quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Os Benefícios dos Sucos de Frutas



Os sucos de frutas são fontes de vitaminas e minerais, ideal para quem não tem o hábito de comer frutas “in natura”.

Existem diferenças nutricionais entre as frutas e seus sucos:

Frutas: A ingestão deve ocorrer após uma boa higienização, ingerir (sempre que possível) com casca, pois assim garantimos ao máximo a ingestão das fibras contidas e ainda todas diferentes fontes de minerais e vitaminas que variam em cada tipo de fruta.

Suco de frutas: Sua opção sempre deve ser preferida ao invés de refrigerantes e bebidas artificiais, pois continua sendo uma fonte de minerais e vitaminas em relação a essas bebidas. Se tiver um suco de fruta não coado e ingerido logo após seu preparo, perfeito! A única diferença em relação à ingestão de uma fruta “in natura” está na mastigação. A mastigação favorece o poder de saciedade pelo ato mastigatório, o que não se obtém ao ingerir um suco. O suco de frutas tem a praticidade de ingerir rapidamente frutas, pode compor um lanche ou uma refeição e ainda tem facilidade no transporte.

Suco de frutas: como qualquer fruta, entre elas, existem muitas diferenças, como tipos e quantidades de minerais, vitaminas e principalmente calorias! Se a fruta contiver muita água em sua composição, normalmente o suco é feito apenas da própria fruta com pouca ou nenhuma adição de água no preparo. Se existe controle de calorias na dieta, ou ainda, se a pessoa é diabética, é necessário o controle de açúcar natural dos alimentos e a fruta contem seu açúcar natural, a frutose.

Extrato de soja com adição de frutas: É aquela bebida conhecida como “leite de soja”. Se analisar bem, o leite é produto dos animais, sendo a soja um grão vegetal, não se pode caracterizar a bebida como leite, portanto, vamos, a partir de agora, referir a este tipo de bebida como “extrato de soja”. Sua vantagem na ingestão é uma bebida fonte de proteína vegetal importante, além dos benefícios cardiovasculares da soja. Para favorecer a apreciação do sabor, se acrescentar fruta a esta bebida, o sabor, sem dúvida, muda e muito, o que pode favorecer sua apreciação. Também está disponível no mercado a opção do extrato de soja já com sabor de frutas pronto para beber.

A água de coco é rica em sais minerais, carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e ajuda a hidratação do corpo. Já o coco é rico em fibra, potássio, possui uma boa quantidade de ferro, ácido graxos, fósforo, magnésio e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Propriedades das frutas:

Pera: Fruta originária da Europa, onde é chamada de fruta manteiga por conta de sua textura macia e sabor delicado. Esta fruta rica em água e vitaminas do complexo B, que regulam o sistema nervoso e o aparelho digestivo. A pera também possui vitaminas A e C e minerais, que contribuem para a formação dos ossos e dentes. As fibras auxiliam o funcionamento intestinal e a absorção de nutrientes.

Abacaxi: Fruta nativa da América do Sul, rica em fibras solúveis, que ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue.

Maçã: Existe uma frase muito divulgada, nos Estados Unidos, que diz traduzida diz: uma maçã por dia mantém você longe dos médicos. Além de conter pectina, uma fibra solúvel que dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol, a maçã tem ação diurética, ou seja, o potássio contido na polpa da fruta elimina o sódio e, consequentemente, o excesso de água do corpo.

Açaí: É uma palmeira do norte do Brasil, típico da região amazônica, chegando até países vizinhos como Guiana e Venezuela. Por seu alto valor energético, é indicado para pessoas que praticam atividade física para ser consumido logo após os exercícios. Deve ser evitado por pessoas em dieta hipocalórica, já que 100 gramas da fruta fornecem 247 calorias.

Guaraná: Também nativo da Amazônia, tem em suas sementes cafeína, água, amido, ácido tânico, fibra vegetal, cálcio, ferro, fósforo, potássio, tiamina e vitamina A. Esses componentes dão ao guaraná uma ação incomparável como estimulante do sistema nervoso central, tendo ainda ação benéfica sobre o estômago e o intestino, livrando-os de toxinas e fermentações. A cafeína, teobromina e teofilina causam um efeito diurético e estimulante, diminuindo o cansaço. Deve ser consumido com cautela porque, quando usado por um período prolongado ou excessivo, pode inibir a capacidade restaurativa do organismo e diminuir a absorção de nutrientes pelo intestino.

Banana: É conhecida como excelente fonte de potássio, sendo indicada para evitar cãibras. Mas a banana também é rica em carboidratos e minerais como sódio, cloro, fósforo, magnésio, enxofre e cálcio, além das vitaminas A, B1, B2, C e niacina.

Laranja: Está diretamente associada à vitamina C, antioxidante que protege as células contra danos causados pelos radicais livres (produzidos no organismo com a queima de oxigênio). Uma laranja de tamanho médio contém cerca de 70 mg desta vitamina. Mas a laranja não é apenas fonte de vitamina C, ela tem ainda quantidades menores de outras vitaminas e minerais como betacaroteno, tiamina, folato e potássio.

Goiaba: Mais consumida in natura ou na forma de doces e compotas, a goiaba é uma excelente opção para sucos. Aliás, o suco de goiaba já é bastante difundido no nordeste brasileiro. As goiabas têm quase cinco vezes mais vitamina C do que as laranjas. A fruta é ainda uma boa fonte de potássio e ferro. Por conter apenas 60 calorias, em média, a goiaba é uma sobremesa prática, deliciosa e de poucas calorias. Pode ser consumida inteira ou em pedaços, sozinha ou em saladas de frutas.

Melancia: Embora constituída em sua maior parte de água, a melancia é muito nutritiva, pois fornece vitaminas A e C, potássio e licopeno, um antioxidante natural que auxilia no combate de doenças como o câncer de próstata. Uma porção de 100 gramas contém apenas de 25 a 30 calorias.

Morango: Ele é pouco calórico, seja do tipo selvagem ou híbrido, é uma excelente fonte de vitamina C, folato e potássio. Também possui muitas fibras e pode prevenir diversos tipos de câncer. Esse suco, além de combinar duas frutas de baixíssimo teor calórico, é uma opção mais que refrescante para os dias de calor.

Uva: Os antioxidantes encontram-se nas cascas e sementes e, quanto mais vibrante for a cor da casca, maior o seu poder. A casca da uva também contém uma substância chamada resveratrol, que inibe o agrupamento e aumenta o colesterol HDL, o bom colesterol. O açúcar do suco de uva é composto por glicose e frutose, é diretamente assimilável, não exige nenhum esforço aos órgãos digestivos, é por tal razão aconselhável para a alimentação dos doentes atacados por febre. Do ponto de vista terapêutico, trata-se de um dos mais preciosos sucos. O suco de uva é estimulante das funções hepáticas, constituindo mesmo a base de remédios farmacêuticos para o fígado (esta função é desempenhada não apenas pelo suco, como também, pela uva e folhas de parreira). 



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Ghorayeb, MT. Os benefícios dos sucos de frutas. Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP. Disponível em: www.socesp.org.br Acessado em: 06/09/2016.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Influência da Microbiota Intestinal no Metabolismo



Há muito que se sabe que os microrganismos presentes no intestino humano desempenham um importante papel na saúde digestiva. Contudo, investigações mais recentes indicam que as bactérias intestinais podem igualmente estar relacionadas com outros aspectos de saúde, incluindo obesidade e saúde metabólica. 

Os microrganismos habitam variados locais do organismo humano, incluindo a pele, o nariz, a boca e o intestino. Este último, em particular, constitui a “casa” de uma enorme variedade de microrganismos - aproximadamente 100 trilhões de células bacterianas, número este dez vezes superior ao número de células humanas. Os microrganismos presentes no intestino humano são, sobretudo, bactérias que pertencem a mais de 1000 espécies, 90% das quais pertencem ao grande grupo dos Firmicutes e Bacteroidetes. Cada indivíduo apresenta uma composição distinta e altamente variável de microrganismos intestinais, muito embora um conjunto deles seja comum a todos nós. A composição dos microrganismos intestinais designa-se por microbiota, enquanto que a totalidade dos genes do microbiota se designa por microbioma. Os genes do microbioma intestinal são 150 vezes mais elevados do que os genes do organismo humano.

O microbiota humano estabelece-se no início da vida – o feto no útero é estéril e a exposição aos microrganismos inicia-se no parto durante a passagem pelo canal vaginal e/ou exposição aos microrganismos presentes no ambiente. Os bebês nascidos por cesariana apresentam um microbiota com composição diferente dos bebês nascidos por parto natural, situação que se julga menos favorável e que, de acordo com alguns autores, pode eventualmente estar associada ao aumento do risco de doenças e excesso de peso e obesidade na vida futura. Apesar do microbiota se estabelecer na altura do parto, pode sofrer alterações ao longo da vida, sendo influenciado por determinados fatores, como idade, alimentação, localização geográfica, consumo de suplementos alimentares, consumo de alimentos alergênicos, fármacos ou outros fatores ambientais. O excesso de gordura corporal ou situações de doença estão igualmente associados à alteração do microbiota intestinal. 


Sabe-se que a alimentação, incluindo a dieta da criança logo desde o nascimento (aleitamento materno versus fórmulas infantis), modula a composição da microbiota intestinal humana e pensa-se que os hábitos alimentares ao longo da vida exercem um efeito considerável, o que pode explicar algumas das diferenças geográficas.  Alguns componentes da dieta como, por exemplo, a fibra alimentar, é degradada pela fermentação das bactérias, que os utilizam como combustível. O consumo aumentado de certos componentes alimentares pode contribuir para o aumento do número de bactérias que utilizam estes componentes específicos como combustível, significando que alterações na composição da dieta podem conduzir a alterações na composição da microbiota intestinal. A composição em macronutrientes da dieta (isto é, a proporção de proteína, gordura e hidratos de carbono) parece exercer influência e alterações na alimentação podem conduzir a modificações no microbiota. A forma como a dieta interage com o microbiota continua a ser alvo de intensa investigação. A maioria da investigação acerca da microbiota humana foca os microrganismos presentes no intestino, uma vez que se pensa que eles influenciam a saúde em vários aspectos. Existem evidências de que os indivíduos que sofrem de determinadas doenças (por exemplo, doença intestinal inflamatória ou alergias) apresentam um microbiota diferente daquela apresentada por indivíduos saudáveis, apesar de, em grande parte dos casos, não ser possível afirmar se a microbiota alterada é causa ou consequência da doença. Os padrões da microbiota intestinal associados à saúde são, contudo, mais difíceis de definir.

MICROBIOTA x SISTEMA IMUNOLÓGICO

Os microrganismos presentes no intestino desempenham um papel crucial na saúde digestiva, mas influenciam igualmente o sistema imunológico. Os tecidos imunes presentes no trato gastrointestinal constituem a maior e mais complexa fração do sistema imunológico humano. A mucosa intestinal é uma grande superfície que delimita o intestino e que está exposta a antígenos ambientais (substâncias que despoletam a produção de anticorpos pelo sistema imunológico) patogênicos (que causam doenças) e não patogênicos. No lúmen intestinal, os microrganismos desempenham um papel crítico no desenvolvimento de um sistema imunológico equilibrado e robusto.  Alterações que possam ocorrer na microbiota intestinal dos indivíduos, por exemplo, quando toma determinados antibióticos, aumentam o risco de infecção por microrganismos patogênicos oportunistas, nomeadamente por Clostridium difficile.

MICROBIOTA X OBESIDADE

Nos últimos anos, os investigadores estabeleceram uma associação entre o microbiota intestinal e o peso corporal. Muito embora a investigação nesta área se encontre a dar os primeiros passos, os estudos revelaram que os indivíduos obesos tendem a apresentar uma composição em bactérias intestinais algo diferente daquela apresentada por pessoas com índice de massa corporal normal. Não se sabe ainda se a composição do microbiota alterado é uma causa ou uma consequência da obesidade. Os estudos mostram que a composição da microbiota intestinal se altera com a perda de peso e/ou com o ganho de peso; no entanto. Alguns investigadores sugeriram que a microbiota de indivíduos obesos pode contribuir para o aumento da quantidade de energia que é retirada dos alimentos, sugerindo que determinadas estruturas da microbiota intestinal possa aumentar a probabilidade de se desenvolver obesidade. Contudo, esta teoria está a ser debatida sendo necessários mais estudos que permitam investigar se esta hipótese tem efetivamente fundamento.

MICROBIOTA X FUNÇÃO NEUROLÓGICA

Pode parecer estranho, mas o intestino é considerado na medicina o segundo cérebro, abrigando o segundo maior sistema nervoso do corpo, com mais de 100 milhões de neurônios. Cerca de 80% da serotonina, o hormônio que regula a sensação de bem-estar do organismo, tem origem nesse órgão. Por essa razão, ele tem relação direta com o bem-estar emocional e a própria qualidade de vida de cada um de nós. O intestino tem ainda função neurológica, endócrina e imunológica. Ele é chamado de segundo cérebro, pois tem uma complexa rede nervosa e neuronal em permanente comunicação com o cérebro. Recentemente, foi descoberto que o intestino contém células capazes de identificar o sabor dos alimentos. Existe uma comunicação constante do intestino com o cérebro e vice-versa. Um exemplo da influência do cérebro no intestino é que, em situações de estresse e ansiedade, as pessoas sofrem as alterações intestinais, aumentando a necessidade de ir várias vezes ao toalete ou apresentando reações opostas, como a paralisação do seu funcionamento.

DICAS PARA CUIDAR DO SEU INTESTINO

● Eliminar excesso de alimentos gordurosos, processados, refinados, ricos em sódio e açúcares;

● Aumentar o consumo de frutas frescas, verduras e legumes;

● Aumentar o consumo de fibras (farelos, cereais e tubérculos, como batata doce, mandioca, inhame);

● Evitar ficar muitas horas em jejum, pois o jejum prolongado também pode provocar os “buracos” no intestino;

● Ingestão adequada de água (pelo menos 2 litros de água por dia);

● Aumento do consumo de alimentos funcionais como quinua, linhaça, oleaginosas, frutas vermelhas arroxeadas, vegetais folhosos escuros;

● Uso de pré e probióticos;

● Retirar alimentos que você apresenta intolerância e alergia (diagnosticado pela avaliação clinica do nutricionista ou através do Teste de Intolerância alimentar).

                  Essas orientações são essenciais e devem ser mantidas durante toda vida, não só para estabelecer a saúde intestinal, como também, para melhorar todos os mecanismos de defesas, energia, vitalidade, equilíbrio e o bom funcionamento de todo o organismo.

Texto elaborado por: Dra. Roseli Lomele Rossi - CRN 2084.

Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN - Associação Brasileira de Nutrição. 

Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica.

É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: "Saúde & Sabor com Equilíbrio" - Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Dra. Juliana Rossi Di Croce - CRN 40228.

Nutricionista formada pela Universidade Cruzeiro do Sul (CRN 40228).

Pós Graduada em Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica – FAPES.

É Sócia Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e Co- autora dos Livros: "Saúde & Sabor com Equilíbrio" - Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Os Desafios de Oferecer Novos Alimentos aos Bebês



O aleitamento materno é a melhor opção de alimentação para os bebês, sendo recomendado de forma exclusiva até os seis meses de vida. A partir dessa idade, o bebê precisa da complementação de nutrientes de outros alimentos para continuar seu desenvolvimento saudável, mesmo sendo amamentado no peito. Durante este processo, são bastante comuns as dúvidas, dificuldades, receios e ansiedades dos pais. O fundamental para a fase de introdução alimentar é manter a calma e ter consciência que, além de apresentar a criança novos sabores e texturas, você terá a chance de ajudar a construir práticas saudáveis que serão levadas para toda a vida.

A amamentação é recomendada até 2 anos ou mais. O leite acompanha o crescimento do bebê e ainda contém proteínas, vitaminas, energia e anticorpos para a melhor proteção da criança. As papinhas doces e salgadas devem entrar em cena, complementando a alimentação. Por volta dos 8 meses, a criança poderá receber os alimentos preparados para a família, sem excesso de sal ou gordura.

Para ajudar na formação do paladar, sempre apresente novos sabores, variando os alimentos, consistência ou formas de preparo. É importante que a criança possa pegar pequenos pedaços de alimentos, como tirinhas de legumes, carnes ou frutas, despertando nelas a curiosidade e o desejo de levá-los à boca. Nunca force a criança a comer e procure criar uma atmosfera agradável.

A introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. Deve-se ter consciência que criança tende a rejeitar as primeiras ofertas dos alimentos, pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor. Há crianças que se adaptam facilmente e aceitam muito bem os novos alimentos. Outras precisam de mais tempo, não devendo esse fato ser motivo de ansiedade e angústia para as mães. No início da introdução dos alimentos, a quantidade que a criança ingere pode ser pequena. Após a refeição, se a criança demonstrar sinais de fome, poderá ser amamentada.

Também é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições. A água oferecida deve ser a mais limpa possível (tratada, filtrada e fervida). O Ministério da Saúde recomenda que sejam incluídos nas refeições ofertadas para as crianças os alimentos in natura, obtidos diretamente de plantas ou de animais e sem sofrerem qualquer alteração após deixar a natureza ou minimamente processados, que são os que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração, congelamento e processos similares que não envolvam agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original.

Alguns exemplos desses alimentos são os legumes, verduras, frutas, batata, mandioca e outras raízes e tubérculos in natura ou embalados, fracionados, refrigerados ou congelados; arroz branco, integral ou parbolizado, a granel ou embalado; milho em grão ou na espiga, grãos de trigo e de outros cereais; feijão de todas as cores, lentilhas, grão de bico e outras leguminosas; cogumelos frescos ou secos; carnes de gado, de porco e de aves e pescados frescos, resfriados ou congelados; ovos; e água potável. Para facilitar alimentação do bebê, o Blog da Saúde apresenta sugestões de esquema alimentar e cardápio.

Ao completar 6 meses, crianças amamentadas e não amamentadas devem receber:

● Com seis meses: 2 papas de frutas e 1 papa salgada;

● Ao completar 7 meses até 12 meses: 2 papas de frutas e 2 papas salgadas;

● A papa salgada deve conter um alimento de cada grupo: legumes e/ou verduras, cereal ou tubérculo, feijões e carne ou vísceras ou ovo;

● Quando a criança completar 12 meses, uma refeição adicional deve ser adicionada ao esquema;

● No início, os alimentos complementares devem ser especialmente preparados para a criança, cozidos em água suficiente para ficarem macios, ou seja, deve sobrar pouca água na panela;

 ● A consistência deve ser pastosa e não há necessidade de passar na peneira ou liquidificador, eles podem ser amassados rusticamente garfo;

 ● A consistência deve ser gradativamente aumentada com o passar da idade para que com 10 ou 12 meses a consistência já esteja mais parecida com a consistência da comida da família;

● O ideal é que as crianças recebam refeições frescas;

● As papas prontas devem ser usadas em situações em que os responsáveis estão impossibilitados de preparar e levar a comida da criança ou sabem que não encontrarão opções saudáveis para ofertar à criança, como, por exemplo, durante uma viagem de carro ou avião. No entanto, é importante prestar atenção à lista de ingredientes e escolher sempre as papas que não foram adicionadas de conservantes ou outros produtos químicos. 



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Os desafios de oferecer novos alimentos aos bebês. Ministério da Saúde. Disponível em: www.blog.saude.gov.br Acessado em: 19/08/2016.