segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Arroz com feijão



            Alimentos de origem vegetal são fontes significativas de proteínas, sendo classificados, em sua maioria, como parcialmente ou totalmente incompletos. As leguminosas são as mais adequadas, contendo de 10 a 30% de proteínas, eventualmente apresentando alguma deficiência em aminoácidos sulfurados, como metionina e cisteína. Os cereais apresentam teor protéico menor que das leguminosas, de 6 a 15% em média, sendo geralmente deficientes em lisina.

            Apesar das limitações nutricionais apresentadas pelas proteínas vegetais, deve-se enfatizar que na alimentação normal de um indivíduo vários tipos de alimentos são consumidos simultaneamente, podendo ocorrer um efeito complementar em termos de aminoácidos essenciais. Dessa forma, uma adequada mistura de cereais (arroz, trigo, milho) com leguminosas (feijão, soja, ervilhas) consumidos em uma mesma refeição em proporções balanceadas, poderia apresentar valor nutricional, do ponto de vista protéico, equivalente àquele apresentado pelas proteínas de origem animal.

            Um dos melhores exemplos desta combinação é o clássico arroz com feijão, pois a proteína do arroz é pobre em lisina, mas é uma excelente fonte de aminoácidos sulfurados, como metionina e cistina. Já a proteína do feijão é relativamente rica na maioria dos aminoácidos essenciais, especialmente em lisina, mas deficiente em metionina e cistina.

Arroz
 
O arroz é considerado o produto de maior importância econômica em muitos países em desenvolvimento, constituindo-se alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas. É uma cultura que apresenta grande capacidade de adaptação a diferentes condições de solo e clima. Cultivado e consumido em todos os continentes, o arroz se destaca pela produção e área de cultivo, desempenhando papel estratégico tanto em nível econômico quanto social para os povos das nações mais populosas da Ásia, África e América Latina.

Alguns benefícios obtidos ao se consumir arroz são: vitaminas do complexo B (B1 - garante o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular e do coração; B2 - importante para olhos, células nervosas e metabolismo de carboidratos, das gorduras e das proteínas; e B3 - fundamental para manter a pele saudável, o sistema nervoso e o aparelho digestivo em bom funcionamento, além de contribuir para a diminuição do colesterol). Ele possui ainda fibras e metionina - aminoácido que ajuda a processar gorduras e preservar a função hepática. Segundo a Embrapa, os aminoácidos do arroz são mais nutritivos que os de outros cereais, como milho e trigo, e o alimento concentra menos de 1% de gordura.


Feijão

O feijão é um alimento básico para o brasileiro. A média atual de consumo de feijão é de 12,7 kg percapita/ano. A preferência do consumidor é regionalizada e diferenciada, principalmente quanto à cor e ao tipo de grão. O feijoeiro comum é cultivado ao longo do ano na maioria dos estados brasileiros, proporcionando assim constante oferta do produto no mercado. É cultivado tanto em culturas de subsistência quanto em cultivos altamente tecnificados. A Região Sul ocupa lugar de destaque no cenário nacional, seguida, respectivamente, pelas Regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Ao consumir feijão, adquirimos os seguintes benefícios: fonte de vitaminas B1, B2, B3 e B9 (colabora para o bom funcionamento do sistema nervoso e da medula óssea); em proteínas e minerais (potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre, zinco e magnésio) e lisina, aminoácido essencial (aquele que o corpo não produz, mas é necessário ao organismo), que contribui para o crescimento de crianças e adolescentes e para a restauração de tecidos.

O Guia Alimentar do Ministério da Saúde prevê a ingestão de arroz e feijão todos os dias. Uma proporção ideal é uma porção de feijão para três de arroz. O consumo diário desses alimentos também ajuda a prevenir doenças. A fibra do arroz e a do feijão reduzem o risco de distúrbios cardiovasculares, diabetes, câncer de cólon, entre outros. E mais: contribuem para um melhor funcionamento do intestino.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Cozzolino, SMF. Biodisponibilidade de nutrientes. 1 ed. São Paulo: Manole, 2005; p.736-787

Embrapa Arroz e Feijão. Disponível em: www.cnpaf.embrapa.br Acessado em: 10/01/2013.

Guia Alimentar para a População Brasileira, 2006. Disponível em: http://nutricao.saude.gov.br/guia_conheca.phpAcessado em: 10/01/2013.

Pinheiro, BS. Arroz e feijão: propriedades nutricionais e benefícios à saúde. Disponível em: www.agricultura.gov.br Acessado em: 09/01/2013.

Phillippi, ST. Cereais, Massas e Pães. Nutrição e Técnica Dietética. 1 ed. Manole: Barueri,SP, 2003. p.37-56.

Phillippi, ST. Leguminosas. Nutrição e Técnica Dietética. 1 ed. Manole: Barueri,SP, 2003. p.145-151.
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