domingo, 5 de dezembro de 2021

BCAA (Aminoácido de Cadeia Ramificada)

 


O suplemento de BCAA é bastante popular entre praticantes de exercícios físicos e frequentadores de academia. Mas você já se perguntou quais são os benefícios associados à sua utilização?

Antes de mais nada, é importante entender o que é o BCAA.

Quanto ingerimos proteínas, essas precisam ser digeridas em partes menores, os aminoácidos, e estes podem então ser absorvidos.

BCAA é a sigla para o termo em inglês branched-chain amino acid, traduzindo: aminoácidos de cadeia ramificada, e representa a combinação de três aminoácidos: leucina, valina e isoleucina.

Estes três aminoácidos são considerados essenciais para nosso corpo, ou seja, precisam ser consumidos através da alimentação, e podem ser encontrados em alimentos como leite e derivados, carnes, peixes e soja.

Em algumas situações, a suplementação também é bem-vinda, já que diversos estudos já provaram os benefícios da sua utilização para praticantes de atividade física, idosos e pessoas saudáveis que desejam ganhar massa muscular.

Mas, afinal, qual é a função do BCAA?

Os aminoácidos funcionam como tijolos que formam as proteínas e estas, por sua vez, participam da construção de novas células e, portanto, são fundamentais no processo de crescimento de novos tecidos, como durante as fases de ganho de massa muscular.

Especificamente, a leucina é capaz de ativar a via que inicia a formação de células musculares, independente da realização de exercícios físicos, por isso é importante também para outros públicos, como os idosos.

Além disso, o BCAA também evita a perda de massa muscular, estimula o reparo das células sempre que existe algum dano (como em atividades físicas muito pesadas) e fornece energia como em casos de exercícios de longa duração.

Portanto, a suplementação de BCAA é indicada quando há o objetivo de ganho de massa muscular ou para postergar a dor e o cansaço associados a atividades longas.


 

É seguro usar BCAA?

Sim! Os estudos científicos já identificaram uma margem segura de suplementação em longo prazo, através da observação de consumo em altas doses, capazes de promover um efeito positivo sem resultar em alterações de no fígado, rins e gorduras corporais.

É importante considerar o horário em que o BCAA será consumido. Para melhores resultados em relação ao ganho de massa muscular, a suplementação poderia ser feita em, aproximadamente, 30 minutos após o exercício físico.

No entanto, o nutricionista ou médico deverá ser consultado antes do início da suplementação, para que haja um ajuste na alimentação e indicação da melhor dose a ser consumida, de acordo com os seus objetivos.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Afinal, para que serve o BCAA?. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 05/12/2021.

 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Por que Consumir Alimentos Integrais?

 


O alimento integral é aquele que não foi refinado (ou cujos componentes principais não foram refinados) e, por isso, mantém a integridade de seus nutrientes, preservando vitaminas, minerais e fibras, que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

São alimentos que trazem toda a riqueza nutricional dos grãos, sementes e cereais em nossas refeições. Consumi-los faz parte de uma alimentação saudável e traz uma série de benefícios.

Os alimentos integrais tornam sua dieta mais rica em fibras, minerais e vitaminas e ajudam a melhorar seu funcionamento intestinal. Além disso, eles proporcionam maior sensação de saciedade (o que estimula a redução da quantidade ingerida), diminuem os níveis de colesterol e glicose no sangue, aumentam a quantidade de lactobacilos no organismo e adicionam maior riqueza de sabores à alimentação.

Você pode facilmente substituir alguns alimentos processados pela suas "versões" integrais. O arroz branco, por exemplo, pode ser substituído pelo arroz integral; o açúcar branco, pelo mascavo; a farinha de trigo branca, pela farinha de arroz, fécula de batata, de mandioca ou de polvilho. Consuma também lentilhas, grão de bico, ervilhas frescas, milho da espiga e sementes como a chia, a linhaça e o gergelim. Diversifique também os vegetais, assim como com as frutas.

Mas atenção: há certos alimentos integrais (leite integral e iogurtes integrais, por exemplo) que têm mais calorias e mais gorduras do que suas versões não integrais. Tenha em mente que não é porque um alimento é integral que ele é light, nem que pode ser consumido sem restrições. Consumir qualquer alimento (inclusive os integrais) em excesso aumentará sua ingestão diária de calorias - e não deve ser feito a menos que seja por recomendação do seu nutricionista ou médico.

Explore os diferentes sabores e texturas e dê preferência aos alimentos integrais, para uma alimentação mais saudável e equilibrada. E conte comigo para criar, junto com você, uma rotina alimentar adequada ao seu gosto, aos seus objetivos e sua saúde!

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  As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Triglicérides e Pancreatite Aguda

 



A recorrência da doença e sua gravidade também podem indicar a presença da síndrome da quilomicronemia familiar (SQF), uma doença rara e subdiagnosticada.
 
Quando se fala em altas de taxas de triglicérides (TGs), a primeira preocupação que surge, geralmente, é com a saúde do coração. Porém, o excesso de gordura no sangue pode danificar outros órgãos importantes para o funcionamento do corpo, como o pâncreas. Hoje, a hipertrigliceridemia já é a terceira causa de pancreatite, representando de 1 a 4% dos casos, precedida por etiologia biliar e alcoólica. Em estágios iniciais, a inflamação no pâncreas pode ser tratada de forma clínica, mas em situações graves, necessita de monitoramento contínuo e, muitas vezes, apresenta prognósticos com altos índices de letalidade.

Geralmente principal motivo para o acúmulo de gordura no sangue é a alimentação inadequada e excesso de peso. Entretanto, quando os resultados dos exames são muito maiores do que os valores de referência, é preciso investigar a possibilidade de uma doença rara, que afeta de uma a duas em cada um milhão de pessoas no mundo, chamada síndrome da quilomicronemia familiar (SQF).

Normalmente depois de ser absorvida pelo intestino e transportada no sangue, a gordura dos alimentos é decomposta com a ajuda de uma enzima chamada lipase lipoproteica. Em pessoas com SQF, essa enzima está disponível apenas em quantidades muito pequenas ou não funciona adequadamente, fazendo com que as gorduras dos alimentos não sejam metabolizadas e os TGs se acumulem no sangue.

Com isso, nesses pacientes, as taxas de triglicerídeos podem chegar a concentrações de até 10.000 mg/dL ou mais, quando os níveis normais não deveriam passar de 150 mg/dL. Outros sinais da doença são o aparecimento de xantomas (depósitos de gordura na pele), a lipemia retinalis (aparência leitosa dos capilares da retina), o aumento do fígado e baço.

Além de prejudicar os órgãos e causar manifestações físicas, como dor abdominal generalizada, fadiga, alterações gastrointestinais, entre outras, a SQF pode atingir também o sistema cognitivo, gerando dificuldade de concentração, perda de memória ou dificuldade para lembrar dos acontecimentos e julgamento prejudicado.

Afeta, ainda, o emocional do paciente, que tem que lidar com a incerteza constante sobre ter dores, cólicas ou pancreatite aguda, entre outros, podendo causar depressão, ansiedade e isolamento social.

Como na maioria das doenças raras, a jornada para o diagnóstico pode ser longa. Por ter os mesmos sintomas aos de outras doenças mais conhecidas, a tendência é de investigar patologias mais comuns, antes de seguir para uma investigação genética mais aprofundada. O diagnóstico pode ser feito por meio do exame clínico ou laboratorial. No primeiro caso, o médico consegue identificar sinais como hepatomegalia, que é o aumento anormal do tamanho do fígado; depósito de gorduras na pele e, em alguns casos, na retina.

Os pacientes com SQF, geralmente, precisam consultar vários profissionais de saúde e fazer exames médicos laboratoriais frequentes, ao mesmo tempo em que realizam mudanças drásticas no estilo de vida, principalmente na alimentação, para conseguirem controlar os níveis de triglicerídeos.
 


 


SQF: saiba mais sobre essa doença rara

A SQF é uma doença genética de herança recessiva, ou seja, é necessário que tanto o pai quanto a mãe de um indivíduo afetado, tenham um gene alterado; portanto, o risco de recorrência para a prole (os filhos) de pais portadores (do gene alterado) é de 25% para cada gestação do casal. Além disso, estima-se que a prevalência seja entre uma e duas em cada um milhão de pessoas.

O diagnóstico da síndrome pode ser feito por meio do exame clínico ou laboratorial. Em um exame de sangue é possível avaliar a ausência ou deficiência da enzima LPL, assim como os níveis de triglicérides. Além disso, pode ser solicitado também um exame genético. Em geral, o diagnóstico é feito tardiamente por conta dos sintomas bastante comuns e pela doença poder se manifestar em qualquer idade. Logo, é importante que a população tenha conhecimento sobre ela e fique atenta aos sinais. 

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

Lottenberg, AMP. Triglicérides elevado é uma das principais causas de pancreatite aguda. Nutrição em Pauta. Disponível em: www.nutricaoempauta.com.br Acessado em: 01/12/2021

Falko JM. Familial chylomicronemia syndrome: a clinical guide for endocrinologists. Endocr Pract. 2018;24(8):756-763.


Mohandas MK, Jemila J, Ajith Krishnan AS, George TT. Familial chylomicronemia syndrome. Indian J Pediatr. 2005 Feb;72(2):181;


Davidson M, Stevenson M, Hsieh A, et al. The burden of familial chylomicronemia syndrome: interim results from the IN-FOCUS study. Expert Rev Cardiovasc Ther. 2017;15(5):415‐423. 


Sugandhan S, Khandpur S, Sharma VK. Familial chylomicronemia syndrome. Pediatr Dermatol. 2007;24(3):323-325