segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O que seus filhos estão comendo?

 


Os pais e os demais familiares são os responsáveis pela criação do hábito alimentar das crianças! Por isso, devem comprar alimentos mais saudáveis, preparar refeições leves e dar exemplos consumindo uma dieta equilibrada. Além disso, é fundamental incentivar a prática de esportes desde cedo.

Na hora da alimentação das crianças é preciso usar a criatividade, criando opções interessantes, que façam os olhos dos pequenos brilharem ao ver o prato. Que tal um hambúrguer caseiro? Um sanduíche de atum? Um bolo feito com farinhas integrais e castanhas? Assim como os adultos, as crianças comem com os olhos, por isso decore o prato de uma maneira alegre e bem colorida. Varie as preparações, utilize abobrinha ralada no arroz em vez de refogá-la, faça um suflê de brócolis ou espinafre batido com arroz para ser assado em forma de bolinho.

Cuidado com as “trocas”! Nunca tente recompensar a criança, dizendo que se comer tudo que está no prato vai ganhar sobremesa. O correto é estimular durante a semana uma alimentação equilibrada e deixar as guloseimas para o final de semana. Claro que é quase impossível proibir a criança de comer um doce, um chocolate ou até uma bolacha, entretanto quanto menos, melhor. O principio da educação alimentar é incluir todos os grupos alimentares, porém com cautela, sem proibições, afinal tudo que é proibido é mais gostoso, só que não!


 

Outra situação comum é quando um irmão é magrinho e o outro tem excesso de peso. Os pais devem oferecer o mesmo cardápio para os dois, com algumas particularidades. Aquele que está com peso abaixo do adequado deve consumir preparações com maior densidade calórica, isto é, com maior quantidade de calorias por porção. Para não ter que fazer dois cardápios, você pode complementar a alimentação daquele que precisa recuperar o peso com adição de um fio de azeite no prato de comida já pronta ou acrescentar cereal matinal (sem açúcar) na vitamina do café da manhã.

Preste atenção no tamanho da porção! A criança que está com excesso de peso não deve acompanhar o mesmo ritmo e tamanho da porção daquele que precisa ganhar peso. Lembre-se de levar em consideração a idade, o sexo e a atividade física da criança, além de procurar um profissional como um nutricionista para acompanhar de perto a alimentação das crianças.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

O que seus filhos estão comendo?. Meu Pratinho Saudável. Disponível em: www.meupratinhosaudavel.com.br Acessado em: 18/10/2020.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Qual é o Papel da Alimentação na Prevenção do Câncer de Mama?

 


Você já ouviu falar muitas vezes da importância da alimentação adequada e saudável para a manutenção da saúde e até mesmo para a prevenção de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes. Mas talvez ainda não tenha ouvido falar da relação que a sua comida tem com o surgimento do câncer de mama.

Muita gente se preocupa com o histórico familiar quando se fala dessa doença, e não está errado pensar assim. Afinal, o fator genético exerce um importante papel na formação de tumores. Acontece que, apesar disso, os fatores hereditários, familiares e étnicos estão relacionados a casos raros de câncer.

Para entender melhor a origem, é preciso deixar claro que a doença em si não possui uma única causa. É necessário observar os aspectos internos, como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas. Mas é preciso observar também os aspectos externos, que se referem àquilo que está presente no ambiente em que a pessoa está inserida.

Doença multifatorial

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. O que significa dizer que as mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, os hábitos e os estilos de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos da doença. E o câncer de mama também entra nessa conta!

O surgimento de tumores nos seios é algo que assombra e muito as mulheres em qualquer parte do mundo, afinal é o tipo mais incidente no gênero. Dados de 2018 mostram que ocorreram 18 milhões de novos casos de câncer no mundo todo, sendo o de mama o segundo mais recorrente, emplacando o expressivo número de 2.1 milhões. Para o Brasil, a estimativa é que para cada ano do triênio 2020-2022 ocorram 66.280 novos casos da doença. Isso representa um risco estimado de 61 casos a cada 100 mil mulheres.  

E diante de dados tão alarmantes, precisamos retomar o assunto lá do início sobre como os fatores externos impactam no surgimento dos tumores. No caso do câncer de mama, por exemplo, a influência genética corresponde a apenas 5 a 10%. Assim como o próprio INCA já sinalizou, os hábitos e estilo de vida são bem mais relevantes, sendo fatores que incluem a alimentação, peso corporal, atividade física, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e a amamentação.

Começando pela cozinha!

Até aqui podemos perceber que o câncer de mama é uma doença passível de prevenção, e a alimentação tem uma expressiva participação nisso! Confira as dicas:

Alimentos in natura e minimamente processados:

Uma alimentação adequada e saudável tem como base os alimentos in natura e os minimamente processados, aqueles que preservam características fundamentais do alimento natural, como o arroz e o feijão que comemos em casa. Eles são nossas principais fontes de energia e nutrientes que garantem o bom funcionamento do organismo.

As frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Além disso, o Instituto ressalta que esses alimentos têm o poder de inibir a chegada de substâncias cancerígenas às células e de consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não for possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a sua morte, interrompendo a multiplicação desordenada.

Outro aspecto importante da alimentação com a prevenção do câncer de mama tem a ver com a manutenção do peso. Afinal, o excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico que estimulam a proliferação celular, a apoptose reduzida, a instabilidade genômica e, consequentemente, o surgimento da doença.

Portanto, uma alimentação variada e rica em alimentos in natura de origem vegetal tem grande potencial de te proteger contra o sobrepeso, obesidade e, claro, o câncer. Se for aliada a alguma prática de atividade física, os resultados tendem a ser ainda melhores!

Os riscos dos ultraprocessados:

Alimentos como salgadinhos, biscoitos de pacote, temperos prontos, refeições congeladas e tantos outros que conhecemos por aí já são antigos vilões da nossa saúde. Mas quando o assunto é câncer, eles influenciam mais ainda!

Segundo o INCA, essa é uma categoria de alimentos ricos em gorduras, sódio, amidos ou açúcares e, portanto, promovem o excesso de peso que aumenta a chance de desenvolver pelo menos 12 tipos de câncer. Para agravar ainda mais a situação, eles são altamente saborosos e viciantes, o que aumenta ainda mais as chances de consumo excessivo.

Para reforçar ainda mais a importância da adoção de hábitos para a prevenção do câncer, estudos mostraram que ao seguir um estilo de vida mais saudável, incluindo alimentação e prática de atividade física, diminuiu em 19% a incidência de câncer de mama em mulheres e reduziu 60% a mortalidade por essa doença. Sendo assim, podemos encarar essa mudança de vida como uma prevenção primária.

 


As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Outubro Rosa: Qual é o papel da alimentação na prevenção do câncer de mama? Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br Acessado em: 15/10/2021.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Embutidos e Frios

 


Os produtos a base de peru e chester apresentam baixo teor de gordura e são boas fontes de proteínas. Outros frios com salame e mortadela apresentam alto teor de gordura, principalmente gordura saturada e sua alta ingestão pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares. Além disso, em geral, todos os frios em embutidos são ricos em sal e devem ser evitados por hipertensos e pessoas com tendência a reter líquidos.

Também, deve-se tomar cuidado com os produtos embutidos, pois eles contêm nitratos e nitritos como conservantes e colorantes. Os nitratos podem se transformar em nitritos que podem levar a síntese de nitrosaminas cancerígenas. A ingestão de altas doses de nitratos e nitritos pode causar câncer do estômago e do esôfago. Como esses conservantes são usados para dar o cor rosa / vermelho nas carnes, preste atenção a todos os tipos de carnes que continuam com a cor rosa depois de cozida, pois é sinal da presença dessas substâncias, por exemplo, salsicha, linguiça, presunto, mortadela, peito de peru e etc. Além dos conservantes que podem ser cancerígenos os defumados também apresentam outras substâncias com potencial cancerígeno.

No dia a dia, a ingestão de frios em embutidos deve ser moderada e alternada com outras fontes proteicas como ovos, patês e etc. Ao comprá-los, prefira os com menor teor de gordura, por exemplo, peito de peru, blanquet de peru e peito de chester ou o presunto magro.

 

 

 


Texto elaborado por: Patrícia Bertolucci

Nutricionista pela Universidade Federal de Goiás – UFG.

Assessoria a Clubes e Empresas ligadas ao esporte ou com interesse em qualidade de vida.

Responsável pela empresa Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição.

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.