quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Infarto Agudo do Miocárdio




          Infarto agudo do miocárdio (IAM), popularmente conhecido como ataque cardíaco, é um processo de morte do tecido (necrose) de parte do músculo cardíaco por falta de oxigênio, devido a obstrução da artéria coronária. A obstrução se dá em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente comprometida por aterosclerose (placa de gordura), causando estreitamentos dos vasos sanguíneos do coração.
 

          Os fatores de risco para o IAM podem ser divididos em fatores modificáveis e não modificáveis, a depender se o fator pode ser alterado ou não pelo indivíduo. Os principais fatores não modificáveis são a idade, a raça, o sexo e o histórico familiar. As características de idade avançada, homens, raça negra e história familiar de doenças cardiovasculares aumentam o risco de forma relevante. Os fatores modificáveis mais importantes são a alimentação desequilibrada rica em gorduras, carboidratos, sal e alimentos processados, o uso de álcool, de cigarro e de outras drogas, as situações recorrentes de estresse e o sedentarismo. Estes últimos se somam com os fatores não modificáveis, aumentando (ou diminuindo, se forem bem controlados) o risco do indivíduo apresentar um IAM no futuro.

A dor torácica é o principal sintoma associado ao IAM, que é descrito como uma dor súbita, sobre o esterno (osso localizado no meio do peito), constante e constritiva, que pode ou não se irradiar para várias partes do corpo, como a mandíbula, costas, pescoço e braços, especialmente a face interna do braço esquerdo, e falta de ar. Quando ocorre na pessoa idosa, o IAM nem sempre se apresenta a dor constritiva típica, em virtude da menor resposta dos neurotransmissores que acontece no período de envelhecimento, podendo assim passar despercebido.
 
A dor do IAM se deve à redução de fluxo sanguíneo ocasionado pelo estreitamento ou obstrução de uma artéria do coração, impedindo que oxigênio chegue em quantidade adequada para as células cardíacas. Esse estreitamento se dá pelo acúmulo de gordura por dentro na artéria ou pela impactação (“entupimento”) de um êmbolo. A dor pode ser confundida com sintomas corriqueiros como má digestão, dor muscular, tensões, dentre outros. A redução do fluxo sanguíneo também pode ser resultante de choque, uso de drogas estimulantes, tumores ou hemorragias.

Vale lembrar que, na angina (é causada pelo estreitamento das artérias que conduzem sangue ao coração), o suprimento de sangue é reduzido da mesma maneira que no IAM, mas se diferencia deste último porque não há morte das células do coração. A angina pode ser precipitada por um esforço físico ou uma emoção mais intensa e geralmente melhora em um curto período com o repouso e o uso de medicamentos específicos.

Dieta Equilibrada e Saudável


        Alimentação equilibrada é a que fornece quantidades adequadas de nutrientes ao organismo, ajudando a manter e melhorar a saúde e prevenindo o aparecimento de várias doenças.




● Na base, estão os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, pois fornecem energia ao corpo: pães, cereais e massas.

● Logo acima estão as verduras, legumes e frutas, importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras.

● Em um nível mais alto estão o leite e seus derivados, carnes, aves, peixes, ovos, feijão, soja, lentilha e grão-de-bico, que são ricos em proteínas, cálcio, zinco e ferro.

● No topo, estão as gorduras, óleos, molhos para salada, margarina e doces em geral, que devem ser consumidos com muita moderação.

      A dieta recomendada para a prevenção pós-IAM é a da American Heart Association, com restrição calórica variável, de acordo com o índice de massa corpórea, ajustada para uma perda de 10% do peso em seis meses. Para índice de massa corpórea entre 25 e 27, a redução de 500 a 1.000 calorias por dia pode levar a uma perda de peso semanal de 454g a 908,4g; para índice de massa corpórea mais elevado, uma redução de 1.000 a 1.500 calorias por dia pode acarretar perda de 908,4g a 1.806,8g por semana. Geralmente, após seis meses, o peso tende a se estabilizar, com tendência a se elevar caso não sejam tomadas medidas para manter o equilíbrio calórico. É nessa fase que o exercício regular e diário torna-se mais importante. Perda de peso adicional implica maior diminuição do valor energético total da dieta, aumento do exercício físico e maior ajuste comportamental.

          Para pacientes com síndrome metabólica, o controle da dislipidemia aterogênica requer redução dos carboidratos para 50% do valor energético total e aumento do consumo de gorduras para 35%. O aumento da cota de gordura deve ser feito à base de gordura monoinsaturada, devendo o consumo de gordura saturada ser mantido em < 7% do valor energético total.

Recomendações Para Controle do Peso

● Evite ficar sem comer por mais de três horas;

● Faça 5 ou 6 refeições por dia, com pequenas quantidades de alimento;

● Evite tomar líquido durante as refeições;

● Coma lentamente, mastigando bem os alimentos;

● Prefira sempre alimentos com menos gorduras e calorias;

● Inicie as principais refeições comendo saladas, que aumentam a saciedade;

● Tempere e cozinhe os alimentos com pouco óleo;

● Substitua o leite integral e seus derivados por desnatados;

● Evite doces em geral;

● Controle o consumo de massas, pães e farináceos;

● Não coma frituras, prefira alimentos assados, cozidos, ensopados ou grelhados;

● Inclua fibras na alimentação, aumento o consumo de verduras, frutas, legumes, leguminosas e cereais (aveia, granola, barra de cereal, pães e bolachas integrais);

● Alimentos dietéticos são aqueles destinados a pessoas com necessidades nutricionais específicas, nas quais pode haver restrição ou suplementação de algum nutriente. Isso não significa que eles terão menos calorias;

● Alimentos lights apresentam, em média, 40% menos calorias que os similares tradicionais. Se forem consumidos em dobro, porém, seu valor calórico será equivalente ao do produto tradicional, e o volume dificultará a reeducação alimentar;

● Associar atividade física regular à dieta, sempre sob orientação de profissional da área.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
 

Referências Bibliográficas:

III Diretriz Sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2004.

Infarto Agudo do Miocárdio: Programa de Cuidados Clínicos. Hospital do Coração (HCor). Disponível em: www.sitemedico.hcor.com.br Acessado em: 13/11/2014.

Saúde do Homem: Os Sintomas do Infarto Agudo do Miocárdio. Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br Acessado em: 13/11/2014.
 

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