sexta-feira, 21 de julho de 2017

Adoçantes Naturais e Artificiais



Edulcorantes são substâncias com capacidade de adoçar que podem ser um bom substituto ao açúcar. Contudo a maioria destas substâncias são compostos sintetizados artificialmente que, se consumidos em excesso, podem causar danos à saúde.

Os adoçantes proporcionam uma agradável sensação de doçura, que auxilia na qualidade sensorial da dieta. Podem ser divididos em adoçantes naturais (nutritivos), que fornecem energia como os açúcares e adoçantes artificiais (não nutritivos).

Adoçantes Naturais

Frutose: é encontrada nas frutas e no mel e possui sabor mais doce que o açúcar. Contém calorias e eleva os níveis de açúcar no sangue. Por isso, os diabéticos devem consumi-la com moderação.

Galactose: é um monossacarídeo produzido a partir da lactose através de processos digestivos, não sendo encontrados na natureza. A combinação da galactose com a glicose forma a lactose na mulher que está produzindo leite materno.

Glicose: também conhecida como dextrose, é um monossacarídeo de grande importância para as funções cerebrais. Possui poder adoçante alto em relação à sacarose.

Lactose: conhecida como açúcar do leite, é encontrado no leite dos mamíferos (único açúcar não encontrado nas plantas) responsável pelo sabor adocicado do leite.

Sacarose: dissacarídeo formado pela união da glicose e da frutose. A sacarose também é conhecida por alterar sabores e outras propriedades dos alimentos.

Esteviosídeos: é extraído da stevia rebaudiana, uma planta nativa da América do Sul. Tem um sabor próximo ao do açúcar e é encontrado em fórmulas de adoçantes, achocolatados e gelatinas. Não possui calorias e não altera o nível de açúcar no sangue, sendo permitido para diabéticos. 


Sorbitol: é encontrado em algumas frutas, como a maçã e a ameixa, e em algas marinhas. Possui valor calórico e não é recomendado para diabéticos. É mais utilizado em chicletes, balas e biscoitos. Tem ação laxativa.

Xilitol: adoçante natural encontrado na madeira e vegetais como o milho. Possui calorias e produz na boca uma sensação de frescor. É usado em adoçantes, produtos farmacêuticos e de saúde bucal.

Adoçantes Artificiais

Aspartame: tem grande poder adoçante (200 vezes superior ao açúcar). Contém 4kcal/g e seu uso é permitido para diabéticos. Tem um sabor semelhante ao do açúcar e é encontrado em produtos adoçantes, refrigerantes e doces. Embora algumas pesquisas associem seu uso à ocorrência de câncer e Mal de Alzheimer, não há comprovação científica. Também não pode ser aquecido, pois perde o poder de dulçor.

Sacarina: criada em 1879, ela é sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, derivado do petróleo. Está presente em refrigerantes zero e produtos adoçantes. Deixa um sabor residual amargoso e metálico, mas não contém calorias e pode ser usada por diabéticos. Por conter sódio, é contraindicada para hipertensos. Pesquisas associavam o uso da sacarina ao surgimento de câncer, mas sem evidências conclusivas.

Ciclamato de sódio: provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, derivado do petróleo. Assim como a sacarina, não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, mas também é contraindicado para hipertensos. É encontrado em refrigerantes zero e adoçantes. Pesquisas científicas apontam que o uso do ciclamato pode causar câncer e tumores, e por conta disso, foi proibido em países como EUA, Japão e França.

Sucralose: é extraído da cana de açúcar e modificado para não ser absorvido pelo organismo humano. Tem um sabor similar ao do açúcar, não contém calorias, não causa cáries, não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. É vendido como produto adoçante e está presente em alimentos de baixa caloria como chocolates, adoçantes e refrigerantes.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Adoçante naturais e artificiais. Hospital Israelita Albert Einstein. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 20/07/2017.
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