segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nutrição e Atividade Física



Dados do Ministério da Saúde informam que aproximadamente 69% dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) relativos a intervenções hospitalares ocorreram e foram relacionados às Doenças e Agravos Não-Transmissíveis (DANTs). Tais gastos poderiam ser minimizados se direcionados para ações de preventivas nos campos da nutrição e da atividades física, que são ações voltadas para a prevenção de doenças e garantia de boa saúde.

Sabe-se que dois fatores são importantes para prevenção e melhora do quadro de diversas doenças, redução do risco de sobrepeso/obesidade e demais DANTs, além de componente indispensável da rotina das pessoas que desejam assegurar/ manter a qualidade de vida: alimentação equilibrada e prática regular e orientada de atividade física. Estas medidas simples, em geral são deixadas em segundo plano em virtude de atividades ocupacionais, estudo, fadiga gerada pelo exacerbado acúmulo de tarefas, entre outros e por outras vezes ocorre desacompanhada de uma boa nutrição. 

A ciência da nutrição como todos já sabem, possui um vasto território de ação, uma vez que para os mais diversos processos metabólicos e fisiológicos necessitamos de nutrientes, especialmente os de origem alimentar. Um plano alimentar equilibrado em macro, micronutrientes, vitaminas e minerais é fundamental a contribuição de resultados plenos da atividade física e para o sucesso das metas.

Pelos expostos acima, podemos de forma singela, concluir que dois pilares, ao menos, são importantes para manutenção da boa saúde: nutrição adequada e prática regular de atividade física. 

A necessidade energética, hidratação, necessidade ou não de suplementação deve ser sempre determinada de acordo com a idade, sexo, tipo e intensidade de exercício, bem como a frequência e duração, sendo importante que esta seja personalizada.

Em linhas gerais, algumas dicas podem ser seguidas por todos os praticantes de atividade física:
 

1.    Nunca realize qualquer tipo de exercício físico em jejum (lembre-se do velho ditado: “saco vazio não para em pé”);

2.    Hidrate-se antes, durante (após o 20º minuto) e ao término da atividade física, a água é um nutriente fundamental para as reações metabólicas (inclusive para atividades aquáticas ou em clima frio);

3.    Estabeleça horários para as refeições e atividade física (esta medida contribui para a regulação metabólica e do ciclo biológico);

4.    Alimente-se com pelo menos 1 hora de antecedência da prática esportiva;

5.    No pós-treino indica-se o consumo de carboidratos com baixo índice glicêmico (favorecendo estoques de glicogênio), preferenciamente acompanhados de proteína (ex.: vitamina de frutas).

Em caso de dúvidas, consulte sempre um nutricionista, caso tenha algum colega ou professor oferecendo algum tipo de suplemento. O profissional da Nutrição é o mais indicado para a prescrição, se esta se fizer necessária. O uso indiscriminado de suplementos e complementos alimentares, bem como o de “componentes milagrosos” pode trazer consequências nocivas a órgãos vitais, como fígado e rins.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.


Referências Bibliográficas:


Galisa et al. Nutrição: conceitos e aplicações. M Books do Brasil Editora, 2008.

Organização Mundial de Saúde/Organização Panamericana de Saúde. Estratégia Global para Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, 2004.

Silva, SMCS; Mura, JDP. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. Editora Roca, 2007


Texto elaborado por: Caroline L. Codonho Castro

                               Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo

                               Especialista em Fisiologia em Metabolismo com ênfase em Atividade Física e Nutrição pela Universidade de São Paulo.

                               Especialista em Saúde da Família e Comunidade pela Instituição de Ensino e Pesquisa Albert Einstein
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