segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Orientações Para Reduzir Colesterol Alto



Algumas doenças silenciosas podem trazer grandes perigos para a saúde. Uma delas, o colesterol alto, não apresenta sintomas. Ele pode ser desenvolvido devido ao fator hereditário, mas pode ser agravado pelos hábitos de vida.

O colesterol elevado é importante fator de risco para aterosclerose, particularmente a doença coronariana, que se manifesta com a angina de peito e o infarto do miocárdio. Quando se faz a dosagem do colesterol e suas frações, a avaliação do resultado é feita pelo médico de acordo com outros fatores de risco apresentados pelo paciente. Desta forma, a presença de sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, hábito de fumar, história familiar de infarto devem ser consideradas quando se determina o nível ideal de colesterol para cada paciente.

O colesterol desempenha funções importantes: constituinte da membrana celular, precursor de hormônios esteroides, formação de sais biliares para emulsificação de gorduras na digestão e síntese de vitamina D. Após absorção e metabolismo pelo fígado, seu transporte pela corrente sanguínea é realizado com uma lipoproteína, que faz a ligação ao receptor da membrana celular.

Para uma redução de 10mg/dL do colesterol sérico é necessária a diminuição de 100mg de colesterol por 1.000kcal. O colesterol é encontrado apenas em produtos de origem animal. Em especial, podem ser citados a gema de ovo, as vísceras (fígado, coração, língua etc.), e alguns crustáceos e moluscos (camarão, lagosta, ostra). O National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel III (NCEP, ATP III, 2001) recomenda que o consumo de ovo não passe de duas vezes por semana.

Para auxiliar na redução do nível de colesterol sanguíneo (colesterolemia), a Sociedade Brasileira de Cardiologia aconselha, principalmente, uma alimentação pobre em colesterol e gordura saturada. Dessa maneira, é necessário restringir, principalmente, o consumo de alimentos de origem animal, como carnes com excesso de gordura, vísceras (fígado, miolo, miúdos), leite integral e seus derivados (queijo, manteiga, creme de leite), biscoitos amanteigados, croissants, folhados, sorvetes cremosos, embutidos (salsicha, linguiça, bacon, torresmo), frios (presunto, salame, mortadela), pele de aves, frutos do mar (lagosta, camarão, ostra, marisco, polvo). Além disso, atenção especial para o consumo da gema de ovo deve ser tomada, pois esse alimento oferta 225mg de colesterol por unidade. Considere que a Sociedade Brasileira de Cardiologia adota que a ingestão de colesterol deve ser inferior a 200mg/dia de colesterol. 



Além desses cuidados com alimentos de origem animal, deve ser aconselhada a restrição no consumo daqueles que são ricos em gordura saturada, encontrada na polpa de coco e de alguns óleos vegetais (dendê e coco, dentre outros) que são utilizados no preparo de alimentos, pois esse tipo de gordura provoca aumento na incorporação de colesterol na partícula LDL (lipoproteína de baixa densidade), conhecida como “colesterol ruim”. Este mecanismo é o principal responsável pela elevação do colesterol sanguíneo. Assim, para substituir a gordura saturada, aconselha-se o uso dos óleos de oliva, rico em gordura monoinsaturada, e óleos de canola e soja, riscos em ácidos graxos poli-insaturados.

Deve-se também aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibras solúveis, como frutas, aveia, cevada, feijão, grão de bico, lentilha, soja, ervilha, verduras, legumes, cereais entre outros, pois ajudam a reduzir o nível de colesterol sanguíneo.

Embora ainda em discussão, estudos científicos mostram que o café sempre deve ser filtrado, para evitar a ingestão de cafestol e caveol, substâncias presentes nos grãos, que contribuem para a elevação do colesterol. Com o café coado, essas substâncias ficam retidas na borra e no filtro de papel.

O tabagismo tem impacto na saúde como um todo, e sobretudo causa redução do HDL (lipoproteína de alta densidade, conhecida como “bom colesterol”), em proporção a quantidade de cigarros fumados no dia. Por isso, também devem ser evitados por pacientes com colesterol alto.



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Diretriz de Prevenção de Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras Cardiol. 2001; v.77 (suppl 3): p: 1-48.

Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Hospital Israelita Albert Einstein. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 06/08/2017.

Elias, MC; Carvalho, L; Crispim, FGS; Uezato, NT. Dislipidemia. In: Aquino, RC; Philippi, ST. Nutrição clínica: estudos de casos comentados. 1 ed. Barueri, SP: Manole, 2009.

Marques, CG. Como realizar orientações dietéticas para redução do colesterol. Nutritotal. Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 06/08/2017.

Souza, AGMR; Magnoni, D; Kovacs, C; Santos, MJ. Ciências da Saúde no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia: volume Nutrição. 1 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2013.
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