terça-feira, 5 de abril de 2022

Alimentos Para Ajudar Na Menopausa: Soja

 


A menopausa está associada a muitos sintomas desagradáveis ​​que variam em diferentes fases da transição do corpo da mulher, desde fadiga, cansaço, dores nas costas e nos braços, até osteoporose, queda de cabelos, mudança de humor e desconforto vaginal. Mas amenizar esses incômodos pode ser mais fácil do que imaginamos – o segredo pode estar no prato. É isso mesmo: cientistas estão investindo na busca de alimentos para ajudar na menopausa, e os resultados estão sendo promissores.

Um dos ingredientes que tem se destacado é a soja, que possui alta densidade nutritiva, sendo capaz de suprir as necessidades proteicas em todas as fases da vida. Se consumida com moderação durante a menopausa, a proteína da soja pode estimular o fortalecimento dos ossos, além de aliviar os sintomas somáticos e psicológicos dessa fase, apontam estudos.

Prevenção no prato

Para chegar a essa conclusão, uma pesquisa investigou o efeito da suplementação com lecitina de soja nos sintomas da menopausa, em 96 mulheres japonesas de 40 a 59 anos. As pacientes foram divididas em três grupos: o primeiro em pré-menopausa, o segundo em estado perimenopausal (ou seja, mulheres que tiveram um período menstrual nos últimos 12 meses, mas com ciclos irregulares nos últimos três meses) e o terceiro em pós-menopausa, sem menstruação nos últimos 12 meses. A distribuição da lecitina de soja foi feita nos três grupos com alta dose (1200 mg/dia), baixa dose (600 mg/dia) e placebo.

Foram avaliados sintomas físicos, psicológicos, questões sociais, fadiga, altura, peso, índice de massa corpórea (IMC), massa gorda, massa livre de gordura, sintomas cardiovasculares, aptidão física e qualidade do sono durante oito semanas.

Os grupos que receberam uma alta quantidade de lecitina por dia tiveram uma melhora significativamente maior no controle dos sintomas. A suplementação também foi associada à melhora da saúde cardiovascular e no vigor em mulheres de meia-idade que apresentavam fadiga.

Reeducação alimentar

Apostar em determinados alimentos ajuda a mulher a ter mais controle hormonal após a menopausa, pois alterar a dieta, a princípio, não desencadeia efeitos colaterais. Mas é importante reforçar que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é considerada o modo mais eficaz de tratamento para essa fase e, aliada a uma boa nutrição, pode aliviar os sintomas mais incômodos.

O estudo japonês foi realizado com lecitina de soja, mas, para realizar essa reeducação alimentar e incluir o alimento na dieta, o melhor jeito de consumir a soja é comendo os grãos ou o tofu (uma espécie de queijo feito com o alimento), além de optar pela sua versão orgânica para ter um melhor aproveitamento dos nutrientes.

Não é recomendável um consumo exagerado da soja para as brasileiras, especialmente em mulheres propensas a terem câncer de mama. O ideal é consumir uma quantidade pequena, de uma a duas vezes por semana, o equivalente a uma fatia de tofu ou a duas colheres (sopa) dos grãos cozidos.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.
 

Referências Bibliográficas:

 

Hirose A, Terauchi M, Osaka Y, Akiyoshi M, Kato K, Miyasaka N. Effect of soy lecithin on fatigue and menopausal symptoms in middle-aged women: a randomized, double-blind, placebo-controlled study. Nutr J. 2018 Jan 8;17(1):4.

Fontes, D. Alimentos para ajudar na menopausa: soja Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 05/04/2022.

domingo, 3 de abril de 2022

Quiabo: Superalimento que Ajuda na Constipação Intestinal, Diabetes e Muito Mais!

 


Múltiplos compostos bioativos, como flavonoides e catequinas, estão presentes no quiabo e são associados às inúmeras propriedades biológicas observadas em estudos, com diversos efeitos na saúde: antidiabético, anticancerígeno, anti-hipertensivo, antimicrobiano, dentre outros. Por ser muito mucilaginoso e rico em fibras, ele alivia e previne a prisão de ventre, lubrificando o intestino grosso e garantindo um movimento intestinal sem esforço devido à sua propriedade laxante natural. Recentemente, o quiabo tem sido usado não apenas por seus valores nutricionais, mas também por suas propriedades nutracêuticas e terapêuticas, devido à presença dos compostos bioativos (polifenois).

 

Propriedades medicinais

 

Confundido com um legume, o quiabo é na verdade um fruto. Cem gramas de quiabo fornecem 30 calorias, 3,2 g de fibras, 2 g de proteínas, e doses consideráveis de vitamina K, folato, vitamina C, potássio, magnésio e outros minerais. Diferentes partes do fruto (mucilagem, semente e vagem) contêm componentes bioativos importantes, que conferem suas propriedades medicinais. Os fitoquímicos do quiabo têm sido estudados por suas atividades terapêuticas potenciais em diversas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e digestivas, bem como o efeito antifadiga, na desintoxicação hepática, por sua ação antibacteriana e na prevenção de câncer. Além disso, a mucilagem do quiabo tem sido amplamente utilizada em aplicações medicinais, como um substituto de plasma ou como expansor de volume sanguíneo.

 

Prisão de ventre e inflamação intestinal 

 

O quiabo ajuda a reabsorver a água presente na luz intestinal e se liga ao excesso de colesterol, toxinas metabólicas e bile excedente, favorecendo a sua eliminação. A gosma do quiabo (mucilagem) é um polissacarídeo altamente viscoso, composto principalmente por monossacarídeos (galactose, ramnose e ácido galacturônico), bem como proteínas, minerais e polifenois. Essa composição contribui para acalmar o trato gastrointestinal, desinflamar o intestino irritado e até cicatrizar ulcerações, além de atuar como um lubrificante intestinal facilitando a evacuação. O quiabo também funciona como um prebiótico, alimentando e facilitando a propagação de boas bactérias que atuam na biossíntese de vitaminas do complexo B e compostos anti-inflamatórios (ácidos graxos de cadeia curta). Se você tem problemas com a preciosa gosma do quiabo, é só cozinhá-lo inteiro, sem fatiar.  

 

Diabetes

 

A incidência de distúrbios metabólicos, particularmente diabetes, aumentou tremendamente em todo o mundo. Embora o diabetes seja causado por vários fatores, o estresse oxidativo e as respostas inflamatórias são identificados como os precursores mais comuns. O diabetes tipo 2 costuma estar associado à obesidade e alterações no lipidograma, com elevação do colesterol e triglicerídeos.

 

Pesquisas

 

Muitos estudos mostram que o consumo regular de quiabo ajuda a reduzir os níveis altos de açúcar no sangue. Um aspecto interessante é que todas as partes do quiabo produzem uma redução significativa no nível de glicemia, hemoglobina glicada e melhora no perfil lipídico em comparação com o controle diabético não tratado. Outros trabalhos mostram que o quiabo tem a capacidade de estimular a síntese de glicogênio no fígado e retardar a absorção intestinal de glicose. Além disso, o exame histológico do tecido do pâncreas após o uso de quiabo revelou evidências de regeneração das células das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina. É importante evitar o cozimento excessivo do vegetal para não destruir os seus fitoquímicos.

 

Imunomodulação

 

O sistema imunológico age como um escudo protetor contra agentes nocivos externos ou internos. Ele desempenha um papel fundamental na proteção do corpo humano contra doenças infecciosas. Seus dois principais componentes incluem as respostas de imunidade inata e imunidade adquirida. Através de seus compostos bioativos, o quiabo equilibra o sistema imunológico, permitindo uma ação antimicrobiana e ação na prevenção da formação de células cancerígenas, além de contribuir para a anti-inflamação.

 

 

Alimento funcional

 

Aposto que você não sabia, mas o extrato das vagens do quiabo serve como um agente espessante em inúmeras receitas de sopas e molhos, aumentando a sua viscosidade. Outra aplicação é o seu amplo uso na indústria de picles. Os polissacarídeos presentes na mucilagem são utilizados em alimentos congelados, como sorvetes, bem como em produtos de panificação, devido aos benefícios para a saúde e vida útil mais longa. A adição da mucilagem ao sorvete substitui uma parte do conteúdo de gorduras e permite reduzir o valor calórico, transformando a sobremesa em um alimento cremoso e saudável.

 

Nutracêutico

 

Hoje em dia, devido aos seus benefícios nutricionais e para a saúde, há uma demanda crescente pela produção de quiabo, e diferentes produtos do fruto estão disponíveis em mercados internacionais. Em breve teremos pílulas de componentes (nutracêuticos) do quiabo, voltados para necessidades específicas: gastroprotetor, laxante natural, antidiabético, antilipêmico (colesterol e triglicerídeos), anticâncer, imunomodulador, antioxidante, anti-inflamatório, antibacteriano, e também como um agente neurofarmacológico. Enquanto as pílulas não chegam, procure comer quiabo com frequência, de uma a duas vezes por semana. Sua saúde agradece.

 

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

 

Referências Bibliográficas:


*Molecules 2021. Okra as a potential dietary medicine with nutraceutical importance for sustainable health applications.

 

*Molecules 2019. Okra: bioactive components’ beneficial properties—focused on antidiabetic role—for sustainable health applications.

 

*J Food Chemistry 2018. Effect of boiling & roasting on the antidiabetic activity of Abelmoschus esculentus (Okra) fruits and seeds in type 2 diabetic rats.

 

*J Food Science 2014. Effect of okra cell wall & polysaccharide on physical properties & stability of ice cream.

 

*Plants (Basel) 2021. Okra as a potential functional food source of mucilage & bioactive compounds with health benefits.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Nhoque de Matchá


 

O nhoque - que originalmente é "gnocchi", palavra que significa "pedaços" ou "pelotas" - é uma receita produzida no Oriente Médio desde os tempos romanos e que, na Itália, fez sucesso porque muitas famílias carentes usavam a farinha que sobrava dos ricos.

Elas usavam restos de pão, farinha e água para criar o maccheroni. Esta massa era modelada à mão e cozida em água salgada ou em caldo de verduras e ossos de galinha, para dar sabor.

De tão gostoso, o prato se popularizou por toda a Itália e, com o tempo, ganhou o mundo. Hoje, existem muitas variações. Uma delas é a versão saudável que usa o Matchá como ingrediente. Veja só:

NHOQUE DE MATCHÁ

Ingredientes:

- 600 g de batata-doce
- 100 g de farinha de trigo integral
- 2 gemas
- 30 g de queijo minas
- 30 g de ricota
- 1 colher (chá) de matchá
- Sal e noz moscada a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe a batata-doce em água, até que fique macia, mas sem desmanchar. Esprema-a ainda quente, fazendo um purê. Deixe esfriar.

Acrescente aos poucos todos os ingredientes, formando uma massa. Divida em 4 partes e reserve. Polvilhe a mesa (bem limpa, claro) com farinha e enrole separadamente cada uma das partes, formando fios da grossura de um dedo indicador.

Corte em pedacinhos de 2 cm e enrole, no formato de bolinhas. Cozinhe as bolinhas em água fervente e, assim que boiarem na superfície, retire e mergulhe em água gelada, para interromper o cozimento.

Além de ser um prato criativo e delicioso, essa versão de nhoque oferece todos os benefícios proveniente do Matchá: ele faz bem para a saúde do cérebro, do coração, atua impedindo a ação dos radicais livres que aceleram o envelhecimento, auxilia na prevenção do câncer e no equilíbrio dos níveis do colesterol.

Monte o seu nhoque sem culpa, coloque o molho que mais gosta e saboreie - com a devida moderação - essa nutritiva e deliciosa refeição! "Buon appetito!" 😃

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