quarta-feira, 15 de maio de 2024

Raiz Poderosa: Cúrcuma (Açafrão da Terra)

 

Cúrcuma e Açafrão da Terra são nomes diferentes para a mesma especiaria. Eles são uma raiz da família do gengibre, bastante conhecida mundialmente em virtude de suas propriedades medicinais e de seu uso culinário. Quando usada como tempero é geralmente encontrada em pó. É uma especiaria que acrescenta sabor às receitas, dando uma coloração dourada e muito bonita aos alimentos.

Originário da Índia e do sudeste da Ásia, é também chamado de Açafrão da Índia, Mangarataia e Gengibre Dourado. Muitas vezes é confundida com a Crocus Sativus, que é conhecida como Açafrão Verdadeiro ou Açafrão Vermelho. As duas plantas possuem a propriedade de pigmentar na cor amarela, mas o Açafrão Vermelho possui aroma mais intenso, cor mais vibrante e é muito mais caro.

A cúrcuma é uma planta utilizada na medicina Ayurveda (desenvolvida na Índia) há cerca de seis mil anos e apresenta uma série de propriedades importantes. Entre elas, destacam-se suas ações antioxidantes, anti-inflamatórias, antibacterianas, antifúngica e antiparasitária, diurética, redutora dos níveis de colesterol e até mesmo sedativa.

Como seu sabor é terroso e levemente apimentado, é uma especiaria que realça os sabores nos pratos e pode ser usada à vontade em sopas, pães, bolos, biscoitos e omeletes. Pode-se usá-la também em aves, peixes, carnes e legumes cozidos, em frutas assadas, bem como no arroz, feijão e ervilha. Cortado em rodelas, como se fosse um gengibre, pode ser usado também em sucos ou ralado em saladas e tapiocas.

Sempre que usar Cúrcuma, ou Açafrão da Terra, lave muito bem os utensílios e potes, pois ele costuma manchá-los, além de manchar panos de prato, roupas e a sua mão!

Aproveite esta deliciosa especiaria para realçar os sabores da sua cozinha e use sua criatividade na criação de pratos coloridos e saudáveis!

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Resistência à Insulina: Porque Você Deve Se Preocupar Com Isso?

 

Resistência à insulina é identificada como a resposta biológica prejudicada dos tecidos-alvos à estimulação insulínica. Traduzindo: todos os tecidos com receptores de insulina podem se tornar resistentes, mas os tecidos mais afetados são o fígado, músculo esquelético e tecido adiposo. Quando os receptores nas células começam a criar resistência, aí também começam os problemas metabólicos.

 

Insulina

A insulina ajuda as células a absorver o açúcar ingerido, permitindo que a glicose que circula no sangue entre para ser usada como fonte de energia. Quando comemos carboidratos, os níveis de açúcar no sangue aumentam subitamente. Para lidar com isso o pâncreas libera insulina, que vai direcionar o excesso de açúcar para as células e manter níveis sanguíneos equilibrados.

 

Células resistentes

Resistência à insulina acontece quando as células do corpo não respondem ao comando da insulina. Apesar de um nível suficiente de insulina, as células do fígado, músculos e tecido adiposo não conseguem absorver a glicose que circula no sangue, e assim ‘o açúcar fica alto’. Na sequência há um aumento na produção de triglicerídeos (um tipo de gordura composta por três moléculas de glicose), prejudicando ainda mais a sensibilidade à insulina.

 

Abrindo a porta

Podemos pensar na resistência à insulina com uma analogia de porta, fechadura e chave. A membrana que envolve as células é a ‘porta’. Na porta estão as ‘fechaduras’, os receptores celulares localizados na superfície (membrana) das células. Para entrar nas células, a glicose precisa da ‘chave’ para abrir a porta - insulina é a chave. Quando chaves e fechaduras estão funcionando bem, as portas se abrem, a glicose entra nas células e os níveis no sangue ficam normais. Se a fechadura estiver emperrada ou bloqueada, a chave não funciona e a glicose tem dificuldade para entrar – aí temos a resistência insulínica que leva à hiperglicemia. Há insulina disponível, mas ela não é capaz de abrir a porta porque os receptores celulares não estão receptivos – eles perdem a capacidade de reconhecer a chave (insulina).

 

Pâncreas trabalha pesado

Quando há resistência à insulina isso significa que as células dos músculos, gordura e fígado não são capazes de absorver e usar o açúcar no sangue. Isso faz com que o pâncreas trabalhe pesado para produzir mais insulina, tentando compensar a fraca resposta do corpo à insulina. O problema é que as células-beta do pâncreas vão cansando e perdem a capacidade de acompanhar a demanda excessiva de insulina - isto leva ao acúmulo de glicose no sangue (hiperglicemia). A resistência à insulina crônica leva ao pré-diabetes, diabetes tipo 2, alterações metabólicas, fígado gorduroso, inflamação subclínica. 

 

Hora extra

O pâncreas precisa fazer hora extra e secretar mais insulina para compensar o excesso de glicose no sangue, assim os níveis de insulina em jejum permanecem elevados, caracterizando o diagnóstico de resistência insulínica - insulina sempre alta. Vários fatores podem prejudicar a sensibilidade à insulina, porém uma supernutrição contínua (tipo beliscar o tempo todo) cria um ciclo vicioso de insulina 24h/dia, o que altera a fechadura (receptores celulares).  Quando há resistência à insulina, aumenta o risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e  há menor expectativa de vida.

 

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas de resistência à insulina podem incluir aumento de apetite, desejo intenso por açúcar, excesso de peso, dificuldade para emagrecer, fadiga após as refeições, alterações hormonais em mulheres e homens (testosterona, estradiol), acne, pressão alta e outros problemas de saúde. No entanto, a resistência à insulina pode ser silenciosa e passar despercebida por anos, produzindo sérias consequências, como síndrome metabólica, doenças cardíacas, derrame, insuficiência renal, problemas hepáticos, câncer, demências.

 


Prevenção e tratamento

A resistência insulínica e a hiperinsulinemia associada são alterações metabólicas que, se ignoradas, podem levar a múltiplas desordens orgânicas. Intervenções dietéticas, alimentação regrada, modulação da microbiota intestinal, mudanças de estilo de vida, praticar exercícios têm sido propostos na prevenção e tratamento da resistência à insulina, incluindo uma ampla gama de suplementos alimentares sensibilizadores da insulina. Entre os ativos naturais mais conhecidos estão berberina, quercetina, silimarina, curcumina, gengibre, resveratrol, catequinas do chá verde. Metformina é um ativo medicamentoso que atua na sensibilização da insulina e deve ser usado com acompanhamento médico.

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

*Int J Molecular Science 2024. Changes in Cells Associated with Insulin Resistance.

*StatPearls 2023. Insulin Resistance.

*Current Diabetes Reviews 2024. Conceptual Overview of Prevalence of Prediabetes.

*BMC Medicine 2020. Insulin: too much of a good thing is bad.

*Molecules 2023. Mechanisms of Berberine, Quercetin & Silymarin on Insulin Resistance/Hyperinsulinemia.

*Drug Discovery Today 2023. Mechanistic insights into the beneficial effects of curcumin on insulin resistance.

*Nutrients 2022. Implications of Resveratrol in Obesity & Insulin Resistance.

 

 

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Cuscuz Marroquino Light

 

O Cuscuz, internacionalmente chamado de "couscous", é uma iguaria árabe originária do norte de África. Ele foi trazido ao Brasil e se tornou popular durante o período colonial.

É um preparado de sêmola (moagem incompleta dos cereais, com textura granulada), geralmente feita a partir do grão do trigo, embora possa ser feito com outros grãos, como o da aveia, cevada ou painço.

Este preparado deve ser cozido no vapor em uma cuscuzeira, em fogo lento, até ficar macio. Nele você pode adicionar os ingredientes de que mais gosta e compor um prato cheio de benefícios à sua saúde.

A sêmola de trigo é bastante nutritiva, pois contém carboidratos e proteínas, vitaminas, minerais e fibras, que regulam e melhoram o funcionamento intestinal e dão sensação de saciedade.


Algumas culturas servem o cuscuz, assim como a nossa serve o arroz, em quase todas as refeições. Essa imensa importância cultural fez a UNESCO conferir ao cuscuz o status de Patrimônio Imaterial da Humanidade, no ano de 2020.

Você vai adorar esta receita de Cuscuz Marroquino Light:

INGREDIENTES:


- 250 g de sêmola de trigo - cuscuz marroquino
- 500 ml de de água fervente
- 1/2 abobrinha italiana pequena
- 1/2 cenoura pré-cozida
- 4 damascos desidratados
- 10 tomates cereja picados
- 6 nozes
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 1/2 limão
- azeite extravirgem
- sal e pimenta a gosto

MODO DE FAZER:


Coloque a sêmola de trigo em uma tigela e despeje toda a água fervendo. Cubra e deixe descansar por 5 minutos. Em uma frigideira com azeite, frite a cebola, o alho, acrescente a abobrinha, a cenoura pré-cozida, as nozes picadas e os damascos.
Incorpore os ingredientes refogados à sêmola já pronta, jogue os tomates picados e finalize com o azeite e o limão. Adicione sal e pimenta a gosto.

Sirva quente ou frio. Se desejar, troque ou adicione outros ingredientes, como a berinjela, cogumelos, castanha de caju, amêndoas, lascas de pêra, ervilha fresca, camarões, entre outros.

Use e abuse da sua criatividade e delicie-se com este prato, que faz sucesso em todo o mundo! Bom apetite!

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.