segunda-feira, 19 de maio de 2014

HDL (colesterol bom)

 Os lipídios estão envolvidos no abastecimento e no armazenamento de energia, são precursores da síntese de hormônios, componentes da bile e da membrana celular e participam de complexos sistemas de sinalização intracelular. Derivados de ácidos graxos, atuam na síntese de prostaglandinas, leucotrienos e tromboxanas.

   As lipoproteínas são responsáveis pelo transporte dos lipídios na circulação linfática, sanguínea e no interstício. As lipoproteínas classificam-se em quilomícrons, lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL), de densidade intermediária (IDL), de baixa densidade (LDL) e de alta densidade (HDL).

  A função principal da HDL é a remoção do excesso de colesterol livre da periferia, a condução ao fígado e a promoção da metabolização e secreção na bile, o que é conhecido como transporte reverso de colesterol.

Terapia dos baixos níveis de HDL

Modificação no estilo de vida - Embora as respostas individuais sejam bastante variáveis, a modificação do estilo de vida tem papel fundamental na prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares maiores. O último consenso do NCEP-ATP III refere que a redução de peso aumenta o HDL-C em 5%-20%; o abandono do tabagismo aumenta cerca de 5%; e a atividade física regular pode produzir elevação no HDL-C de até 30%.

Uso de álcool - O consumo moderado de álcool (30-60 g/dia) produz aumento de 5%-10% nos níveis de HDL-C e Apo A-I, e esse efeito poderia responder por até metade do provável benefício atribuído ao álcool na diminuição de doença arterial coronariana (DAC). No entanto, pelo grande potencial de vício e de outras doenças secundárias ao seu consumo, o álcool não pode ser recomendado como método terapêutico em nível populacional.

Ácidos graxos ômega-3 - Os ácidos graxos Ômega-3 são gorduras poliinsaturadas derivadas principalmente de óleo de peixe com propriedades antitrombóticas e de melhora no perfil lipídico, podendo reduzir os níveis de triglicerídeos em até 30%. No entanto, os efeitos nos níveis de HDL-C são modestos com aumento de menos de 3% nos níveis séricos.

Estrogênio - Estudos epidemiológicos e experimentais têm demonstrado os benefícios do estrogênio sobre os níveis de lipídeos plasmáticos. A reposição de estrogênio, além de reduzir os níveis de LDL-C, aumenta o HDL-C em 10%-20%, principalmente pela ativação da produção de Apo A-I, e também reduz os níveis de LDL-C. Os estudos clínicos, no entanto, não comprovaram o benefício clínico da terapia de reposição hormonal e, por isso, ela não é recomendada para tratamento dos níveis baixos de HDL-C ou para prevenção de DAC.

Niacina (Ácido nicotínico) - O ácido nicotínico é o agente em uso clínico com a maior capacidade de aumentar o HDL-C (15%-40%), produzindo também redução nos níveis de LDL-C (5%-25%) e triglicerídeos (20%-50%). Igualmente, promove aumento no diâmetro das partículas de LDL, reduzindo a concentração das LDL pequenas e densas, tornando o perfil de subclasses de LDL menos aterogênico.

Estatinas - A ação desses agentes ocorre por inibição da principal enzima envolvida na síntese de colesterol, a HMG-CoA redutase, levando a reduções de 18%-60% nos níveis séricos de LDL-C, e 7%-30% nos triglicerídios. Sua ação no metabolismo da HDL não está bem definida, mas sabe-se que aumenta os níveis séricos de HDL-C entre 5%-15%.

           Tanto o colesterol bom quanto o ruim fazem parte do nosso organismo. Os 70% do colesterol que circulam pelo sangue são produzidos pelo organismo e os outros 30% vêm da alimentação.

         E para colaborar com a eliminação do excesso de colesterol pode-se consumir alimentos considerados amigos do HDL. Há alimentos que além de combaterem o colesterol ruim, colaboram para aumentar os níveis do bom.

Fibras: As solúveis, como o farelo de aveia, ajudam a reduzir os níveis de LDL no sangue. Também são encontradas fibras solúveis na aveia, nos feijões, nas ervilhas, nas frutas cítricas e nas maçãs.

Morango e cereja: Ajudam a combater os radicais livres, o que melhora o funcionamento do sistema cardiovascular.

Uva vermelha: Possui grande quantidade de quercetina – antioxidante que auxilia no aumento do bom colesterol.

Jabuticaba e amora: As antocianinas – pigmentos presentes em frutas de coloração roxa e vermelha – têm ação antioxidante que traz importante contribuição para o sistema circulatório. Na jabuticaba, o antioxidante é encontrado apenas na casca.

Berinjela: Com alto teor de fibras, colabora com a diminuição da gordura que circula pelo sangue. É também rica em flavonoides, antioxidantes que dificultam a formação das placas de gordura nas artérias.

Azeite: O tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose. É fonte abundante de gordura monoinsaturada, considerada a mais benéfica para o coração.

Abacate: Assim como o azeite é rico em gordura monoinsaturada que age como antioxidante, bloqueando o colesterol ruim.

Salmão, sardinha e atum: Ricos em ômega-3, ácido graxo que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares porque inibe a coagulação sanguínea e a formação de plaquetas, além de controlarem o colesterol e os triglicérides.

Soja: Possui isoflavonas, consideradas o fito-hormônio com as mesmas propriedades do estrógeno. A ação das isoflavonas e das proteínas reduz o colesterol ruim, aumenta o bom e inibe a aterosclerose.

Cardápio

Os especialistas recomendam bom senso na hora das refeições: evitar o consumo de gorduras saturadas e trans, preferir óleos vegetais para cozinhar, consumir menos carnes vermelhas, principalmente as gordas.

Exemplo de cardápio saudável para uma dieta com 2.000 calorias, recomendada para um adulto saudável:

Desjejum

■ ½ mamão com aveia
■ 1 copo de suco de uva
■ 1 xícara de leite desnatado ou semidesnatado com café
■ 2 fatias de pão integral com ricota

Lanche da manhã

■ 1 maçã
■ 2 castanhas do Brasil

Almoço

■ Salada de folhas verdes regada com 1 colher (sopa) de azeite
■ 3 colheres de sopa de arroz integral
■ 1 concha de feijão
■ 3 colheres (sopa) de verdura refogada
■ 1 filé de salmão grelhado
■ 1 potinho de salada de frutas

Lanche da tarde

■ 1 copo de suco de soja

Jantar

■ Salada de folhas e legumes regados com 1 colher (sopa) de azeite
■ 3 colheres (sopa) de arroz integral
■ 3 colheres (sopa) de berinjela refogada
■ 1 filé de frango grelhado
■ 1 pote com morangos

Ceia

■ 1 copo de leite desnatado
■ 3 biscoitos integrais
                                                                                                                              Benvenutri
Fonte: Einstein.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentos amigos do colesterol. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 09/05/2014.
Ineu, ML; Manenti, E; Costa, JLV; Moriguchi, E. Manejo da HDL: avanços recentes e perspectivas além da redução de LDL. Arq Bras Cardiol. 2006; v.87, n.6: p. 788-794.
Lottenberg, AMP. Importância da gordura alimentar na prevenção e controle de distúrbios metabólicos e da doença cardiovascular. Arq Bras Endocrinol Metab. 2009; v.53, n.5: p. 595-607. 
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