animais faz algumas pessoas acreditarem que as dietas vegetarianas sejam necessariamente pobres neste nutriente - e que a anemia, em consequência disso, seja inevitável. Mas isto está muito errado!

Na verdade, a prevalência de anemia em populações vegetarianas é idêntica à encontrada em populações não vegetarianas. Ou seja, o cuidado com a anemia deve ser tomado por todas as pessoas - independente de comerem carne ou não.

A alimentação vegetariana tem muitas opções de alimentos ricos em ferro, como feijão, lentilha, ameixa seca, linhaça e couve manteiga. Esses alimentos podem perfeitamente suprir a necessidade de ferro e evitar a anemia. Além disso, podem também ser combinados às frutas cítricas, como laranja e acerola, para, desta forma, aumentar a eficiência da absorção do ferro.

Existem também produtos enriquecidos com ferro e outros minerais, como farinha de arroz, achocolatados e bolachas com sementes, que podem ser usados por vegetarianos que queiram complementar sua alimentação.

A dieta vegetariana é baseada no consumo de alimentos de origem vegetal, uma escolha que pode ser muito saudável. Os vegetarianos costumam, de forma geral, ter uma alimentação bem balanceada, rica em variedades, e com outras fontes de proteína que não as carnes. Uma alimentação composta por grãos, verduras, legumes e frutas pode, sim, fornecer o Ferro (para evitar a anemia), além de toda a proteína, aminoácidos, gorduras essenciais, minerais e vitaminas (com a exceção da vitamina B12) necessários para a manutenção de uma saúde excelente.

A dieta vegetariana, como qualquer outra, deve ser acompanhada por um profissional de nutrição, que saberá elaborar cardápios e composições alimentares que nutram de maneira efetiva seus praticantes, com riqueza de sabores e opções.

Feita corretamente, a dieta vegetariana oferece todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo. O ideal é procurar um nutricionista para assegurar que sua dieta, seja ela qual for, seja a mais adequada para você! Conte comigo!

#souvegetariano #comidadevegetariano #vegetarianosaudavel #amoservegetariano #opcoesvegetarianas

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Anemia é Mais Comum nos Vegetarianos?

 


A abundância de ferro nas proteínas animais faz algumas pessoas acreditarem que as dietas vegetarianas sejam necessariamente pobres neste nutriente - e que a anemia, em consequência disso, seja inevitável. Mas isto está muito errado!

Na verdade, a prevalência de anemia em populações vegetarianas é idêntica à encontrada em populações não-vegetarianas. Ou seja, o cuidado com a anemia deve ser tomado por todas as pessoas - independente de comerem carne ou não.

A alimentação vegetariana tem muitas opções de alimentos ricos em ferro, como feijão, lentilha, ameixa seca, linhaça e couve manteiga. Esses alimentos podem perfeitamente suprir a necessidade de ferro e evitar a anemia. Além disso, podem também ser combinados às frutas cítricas, como laranja e acerola, para, desta forma, aumentar a eficiência da absorção do ferro.

Existem também produtos enriquecidos com ferro e outros minerais, como farinha de arroz, achocolatados e bolachas com sementes, que podem ser usados por vegetarianos que queiram complementar sua alimentação.

A dieta vegetariana é baseada no consumo de alimentos de origem vegetal, uma escolha que pode ser muito saudável. Os vegetarianos costumam, de forma geral, ter uma alimentação bem balanceada, rica em variedades, e com outras fontes de proteína que não as carnes. Uma alimentação composta por grãos, verduras, legumes e frutas pode, sim, fornecer o Ferro (para evitar a anemia), além de toda a proteína, aminoácidos, gorduras essenciais, minerais e vitaminas (com a exceção da vitamina B12) necessários para a manutenção de uma saúde excelente.

A dieta vegetariana, como qualquer outra, deve ser acompanhada por um profissional de nutrição, que saberá elaborar cardápios e composições alimentares que nutram de maneira efetiva seus praticantes, com riqueza de sabores e opções.

Feita corretamente, a dieta vegetariana oferece todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo. O ideal é procurar um nutricionista para assegurar que sua dieta, seja ela qual for, seja a mais adequada para você! Conte comigo!

#souvegetariano #comidadevegetariano #vegetarianosaudavel #amoservegetariano #opcoesvegetarianas

 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Ferro: Como Suplementar?

 


Sua respiração, produção de energia, proliferação celular e muitos outros processos fisiológicos, precisam de um nutriente fundamental para serem realizados: o ferro.

Um quadro em que a disponibilidade de ferro é insuficiente para atender as necessidades do corpo, é caracterizado como uma deficiência desse mineral. 

Entenda que a anemia não é o único indicador desta falta de ferro, sendo que pode haver uma deficiência com ou sem um quadro de anemia.

E essa deficiência pode ser corrigida por meio da alimentação e complementada com a prescrição magistral.

Por isso, ter segurança na hora de prescrever uma formulação manipulada com este nutriente, é fundamental para assegurar melhores resultados no tratamento nutricional. 

E neste texto você vai entender as melhores formas de prescrever esse mineral. 

 

Anemia e a deficiência de ferro

Como já falado aqui, o quadro de anemia não ocorre apenas pela falta de ferro. Mesmo assim, ainda é a manifestação mais significativa e prevalente dessa deficiência, sendo denominada anemia ferropriva.

Um estudo Global Burden of Diseases, Injuries and Risk Factors de 2013 relatou exatamente essa questão, onde a anemia ferropriva foi prevalente entre as outras causas de anemia variando amplamente por geografia, idade e sexo

Os sintomas que levam a identificação da anemia ferropriva são até bem característicos, estando frequentemente associados à fraqueza, fadiga, dificuldade de concentração e redução da atividade física, o que compromete e muito a qualidade de vida do paciente. 

No caso da anemia ferropriva, além de avaliar o indicador de ferro, é preciso avaliar outros nutrientes, pois estes podem apresentar também deficiência, como é o caso do ácido fólico e a vitamina B12.

Inclusive, nutrientes envolvidos no metabolismo do ferro também precisam ser levados em consideração, como piridoxina, riboflavina, vitamina C, zinco e cobre. 

A deficiência destes outros nutrientes pode ser a causa indireta da anemia, pela relação do metabolismo dos micronutrientes como um todo. 

 

Mas e quando não há anemia?

Bem, isso pode acontecer. Mesmo que o paciente não tenha anemia, ele pode ainda assim ter deficiência do ferro, se os níveis de ferritina estiverem baixos.

A Ferritina Sérica é a indicação mais sensível e específico de deficiência de ferro, e muitas vezes complementado com a avaliação da Saturação da Transferrina, que avalia a capacidade do sangue de transportar ferro.

Níveis baixos de ferritina, podem indicar deficiência de ferro, e esse declínio tem como causa variados fatores, por exemplo: alimentação com déficit em ferro e vitamina C; sangramento menstrual intenso, o hipotireoidismo, neoplasias e problemas gastrointestinais (sangramento no esôfago, estômago ou intestinos). 

Por outro lado, valores de ferritina elevados, não são necessariamente decorrentes da sobrecarga de ferro, sendo que essa causa representa a minoria dos casos.

O que acontece na maioria dos casos é expressão maior da ferritina na fase aguda de uma inflamação, elevando seus níveis.

 


E a queda de cabelo, é falta de ferro?

Pode ser um dos fatores sim, já que, como componente da hemoglobina, fornece energia às células da matriz folicular e está presente no folículo piloso, favorecendo a síntese capilar. 

O que acontece é que, quando as concentrações de ferritina, estão baixas no organismo, ela é removida do folículo e vai para outras funções vitais.

Essa falta de hemoglobina resulta na pouca oxigenação e transporte de nutrientes, favorecendo a queda capilar. 


Mas afinal, como suplementar ferro na prática?

Eu vejo que muitos profissionais possuem um sentimento de frustração ao perceberem que a suplementação recomendada para seus pacientes não teve resultados satisfatórios.

Por isso que quero que você entenda que há fatores que interferem na eficácia do tratamento. 

Algumas vezes à ineficácia na correção de deficiência de ferro está atrelado a efeitos gastrointestinais da suplementação que reduzem a tolerância e a adesão ao tratamento.

E eu quero te ajudar nessa questão, então confere algumas dicas que separei aqui que vão favorecer o aumento da biodisponibilidade de ferro e redução dos efeitos gastrointestinais.


Dicas Magistrais

  • Evite associar ferro com outros minerais como cálcio e zinco;
  • Associe ferro com Lactobacillus plantarum ou piperina;
  • Opte pela forma química bisglicinato (4 x mais biodisponibilidade que o sulfato ferroso) 
  • Outras possibilidades de ferro que não geram desconforto gastrointestinal é o lipossomado (Lipofer) ou polimaltosado. Pacientes que não se adaptam ao bisglicinato, normalmente se adaptam bem à essas formas químicas de ferro.
  • Oriente tomar o suplemento com estômago vazio que melhora a biodisponibilidade, porém, pode piorar os efeitos gastrointestinais. Se consumir após a refeição, opte por uma refeição com poucas fibras;
  • Prescreva 1 dose ao dia em dias alternados (para reduzir a hepcidina que reduz absorção do ferro);
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    As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

     


    Referências Bibliográficas:

    Pujol, AP. Ferro: como suplementar? Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 17/09/2021.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Anemia por Deficiência de Ferro

 


A deficiência por ferro, ou anemia ferropriva, é uma das principais deficiências nutricionais, especialmente nos países em desenvolvimento, em gestantes e lactantes. Sua natureza é multifatorial, ou seja, sua ocorrência se dá por fatores biológicos, condições socioeconômicas e culturais. Hoje, vamos entender como ela ocorre, quais são os sintomas e como podemos preveni-la!

Esta doença caracteriza-se pelos níveis sanguíneos de hemoglobina abaixo do normal, que diminuem o transporte de oxigênio para os tecidos e órgãos humanos. Pode ser causada por uma hemorragia, onde há perda excessiva de sangue; destruição da hemoglobina ou deficiência em sua produção. Neste contexto, o ferro é um nutriente essencial para a formação da hemoglobina, portanto, sua ingestão e absorção insuficientes podem levar à anemia. 

Mas, como ocorre esta deficiência? Inicialmente, há diminuição de uma proteína de reserva de ferro, a ferritina sanguínea. Consequentemente, ocorre uma queda dos níveis de ferro sanguíneo, que provoca a diminuição da concentração de hemoglobina. A partir deste momento, pode surgir a anemia ferropriva. 

 


Os principais sintomas desta doença são: fadiga generalizada; falta de apetite; palidez da pele e mucosas, principalmente na parte interna do olho e gengivas; menor disposição; dificuldade de aprendizagem e apatia. Mas, o diagnóstico deve ser confirmado por meio de um exame laboratorial, onde considera-se anemia quando os valores de hemoglobina sanguínea estiverem abaixo de 11 g/dl para gestantes e crianças de 6 meses a 6 anos, 12 g/dl para mulheres e crianças de 6 a 14 anos e 13 g/dl para homens. Outros índices também podem ajudar no diagnóstico, como o volume corposcular médio (VCM), que indica o tamanho das hemácias; a hemoglobina corposcular média (HCM), que corresponde ao peso da hemoglobina na hemácia; a concentração de hemoglobina corposcular média (CHCM), que é a concentração de hemoglobina dentro da hemácia; e a ferritina, parâmetro que avalia a quantidade de reserva de ferro corporal. Na anemia, estes índices encontram-se reduzidos.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Viçosa e pela Universidade Federal de São Paulo, em 2007, mostrou que, entre as crianças de 6 a 12 meses atendidas pelo sistema público de saúde, o fator mais relacionado à ocorrência de anemia não era a baixa ingestão de carne, mas sim a baixa ingestão de frutas. Os autores concluíram que, comer menos do que uma fruta por dia aumenta o risco de anemia. 


Portanto, vamos entender como os alimentos podem nos ajudar a prevenir esta doença. A eficiência da absorção de ferro será determinada pelo alimento que o contém, visto que, em alimentos de origem animal, o ferro geralmente está na forma “heme”, que é de fácil absorção, diferente do ferro na forma “não heme”, encontrado em alimentos de origem vegetal. Neste contexto, as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; carne de aves e de peixes representam as melhores fontes de ferro. Entre as leguminosas, podemos citar os feijões, grão-de-bico, ervilha e lentilha. As hortaliças folhosas verde-escuras geralmente são ricas em ferro, como o agrião, couve, cheiro verde e taioba, porém, além desse ferro encontrar-se na forma "não heme", muitas dessas plantas apresentam substâncias antinutricionais, que podem "arrastar" o ferro, impedindo o de ser absorvido, como o ácido oxálico e fítico presente no espinafre. Os grãos integrais ou enriquecidos, nozes e castanhas, melado de cana, rapadura e açúcar mascavo também são fontes de ferro. No mercado, é possível encontrar alimentos enriquecidos com ferro, como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros. 

 
 

Vale ressaltar, que a vitamina C tem a capacidade de aumentar a absorção de ferro e pode ser encontrada em abundância em frutas cítricas, como a laranja, tangerina e limão; acerola e caju. Por isto, deve-se ingeri-la juntamente com alimentos ricos em ferro ou suplementos. Em contrapartida, o cálcio é um mineral que pode inibir a absorção de ferro. Por isso, se você está anêmico, evite consumir alimentos derivados do leite junto com alimentos fontes ou suplementos de ferro.

No caso de recém-nascidos, as crianças que recebem leite materno possuem menor prevalência de anemia, visto que o ferro do leite materno tem maior absorção do que o presente no leite da vaca, o que justifica o fato deste alimento ser suficiente para fornecer um balanço adequado do mineral nos primeiros seis meses de vida.


 

Devido às complicações desta doença, mantenha uma dieta equilibrada em ferro e faça acompanhamentos médicos. Como vimos, se você é anêmico, evite o consumo de fontes e suplementos de ferro com alimentos ricos em cálcio e, no caso das lactantes, amamente o seu bebê exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade, a fim de prevenir diversas doenças, como a anemia.
 
 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Russo, JFS. Anemia por deficiência de ferro. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 23/07/2021.

domingo, 6 de setembro de 2020

Nutrição na Doença Falciforme

 


A importância nutricional em pacientes com Anemia Falciforme (AF) tem sido o foco no tratamento, pois uma alimentação adequada pode ajudar no crescimento saudável e adequado de crianças, e reduz riscos de complicações em doentes de qualquer idade.

Tradicionalmente as orientações alimentares disponíveis abordam associações com deficiências de micro e macro nutrientes, assim como minerais (zinco, magnésio, ferro, cobre cromo, manganês) e terapia antioxidante. A AF é uma das doenças nas quais o estresse oxidativo desempenha um papel significativo, afetando os glóbulos vermelhos e levando à inflamação e à dor. Entre os vários antioxidantes, os flavonoides (laranja, limão, tangerina, lima, repolho roxo, alface roxa, alho, batata de casca avermelhada e batata doce roxa) são muito importantes, além das vitaminas A (gema de ovo, cenoura, espinafre, manga, mamão) C (laranja, limão, tangerina e lima), e E (salmão, ovo cozido, fígado de galinha, fígado de boi, abóbora, brócolis, espinafre, acelga, azeitona, amêndoas, amendoim, semente de girassol, avelã e nozes).

Mecanismos pelos quais as deficiências nutricionais podem ocorrer incluem diminuição da ingestão, má absorção intestinal, e aumento do catabolismo devido a um estado de inflamação crônica. Além disso, acredita-se que constantes problemas de saúde, hospitalizações frequentes, medo, dor, alterações no paladar e do odor, supressão do apetite devido ao bloqueio do neuro peptídeo Y (NYP) e outros estressores psicológicos, estejam associados a variados graus de anorexia e redução da alimentação.

Estudos mostram que crianças com AF utilizam 19% de calorias, cerca de 58% de proteína e 47% de glutamina a mais que crianças saudáveis da mesma idade. Grandes déficits energéticos devido a taxa metabólica basal aumentada, são considerados um dos possíveis fatores que contribuem para o déficit de crescimento nestas crianças.

Por isso a terapia tradicional é fundamental.



Ácidos graxos ômega-3

Os ácidos graxos ômega-3, especificamente o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosaexaenoico (DHA), são dois constituintes estruturais e funcionais importantes dos glóbulos vermelhos que demonstraram inibir a hemólise. Além disso, foi observado que quanto maior a quantidade de EPA e DHA no sangue, menor o risco de desenvolver complicações da AF, menor o grau de anemia e redução de crises dolorosa.

 Fontes: salmão, sardinha e algas.

 
Zinco

Há ampla evidência ligando níveis mais baixos de zinco com aumento da crise dolorosa. O aumento da necessidade diária de zinco não é atendido pela ingestão usual, e é uma consequência causada pelo aumento da hemólise, sendo necessária a suplementação. Evidências sugerem que a suplementação de zinco não apenas melhora o crescimento e o peso das crianças, mas também aumenta a imunidade, oferecendo proteção viral e antibacteriana.

Fontes: carnes vermelha e de aves, feijão, lentilhas, amêndoas, amendoins, grãos integrais, leite e derivados.


Magnésio

O magnésio protege contra perdas de água e potássio.

Fontes: linhaça, gergelim, castanhas e amendoim.



Cobre

A deficiência de cobre está ligada à anemia, sendo um ingrediente chave para o metabolismo do ferro. A ceruloplasmina ajuda a mobilizar o ferro armazenado no fígado e a torná-lo mais disponível para a síntese de hemoglobina. É importante ressaltar que, na anemia por deficiência de cobre, a taxa de síntese de hemoglobina é reduzida, apesar do aumento dos níveis de ferro no fígado.

Fontes: fígado de boi cozido, mexilhões, ostras, cereais integrais, caju, amendoim, amêndoa, nozes.


Cromo

O cromo atua não apenas como cofator nos receptores da membrana celular sensível à insulina, mas também desempenha importante função no metabolismo de carboidratos, que é a fonte de energia indispensável para estes indivíduos.

Fontes: carnes, frango, frutos do mar, ovos, leite e derivados, aveia, linhaça, chia, arroz, uva, maçã, laranja, espinafre, brócolis, alho, tomate, feijão, soja e milho.

Manganês

O manganês ajuda na síntese de glicoproteínas e na formação óssea. Também atua como cofator da piruvato carboxilase, que participa da reação em cadeia respiratória necessária para a produção de energia necessária para os pacientes com AF.

Fontes: grãos integrais, leguminosas e nozes.

 




Papel das vitaminas

 

A deficiência de várias vitaminas e minerais são observadas nestes pacientes. Essas carências causam uma redução significativa nas concentrações dos níveis de antioxidantes. A diminuição da concentração das vitaminas antioxidantes A, C e E, é responsável pelo aumento da hemólise e suscetibilidade a infecções bacterianas. Reduções da pressão arterial de células falciformes foram observadas com uma suplementação destas vitaminas, além de um aumento na concentração de hemoglobina. Por isso, uma alimentação rica em vitaminas A, E, C e minerais, magnésio e zinco, mostrou resultados benéfico no crescimento e desenvolvimento destas crianças assim como redução de crises aguda de dor.

Como a deficiência nutricional desempenha papel significativo na complicação da AF, deve-se enfatizar a educação dos pacientes sobre necessidades específicas de nutrientes e calorias.

Cuidados adequados devem ser fornecidos sobre a ingestão alimentar, formas de fornecer refeições nutritivas (particularmente entre o grupo de baixa renda) e meios para aumentar o consumo de proteínas e calorias.

Os pacientes com AF são propensos a fraturas ósseas e geralmente o nível de vitamina D é muito baixo, colocando-os em grande risco. Além do banho de sol em horários adequados, a suplementação de rotina ajudar a manter os níveis adequados nesses pacientes.

Os benefícios da alimentação adequada associado a suplementos (feito com acompanhamento médico ou nutricional) estão sendo cada vez mais exploradas para a intervenção nutricional, com o objetivo de melhorar o estado imunológico e para prevenir sintomas relacionados à doença e redução da morbimortalidade destes pacientes.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referência Bibliográfica:

 Stavro, A. O papel da nutrição na doença falciforme. Nutrição em Pauta. Disponível em: www.nutricaoempauta.com.br Acessado em: 06/09/2020.