sexta-feira, 17 de março de 2023

Principais Sintomas de Gordura no Fígado

 


Está enganado quem pensa que o fígado serve só para receber e metabolizar o álcool das bebidas, esse órgão é responsável por diversas funções importantes do nosso corpo.

Como exemplo podemos citar a eliminação de toxinas, a filtragem do sangue, a produção de hormônios, o armazenamento de vitaminas, a conversão dos nutrientes que consumimos em energia e a produção de bile que ajuda na digestão de gorduras.

Porém, todas essas atividades podem ser prejudicadas se o órgão acumular muita gordura, uma condição chamada de"gordura no fígado" ou esteatose hepática ou doença hepática gordurosa.

A esteatose hepática pode ser causada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, uso de medicamentos, sedentarismo, alimentação de baixa qualidade nutricional e outras condições de saúde que levam a esse quadro.

Tipos de gordura no fígado

A doença hepática gordurosa é classificada de acordo com as suas causas. Quando causada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ela é chamada de doença hepática gordurosa alcoólica.

Mas, quando suas causas são relacionadas ao uso de medicamentos, doenças hepáticas (exemplo: hepatite C) ou aos hábitos de vida não saudáveis que levam ao ganho de peso, alterações nos exames de sangue e diabetes,  ela é chamada de doença hepática gordurosa não alcoólica.

Sintomas da doença hepática gordurosa

Alguns profissionais de saúde acreditam que a doença seja silenciosa, sem sintomas evidentes, sendo descoberta somente com a solicitação de exames de rotina.

Mas, pesquisas têm demonstrado que alguns sintomas são comuns em pacientes que apresentam gordura no fígado, são eles:

  • Inchaço
  • Fraqueza
  • Fadiga/cansaço
  • Desconforto e dor abdominal
  • Distensão abdominal

Como são sintomas comuns de outras doenças que acometem órgãos como estômago e intestino, o diagnóstico requer outros exames.

Por isso, é natural que antes de afirmar a doença, o médico peça ultrassonografia de abdômen, exames laboratoriais para avaliar colesterol, triglicérides, glicose, insulina, e até tomografia e ressonância magnética.


 

Após o diagnóstico

Se você notou esses sintomas, fez a consulta com um médico, realizou os exames e recebeu o diagnóstico, é hora de se cuidar.

O tratamento vai depender da conduta de cada médico, mas em geral, recomenda-se a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, como a prática diária de atividade física que vai ajudar na perda de peso dos pacientes que apresentam a doença associada ao sobrepeso ou obesidade e em outros parâmetros de saúde.

Também é possível a prescrição de um ou mais medicamentos, incluindo preparações à base de ervas. E, a mais importante das recomendações é a mudança alimentar para ajudar na eliminação da gordura no fígado.

Evitar alimentos gordurosos, principalmente com gordura saturada como carnes vermelhas, manteiga, óleo de coco e consumir em quantidades adequadas grãos, cereais, verduras, legumes, frutas, óleos vegetais e feijões.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Gonçalves, R. Conheça os principais sintomas de gordura no fígado. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 17/03/2023.

Hartleb M, Mastalerz-Migas A, Kowalski P, Okopień B, Popovic B, Proga K, Cywińska-Durczak B. Healthcare practitioners’ diagnostic and treatment practice patterns of nonalcoholic fatty liver disease in Poland: a cross-sectional survey. Eur J Gastroenterol Hepatol. 2022 Apr 1;34(4):426-434. doi: 10.1097/MEG.0000000000002288. PMID: 34560694; PMCID: PMC8876434.

Sharma P, Arora A. Clinical presentation of alcoholic liver disease and non-alcoholic fatty liver disease: spectrum and diagnosis. Transl Gastroenterol Hepatol. 2020 Apr 5;5:19. doi: 10.21037/tgh.2019.10.02. PMID: 32258523; PMCID: PMC7063523.

Yuan, S., Chen, J., Li, X. et al. Lifestyle and metabolic factors for nonalcoholic fatty liver disease: Mendelian randomization study. Eur J Epidemiol 37, 723–733 (2022). https://doi.org/10.1007/s10654-022-00868-3

Zeybel M, Altay O, Arif M, Li X, Yang H, Fredolini C, Akyildiz M, Saglam B, Gonenli MG, Ural D, Kim W, Schwenk JM, Zhang C, Shoaie S, Nielsen J, Uhlén M, Borén J, Mardinoglu A. Combined metabolic activators therapy ameliorates liver fat in nonalcoholic fatty liver disease patients. Mol Syst Biol. 2021 Oct;17(10):e10459. doi: 10.15252/msb.202110459. PMID: 34694070; PMCID: PMC8724764.


quarta-feira, 15 de março de 2023

Azeite de Oliva: Mil Razões Para Chamá-lo de "Ouro Líquido"

 


O azeite de oliva é um produto completamente natural, super saudável e encontrado em mesas de todo o mundo. É uma unanimidade, recomendada por nutricionistas e profissionais de saúde.

É carinhosamente chamado de "ouro líquido" pelos países do Mediterrâneo - não por seu valor econômico, mas por seus efeitos positivos à saúde.

Seus benefícios começam pela forma como é feito, que permanece a mesma desde a antiguidade. O azeite extravirgem é produzido sem qualquer tratamento químico. É o sumo puro da azeitona, totalmente natural, que pode substituir outras gorduras que você usa para cozinhar ou temperar seus pratos - desde que, como qualquer outro alimento, seja consumido com moderação e bom senso.

O azeite de oliva extravirgem é uma ótima fonte de antioxidantes que combatem os radicais livres. É uma "gordura do bem": possui cerca de 80% de gordura monoinsaturada, que ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom colesterol (HDL).

É também um alimento funcional, que contém ômegas 6, 9 e ácido oleico, que auxiliam na absorção de vitaminas e favorecem a imunidade. Além disso, possui propriedades anti-inflamatórias, previne doenças cardíacas, reduz o risco de diabetes, protege o cérebro e melhora os sintomas de artrite reumatoide.

Porém, tenha em mente que os azeites não são todos iguais. Os efeitos benéficos do azeite de oliva são relacionados à sua quantidade de ácido oleico e de polifenóis (antioxidantes naturais), que dependem de fatores como a variedade das azeitonas e seu teor de maturação. A melhor opção é o azeite extravirgem. Sempre que possível, opte por ele.

Experimente também os azeites com sabores diferentes, que variam de acordo com a acidez e o solo em que a oliveira foi plantada. Alguns podem ser mais doces, amendoados e até frutados. Há também os azeites aromatizados com especiarias, trufados, entre outros.

Não é exagero dizer que o azeite de oliva é "ouro líquido": ele é mesmo muito valioso nas suas receitas e precioso para a sua saúde!

#azeiteextravirgem #azeitedeverdade #ouroliquido #azeitedeoliva #alimentosfuncionais

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Dopamina é o Principal Neurotransmissor do Prazer

 


Há muitas maneiras de cultivar felicidade na vida diária. A chave é descobrir quais atividades aumentam os hormônios naturais que trazem satisfação e prazer, e estimular a sua produção. Diversos neurotransmissores atuam como mensageiros no corpo, regulando tudo, desde o funcionamento físico até o bem-estar emocional, e são influenciados por pensamentos, atividades e alimentos. Há três neurotransmissores principais que interagem entre si e aumentam a felicidade: dopamina, serotonina e endorfinas.

 

Dopamina

Dopamina é um dos impulsionadores do sistema de recompensa do cérebro, e aumenta quando se experimenta algo prazeroso: elogios, sexo, fazer compras, comer, ouvir música, ganhar dinheiro e praticamente qualquer outra atividade que se considere agradável. Apaixonar-se? Seus níveis de dopamina vão disparar!

 

Tirosina

Dopamina é produzida em um processo de duas etapas, em que o aminoácido tirosina é convertido em outro aminoácido chamado L-dopa e, em seguida, esta é metabolizada em dopamina por enzimas. A tirosina está presente em todos os produtos de origem animal, como carne, aves, peixe, ovos, laticínios, e em amêndoas, gergelim, sementes de abóbora, banana (bem madura), maçã, abacate, chocolate (cacau 70%), chá verde, café, feijão verde e feijão branco, aveia, germe de trigo, beterraba, folhas verdes, algas.

 

Bem estar

Dopamina é um ativo químico liberado nas células nervosas que ajuda a enviar mensagens entre o cérebro e o corpo, ou seja, é um neurotransmissor. Esta molécula do "bem estar" é regulada pelo organismo, no entanto, substâncias externas, como álcool, açúcar, cafeína, nicotina e drogas, intensificam ou interrompem a produção normal, causando uma disfunção do neurotransmissor, e podem criar um efeito de montanha-russa, com altos e baixos emocionais.

 

‘Rush’ de dopamina

Como parte do sistema de recompensa do cérebro, a dopamina nos ajuda a sentir prazer em atividades como sexo, interação social, jogos, pular de paraquedas, surfar ou mergulhar na cachoeira, filmes, músicas, comida ou qualquer outra coisa associada ao prazer. Estas atividades são impulsionadas com um ‘rush’ de dopamina (fluxo súbito), que pode ser desencadeado por apenas se pensar nelas. A dopamina não está ligada somente ao prazer, e desempenha um papel em muitas funções, incluindo aprendizagem, atenção, humor, movimento, sono, libido e muito mais. Há evidências de que o cérebro libera mais dopamina quando se medita.

 

Dopamina baixa

De acordo com pesquisas científicas, a dopamina desempenha um papel vital na modulação da ansiedade em diferentes partes do cérebro. Níveis baixos de dopamina podem fazer com que alguém se sinta menos motivado, menos animado com a vida, e pode levar a doenças mentais, incluindo depressão, desordens emocionais e psicose. Deficiência de dopamina causa movimentos mais rígidos, que são a marca registrada da doença de Parkinson.

 

Conexão entre vício e dopamina                   

Existem muitas substâncias viciantes no planeta, como álcool, açúcar, cafeína, nicotina, drogas lícitas e ilícitas, e quando as pessoas começam a usar não pretendem ficar viciadas. Quanto mais frequente é o uso e quanto mais potente é o produto, mais dopamina é liberada no cérebro e, ao longo do tempo, isso vai causar sérios problemas de saúde mental e física. Ao tentar reduzir ou parar os ativos que aumentam a dopamina, seus níveis ficam muito baixos. Daí surge o estresse, depressão, ansiedade e compulsão, o que acaba arrastando o indivíduo de volta ao uso e ao vício.

 

Euforia química

Álcool, açúcar, cafeína, maconha, nicotina, cocaína, medicamentos opioides, heroína e metanfetamina têm um efeito subjacente em comum: influenciam fortemente a produção de dopamina e produzem sentimentos de euforia. A ciência por trás disso é sólida, com muitos estudos publicados. Mesmo baixas quantidades dessas substâncias, alimentos ou drogas, podem levar ao vício quando o indivíduo perde o autocontrole e cede à gratificação imediata, repetidamente. O açúcar é reconhecido por induzir o cérebro a produzir enormes picos de dopamina, assim como as drogas pesadas, como cocaína e heroína.

 

Mucuna pruriens e dopamina

Uma planta que cresce em climas tropicais aumenta os níveis de dopamina naturalmente. Mucuna pruriens tem sido usada extensivamente em um dos sistemas de saúde mais antigos do mundo - a medicina tradicional indiana. Mucuna é um tipo de leguminosa, presente na Índia, sul da China e Brasil. As sementes e raízes são usadas em suplementos para fins medicinais diversos. Mucuna acalma e relaxa o sistema nervoso, ajudando a reduzir o estresse e a depressão. Há pesquisas mostrando a sua ação em alguns tipos de câncer, em fertilidade masculina e como um afrodisíaco.

 

Efeitos terapêuticos

A ação antiparkinsoniana da Mucuna é bem conhecida, e sua atividade na preservação de células nervosas no cérebro foi demonstrada por vários pesquisadores. A levodopa (L-dopa) é o ativo precursor de dopamina, e o importante constituinte responsável pelo efeito na doença de Parkinson - na Mucuna sua concentração é de 5%. Além de L-dopa, vários outros componentes bioativos, como ácido ursólico e ácido betulínico, atuam na proteção de neurônios. Estudos documentaram amplamente as propriedades neuroprotetoras, neurorrestauradoras e imunomoduladoras da planta. Além de combater a deficiência de dopamina comum nos que se recuperam de substâncias viciantes, seu maior valor reside no tratamento de Parkinson, porém ela também atua em outras doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica e derrame cerebral.

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

Referências Bibliográficas:

*Advances in Experimental Medicine & Biology 2021. The Brain’s Reward System in Health & Disease.

*Neuron 2015. Pleasure systems in the brain.

*Biomolecules 2021. A runner's high for new neurons? Potential role for endorphins in exercise effects on adult neurogenesis.

 

*J Biomedical Science 2021. Dopamine, behavior & addiction.

 

*J of Neural Transmission 2019. Dopamine & addiction: what have we learned from 40 years of research?

 

*Neurochemical Research 2022. Neuroprotection by Mucuna pruriens in Neurodegenerative Diseases.

*3 Biotech 2020. Mucuna pruriens in Parkinson's & in some other diseases: recent advancement & future prospective.