quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Vitamina E



       Vitamina E é o termo genérico empregado para designar 8 compostos lipossolúveis naturais que apresentam, em diferentes graus, a mesma atividade biológica do α-tocoferol.

         Ela pertence ao grupo das vitaminas lipossolúveis, ou seja, solúveis em gordura, e tem como principal função agir de forma antioxidante, protegendo a vitamina A da oxidação, constituindo um dos principais mecanismos de defesa interna do organismo.

         A atividade antioxidante da vitamina E é a sua função mais divulgada. Diversos estudos em sistemas biológicos já demonstraram os efeitos nocivos dos radicais livres, frequentemente associados ao desenvolvimento de doenças degenerativas como câncer, doença de Alzheimer, artrite e catarata, já que são compostos altamente reativos e produzidos em diferentes processos no organismo. Além disso, um indivíduo exposto à radiação, poluentes, herbicidas, pesticidas etc., está sujeito à ação de uma quantidade adicional destes radicais. A vitamina E age inibindo a ação desses radicais livres.

        O mecanismo de absorção da vitamina E ainda não está totalmente claro. Aparentemente, todas as formas de vitamina E podem ser absorvidas pelas células intestinais, sem discriminação pela forma química; entretanto, estudos mais recentes têm mostrado que pode haver alguma seletividade. A eficiência da absorção é baixa. O principal local de absorção é o intestino delgado e é dependente de uma função pancreática adequada, da secreção de bile e da formação de micelas; condições semelhantes às necessárias para a absorção de gorduras. Assim, qualquer dificuldade para tal atividade também terá influência na absorção da vitamina.


      Nos alimentos fontes de gordura, como óleos vegetais, a absorção e, consequentemente, a biodisponibilidade da vitamina é maior. Para uso terapêutico e/ou profilático, as formas solúveis em gordura são preferíveis às formas hidrossolúveis, isto considerando indivíduos adultos saudáveis e pacientes com absorção normal de gorduras.

     A absorção é aumentada por triacilglicerois de cadeia média e inibida por ácidos graxos poliinsaturados. Este último efeito pode ser resultado de interações químicas entre tocoferois e ácidos graxos poliinsaturados, ou seus produtos de peroxidação no lúmen intestinal, ou pode ser devido ao fato de os ácidos graxos poliinsaturados ocuparem relativamente mais espaço nas lipoproteínas e, desta forma, deslocarem o tocoferol ou inibirem sua ligação.

         Há 2 mecanismos para a absorção de vitamina E pelos tecidos: por meio da lipase lipoprotéica, que libera a vitamina, hidrolisando os triacilglicerois dos quilomícrons e VLDL; ou ainda pode ser absorvida ligada à LDL por meio dos receptores de LDL. A quantidade que será retida nos tecidos pode depender das proteínas ligadoras, o que parece determinar as diferenças na atividade biológica. Parece que a função da proteína ligadora de tocoferol é transportar a vitamina para dentro da membrana, uma vez que a maior parte da vitamina E nos tecidos está associada com a membrana lipídica.

Fontes

          A vitamina E pode ser encontrada no germe de trigo, óleos vegetais, hortaliças de folhas verdes, gordura do leite, gema de ovo e nozes.


Recomendação

Fases da Vida
AI (mg/dia α-tocoferol)
EAR (mg/dia α-tocoferol)
RDA (mg/dia α-tocoferol)
UL (mg/dia α-tocoferol)*
0-6 meses
4
-
-
-
7-12 meses
5
-
-
-
1-3 anos
-
5
6
200
4-8 anos
-
6
7
300
9-13 anos
-
9
11
600
14-18 anos
-
12
15
800
19- >70 anos
-
12
15
1.000
Gestação
-
12
15
800
Lactação
-
16
19
800
* Qualquer forma de α-tocoferol como suplemento.
EAR: necessidade média estimada. / RDA: ingestão dietética recomendada. / AI: ingestão adequada. / UL: limite superior tolerável de ingestão.
Fonte: Cozzolino, 2005.

Deficiência

Em dietas equilibradas, a deficiência de vitamina E é rara, devido à abundância de tocoferóis nos alimentos, especialmente nos óleos e gorduras. No entanto, a deficiência pode ocorrer em fumantes e, também quando há problemas de saúde em relação a absorção de gordura, como na fibrose cística e na síndrome do intestino curto.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Cozzolino, SMF. Vitamina E (Tocoferol). Biodisponibilidade de Nutrientes. 1 ed. São Paulo: Manole, 2005, p. 272-288.

Martins, BT; Basílio, MC; Silva, MA. Nutrição Aplicada e Alimentação Saudável. 1. ed. São Paulo: Editora Senac, 2014.

Penteado, MVC. Vitaminas: aspectos nutricionais, bioquímicos, clínicos e analíticos. 1. ed. São Paulo: Manole, 2003, p. 123-164.

Vitamina E. Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br Acessado em: 22/12/2014.
 



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