segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Kefir: Bem-estar que se compartilha

 


O termo "kefir" deriva da palavra turco "Keif", que significa "bem-estar". É um alimento probiótico produzido pelo cultivo de grãos, que ficam submersos em meios líquidos, multiplicando-se até produzirem uma bebida fermentada.

Seu substrato mais comum é o leite, mas também pode ser feito em água açucarada, no leite de coco e em outros sucos. Sua composição biológica, química e nutricional varia conforme a origem e o modo de produção.

O kefir é constituído por uma colônia de microrganismos simbióticos. Grãos de kefir também são chamados de Cogumelos Tibetanos, Plantas de Iogurte, Cogumelos do Iogurte, Fungo do Iogurte e Lotus de Neve.

Por ser considerado um alimento funcional, a cultura caseira do kefir se tornou popular em vários países. Diferente do iogurte, que é fermentado somente por lactobacilos, o kefir exige temperaturas um pouco mais altas e sua fermentação é feita por 37 tipos diferentes de microrganismos em sua colônia. Os grãos de kefir multiplicam-se conforme vão sendo cultivados e são tradicionalmente doados de uma pessoa para outra.

Geralmente consumido misturado a frutas, mel, cereais e usado no preparo de receitas, o kefir pode substituir o leite ou o iogurte. Seu sabor é levemente mais ácido e a espessura mais líquida do que o iogurte.

Por ser constituído por bactérias e leveduras probióticas, promove a saúde geral do organismo: melhora a flora intestinal, auxilia na imunidade, facilita a digestão, combate a osteoporose, melhora a absorção de nutrientes, entre outros benefícios.

Por ser rico em proteínas e ter baixo valor calórico, é um ótimo aliado das dietas de emagrecimento, sendo uma excelente opção também para quem sofre com a constipação intestinal (intestino preso).

Apesar dos muitos benefícios, ele deve ser consumido com moderação, pois o excesso pode causar dores abdominais e diarreia. Evite consumir mais de 1 copo por dia.

Estou à sua disposição para criarmos juntos um plano alimentar adequado aos seus objetivos e necessidades. Que tal usarmos o kefir como seu aliado numa alimentação mais saudável, criativa e funcional? 😉

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Como Conservar o Valor Nutritivo dos Alimentos

 


Garantir a qualidade de vida através de nossa alimentação é um dos maiores investimentos que podemos fazer para nosso futuro. A alimentação está diretamente ligada ao processo saúde e prevenção de doenças e está inserida em todo nosso cotidiano.

A boa conservação dos alimentos evita o desperdício, traz economia, aumenta o aporte nutricional, prolonga o tempo do alimento e pode impedir alterações causadas por micro-organismos.

As frutas e as verduras perdem o seu valor nutritivo com muita facilidade. Para aproveitarmos ao máximo os nutrientes desses alimentos, devemos consumir quando estiverem bem frescas. Com o amadurecimento e o tempo de armazenamento, os nutrientes vão se perdendo então prefira as frutas e verduras da estação, pois além de mais econômicas, conservam melhor os nutrientes nessa época.

O ideal é que se consuma in natura, sejam eles inteiros ou em pedaços, pois quando processamos as frutas e verduras no liquidificador, temos uma quebra de fibras e perdas, mesmo que pequenas, de vitaminas como a vitamina C.

Alimentos frescos são sempre melhores, mas isto não impede de utilizarmos alimentos enlatados ou congelados nas preparações, não esqueça de conferir se na lista de ingredientes não existem outros itens além do alimento principal, como adição de açúcares ou conservantes.

Já para o preparo de Hortaliças, devemos manipulá-las o mais próximo possível da hora de cozinhá-las ou consumi-las. Ao preparar, evite subdividi-las para preservá-las de perdas nutricionais como as vitaminas e minerais e, ao cozinhar, o faça o mais próximo do momento de servi-las.

Observar o ponto de cocção para cada hortaliça, é outro fator importante. As partes cozidas devem permanecer tenras, abrandadas e sem desintegrar-se.Lembrando que o quanto mais for conservada a forma original dos vegetais, menores serão as perdas nutricionais.

Aproveite e use a água do cozimento (cocção) das hortaliças para sopas, caldos, molhos e ensopados. Esta água de cozimento é rica em vitaminas e minerais. Quando desprezamos esta água, temos uma perda de 30 a 40% de vitaminas (C, B1 e B2).

Quando for fazer o cozimento de hortaliças com folhas mais resistentes/ duras, cozinhe estes vegetais em panela destampada com água fervendo (o suficiente para cobrir o vegetal), para diminuir o tempo de cocção e com isso, manterá a cor verde dos vegetais.

Já as hortaliças mais novas e com folhas mais tenras, deve-se cozinhar com o mínimo de água (1 colher de sopa) em panela tampada, para cozinhar rapidamente, para não prejudicar a cor.

As hortaliças de sabor forte como o repolho, couve-flor, nabo etc., devem ser cozidas em panela destampada e em quantidade maior de água. Atente-se ao tempo de cozimento, pois quando cozidas em excesso produzem um sabor indesejável e escurecimento de sua cor.

Para deixar suas hortaliças mais saborosas, utilize estes temperos nas preparações: alho, cebolinha, hortelã, salsinha, tomilho, alecrim, orégano, manjericão, sálvia, louro e some a 1 colher de sopa de azeite ou óleo de milho, girassol ou canola, fazendo um refogado bem gostoso.

Para os vegetais vermelhos como a beterraba, repolho roxo, etc., deve-se colocar vinagre ou limão na água de cocção (uma colher de sopa para 1 litro de água), mantendo assim a cor forte e vibrante da preparação.

A higienização é uma etapa muito importante antes de consumir ou preparar o alimento, portanto, o cozimento não exclui esta etapa!

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

Como conservar o valor nutritivo dos alimentos. Dietpro. Disponível em: www.dietpro.com.br Acessado em: 06/01/2023.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Ginseng No Pré-Diabetes e Diabetes Tipo 2

 


O diabetes mellitus 2 (DM2) é o distúrbio metabólico com maior crescimento em todo o mundo e está associado a outras comorbidades, como por exemplo, a doença cardiovascular, que acomete 32,2% dos indivíduos portadores de DM2. Para melhorar o perfil glicêmico e, consequentemente, diminuir as complicações mediantes à doença, pesquisadores têm se empenhado na busca de medicamentos fitoterápicos para controlar o DM2.

O ginseng é o fitoterápico mais popular para esse objetivo, sendo originário da raiz de plantas do gênero Panax, da família Araliaceae, cujos efeitos nas complicações do DM2 têm sido amplamente investigados, mostrando efeitos antidiabéticos, anti-hiperlipidêmicos, anti-inflamatórios e hepatoprotetores.

Uma revisão sistemática com meta-análise foi realizada recentemente, incluindo 20 estudos elegíveis, com o objetivo de investigar efeitos gerais da suplementação de ginseng na melhora dos biomarcadores cardiometabólicos entre os pacientes com DM2. Foram avaliadas medidas antropométricas, homeostase glicêmica, fatores de risco cardiovascular como perfil lipídico, pressão arterial e frequência cardíaca, marcadores inflamatórios, adipocitocinas e testes de função hepática.

Como resultados principais, a revisão sistemática evidenciou que a utilização do ginseng foi associado a uma redução da glicemia de jejum, HOMA-IR, colesterol total, IL-6, aumento na frequência cardíaca e TNF-α, sem alterações significativas nas medidas antropométricas (peso corporal, IMC, e circunferência da cintura), respostas glicêmicas (TOTG, HbA1c e insulina em jejum), perfil lipídico (TG, LDL-C e HDL-C), PA (PAS e PAD), marcadores inflamatórios e adipocitocinas (PCR, adiponectina e leptina), e enzimas hepáticas (ALT, AST e GGT) quando comparado com um grupo controle.

Dessa forma, esta meta-análise sugere que o ginseng pode melhorar os resultados cardiometabólicos em indivíduos com pré-diabetes e diabetes tipo 2.

 

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas: 

Naseri K, Saadati S, Sadeghi A, Asbaghi O, Ghaemi F, Zafarani F, Li HB, Gan RY. The Efficacy of Ginseng (Panax) on Human Prediabetes and Type 2 Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis. Nutrients. 2022 Jun 9;14(12):2401. doi: 10.3390/nu14122401. PMID: 35745129; PMCID: PMC9227417.

Pinheiros, M. A eficácia da utilização do Ginseng no pré-diabetes e diabetes tipos 2. Ganep Educação. Disponível em: www.ganepeducacao.com.br Acessado em: 03/01/2023.