segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Granola



      Considerando-se a estreita relação entre saúde e alimentação, a introdução de preparações mais saudáveis à dieta auxilia na manutenção da saúde. Neste contexto, destacam-se os alimentos fonte de fibras, com características funcionais e componentes essenciais para uma dieta saudável, pois desempenham inúmeros benefícios na promoção da saúde e redução do risco do desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT).

            Pesquisas evidenciam os efeitos positivos do consumo de fibras, tais como: aumento do bolo fecal e do trânsito intestinal, redução dos níveis lipídicos e de insulina no sangue, promoção de maior saciedade, redução do risco de câncer de intestino e de doenças cardiovasculares, auxílio no controle do peso corporal e no tratamento de portadores de diabetes insulino-dependentes.

             A granola é um produto fonte de fibras, elaborada pela mistura de cereais (aveia, soja, farelo de trigo, gérmen de trigo, flocos de arroz, flocos de milho), grãos integrais (amendoim, linhaça, gergelim), frutas secas (uva, banana, maçã), castanhas, nozes e pode conter mel e açúcar. Além das propriedades nutricionais e funcionais, a granola é um alimento saboroso com alto valor energético que vem apresentando crescente consumo.

       A composição nutricional da granola por ser rica em grãos, se caracteriza como importante fonte de muitos nutrientes, incluindo fibras alimentares (solúveis e insolúveis), vitaminas A, C, E e do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina e folato) e os minerais (ferro, magnésio e selênio). Uma das principais características da granola é possuir baixo teor de gordura. Em cada 40g apresenta em média 138 calorias, 4% de proteína, 28g de carboidrato, 16g de amido, 3g de fibra alimentar total, 120mg de sódio, 25% de vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e também niacina, ácido fólico, ferro e zinco.

Benefícios à saúde

          A fibra dietética dos grãos integrais auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue e podem diminuir o risco de doenças cardíacas, obesidade e diabetes tipo 2. São importantes para o bom funcionamento intestinal, contribuindo para a diminuição da constipação e diverticulose, contém vitaminas do complexo B (B1, B2, B3) que desempenham papel importante no metabolismo – ajudam o corpo a liberar energia a partir de proteínas, gorduras e carboidratos. As vitaminas do complexo B também são essenciais para um sistema nervoso saudável. O folato (ácido fólico), uma outra vitamina B, ajuda o corpo formar os glóbulos vermelhos. Ferro é utilizado para transportar oxigênio no sangue. Os cereais integrais também são fontes de magnésio e selênio. O magnésio é um mineral usado na construção de ossos e liberação de energia dos músculos. Selênio protege as células da oxidação. É muito importante para manter o sistema imune saudável.

Os cereais integrais são comumente alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras alimentares, β-glucanas, fitoquímicos, dentre outras diversas substâncias benéficas ao organismo.

Fitoquímicos são definidos como compostos bioativos, que estão associados com risco reduzido de doenças crônicas. Alguns autores informaram que a maioria dos fitoquímicos benéficos estão presentes nas frações farelo e germe de grãos integrais. Os fitoquímicos bioativos encontrados em cereais integrais com efeitos aditivos e sinérgicos podem ser responsáveis pelos benefícios à saúde, associados com grãos integrais, além disso, os fitoquímicos dos grãos complementam os de frutas e vegetais quando consumidos juntos.

Os compostos fenólicos em grãos inteiros agem no corpo como antioxidantes pela doação de átomos de hidrogênio aos radicais livres. Dentre os componentes da granola o milho é o que apresenta maior conteúdo de compostos fenólicos, seguido pelo trigo, aveia e arroz, com respectivamente 265; 136; 111 e 95 mg em equivalente de ácido gálico por 100 g.

Os carotenoides são compostos encontrados comumente também em cereais integrais. Luteína, zeaxantina, β-criptoxantina, β-caroteno e α-caroteno são os carotenoides mais comuns e geralmente os mais concentrados no farelo ou germe de grãos integrais. Além de fornecerem a pigmentação, eles desempenham um papel importante na reprodução e proteção dos grãos integrais, ao mesmo tempo, agindo como antioxidantes e com atividade pró-vitamina A no corpo.

Vitamina E, como tocoferóis e tocotrienois, são encontrados em cereais integrais em quantidades variáveis e estão concentrados na fração germe do grão normalmente, β-Tocotrienois é a forma predominante de vitamina E em grão de trigo integral. A principal função da vitamina E no organismo é a atividade antioxidante e manutenção da integridade da membrana celular. Cereais integrais também contêm ácidos graxos insaturados, principalmente oleicos e linoleicos, sendo que ambos são indicados para baixar os níveis de colesterol no sangue.

      Cereais integrais também contêm fibras, oligossacarídeos e ligninas, que têm importantes atividades biológicas e funcionais. Por exemplo, a fibra dietética e os oligossacarídeos em grãos integrais, podem contribuir para redução do colesterol, controle da glicose sanguínea, melhorar a saúde digestiva e diminuir os riscos de certos tipos de câncer gastrointestinais. Ligninas encontradas em cereais integrais têm forte ação antioxidante. A microbiota intestinal desempenha um papel na conversão dessas ligninas, o que pode fornecer proteção contra doenças crônicas, relacionadas com o câncer, diabetes e doenças cardíacas.

A ingestão de grãos integrais também contribui para o controle de peso, pois de acordo com alguns estudos, o ganho de peso e aumento da adiposidade abdominal ao longo do tempo são mais baixos em pessoas que consomem mais grãos integrais. 



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.



 

Referências Bibliográficas: 


Rejane, Marta. Identificação da Micobiota toxígena e pesquisa de aflatoxinas em granola. [Dissertação de Mestrado], Universidade Federal do Piauí – UFPI, 2012.

Souza, PLC. Qualidade da granola elaborada com passas de caju-do-cerrado e amêndoa de baru. [Dissertação de Mestrado] Universidade Federal de Goiás –UFG, 2011.
 
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