segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Hibisco

Conhecido popularmente como, vinagreira, rosela, azedinha, caruru-da-guiné, azeda-da-guiné, quiabo-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, rosélia, groselha, quiabo-de-angola. O hibisco é uma espécie vegetal da família Malvaceae proveniente da África Oriental e foi introduzido ao Brasil pelos escravos.

Em muitos países o hibisco é utilizado como decoração e em outros, as sementes e os cálices são utilizadas ao consumo humano. Na maioria dos casos é cultivado para a produção de infusões que são consumidas como chás. A sua cor vermelha brilhante e o seu sabor único o torna um produto alimentício de valor.

            É um alimento funcional nos países da Ásia (Japão, China, Coréia e Taiwan), usado na medicina tradicional para os males da hipertensão, inflamação e na prevenção do câncer.

As folhas de hibisco in natura são uma ótima opção para incrementar e deixar sua salada ainda mais nutritiva e gostosa uma vez que são ricas em sais minerais e aminoácidos, além de conter quantidades significativas de vitaminas A e B1.

O interesse econômico está nos cálices desidratados mundialmente para a produção de bebidas (como chás), geleias, molhos, vinhos conservantes e corantes (devido a presença de antocianinas).

            O chá do cálice do hibisco é diurético, anti-séptico intestinal e um laxante suave, contra doenças nervosas e cardíacas, pressão alta e artérias calcificadas. Contêm uma alta concentração de antocianinas e uma boa fonte de antioxidante. O hibisco é uma fonte de fitoesteróis e polifenóis. As duas principais antocianinas do hibisco são a delfinidina 3-sambubiosídeo (85% de antocianina) e a cianidina 3- sambubiosídeo.

            As antocianinas possuem atividade antioxidante, anti-cancerígena, proteção contra a aterosclerose, inibem a agregação plaquetária, melhoram a função visual, possuem propriedades vaso protetoras e poderiam exercer efeitos neurológicos benéficos.

As sementes de hibisco tem representado um subproduto de grande valia. Isso se deve ao fato de que alguns estudos mostraram que estas podem ser potenciais fontes de compostos antioxidantes.

A análise de ácidos graxos nas sementes revelou que o ácido linoleico, oleico, palmítico e esteárico foram os seus componentes principais e o potássio, magnésio, sódio e cálcio também podem ser encontrados em níveis significativos na semente.

O consumo de sementes de hibisco reduziu o colesterol total e o LDL (colesterol ruim) quando administrados em ratos que continham o colesterol alto.

O chá de hibisco contém uma quantidade significativa de fibras alimentares, é rico em cálcio, niacina, ferro, magnésio e vitaminas A e C. Possui também boas quantidades de polissacarídeos, açúcares redutores, incluindo a glicose e a frutose e ácidos como o tartárico succínico, málico, oxálico, cítrico e hibíscico.

Os flavonoides e em especial as antocianinas possuem excelente atividade antioxidante auxiliando assim nosso organismo a combater os radicais livre e consequentemente reduzindo as chances de danos às nossas células. Dessa forma, o chá de hibisco é uma ótima alternativa na prevenção de doenças crônicas como as cardiovasculares e o câncer.

OBS: O chá de hibisco, assim como diversos fitoterápicos, é contra-indicado durante a gestação e lactação segundo a Resolução SES/RJ N° 1757 de 18 Fevereiro de 2002. O hibisco possui substâncias que estimulam o útero, podendo ser abortiva.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Bachiega, P. Hibisco: Saúde em Flor. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais. Disponível em: www.alimentofuncional.webnode.com Acessado em: 24/01/2014.


Maciel, MJ. Avaliação do extrato alcoólico de Hibisco (Hibiscus sabdariffa L.) como fator de proteção antibacteriana e antioxidante em alimentos. [Tese de Mestrado] Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 2011.
Postar um comentário