segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Farinha de Berinjela Reduz o Colesterol?

 

Há duas coisas sobre a berinjela que muita gente não sabe. Primeiro, que a palavra "berinjela" pode ser escrita tanto com "j" (no Brasil) quanto com "g" ("beringela", em Portugal). Segundo, que a farinha de berinjela colabora na redução do colesterol no sangue.

Estudos demonstraram que o consumo regular de farinha de berinjela promove redução do colesterol total, do colesterol LDL (o "mau" colesterol) e dos triglicérides - o que é especialmente importante para a redução do risco de doenças cardiovasculares e de doenças como a diabetes.

A farinha de berinjela é rica em fibras (elas são 40% de sua composição), o que auxilia na sensação de saciedade (favorecendo a redução de peso) e no bom funcionamento do intestino.

Além de nutrir e ter baixo teor de gorduras, contém magnésio, importante para diversos processos metabólicos, e uma grande quantidade de substâncias antioxidantes, que ajudam na prevenção do envelhecimento e de muitas doenças.

A farinha de berinjela substitui muito bem a farinha de trigo, o que é bastante útil para quem sofre de doença celíaca ou para quem prefere não consumir alimentos com glúten. É uma farinha com sabor delicado, que pode ser utilizada em sopas, saladas, iogurtes, chás, sucos ou adicionadas ao alimento que você preferir, inclusive aos pratos quentes.

Existem opções prontas para o consumo da farinha de berinjela, mas ela também pode ser encontrada em cápsulas. Não há contraindicações específicas para seu uso - mas é sempre interessante adicionar suplementos à sua alimentação sob a supervisão de um nutricionista.

Conte comigo para auxiliar você a definir uma alimentação saudável e equilibrada, que leve em conta suas necessidades específicas! A berinjela pode, sim, nossa ótima aliada - e promover muitos benefícios à sua saúde!

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 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

9 Nutrientes que Evitam Fome e Cansaço Pós-Treino

 

É comum o aumento do apetite e do cansaço após a prática de atividade física, já que há maior gasto energético e o corpo precisa de mais energia para repor o que foi gasto. Isso só se torna um problema quando o cansaço é descomunal e quando a fome te faz ingerir uma quantidade de alimento tão grande que excede a energia gasta nos exercícios físicos.
 
Quando isso ocorre, é provável que a carga do treino esteja incompatível com a alimentação. Ou seja, o organismo da pessoa está com deficiência de certos nutrientes e vitaminas que seu corpo precisa para equilibrar o gasto calórico da atividade física.
 
Além dos macronutrientes (proteínas, carboidratos) e as gorduras (as boas, de preferência), há determinados micronutrientes fundamentais para o organismo e para um melhor desempenho durante os exercícios. Confira:
 
Ômega-3: o ácido graxo reduz a inflamação nos músculos gerada pela corrida e ajuda a recuperar no pós-treino. Onde encontrar: peixes de águas frias (como salmão, arenque, atum e sardinha), além de chia, linhaça (óleo, semente e farinha), castanhas e nozes.
 
Vitamina D: importante para a absorção de cálcio, mineral essencial para o fortalecimento dos ossos. Embora esteja presente em alguns alimentos como salmão, sardinha e arenque, precisamos do sol para fazer a conversão na pele para a forma ativa. Como estamos cada vez mais reclusos dentro de nossas casas e locais de trabalho, o nível de deficiência torna-se muito alto, sendo, na maioria das vezes, necessária a suplementação.
 
Vitamina A: treinos pesados exigem muito do organismo, podendo enfraquecer suas defesas e baixar a imunidade, ocasionando gripes e resfriados com maior frequência. Aposte em alimentos ricos em vitamina A, como fígado bovino, cenoura, manteiga, ovo, manga, mamão, espinafre e couve. A suplementação de aminoácidos, como a glutamina, também pode auxiliar nesse aumento da imunidade pós-treino.
 
Vitamina E: além de fortalecer a imunidade, possui propriedades antioxidantes e combate os radicais livres liberados durante o treino. Em excesso, estes radicais livres podem causar fadiga e envelhecimento precoce. Onde encontrar: castanhas, nozes, amendoim, gema de ovo e vegetais de folhas verdes.
 
Vitamina B12: a falta desta vitamina pode gerar fadiga, principalmente se a pessoa pratica exercícios aeróbicos. Também pode causar dificuldade de concentração e formigamento em partes do corpo. Onde encontrar: atum, truta, bacalhau, salmão, ovo, carne vermelha, abacate, leite, cereais integrais, iogurte e levedo de cerveja.

 


 
Vitamina C: fortalece o sistema imunológico, combate os radicais livres e ajuda a reduzir dores musculares. Também é importante para a produção de colágeno (nutriente que forma a cartilagem protetora das articulações), de aminoácidos e melhora a absorção de ferro pelo organismo. Onde encontrar: laranja, limão, acerola, abacaxi, pimentão, alface, agrião, cebola.
 
Cálcio: além dos ossos, o cálcio é essencial para coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e contração e relaxamento muscular. Onde encontrar: leite, iogurte, queijos, tofu, brócolis, sardinha, espinafre, semente de gergelim, soja, linhaça, grão-de-bico.
 
Fibras: contribuem para o bom funcionamento do intestino, auxiliam na saciedade e contribuem para lentificação na absorção da glicose. Também atuam na redução da absorção de colesterol dos alimentos. Onde encontrar: aveia, lentilha, castanhas, alcachofra, frutas e verduras em geral.
 
Potássio: mantém o equilíbrio eletrolítico e o nível de hidratação do organismo, além de auxiliar no processo de contração e relaxamento muscular. Onde encontrar: banana, batata-doce, abacate, beterraba, feijão, iogurte, uva-passa, mamão.
 
Vale frisar a importância de buscar especialistas antes de iniciar qualquer prática esportiva. O ideal é consultar um nutricionista e um endocrinologista, que irão avaliar sua saúde, seu estilo de vida, suas necessidades diárias e o tipo de exercício que pretende fazer. Desta forma, é possível traçar um planejamento alimentar que seja condizente com sua estrutura e o treino a ser realizado.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:
 
Chang, C. 9 nutrientes que evitam fome e cansaço pós-treino. Nutrição em Pauta. Disponível em: www.nutricaoempauta.com.br Acessado em: 08/12/2023.

 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Inflammaging: A Inflamação Crônica de Baixo Grau Ligado ao Envelhecimento

 

O envelhecimento é caracterizado por um peculiar estado inflamatório de baixo grau, crônico e estéril (sem o ataque de bactérias e vírus), que tem sido denominado ‘inflammaging’. Acredita-se que isso contribua substancialmente para a ocorrência de muitas doenças ligadas à idade e para a progressão do processo de envelhecimento. Um estado nutricional adequado é de grande importância para manter o funcionamento adequado do sistema imunológico e prevenir a fragilidade em idosos.

 

Inflamação e disbiose

 

O conceito de inflammaging foi introduzido no ano 2000. O termo ‘inflammaging’ é a combinação das palavras inflamação e envelhecimento no idioma inglês, e denomina o processo pelo qual a inflamação sistêmica crônica de baixo grau está associada ao desenvolvimento de doenças relacionadas à idade. Viver uma vida longa tem um preço – a longevidade vem acompanhada por alterações biológicas e fisiológicas que alteram as funções celulares. Dois dos fenômenos mais predominantes no envelhecimento incluem inflamação crônica de baixo grau e alterações na composição da microbiota intestinal (disbiose).

 

Doenças relacionadas à idade

Ao longo das décadas, as moléculas de inflamação vão desgastando e deteriorando de forma silenciosa os diversos tecidos através do corpo: vasos sanguíneos, coração, intestino, tireoide, cérebro, articulações e muitos outros. Isto resulta em doenças degenerativas, metabólicas e autoimunes não transmissíveis, como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, problemas neurológicos, demências, osteoartrite, câncer.

 

Saúde intestinal

 

Muitos estudos relatam reduções significativas na inflamação inerente ao envelhecimento por meio da manutenção da saúde do aparelho digestivo e do equilíbrio microbiano (flora intestinal). Prebióticos e probióticos são conhecidos por apoiar a saúde do intestino e podem ser facilmente incorporados na dieta diária. Há evidências científicas dos potenciais papéis dos probióticos e de dois tipos de prebióticos em especial, amido resistente e proteínas resistentes (leguminosas e cereais), em idades mais avançadas.

 

Probióticos e prebióticos

 

O consumo oral de bactérias benéficas, como Bifidobacterium, Lactobacillus, Akkermansia municiphila e outras, suprime significativamente os marcadores pró-inflamatórios em idosos. Ingerir alimentos fermentados, como kefir, kombucha e iogurte natural, tem forte ação positiva na saúde intestinal. Já os prebióticos, representados pelo amido resistente e proteínas resistentes, também demonstram atividade anti-inflamatória devido à produção de butirato (molécula que ajuda as células do cólon a produzir energia) e uma melhora na composição da microbiota intestinal. Coletivamente, probióticos, amido resistente e proteínas resistentes têm o potencial de promover o envelhecimento saudável.

 

Dieta saudável

 

Os componentes da dieta podem afetar diretamente a inflamação de baixo grau (você é o que você come!), neutralizando ou freando este processo relacionado à idade. Neste sentido, uma dieta saudável, como a dieta Mediterrânea, está associada a menores concentrações de mediadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR) e o fator de necrose tumoral (TNF-α), que são característicos de inflammaging. 

 

 


 

Escolha certo

 

A escolha dos alimentos é fundamental: priorize os nutrientes e reduza o consumo de calorias inúteis para evitar o ganho de peso, aumento da gordura corporal e desnutrição associada à idade. Para uma alimentação saudável é essencial cortar os produtos ultraprocessados, farinhas refinadas e óleos vegetais ricos em ômega-6, e consumir alimentos naturais e integrais, como vegetais, frutas, nozes e sementes, azeite, leguminosas, peixes ricos em ômega-3, fermentados (kefir, iogurte, queijos, kombucha). As pesquisas mostram a interação microbioma-envelhecimento. A disbiose (alteração na composição da flora intestinal) leva à inflamação sistêmica de baixo grau, metabolismo subótimo, função imunológica e cerebral prejudicadas, saúde precária e doenças associadas ao envelhecimento. 

 

 

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki. 

 

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

 

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

 

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

*Age & Ageing 2023. Inflammaging as a target for healthy ageing.

 

 *Clininal Reviews in Allergy & Immunology 2023. Immunology of Aging: the Birth of Inflammaging.

 

 *Nutrients 2022. Potential Roles of Probiotics, Resistant Starch & Resistant Proteins in Ameliorating Inflammation during Aging (Inflammaging).

 

*Ageing Research Reviews 2022. The role of nutrition in inflammaging.

 

*Ageing Research Reviews 2021. Ageing of the gut microbiome: Potential influences on immune senescence & inflammaging.