domingo, 14 de novembro de 2021

4 Dicas Indispensáveis de Nutrição Para Esportistas


 

Engana-se quem pensa que a boa forma dos atletas se deve apenas aos exercícios físicos. Além dos treinos regulares, a alimentação dos esportistas é fundamental para seu desempenho e bem-estar. Com este foco, a Nutrição Esportiva é um campo de estudo que evolui todos os dias, para oferecer aos atletas uma alimentação funcional e alinhada às suas necessidades.

Identificar a alimentação ideal, que melhore o desempenho - seja do atleta amador ou profissional - deve considerar não só o organismo de cada um, mas também o tipo de atividade física. Alguns precisam de "explosão" para correr em velocidade; outros querem força física para suportar grandes cargas; outros buscam resistência para atividades de longa duração, e assim por diante.

Seu nutricionista esportivo saberá definir a alimentação ideal para você. E, além dessa orientação individualizada, lembre-se também de algumas dicas que são adequadas a todos que praticam esportes, em qualquer nível:

DICA 1: HIDRATE-SE BEM


Músculos desidratados tendem a sofrer lesões mais facilmente. Hidrate-se, mesmo que não sinta sede, antes, durante e depois da atividade física. Bebidas isotônicas, inclusive, ajudam a repor os eletrólitos.

DICA 2: INCLUA PROTEÍNAS NA ALIMENTAÇÃO


As proteínas - de origem animal ou vegetal - são essenciais para reparar os tecidos musculares que possam ter sido danificados nas atividades esportivas.

DICA 3: CONSUMA ALIMENTOS COM PROPRIEDADES ANTI-INFLAMATÓRIAS


Alimentos ricos em ômega 3 (abacate, azeite, salmão e sardinha, por exemplo) são ótimos para quem pratica exercícios. Reponha também os antioxidantes, vitaminas e minerais, que protegem as células.



DICA 4: NÃO ELIMINE OS CARBOIDRATOS

 
Quem pratica atividade física precisa consumir carboidratos, para evitar que o corpo "queime" os músculos em busca de energia - que é o oposto do que um atleta deseja.

Siga as recomendações do seu nutricionista esportivo e adote a alimentação ideal para você alcançar seus objetivos de forma saudável e cuidadosa, praticando o esporte que você mais gosta!


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  As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

14/11 - Dia Mundial do Diabetes

 


Diabetes é uma doença crônica não transmissível caracterizada pelo aumento de glicose no sangue (hiperglicemia), devido à deficiência ou resistência na produção de insulina, sendo uma importante causa de morbidade e mortalidade. O sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, além de outras mudanças sociocomportamentais, contribuem para os crescentes níveis de incidência e prevalência da doença.

De forma a lançar um alerta ao crescimento desta doença no mundo todo, foi escolhido o dia 14 de novembro pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1991, como o dia mundial do Diabetes.

Estimativas apontam que, enquanto em 2000 havia 171 milhões de pessoas com diabetes no mundo, em 2030 esse valor atingirá 366 milhões. Neste cenário, o Brasil terá cerca de 11,3 milhões de diabéticos.

Em 2013, a Pesquisa Nacional de Saúde – IBGE estimou que no Brasil 6,2% da população (> 18 anos) tem diagnóstico médico de diabetes.

A obesidade tem sido apontada como um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2. Estima-se que entre 80 e 90% dos indivíduos acometidos por esta doença são obesos e o risco está diretamente associado ao aumento do índice de massa corporal.

O diabetes pode ser classificado de quatro formas: o tipo 1 que é caracterizado por uma doença autoimune, onde o corpo cria anticorpos contra suas próprias células produtoras de insulina, geralmente levando a um quadro de total deficiência desse hormônio. Já o tipo 2 é caracterizado por uma deficiência progressiva na secreção da insulina, acompanhado de um quadro de resistência a esse hormônio, geralmente é mais comum em indivíduos após os 40 anos. Temos também a diabetes gestacional que é diagnosticada durante a gestação e pode persistir ou não após o parto. E a Diabetes Secundária, resultado de outras alterações clínicas que podem comprometer a produção e /ou a utilização da insulina.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os sinais e sintomas mais comuns entre pessoas com a glicemia descompensada são fome e sede excessiva, vontade de urinar diversas vezes, perda de peso, visão embaçada, cansaço, dores nas pernas por conta da má circulação, machucados de difícil cicatrização ou infecções reincidentes de pele. Em complicações agudas pode levar a maior incidência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cegueira, insuficiência renal e amputações de membros inferiores. Em alguns casos não há manifestação de sintomas, sendo que o indivíduo pode demorar até anos para descobrir que possui a doença. Os sintomas também podem aparecer de forma sutil com formigamentos nas mãos e nos pés.

O diagnóstico do diabetes pode ser feito através de testes laboratoriais de glicemia e de hemoglobina glicada (A1C).

Atualmente, o termo pré diabetes é bastante usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes. Considerando que cerca de 50% dos pacientes com pré-diabetes vão desenvolver a doença, torna-se essencial o tratamento precoce como forma de prevenção. Essa fase inicial é a única etapa que ainda pode ser revertida e que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

Além dos hipoglicemiantes orais e a insulinoterapia, é muito importante, para o tratamento e controle da doença, a prática regular de atividade física e a alimentação saudável e equilibrada. O consumo de açúcar deve ser feito com bastante cautela, dando-se preferência ao doce vindo das frutas e quando houver necessidade de adoçar as preparações, deve-se usar os adoçantes. Além disso, os alimentos integrais, ricos em fibras, têm maior efeito benéfico no controle glicêmico.

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

GROSS, Jorge L; SILVEIRO, SandraP; CAMARGO, Joíza L; REICHELT, Angela J; AZEVEDO, Mirela J. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arq. Bras Endocrinol Metab. vol.46, n.1, pp.16-26,2002.

SARTORELLI, Daniela Saes; FRANCO, Laércio Joel. Tendências do diabetes mellitus no Brasil: o papel da transição nutricional. Cad. Saúde Pública. Ribeirão Preto. vol.19, pp. S29-S36,2003.

Mercuri, Nora. ARRECHEA, Viviana. Atividade física e diabetes mellitus. Jornal Multidisciplinar do Diabetes e das Patologias Associadas, 2001.

FRANCISCO, Priscila Maria Stolses Bergamo; BELON, Ana Paula; BARROS, Marilisa Berti de Azevedo; CARANDINA, Luana; ALVES, Maria Cecília Goi Porto; GOLDBAUM, Moises; CESAR, Chester Luiz Galvão. Diabetes auto referido em idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle.Cad. Saúde Pública. Rio de Janeiro.vol.26 no.1. jan. 2010.

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2008). Diabetes Mellitus Gestacional. Assoc Med Bras. 2008.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ramb/v54n6/v54n6a06.pdf Acesso em 22 de outubro de 2019.

Posicionamento Oficial SBD no 02/2018. CONDUTA TERAPÊUTICA NO DIABETES TIPO 2: ALGORITMO SBD 2018. SBD, 2018. Disponível em:https://www.diabetes.org.br/publico/images/2018/posicionamento-oficial-sbd-tratamento-dodm2-versao-final-e-definitiva-10-mai-2018.pdf. Acesso em 22 de outubro de 2019.

ISER, Betine Pinto Moehlecke et al. Prevalência de diabetes autorreferido no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Epidemiol. Serv. Saúde. Brasília. vol.24, n.2, pp.305-314,2015.


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Spirulina

 


Spirulina platensis é uma alga marinha verde azulada que contém elevada concentração de nutrientes, como betacaroteno, clorofila, ficocianina, polifenois, vitaminas (principalmente E, K1, K2, B12), minerais (potássio, manganês, sódio, cálcio, magnésio, ferro, zinco, iodo), muita proteína e ácidos graxos essenciais. A spirulina pode ser considerada um dos alimentos mais nutritivos do planeta.

 

Ações

Por sua riqueza de nutrientes e fitoquímicos, a spirulina apoia a saúde cerebral, hepática e cardiovascular, modula a pressão arterial, reduz a taxa de açúcar no sangue, aumenta o nível de energia celular, melhora a imunidade, reduz manifestações alérgicas respiratórias e ajuda no controle do peso. Ela pode ser usada por mulheres grávidas, lactantes e durante o desenvolvimento infantil, com melhora do crescimento e outros parâmetros ligados à saúde. Spirulina atua na redução de gorduras do sangue (colesterol e triglicerídeos) e inibe a peroxidação lipídica, uma reação química que oxida o colesterol LDL tornando-o perigoso.

 

Doenças crônicas

Spirulina é considerada valiosa para a prevenção e tratamento de doenças crônicas, devido ao seu perfil de nutrientes e efeitos terapêuticos, com zero toxicidade. Um estudo duplo cego randomizado realizado em pacientes hipertensos com sobrepeso mostrou que três meses de consumo regular de spirulina reduziu o peso, e também resultou em melhoras na pressão arterial e função endotelial (endotélio é o tecido que reveste os vasos sanguíneos), contribuindo para um aparelho circulatório mais saudável.

 

Obesidade e emagrecimento

Por seu alto conteúdo proteico, a spirulina ajuda na saciedade. Uma porção de três gramas da alga fornece dois gramas de proteína. Uma pesquisa de alto nível buscou determinar os efeitos da spirulina em parâmetros antropométricos (medidas corporais), lipídios séricos, apetite e saúde do endotélio vascular em indivíduos obesos. O tratamento de 12 semanas foi eficaz no controle do apetite e peso corporal, atestando a ação deste nutracêutico na prevenção da obesidade e de suas complicações.

 

Spirulina azul

A spirulina tem cor verde escura por ser rica em clorofila, no entanto, a ficocianina é um pigmento que confere uma tonalidade ligeiramente azulada. A spirulina azul vem da extração de ficocianina da alga, obtendo-se assim um pó azul. Ou seja, a spirulina azul é só um dos elementos contidos na spirulina verde. Além da bela cor azul, a ficocianina é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório. Ela ativa enzimas que previnem a aterosclerose, protegendo o revestimento dos vasos sanguíneos (endotélio).

 

Efeitos colaterais e contraindicações

Spirulina de baixa qualidade pode estar contaminada por compostos nocivos. Pessoas que tomam anticoagulantes e os que têm doenças autoimunes graves devem evitar o seu consumo – neste caso é melhor usar a spirulina azul (ficocianina). Algumas pessoas podem ser alérgicas, e portadores de fenilcetonúria não devem consumir a alga, rica em fenilalanina. Spirulina é segura para mulheres grávidas e crianças.

 

Modo de usar

A spirulina é um suplemento alimentar, e por isso é de venda livre, não necessitando de receita médica. A dose usual varia entre 1 e 5 gramas diárias. O horário de tomada depende do objetivo: se for para emagrecer a alga deve ser ingerida 15 a 20 minutos antes das refeições. Spirulina em pó tem um sabor intenso, então pode ser misturada a um suco cítrico na dose de uma colher de chá rasa (5 gramas). As cápsulas vêm com 500 mg, e a dose é de 3 cápsulas duas vezes por dia, antes ou depois das refeições.

 


Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:

*Int J Clinical Practice 2021. Spirulina supplementation as an adjuvant therapy in enhancement of antioxidant capacity: A systematic review and meta-analysis of controlled clinical trials.

*J Diabetes & Metabolic Disorders 2021. The effect of spirulina on type 2 diabetes: a systematic review & meta-analysis.

*Nutrients 2021. Effect of Spirulina Supplementation on Systolic & Diastolic Blood Pressure: Systematic Review & Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials.

*Marine Drugs 2021. Spirulina Microalgae & Brain Health: A Scoping Review of Experimental & Clinical Evidence.

*Phytotherapy Research 2021. Spirulina supplementation & anthropometric indices: A systematic review & meta-analysis of controlled clinical trials.

*BMC Compl Altern Medicine 2017. The effects of Spirulina on anthropometric indices, appetite, lipid profile and serum vascular endothelial growth factor (VEGF) in obese individuals: a randomized double blinded placebo controlled trial.

*Nutrients 2019. Spirulina Liquid Extract Protects against Fibrosis Related to Non-Alcoholic Steatohepatitis and Increases Ursodeoxycholic Acid.

*Diabetes Metab Syndr Obesity 2018. Quantifying the effects of spirulina supplementation on plasma lipid and glucose concentrations, body weight, and blood pressure.

*PLoS One 2019. Multiple micronutrient supplementation using spirulina platensis and infant growth, morbidity, and motor development: Evidence from a randomized trial in Zambia.

*J Food Science & Technology 2021. Evaluation of the in vitro & in vivo antioxidant potentials of food grade Phycocyanin.

*Molecules 2018. Two Classes of Pigments, Carotenoids & C-Phycocyanin, in Spirulina Powder & Their Antioxidant Activities.

*Neurochemistry Int 2020. Maternal Spirulina supplementation during pregnancy & lactation partially prevents oxidative stress, glial activation & neuronal damage in protein malnourished F1 progeny.