segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Acne e dieta


   A acne é uma afecção crônica, universal, multifatorial, inflamatória ou não inflamatória, que surge na puberdade, podendo surgir na mulher adulta em endocrinopatias. Quando não tratada pode durar por toda adolescência e se prolongar até a fase adulta.

   Localiza-se no folículo piloso sebáceo, formado pela invaginação da epiderme que se estende até a derme e abriga a glândula sebácea e o pelo no seu interior. (Gomes RK, Cosmetologia) 

   Segundo alguns estudos a prevalência de acne em áreas rurais e sociedades não industrializadas é muito menor do que em sociedades modernas e industrializadas. O que sugere uma relação com o alto consumo de alimentos ricos em glicose e o desenvolvimento da acne.

   Até pouco tempo atrás acreditava-se que a relação entre acne e fatores dietéticos não apresentavam nenhum fundamento científico. Mas alguns estudos já comprovam a relação da acne com a dieta.

 A utilização de alimentos pró-inflamatórios, dieta hiperlipídica, hiperpermeabilidade intestinal, índice glicêmico, algumas vitaminas e minerais e o leite de vaca são cada vez mais evidenciados cientificamente como responsáveis pelo desencadeamento da acne.

   Da mesma forma que certos alimentos causam inflamação há outros alimentos que por conterem determinados nutrientes agem como anti inflamatórios.

  O ácido graxo ômega-3 é capaz de sintetizar os hormônios prostaglandinas e leucotrienos que inibem ou ao menos controlam o processo inflamatório.Como este nutriente não é produzido pelo organismo deve ser estimulado de forma dietética.

    As principais fontes de ômega-3 estão nos óleos vegetais, de linhaça, oliva, canola, germe de trigo e em animais de origem marinha, sardinha, atum e salmão.

 Dietas hiperlipídicas também desencadeiam o aparecimento da acne sendo ideal evitar alimentos industrializados, frituras e doces que contém gorduras que não favorecem o melhor desempenho do organismo.

   A hiperpermeabilidade intestinal é causada e muitas vezes agravada por fatores como má digestão, que ocorre por um déficit de enzimas digestivas, hipocloridria, ausência de protetores à mucosa, toxinas bacterianas , irritantes químicos, radicais livres e a desbiose. O tratamento para a hiperpermeabilidade intestinal consiste na utilização de probióticos, pré-bióticos, fibras solúveis e insolúveis e a glutamina.

  Os probióticos são produtos farmacêuticos ou alimentares (podem ser encontrados em iogurtes e leites fermentados) que contêm um ou mais micro-organismos vivos, como os lactobacilos e as bifidobactérias.

  Os compostos prebióticos são fibras não-digeríveis que funcionam como alimento para as bactérias intestinais benéficas, isto é, os probióticos – daí a importância de apostar na dupla para reorganizar a flora intestinal.Os representantes mais conhecidos desse grupo têm nomes complicados: frutooligosacarídeos (FOS) e inulina. Mas o que interessa mesmo é que eles podem ser facilmente encontrados. Os FOS, por exemplo, estão concentrados em alimentos de origem vegetal que podem ser comprados na feira ou no supermercado, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja. Já a inulina está presente principalmente na raiz da chicória, e também no alho, na cebola, no aspargo e na alcachofra.

  Fibras solúveis são um tipo de fibra que tem a propriedade de se misturar com água, formando uma espécie de gel no nosso estômago. Elas atrasam o esvaziamento gástrico, reduzem a absorção de glicose e gorduras.Alimentos com fibras solúveis:Aveia, casca de frutas, feijões, ervilha e cevada. Já as fibras insolúveis propiciam o aumento do bolo fecal, estimulam o bom funcionamento do intestino e previnem a constipação intestinal. Alimentos com fibras insolúveis:Verduras, farelo de trigo, cereais, soja e grãos integrais.

  A glutamina está disponível como um suplemento, embora alguns alimentos a contenham naturalmente como alimentos ricos em proteínas.

   Os alimentos com alto índice glicêmico também tem uma relação negativa com acne, por isso devem ser evitados. Integrais, vegetais, frutas e batata doce são alguns exemplos de alimentos com baixo índice glicêmico já os refinados, batata inglesa, laticínios e doces possuem alto índice glicêmico e devem ser evitados para o controle da acne.

   Alguns micronutrientes têm relação com aumento da acne quando estão em deficiência no corpo como por exemplo o zinco, selênio, cobre, vitamina A, vitamina B5 e vitamina B6. A castanha do pará é uma excelente fonte de selênio e contém também o zinco, que está presente no farelo de arroz, frango, alho, semente de girassol e abóbora. O cobre pode ser consumido em frutos integrais secos, mariscos e cacau.

  Como principais fontes de vitamina B5 temos os ovos, leite, carnes, leguminosas, como ervilhas e feijão, cogumelos e gérmen de trigo.As melhores fontes de vitamina B6 são peixes, como atum, salmão, truta e arenque, nozes, amendoins, avelãs, semente de girassol, gérmen de trigo, levedo de cerveja, milho e cereais integrais, leguminosas, couve-flor, banana, melão e uvas passas. Já a vitamina A pode ser consumida em ovos e na forma de beta caroteno nos vegetais verde escuro, cenoura, manga, mamão e tomate.

  Uma boa maneira de prevenir e controlar a acne é com dieta equilibrada em micronutrientes (vitaminas e minerais), evitar o consumo de alimentos pro-inflamatórios( alto índice glicêmico, gorduras saturadas, açúcar), contribuir para a saúde intestinal e consumir alimentos ricos em fibras (frutas, legumes, vegetais)e gorduras boas (oleaginosas, ômega-3).


Referências bibliográficas:
1- Gomes RK, Damazio MG. Cosmetologia. Descomplicando os princípios ativos. São
Paulo: Livraria Médica Paulista, 2009.
2- Kraning KK, Odland GF. Prevalence, morbidity, and cost of dermatologic diseases.
Journal Invest Dermatology 1979;73(supp):395-41
3-Jibaja EE, Léon SA. Acne y dieta. Dermatol 2006;16(1):61-5
4- Cozzolino SMF, Cominetti C. Bases bioquímicas e fisiológicas da nutrição. Ed.
Manole São Paulo,2013.

Texto elaborado por: Nutricionista Fátima Biasoli
Graduada em Nutrição -UCS
Pós graduada em Nutrição Clínica e Esportiva -IPGS
Atuação em consultório particular com ênfase em Nutrição Esportiva e Estética na cidade
de Caxias do Sul-RS

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia Mundial da Alimentação

   O Dia Mundial da Alimentação é celebrado em 16 de outubro para comemorar a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO – Food and Agriculture Organization), cujo objetivo é trabalhar no combate à fome e à pobreza, promovendo o desenvolvimento agrícola, a melhoria da nutrição, a busca da segurança alimentar e o acesso de todas as pessoas aos alimentos necessários, em quantidade suficiente e com alta qualidade, para uma vida ativa e saudável. O tema este ano é “Preço dos alimentos – da crise à estabilidade“.O tema escolhido para este ano visa esclarecer o assunto e o que pode ser feito para atenuar seu impacto sobre populações mais vulneráveis.

       Desde a invenção das máquinas, os seres humanos começaram a abandonar os campos e a viver em cidades. A vida moderna levou as pessoas a conviverem com processos de industrialização que nos trazem conforto e comodidade.

       Hoje em dia, com a industrialização, a alimentação se tornou muito mais acessível. Basta sairmos de casa e podemos encontrar uma grande variedade de alimentos nas feiras, supermercados, restaurantes e outros locais. Mas você já percebeu que alguns alimentos são mais caros que outros? Os alimentos industrializados, principalmente, exigem tecnologia e passam por todo um processo de fabricação, embalagem e distribuição. Além disso, as indústrias podem manipular os ingredientes dos alimentos que elas vendem, com o objetivo de torná-los agradáveis para seu consumidor, ou seja, nós. Por esse motivo, os alimentos industrializados são, em geral, mais caros.

Escolhas alimentares são processos complexos, influenciadas tanto por fatores biológicos quanto por fatores sociais, culturais e econômicos, com destaque, neste último caso, para a renda familiar e o preço dos alimentos. Fatores econômicos parecem exercer influência decisiva na ingestão de frutas e hortaliças. Estudos realizados em países desenvolvidos indicam que dietas com alto teor de frutas e hortaliças são mais caras do que as demais e que a imposição de restrições econômicas ao custo da alimentação (como aquelas vivenciadas por famílias de baixa renda) conduz a dietas com baixa participação de frutas e hortaliças e de alta densidade energética (principalmente pelo alto teor de cereais processados, óleo e açúcar).

Figura 1: Despesas com alimentação (% do orçamento domiciliar) segundo quintins de renda familiar no Brasil, 2002 - 2003 e 2008 - 2009.




A qualidade e a quantidade da alimentação, de modo geral, tendem a ser bastante prejudicadas entre as faixas de renda mais baixas, com melhoras significativas ao alcançar mais de dois salários mínimos per capita. Dados da POF referentes à aquisição de alimentos confirmam essa tendência, mostrando aquisição significativamente menor de alimentos saudáveis, como hortaliças, frutas, carne e leite, entre a classe de menor renda em relação à classe de maior renda. A quantidade (em kg/pessoa/ano) de frutas adquirida por domicílios da classe de renda menor foi de 1/4 da quantidade adquirida pelos domicílios de maior renda em 2009. Para hortaliças, a proporção foi de um terço, e para leite e carne, cerca de 50%.

Por outro lado, os dados revelam alguns aspectos mais saudáveis da alimentação em domicílios de renda menor. Em 2004 e 2009, a quantidade adquirida de refrigerantes, energéticos e sucos em pó e envasados foi muito menor entre a classe de menor renda em relação à classe de maior renda, e a aquisição de arroz e feijão foi maior.

A mesma relação entre a faixa de renda e a qualidade da alimentação pode ser observada nos dados referentes ao consumo alimentar oriundos da POF 2008-2009. Foi constatada que o quarto mais pobre da população consumia mais farinha de mandioca, arroz e feijão que o quarto mais rico e menos salada crua e frutas como banana e laranja. Foi observada, também, uma tendência de maior consumo de alimentos como refrigerantes, pizzas e salgados com o aumento da renda. Dados da POF referentes à aquisição e consumo de alimentos convergem ao revelar tendências pouco saudáveis na alimentação da população brasileira em geral, com diminuição do consumo de arroz e feijão e aumento no consumo de biscoitos, refrigerantes e refeições prontas entre 2008/2009 e 2002/2003. O consumo de frutas, legumes e verduras continua muito abaixo do recomendado. Os dados referentes ao consumo alimentar mostram a coexistência do padrão alimentar tradicional no Brasil (baseado no consumo de arroz, feijão e carne) e o aumento no consumo de alimentos ricos em açucares, sal e gordura.

Figura 2: Aquisição alimentar per capta anual de produtos selecionados (kg) - classe de renda menor a maior, Brasil 2003/2004 a 2008/2009.




O consumo elevado de alimentos ricos em açúcares, sal e gordura na população brasileira é reflexo do aumento preocupante no consumo de alimentos e bebidas industrializados e ultraprocessados.

Observa-se, também, uma forte tendência no Brasil no aumento da alimentação fora do domicílio. A parcela das despesas com alimentação gasta fora de casa aumentou de 24% para 30,1% de 2002/2003 a 2008/2009.92 Segundo dados da POF 2008/2009 referente ao consumo alimentar, a tendência de comer fora de casa e o consumo energético fora de casa aumentam progressivamente com a renda. Enquanto a classe de menor renda consumia 12% das calorias fora de casa, esse valor chega a 22,3% para a classe de maior renda.

Figura 3: Contribuição percentual para o consumo energético total e prevalência de consumo alimentar fora do domicílio, segundo as classes de renda per capta, Brasil 2008 - 2009.




Ao aprofundar a análise da alimentação fora de casa, constata-se que a população brasileira consumia, em 2008/2009, uma parcela significativa de arroz, feijão e carne bovina fora de casa – 12,5%, 12,2% e 16,6%, respectivamente. Cerca de 20% corresponde a legumes, verduras e frutas , como couve, alface, salada crua, cenoura, batata e maçã (g/dia). Contudo chama atenção o consumo diferenciado desses produtos segundo classes de renda. Enquanto o consumo de arroz e feijão fora de casa foi de 8,1% na classe de menor renda, esse valor sobe para pouco mais de 20% na classe de maior renda. Foi constatado, também, um percentual significativamente menor de consumo de carne bovina fora de casa entre a faixa de renda menor –13,8% comparado com 22,9% na faixa de renda maior. O percentual de consumo de alface e de salada crua fora de casa entre a faixa de menor renda foi menor, também – 7,5% e 12,7%, respectivamente, comparado com 28,5% e 24,2% na faixa de maior renda.

Por outro lado, o percentual de consumo fora de casa de alguns alimentos considerados, de modo geral, menos saudáveis – pizzas, sanduíches, salgadinhos industrializados e salgados fritos e assados – não mostrou diferenças marcantes entre as classes de renda. Em termos gerais, cerca da metade desses alimentos foi consumida fora de casa. No que diz respeito a refrigerantes, o percentual de consumo fora de casa entre a faixa de menor renda foi de 37% se comparado com 46,3% entre a faixa de maior renda.

As tendências do estado nutricional da população mostram claramente a transição nutricional no Brasil, caracterizada pela redução na prevalência da desnutrição na população (evidenciada pela redução no déficit de altura e de peso) e o aumento do sobrepeso e da obesidade.

Entre 1974-1975 (ENDEF) e 2008-2009 (POF), houve aumento da prevalência do excesso de peso de quase três vezes para os homens e de praticamente o dobro para as mulheres. Em relação à prevalência da obesidade, os resultados são ainda maiores para os homens, com um aumento de quase quatro vezes e maior do que duas vezes para as mulheres.

Figura 4: Prevalência de déficit de peso, excesso de peso e obesidade na população com 20 ou mais anos de idade, por sexo, Brasil - períodos 1974-75, 2002-03 e 2008-09.
 


A dieta ideal é aquela que fornece todos os nutrientes necessários para o funcionamento perfeito do organismo. Devemos lembrar também da qualidade desses alimentos, pois dar preferência a alimentos naturais sem adição de substâncias químicas, como agrotóxicos e outros aditivos, pode ajudar na prevenção de doenças. Você já sabe que uma alimentação saudável não é composta somente por frutas e verduras, já que devemos comer os alimentos de todos os grupos – carboidratos, verduras e frutas, leguminosas, proteínas, leite e derivados, açúcares e gorduras –, além disso devemos variar entre os alimentos de cada grupo. Assim, receberemos os benefícios de ter uma alimentação saudável.

Ter uma alimentação saudável pode trazer uma série de benefícios, pois o fornecimento de todos os nutrientes em quantidades adequadas é essencial para a manutenção do peso saudável. Outra questão bastante discutida é que a alimentação saudável aumenta a disposição para realizar atividades intelectuais tanto na escola, proporcionado um melhor aprendizado, como no trabalho, melhorando o desempenho do trabalhador.


As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentação Saudável e Sustentável. Disponível em: www.portal.mec.gov.br Acessado em: 07/10/2014.

Claro, RM; Monteiro, CA. Renda familiar, preço de alimentos e aquisição domiciliar de frutas e hortaliças no Brasil. Rev Saúde Pública 2010; v.44, n.6, p: 1014-1020.

Dia Mundial da Alimentação. Conselho Federal de Nutricionistas. Disponível em: www.cfn.org.br Acessado em: 07/10/2014.


O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 2014.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Recordatório de 24h

        O Recordatório de 24h, como o nome indica, consiste em definir e quantificar todos os alimentos e bebidas ingeridos no período anterior à entrevista, que pode ser as 24h precedentes ou, mais comumente, o dia anterior. Esse método mostra-se útil quando se deseja conhecer a ingestão média de energia e nutrientes de grupos culturalmente diferentes, isto é, o método sensível às diferenças culturais, já que pode descrever um amplo número de alimentos e hábitos alimentares.

A quantidade de consumo alimentar pode ser referida por meio de medidas caseiras ou estimadas por modelos ou fotos. Os recordatórios devem ser aplicados por entrevistadores devidamente treinados a fim de que ocorra uma padronização dos dados. Eles devem ter conhecimento prévio a respeito dos alimentos disponíveis e regionais e técnicas de preparo. Em algumas situações, os próprios sujeitos entrevistados podem aplicar o recordatório. Contudo, no caso de crianças ou pessoas que necessitam de educação especial, a entrevista deve ser aplicada ao parente mais próximo. Para obter maior precisão de dados, é necessário fornecer o nome comercial de certos alimentos consumidos. Além disso, deve ser coletada a informação sobre o uso de vitaminas, minerais e outros suplementos alimentares.

O Nordic Cooperation Group of Dietary Researchers sugere alguns procedimentos para facilitar a análise dos resultados obtidos:

1.Os sujeitos não devem receber nenhum aviso anterior que serão entrevistados para não alterar seus hábitos alimentares.

2.O recordatório deve ser administrado como uma entrevista (pessoalmente ou pelo telefone).

3. A entrevista deve ser feita em um lugar tranquilo.

4.As entrevistas devem ser distribuídas uniformemente durante os dias da semana.

5.A ordem do recordatório deve começar pela primeira comida ou bebida ingerida no dia (ou para os trabalhadores noturnos, de meia-noite a meia-noite).

6.O entrevistador deve fazer perguntas sem induzir as respectivas respostas e estar atento às combinações de comidas a serem ingeridas juntas, pois dessa maneira será capaz de sondar efetivamente a ingestão de itens que o entrevistado não mencionou.

7.Deve-se ajudar na descrição de tamanhos de porção.

8.Uma lista de alimentos pré-codificada pode ajudar num rápido registro e codificação subsequente.

Vantagens
Desvantagens
● Fácil e rápido de ser administrado
● Depende da memória
●Baixo custo
● Requer treinamento do investigador para evitar indução
●Quando realizado em série, fornece estimativas da ingestão usual do indivíduo
● A ingestão prévia das últimas 24 horas pode ser atípica.
● Não altera a dieta usual
● Bebidas e lanches tendem a ser omitidos
●Pode ser utilizado em grupos de baixo nível de escolaridade
● Não fornece dados quantitativos precisos sobre a ingestão de nutrientes
●Pode ser usado para estimar o valor energético da dieta e a ingestão de macronutrientes.
● Não reflete as diferenças entre a ingestão de dias de semana e o final de semana

● Pode ocorrer sub ou superestimação.
Fonte: Cuppari, 2002.

Por causa da diversidade na ingestão dietética diária, propõe-se que pelo menos dois ou mais recordatórios sejam efetuados para minimizar os erros. Eles podem ser ministrados em diferentes períodos do ano para avaliar a média da ingestão habitual. Em algumas circunstâncias, apenas um recordatório, coletado em uma grande amostra de sujeitos, pode ser suficiente para avaliar a ingestão dietética populacional.

          A validade do recordatório de 24 horas tem sido estudada comparando-se as respostas com as ingestões registradas, observadas ou pesadas por indivíduos treinados. Em geral, a média estimada do recordatório tem sido similar à ingestão observada, apesar de algumas vezes os entrevistados subestimarem e, em outras, superestimarem a ingestão alimentar

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:

Cuppari L et al. Doenças renais. In: Cuppari L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP/ Escola Paulista de Medicina -nutrição clínica no adulto. 1a ed. São Paulo: Manole. 2002. p. 71-109.


Fisberg, RM; Slater, B; Marchioni, DML; Martini, LA. Inquéritos Alimentares: Métodos e bases científicos. Barueri, SP: Manole, 2005.


Holanda, LB; Filho, AAB. Métodos aplicados em inquéritos alimentares. Rev Paul Pediatria 2006; v.24, n.1, p: 62-70.