terça-feira, 7 de março de 2017

Alimentação na Gestação



Durante a gestação, o consumo de alimentos deve ser aumentado, porém de acordo com cada gestante e sua história clínica. Porém, mais do que a quantidade de alimentos a ser consumida é preciso dar atenção à qualidade dos alimentos, de modo que a boa alimentação está diretamente relacionada ao desenvolvimento adequado do feto. Sendo assim, a crença do “comer por dois” durante a gestação deve ser esquecida.

Para suprir as necessidades diárias do organismo durante a formação do bebê e manter uma alimentação balanceada, o ideal é se alimentar com moderação e de maneira fracionada ao longo do dia, preferencialmente em seis refeições ao dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Essas refeições podem ser espaçadas de três em três horas e devem acontecer em horários regulares, em um local tranquilo, mastigando bem os alimentos. Fazendo isso é possível amenizar alguns desconfortos da gestação como azia e gases e controlar melhor o ganho de peso.

Seguindo algumas dicas simples é possível equilibrar a alimentação: prefira carnes magras em preparações assadas, cozidas, ensopadas ou grelhadas; procure aumentar o consumo de frutas e verduras (cerca de quatro porções de frutas por dia e três a quatro porções de hortaliças); consuma produtos lácteos, como leite, queijo, iogurte para suprir a quantidade necessária de cálcio; consuma grãos e cereais (arroz, grão de bico, aveia, farelo de trigo, etc.) e dê preferência aos integrais, pois contêm maior quantidade de fibras, auxiliando no funcionamento do intestino, que geralmente fica mais lento neste período. Procure usar sal com moderação nos alimentos.

A água deve ser ingerida com frequência ao longo do dia, sendo necessários pelo menos oito copos de água por dia. Além de hidratar o corpo, atrelada ao consumo de fibras (provenientes de grãos integrais, frutas e hortaliças) a água auxilia no funcionamento do intestino.

O consumo de alimentos contendo ácido fólico durante a gestação previne a condição conhecida como “espinha-bífida”, que se caracteriza por expor a medula espinhal, a qual pode ser danificada levando a uma paralisia dos membros inferiores. O ácido fólico previne também a anencefalia, que é a falha no desenvolvimento do cérebro do bebê. Excelentes fontes de ácido fólico são: fígado, brócolis, amendoim, chicória, melão, nozes, castanha, ervilha, entre outros.

Alimentos que contêm zinco também devem ser consumidos pela futura mamãe de modo a evitar a má formação do bebê. Estes alimentos são: carne bovina, peixe, aves, leite e derivados, fígado, cereais integrais, leguminosas e nozes. 

Os alimentos ricos em ferro são outros que não podem faltar para a mãe e o bebê. O consumo deste nutriente evita o nascimento de crianças com baixo peso ou prematuras e pode ser encontrado em: carne bovina, aves, ovos, vegetais folhosos escuros, feijão e melado de cana. Entretanto, destaca-se que as melhores fontes de ferro para o organismo são as carnes, pois o ferro contido nas carnes está mais biodisponível.

Alimentos ricos em vitamina C evitam o sangramento da gengiva e o parto prematuro. Este nutriente pode ser encontrado em frutas e hortaliças como acerola, goiaba, manga, laranja, morango, mamão, pimentão, tomate, couve, dentre outros.

Ao contrário do que já foi sugerido, alguns hábitos ou alimentos podem ser prejudiciais para a gestante e para o bebê. Desta forma, procure evitar o excesso de café, coca-cola, guaraná e chá preto. Evite beber líquidos em excesso durante as refeições. Procure não “pular” as refeições, pois muitas horas sem se alimentar pode prejudicar o desenvolvimento cerebral do bebê. Evite o consumo de ovos, peixes e carnes cruas, por questões de contaminações microbianas ou parasitoides. Excesso de frituras, doces, balas, refrigerantes, pastelarias podem ser prejudiciais, assim como o excesso de enlatados e embutidos.

Cigarro e bebida alcoólica devem ser evitados. Fumar durante a gestação pode acarretar em maior probabilidade de dar a luz a um recém-nascido de baixo peso, maior risco de mortalidade neonatal, prematuridade, hemorragias durante a gravidez e aborto espontâneo e, o alto consumo de álcool pode acarretar em anormalidades no feto como atraso no desenvolvimento, anormalidades faciais, aborto espontâneo e deslocamento placentário.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Schwarz, K. Alimentação na gestação: sua primeira atitude de amor para o seu filho. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br

Leão, LSSC; Gomes, MCR. Manual de nutrição clínica: para atendimento nutricional do adulto. 7. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007.
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