terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Princípios Ativos Magistrais e Fotoproteção Oral

 


Com a chegada da época mais quente do ano, é importante começarmos a pensar sobre a prevenção de manchas e queimaduras dadas pela maior exposição solar. Saiba que existem compostos (na dieta e em suplementos) que podem lhe ajudar. Consulte sempre seu Nutricionista e Dermatologista, e mantenha uma pele saudável e radiante!

 

 

 

Polypodium leucotomos

 

É uma planta originária da América central, também conhecida como anapsos, apresenta propriedades anti-inflamatórias, supressora de citocinas e inibidora de leucotrienos. Seu extrato contém uma mistura de fotoquímico com alta capacidade anti-inflamatória e antioxidante, e muito utilizada para auxilio na fotoproteção da pele.


Segundo o Journal of American Academy of Dermatology, a administração oral de P. leucotomos (7,5 mg/kg) protege a pele dos danos causados pela exposição aos raios UV E esses efeitos a curto prazo podem ser transgredidos a um efeito de prevenção a longo prazo, prevenindo fotoenvelhecimento e fotocarcinogênese. Além do clássico uso em fotoproteção, o extrato também é indicado para psoríase, dermatites e prevenção do fotoenvelhecimento. Como tudo que sempre cito aqui, nada carece de contra indicações e precauções: o uso do Polypodium pode induzir a hiperglicemia em pacientes diabéticos, e úlcera gastroduodenal. Não se tem estudos realizados sobre sua segurança na gravidez e lactação, ok? E também há algumas interações medicamentosas, por isso, consulte sempre um profissional antes de fazer o uso.

 

Cardus marianus extrato seco (Silybum marianum L.)

 

Mostrou ser eficaz em reduzir o estresse oxidativo induzido pelos raios UVA-B em modelos de animais experimentais, e atenuou fotocarninogênese. 

 

Deve ser usados com precaução em pacientes diabéticos ou usuários de medicação para controle de glicemia.

 

Chá verde

 

Além do consumo do chá verde na dieta, seu extrato padronizado em farmácia e consumido em forma de cápsulas pode proteger a pele contra radiação dos raios UVB e melhorar qualidade da pele. Os componentes do chá verde incluem cafeína, polifenóis, elementos traço, antocianidinas e ácidos fenólicos.

 

Os efeitos adversos são predominantemente as mesmas dos efeitos adversos da cafeína (piora da qualidade de sono, dor de estômago em pessoas sensíveis, etc). Quem tem estoques de ferro baixo no corpo ou uma dieta pobre em ferro, pode ter anemia com o consumo do chá verde. Por isso, nada de abusar do consumo sem antes consultar um profissional qualificado.


Ajustes na dieta e quem sabe, em forma de suplementação magistral (feita em farmácia de manipulação) podem te ajudar muito com a fotoproteção oral. E claro, além do consumo do famoso suco de laranja, beterraba e cenoura, que rico em vitamina C e betacaroteno, protege sua pele e ainda dá um bronzeado duradouro e mais uniforme. Use filtro solar, tome sol com moderação e não esqueça de se hidratar muito bem!

 

 

Texto elaborado por: Priscila Di Ciero

 

Nutricionista formada em 2001, sou pós-graduada em Nutrição Esportiva Funcional e estou em formação para obtenção da certificação do Functional Medicine Institute (USA). Sou self e professional Coach formada pelo IBC e certificada pelo Internacional Society of Sports Nutrition (USA). Atualmente curso pós-graduação em Fitoterapia e atendo em consultório particular na zona sul de São Paulo (SP).  
 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

 

1. Heinrich U, Moore CE, De Spirt S, et al. Green tea polyphenols provide photoprotection, increase microcirculation, and modulate skin properties of women. J Nutr. 2011 Jun; 141(6):1202-8.



2. Gonzalez S, Gilaberte Y, Philips N. Mechanistic insights in the use of a Polypodium leucotomos extract as an oral and topical photoprotective agent. Photochem Photobiol Sci. 2010 Apr;9(4):559-63.



3. Middelkamp-Hup, M. A. et al; “Oral Polypodium leucotomos extract decreases ultraviolet-induced damage of human skin”; J Am Academy Dermatol 2004, dec., 51(6): 910-918

domingo, 10 de janeiro de 2021

Diferença entre Probióticos e Prebióticos

 


Probióticos e prebióticos são tópicos muito importantes na nutrição atual. No entanto, embora pareçam semelhantes, os dois desempenham papéis diferentes. Os prebióticos são um tipo de fibra que o corpo humano não consegue digerir. Eles servem como alimento para probióticos, que são minúsculos microrganismos vivos, incluindo bactérias e leveduras. Tanto os prebióticos quanto os probióticos podem apoiar bactérias úteis e outros organismos no intestino.


● Probióticos - Microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. São encontradas em certos alimentos ou suplementos, e podem fornecer diversos benefícios à saúde.

 

● Prebióticos - Essas substâncias vêm de tipos de carboidratos (fibras) que os humanos não conseguem digerir. As bactérias benéficas em seu intestino se alimentam dessas fibras.


As bactérias intestinais, chamadas coletivamente de microbiota, desempenham muitas funções importantes no corpo, dentre elas, ajudam a protegê-lo de vírus, bactérias e fungos nocivos à saúde.


Dentro da microbiota gastrointestinal humana, existe um complexo ecossistema de aproximadamente 300 a 500 espécies bacterianas, compreendendo cerca de 2 milhões de genes chamado microbioma.


Ao nascer, todo o trato intestinal é estéril, e o intestino do bebê é colonizado pela primeira vez por bactérias maternas e ambientais durante o nascimento, e continua a ser povoado por meio da alimentação e outros contatos. Fatores que influenciam a colonização incluem idade gestacional, tipo de parto (parto vaginal versus parto assistido), dieta (leite materno versus fórmula), nível de saneamento e exposição a antibióticos.


A composição da microbiota é específica de cada ser humano, que evolui ao longo da vida do indivíduo e é suscetível a modificações exógenas e endógenas (sexo, idade, tipo de alimentação, índice de massa muscular, peso, estado de saúde). Comer quantidades balanceadas de probióticos e prebióticos pode ajudar a garantir o equilíbrio certo dessas bactérias.


A composição da microbiota intestinal é única para cada indivíduo, é variável entre as pessoas, e é razoavelmente estável após o primeiro ano de vida. Apesar disso, a literatura afirma que a dieta influência no perfil microbiano. Como tal, a falta de nutrição adequada tem sido associada à microbiota disfuncional e a disbiose.


Um Estudo de 2013 sobre a função das bactérias intestinais na saúde e na doença, confirma que, uma microbiota saudável, pode ajudar nas funções do sistema imunológico, tratar doenças gastrointestinais, auxiliar na redução do colesterol LDL (ruim) e no aumento do HDL (bom), e diminuição dos triglicerídeos, além de ajudar a tratar a obesidade, entre outros benefícios.


Uma revisão sistemática de 2016, com 38 estudos em animais e humanos sobre os efeitos dos probióticos nas funções do sistema nervoso central, mostrou que vários probióticos ajudaram a melhorar os sintomas de ansiedade, depressão, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e memória.


Além disso, algumas bactérias entéricas podem produzir nutrientes e vitaminas como folato, vitamina K e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Os AGCC são a principal fonte de nutrientes das células que revestem o cólon. Eles promovem uma forte barreira intestinal que ajuda a impedir a entrada de substâncias nocivas, vírus e bactérias. Isso ajuda a reduzir a inflamação e pode ter o potencial de diminuir o risco de câncer.


Como os alimentos auxiliam a microbiota intestinal?


Os alimentos que ingerimos desempenham papel importante no equilíbrio das bactérias intestinais boas e ruins. Uma dieta rica em açúcar e gordura influencia negativamente (geralmente leva a uma diminuição de Bacteroidetes e a um aumento de Firmicutes, alterações que têm sido associadas à obesidade e subsequente desenvolvimento de doenças crônicas), e pode contribuir para obesidade, resistência à insulina entre outras condições.


Quais alimentos são prebióticos?


Os prebióticos são fibras encontrados em alimentos como leguminosas (feijão, ervilhas, lentilha, grão de bico), aveia, verduras, legumes, frutas que os humanos não são capazes de digerir, mas as bactérias do intestino podem digeri-las. A fibra dietética e o amido são decompostos pelas bactérias em AGCC. Os AGCC são os principais produtos finais da fermentação bacteriana no cólon, e são conhecidos por terem impacto positivo na fisiologia do hospedeiro. O butirato, em particular, é importante para a manutenção da saúde por meio da regulação do sistema imunológico, manutenção da barreira epitelial e promoção da saciedade após as refeições. Pode ser protetor contra várias doenças, incluindo câncer colorretal, doença inflamatória intestinal, diabetes e obesidade. Portanto, estimular a produção de butirato pelo microbioma pode ser útil para manter a saúde e tratar doenças.

 



 


Quais alimentos são probióticos?


Os alimentos probióticos que naturalmente contêm bactérias úteis, são o chucrute, o kombucha, kefir, alguns tipos de picles (não pasteurizados), vegetais em conserva (não pasteurizados), e alguns tipos de iogurtes. Se for comer alimentos fermentados por seus benefícios probióticos, certifique-se de que não sejam pasteurizados, pois esse processo mata as bactérias. Os probióticos também podem ser encontrados em suplementos em forma de comprimidos, pós ou líquidos.

 


 


Alguns desses alimentos também podem ser considerados simbióticos, porque contêm bactérias benéficas e fibras prebióticas, que servem para as bactérias se alimentarem. Alguns exemplos de alimentos simbióticos são queijo, kefir e chucrute.


Quem pode tomar suplementos de probióticos?


Os probióticos são seguros para a maioria da população, mas podem ocorrer efeitos colaterais em alguns casos raros, como em pessoas com sistema imunológico comprometido, hospitalizações prolongadas ou cirurgias recentes. Nestas circunstâncias podem desenvolver uma infecção por bactérias probióticas. Pessoas com essas condições devem pesar os riscos e benefícios antes de consumir (converse com seu médico). Indivíduos com crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado (SIBO), também devem conversar com seu médico ou nutricionista. 

 

 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referência Bibliográfica:

 

Stavro, A. Probióticos e Prebióticos: qual é a diferença?. Nutrição em Pauta. Disponível em: www.nutricaoempauta.com.br Acessado em: 05/01/2020.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Como Manter O Foco Na Dieta?

 


Para você que acha que o ano só começa depois do carnaval, que tal resgatar aquela promessa de alimentação saudável feita na época do réveillon? Dá uma olhada nessas dicas e tome uma atitude agora mesmo para ter uma saúde melhor:

 


Evite o acesso aos alimentos ultraprocessados

Que tal começar dando uma olhada geral nos seus armários, despensa e geladeira? Se você tiver fácil acesso a salgadinhos, balas, congelados e outros tipos de alimentos processados, você pode acabar comendo um pedacinho por impulso. Segundo um estudo divulgado no periódico Cell Metabolism, as dietas ricas em alimentos ultraprocessados podem causar uma ingestão excessiva de calorias e, por consequência, ganho de peso.

 

Mas invista naqueles ricos em fibras

Por outro lado, comidas ricas em fibras,  como verduras, frutas e cereais, podem ser aliadas da dieta graças a esse componente. Uma pesquisa divulgada pelo European Journal of Clinical Nutrition mostra que a adição de fibra na alimentação pode melhorar a saciedade, diminuindo a velocidade de absorção de vários nutrientes, incluindo a gordura.

 

Não coma alimentos que você não goste

Para os pesquisadores de um estudo da revista Psychology & Marketing, um dos erros mais comuns entre os adeptos das dietas para emagrecimento é que eles tendem a abandonar seus alimentos favoritos e substituí-los por opções menos desejáveis. A pesquisa demonstrou que dietas bem-sucedidas se concentram em adicionar alimentos saudáveis que sejam do agrado ao paladar de seus praticantes.

 

Prefira não comer grandes quantidades de alimento à noite

Outra recomendação dada pelos cientistas é abolir aquele lanche calórico antes de dormir. Isso porque, de acordo com uma pesquisa divulgada no BMC Public Health, a ingestão noturna de alta quantidade de alimentos é um fator considerado de risco para o surgimento da síndrome metabólica e da obesidade.

 

Organize seus horários

Crie uma rotina alimentar. Assim fica mais fácil não cair nas tentações e o organismo se acostuma a ter fome na hora certa.

 

Abandone as restrições excessivas

Se você não tem nenhuma alergia alimentar, não se prive. Dietas restritivas não ajudam a criar hábitos alimentares saudáveis. Ao contrário, podem diminuir a imunidade, fazer com que o nosso corpo gaste menos energia e deixar a dieta monótona. Fora que ninguém consegue manter por muito tempo uma rotina alimentar rígida.

 

Evite as tentações

Se você sabe que determinado alimento – quando consumido em excesso – pode comprometer o sucesso da dieta, tente evitá-lo. Isso vale na hora de escolher um restaurante ou bar para o happy hour com os amigos: locais que só oferecem alimentos calóricos e gordurosos no cardápio podem atrapalhar seus esforços. O mesmo vale para o supermercado: evite fazer compras com fome para evitar o descontrole.

 


Saiba a hora de dizer sim

Você não precisa se privar de tudo. O importante é prestar atenção na frequência e no tamanho da porção consumida. A reeducação alimentar é o momento de experimentar novos alimentos e sabores. Esteja aberto e não se prenda apenas às guloseimas como fonte de prazer.

 

Não seja influenciável

Ninguém vai te ajudar se você não quiser se ajudar. Não se desestimule com histórias fracassadas. Espelhe-se naquelas que conquistaram seu objetivo e hoje são exemplos de alimentação saudável.

 

Não fique parado!


A atividade física não pode ser deixada de lado! Não faz parte diretamente da alimentação, mas é fundamental para a melhoria da qualidade de vida.


 

 

Conte com a ajuda de um nutricionista


Por fim, mas não menos importante, consulte sempre um profissional formado em nutrição para adequar o seu plano alimentar de um jeito mais saudável e compatível com as suas necessidades.

 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.



Referências Bibliográfica:

Promessa é dívida. Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em 01/01/2021.


Hall K. et al. Ultra-Processed Diets Cause Excess Calorie Intake and Weight Gain: An Inpatient Randomized Controlled Trial of Ad Libitum Food Intake. Cell Metabolism, 2019.

Andrew W. et al. Dietary fat, fibre, satiation, and satiety—a systematic review of acute studies. European Journal of Clinical Nutrition, 2018.

David M. et al. Your diet plan isn’t working? New research explains why. Psychology & Marketing, 2016.

Yoshida J. et al. Association of night eating habits with metabolic syndrome and its components: a longitudinal study. BMC Public Health, 2018.