sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Celulite



Os padrões de beleza da humanidade sofrem mudanças significativas com o passar dos anos. Antigamente, a sociedade presava a corpulência, uma mulher acima do peso era valorizada por estar relacionada à fecundidade. Hoje há padrões estéticos bem distintos daquela época, onde a magreza e o corpo perfeito são alvos de obsessão, principalmente pelo fato de a mídia incentivar esse pensamento.

Devido aos seus hormônios característicos, a sua disposição adiposa e o fato de terem seus corpos modificados durante a gestação, as mulheres tendem a ter mais dificuldade em controlar o seu peso e as irregularidades que vão aparecendo na pele, as quais apesar de tão características e de estarem presentes em quase toda a população feminina ainda são pouco aceitas. Uma dessas irregularidades é a celulite, que afeta milhões de mulheres no mundo inteiro.

A celulite, palavra de origem latina Cellulite, teve sua descrição feita pela primeira vez em 1920, e ao passar dos anos foi recebendo diferentes terminologias por diferentes autores os quais tentavam adequar as alterações histomorfológicas encontradas com a sua denominação, sendo elas: Lipodistrofia, Lipoedema, Fibroedema Geloide, Hidrolipodistrofia, entre outras.

O fibroedema geloide, conceito mais adequado, traduz em retração irregular da superfície cutânea, gerando o clássico aspecto de casca de laranja. Esse tipo de retração pode ocorrer em qualquer parte do corpo, exceto as palmas das mãos, as plantas dos pés e o couro cabeludo. A porção superior das coxas, interna e externamente, é atingida com maior frequência, seguida da porção interna dos joelhos, da região abdominal, da região glútea e da porção superior dos braços, antero e posteriormente.

O fibroedema geloide pode ser dividido em três ou quatro graus sempre de acordo com o aspecto clínico e histopatológico. O 1º grau ou branda é de aspecto notório à palpação ou é visível sob contração muscular voluntária, não tem fibrose e aspecto de casca de laranja. O 2º grau ou média é de aspecto visível em algumas regiões e apresenta fibroses sem predominância. É também visível quando ocorre incidência de luz lateralmente, as margens ficam delimitadas com facilidade. O 3º grau ou grave há fibrose com predominância, aspecto de casca de nozes, o paciente apresenta sensibilidade à dor aumentada.

Sempre que a mulher sofre um aumento excessivo de peso em virtude de uma alimentação hipercalórica, as áreas ginoides são as mais atingidas, antes de se estender ao resto do corpo, e preferenciais ao desenvolvimento da celulite. Uma dieta rica em gorduras e carboidratos ou, mesmo, o baixo consumo hídrico e o excesso de sal agravam o quadro microcirculatório, com aumento da resistência capilar. Açúcares refinados, alimentos gordurosos, chocolates e refrigerantes são alimentos que agravam o quadro metabólico do fibroedema geloide.

Sugere-se assim uma dieta aplicada a prevenção e tratamento, podemos citar a dieta anti-inflamatória a qual é capaz de reduzir os níves de marcadores inflamatórios, favorecendo a produção de citocinas anti-inflamatórias e contribuindo para a prevenção ou o controle da resistência insulínica, das dislipidemias, e outras condições metabólicas. Pode-se também citar a dieta destoxificante, a fim de eliminar as toxinas cumulativas que geram danos ao organismo, dieta normo ou hipossódica, para se evitar a retenção de líquido o que pode agravar ainda mais o fibroedema geloide aumentado a saturação do tecido conjuntivo, e a dieta de baixo índice glicêmico, pois a hiperinsulinemia pode favorecer a hipertrofia dos adipócitos inibir a lipólise pode contribuir para elevar os níveis de estrogênio, hormônio desencadeador no fibroedema geloide.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 


Referências Bibliográficas:



ANA PAULA PUJOL. Fatores nutricionais e sua correlação com a proeminência abdominal em mulheres. In: Ana Paula Pujol (org). Nutrição Aplicada à Estética. 1 ed. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2011. 281-299.

MEURER, MC; ROCHA, GDW. Probióticos. Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 10/09/2017.

SCHNEIDER, A. P. Nutrição Estética. São Paulo: Editora Atheneu, 2009.


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