Você já ouviu falar muitas vezes da importância da alimentação
adequada e saudável para a manutenção da saúde e até mesmo para a
prevenção de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes. Mas talvez
ainda não tenha ouvido falar da relação que a sua comida tem com o
surgimento do câncer de mama.
Muita gente se preocupa com o histórico familiar quando se fala dessa
doença, e não está errado pensar assim. Afinal, o fator genético exerce
um importante papel na formação de tumores. Acontece que, apesar disso,
os fatores hereditários, familiares e étnicos estão relacionados a
casos raros de câncer.
Para entender melhor a origem, é preciso deixar claro que a doença em
si não possui uma única causa. É necessário observar os aspectos
internos, como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas.
Mas é preciso observar também os aspectos externos, que se referem
àquilo que está presente no ambiente em que a pessoa está inserida.
Doença multifatorial
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 80% e 90% dos
casos de câncer estão associados a causas externas. O que significa
dizer que as mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, os
hábitos e os estilos de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos
da doença. E o câncer de mama também entra nessa conta!
O surgimento de tumores nos seios é algo
que assombra e muito as mulheres em qualquer parte do mundo, afinal é o
tipo mais incidente no gênero. Dados de 2018 mostram que ocorreram 18
milhões de novos casos de câncer no mundo todo, sendo o de mama o
segundo mais recorrente, emplacando o expressivo número de 2.1 milhões.
Para o Brasil, a estimativa é que para cada ano do triênio 2020-2022
ocorram 66.280 novos casos da doença. Isso representa um risco estimado
de 61 casos a cada 100 mil mulheres.
E diante de dados tão alarmantes,
precisamos retomar o assunto lá do início sobre como os fatores externos
impactam no surgimento dos tumores. No caso do câncer de mama, por
exemplo, a influência genética corresponde a apenas 5 a 10%. Assim como o
próprio INCA já sinalizou, os hábitos e estilo de vida são bem mais
relevantes, sendo fatores que incluem a alimentação, peso corporal,
atividade física, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e a
amamentação.
Começando pela cozinha!
Até aqui podemos perceber que o câncer de mama é uma doença passível
de prevenção, e a alimentação tem uma expressiva participação nisso!
Confira as dicas:
Alimentos in natura e minimamente processados:
Uma alimentação adequada e saudável tem como base os alimentos in natura
e os minimamente processados, aqueles que preservam características
fundamentais do alimento natural, como o arroz e o feijão que comemos em
casa. Eles são nossas principais fontes de energia e nutrientes que
garantem o bom funcionamento do organismo.
As frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras
leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as
defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Além disso, o
Instituto ressalta que esses alimentos têm o poder de inibir a chegada
de substâncias cancerígenas às células e de consertar o DNA danificado
quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não for
possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a sua morte,
interrompendo a multiplicação desordenada.
Outro aspecto importante da alimentação com a prevenção do câncer de
mama tem a ver com a manutenção do peso. Afinal, o excesso de gordura
corporal provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico
que estimulam a proliferação celular, a apoptose reduzida, a
instabilidade genômica e, consequentemente, o surgimento da doença.
Portanto, uma alimentação variada e rica em alimentos in natura
de origem vegetal tem grande potencial de te proteger contra o
sobrepeso, obesidade e, claro, o câncer. Se for aliada a alguma prática
de atividade física, os resultados tendem a ser ainda melhores!
Os riscos dos ultraprocessados:
Alimentos como salgadinhos, biscoitos de pacote, temperos prontos,
refeições congeladas e tantos outros que conhecemos por aí já são
antigos vilões da nossa saúde. Mas quando o assunto é câncer, eles
influenciam mais ainda!
Segundo o INCA,
essa é uma categoria de alimentos ricos em gorduras, sódio, amidos ou
açúcares e, portanto, promovem o excesso de peso que aumenta a chance de
desenvolver pelo menos 12 tipos de câncer. Para agravar ainda mais a
situação, eles são altamente saborosos e viciantes, o que aumenta ainda
mais as chances de consumo excessivo.
Para reforçar ainda mais a importância da adoção de hábitos para a
prevenção do câncer, estudos mostraram que ao seguir um estilo de vida
mais saudável, incluindo alimentação e prática de atividade física,
diminuiu em 19% a incidência de câncer de mama em mulheres e reduziu 60%
a mortalidade por essa doença. Sendo assim, podemos encarar essa
mudança de vida como uma prevenção primária.
As informações contidas neste blog,
não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área
de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e
sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Outubro Rosa: Qual é o papel da alimentação na prevenção do câncer de mama? Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br Acessado
em: 15/10/2021.