sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Amamentação e Alimentação: Abaixo os Tabus

 


Quem amamenta certamente já ouviu uma lista (muito longa) de recomendações sobre o que pode ou não comer. A observação clínica ao longo dos anos mostrou que realmente alguns alimentos parecem piorar a cólica dos bebês ou até mesmo a tendência a alergias alimentares, portanto as mães que amamentam devem evitá-los.

 

Conheça os principais alimentos e bebidas que podem prejudicar a amamentação e fique longe deles:

 

– Leite de vaca e derivados.  Alguns estudos mostram que consumo de leite de vaca e derivados pelas mulheres que amamentam pode causar as cólicas no recém-nascido, mesmo quando as mães não apresentam nenhum sinal de alergia. Caso perceba que o mesmo acontece em sua casa troque o leite de vaca por leite vegetal. Experimente o de aveia ou de arroz.

 

– Álcool. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser EVITADO, visto que pode mudar o odor do leite materno e a criança pode recusar o leite, além de haver uma redução na sucção, e principalmente causar alguns efeitos colaterais no bebê, tais como alteração no padrão alimentar, alteração nos hábitos de sono, agitação, perda de tônus muscular e distúrbios gastrointestinais.

 

– Café. A quantidade de cafeína presente nessas bebidas pode deixar o bebê sem sono e irritado. A Academia Americana de Pediatria sugere que o consumo não passe de três xícaras de café (150 ml) por dia. Se mesmo assim a vontade continuar, experimente o café descafeinado e outros tipos de chás sem cafeína. Que tal a camomila ou de maracujá no lugar do chá preto? Eles possuem efeito calmante e uma mamãe tranquila amamenta com mais facilidade. Já o refrigerante pode ser trocado pelo suco de fruta natural ou água de coco, que fornecem nutrientes e hidratam.

 

– Frutas cítricas. As bebidas cítricas são ácidas e podem irritar o sistema gastrointestinal do bebê, ainda imaturo. Os mais sensíveis podem apresentar até assaduras. As frutas cítricas que devem ser evitadas são as laranjas, limões e limas. Outras frutas como pera, maçã e banana podem ser consumidas sem causar desconforto ao bebê.

 


– Refrigerantes e chocolate. São alimentos ricos em açúcar refinado e também estão relacionados com casos de cólica no bebê, por isso não devem estar no cardápio durante a amamentação.

 

– Amendoim e castanhas em geral. As castanhas podem desencadear resposta alérgica nos bebês e nas crianças. Espere passar essa fase importante que é a amamentação para consumir esses alimentos. Vale à pena!

 

Lembre-se: NÃO EXISTE LEITE FRACO! O leite produzido pela mãe é suficiente para satisfazer as necessidades do recém-nascido. Invista na amamentação exclusiva até o sexto mês!

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Amamentação e Alimentação: Abaixo os Tabus. Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em: 06/08/2021.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Hidratação e Imunidade

 


Imunidade é definida como a resistência a doenças, mais especificamente a doenças infecciosas. O conjunto de células, tecidos, órgãos e moléculas que são intermediários na defesa às infecções é chamado de sistema imunológico ou sistema imune.

O sistema imune atua na eliminação de agentes e moléculas estranhas, o que leva ao aparecimento de respostas específicas e seletivas, que têm a finalidade de manter o equilíbrio no organismo. Um dos mecanismos de defesa é a imunidade inata, onde temos a barreira natural, constituída pela integridade da pele, mucosas entre outras. 

Uma hidratação inadequada resseca as mucosas e as tornam vulneráveis às infecções, compromete as funções do sistema imunitário, estimula a inflamação, sobrecarrega o coração e os rins, compromete as funções cognitivas do cérebro e causa fadiga e desmaios.

A desidratação muda a fluidez do sangue, o que compromete o transporte de nutrientes e oxigênio que, por sua vez, impede o funcionamento adequado das células e atrapalha a resposta imunológica do nosso organismo. Manter a hidratação adequada do nosso corpo permite o funcionamento da imunoglobulina IgA (presente principalmente na saliva), que é um anticorpo importante para a defesa imunológica contra infecções.

A água está distribuída em dois espaços principais, dentro e fora das células, denominados intracelular e extracelular, respectivamente. No espaço intracelular está cerca de 65% do total de água corporal, restando ao espaço extracelular os demais 35%, divididos nos espaços intersticiais (entre as células).

Para a manutenção da saúde, o indivíduo deve consumir água constantemente. Uma pequena parte da água, que precisamos para suprir algumas necessidades diárias, é formada pelo nosso corpo. Porém, essa quantidade, está em torno de 250 - 350ml apenas, o que é insuficiente, tornando essencial a ingestão frequente.

A água também é encontrada em alimentos, preparações culinárias e bebidas, porém, além dessas fontes, ela deve ser consumida em sua forma pura.

As perdas diárias de água, pela urina, suor, evaporação pela pele, respiração e fezes, precisam ser repostas em volumes de 2,0 litros/dia (mulheres) e 2,5 litros/dia (homens). A hidratação é especialmente importante nos idosos, já que nesta população a sensação de sede está diminuída e eles são mais susceptíveis à desidratação. Além disso, a água, por ser o principal solvente do organismo, possibilita a ocorrência de diversas reações químicas e favorece o transporte dos nutrientes, moléculas e outras substâncias orgânicas, auxilia na regulação da temperatura corporal, além de atuar no funcionamento de vários órgãos, principalmente rins, intestino e sistema circulatório, controlar a pressão sanguínea e favorecer a eliminação de toxinas. 

Portanto, é essencial o consumo diário suficiente de água para melhorar a imunidade, para o funcionamento adequado do organismo e promoção da saúde. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Costa, JB. Hidratação e Imunidade. Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Disponível em: www.codeagro.agricultura.sp.gov.br Acessado em 03/08/2021.
 
 Azevedo, PS       et al.  Água, Hidratação e Saúde.  Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. São Paulo, nov. 2016.  
 
 Teva, A. et al.Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fiocruz. vol.4 p19. Rio de Janeiro, 2009.

domingo, 1 de agosto de 2021

Chá Verde: Cuidado Ao Prescrever!

 


Eu quero falar com você sobre o Chá verde e outros chás que podem causar danos ao seu paciente se não for cuidadosamente prescrito.

 

Muita atenção agora: O chá que você prescreve pode ser tóxico ao fígado.


​Sim, alguns chás, esses ‘inofensivos’ chás, podem causar hepatotoxicidade.


​Isso mesmo: HEPATOTOXICIDADE.

Eu me pergunto se todos os nutricionistas que prescrevem chás sabem disso.

​Por isso, meu papel nesse momento é informar o maior número possível de nutricionistas para que se atentem a esse detalhe que fará toda a diferença na vida de seus pacientes.

​Em suma, as pessoas acometidas de HEPATOTOXIDADE não apresentam sintomas claros. Muitos podem apresentar cansaço, olhos amarelos, alterações na pele, náuseas e vômitos sem motivo aparente, urina escura e perda da função do fígado.

​Por isso a importância de avaliar o paciente antes de prescrever chás.

Chá Verde

 

O Chá Verde, por exemplo, é um desses chás que todo mundo toma, muitos adoram, mas poucos sabem como ele pode causar danos ao fígado.

​Sim, o querido Chá Verde, pode ser um agente danoso ao fígado do seu paciente, se ele não for um “bom metabolizador” das catequinas dos chás.

 

​Eu te pergunto: Você já prescreveu chá verde sem saber como anda a saúde do fígado do seu paciente?

Eu particularmente acredito que muitos nutricionistas já devam ter prescrito chá verde para seus pacientes sem terem sequer noção da sua hepatotoxicidade.

 


Então um simples chazinho tomado eventualmente pode ser prejudicial para o seu paciente?

Depende de vários fatores. Um desses fatores é a condição atual do fígado e a capacidade individual de metabolizar os componentes do chá.

Além disso, muitos estudos relataram pessoas que tiveram efeitos adversos ao consumir o Chá verde. E não foram simples sintomas.

Os casos como hepatotoxicidade e distúrbios gastrointestinais, especialmente quando consumido com o estômago vazio, foram citados por muitos pesquisadores em vários estudos.

 

Você consegue imaginar uma pessoa consumindo Chá Verde e de repente se ver com náusea ou vomitando?

 

Para muitas pessoas o chá verde é seguro e confere benefícios, mas o que é bom para uns pode não ser bom para outros. Por isso a importância do nutricionista saber lidar com a individualidade bioquímica do paciente.

No caso de gestantes, por exemplo, você sabia que fitoterápicos podem promover o aborto?

Podem ser teratogênicos e aumentar o risco de sangramento materno ou ainda causar impacto nos hormônios neonatais devido à natureza hormonal que alguns fitoterápicos possuem.

Além disso, um estudo recente mostrou que 67 fitoterápicos são contraindicados na gestação. Você sabe quais são esses fitoterápicos? Será que você não está prescrevendo algum deles?

Por isso eu defendo que todo profissional da Nutrição deve ser capaz de entender que cada pessoa é única. E cabe a esse profissional ser capaz também de avaliar o paciente, entender suas necessidades e saber conduzir as orientações nutricionais adequadas.

Seja prescrevendo um alimento, um suplemento ou um simples chá verde.

Por isso reforço, estude fitoterapia mesmo que você prescreva somente chás.

Nesse sentido, tenho certeza de que o conhecimento em fitoterapia será fundamental para você levar mais saúde e resultado ao seu paciente. Entenda que “natural” nem sempre é sinônimo de “seguro”.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 


Referências Bibliográficas:


PUJOL, AP. Chá Verde: cuidado ao prescrever! Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 01/08/2021.