sexta-feira, 2 de maio de 2014

Menopausa



      A menopausa geralmente ocorre entre 45 e 55 anos de idade, é caracterizada pela diminuição da atividade dos ovários, o que implica consequentemente também na redução da produção dos hormônios estrogênio e progesterona. É, portanto, um período de transição da fase produtiva à não produtiva que culmina na extinção da menstruação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização dos termos: "menopausa natural" para o evento da parada permanente da menstruação, que é resultante da perda da atividade folicular dos ovários e só é reconhecido retrospectivamente após um ano de amenorreia, sem outra causa patológica ou psicológica; "perimenopausa" ou "climatério" para o período em que surgem as irregularidades menstruais e queixas vasomotoras, que antecedem a menopausa e vão até o primeiro ano seguinte a ela; "transição menopáusica" é o termo relacionado ao que na prática equivale a perimenopausa; "pré-menopausa" é o período total reprodutivo, anterior à menopausa; "pós-menopausa" corresponde ao período após o evento da menopausa, independente de a menopausa ter sido natural ou induzida e se prolonga até uma idade avançada. Compreende-se que esse limite se dê por meio da homeostase hormonal que ocorre na velhice, quando a carência estrogênica fica compensada pela perda progressiva dos receptores estrogênicos.

É nessa fase que ocorre mudanças físicas e hormonais. Os sintomas típicos apresentados são calores, modificações do humor, distúrbios de sono, depressão, entre outros (a exibição e a intensidade destes sintomas é variável de mulher para mulher). Também é na pós-menopausa, ao longo prazo, que podem ocorrer o surgimento de várias disfunções relacionadas ao déficit hormonal, como por exemplo a osteoporose (pela diminuição da absorção de cálcio e da densidade mineral nos ossos), as doenças cardiovasculares e as doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

À medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides no sangue tendem a aumentar. A absorção e a captação do cálcio pelos ossos ficam prejudicadas. Desse modo, surgem os riscos para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e de osteoporose. Devido ao comprometimento na produção de colágeno, ocorre perda de elasticidade da pele e dos vasos sanguíneos bem como há diminuição da massa muscular e o aumento da concentração de gordura corporal na região abdominal. É fisiológica também uma diminuição no metabolismo basal do indivíduo, ou seja, o gasto de energia diminui. Esse fenômeno, juntamente com a redução da atividade física, pode diminuir as necessidades energéticas na mulher. Se a ingestão calórica não for reduzida, o excesso será acumulado em forma de gordura. O exercício físico regular aumenta o gasto de energia bem como ajuda aliviar a ansiedade.

Osteoporose


Durante a menopausa, ocorre um declínio natural de estrógeno, o que prejudica a absorção e a captação do cálcio pelos ossos. Isso contribui para o enfraquecimento dos ossos, podendo levar a osteoporose.


Quando a fonte externa é inadequada o cálcio é extraído dos ossos para manter os níveis sanguíneos dentro dos valores normais. A vitamina D é sintetizada na pele pela ação dos raios solares. No fígado e nos rins sofre transformações, ficando na sua forma ativa. 0s exercícios aeróbios de baixo impacto (caminhadas, corridas leves, dança) melhoram especialmente o condicionamento cárdio-circulatório bem como estimulam a formação do osso e previnem a sua reabsorção. Como a massa óssea é relacionada à ação da musculatura sobre o esqueleto, os exercícios com peso leve (musculação) aumentam a massa muscular e a força dos músculos esqueléticos, o que representa uma melhoria na composição corporal do idoso, uma vez que diminuem as gorduras e aumentam a massa magra.

Para aquisição do máximo de massa óssea e manutenção da saúde do osso é necessária uma ingestão de cálcio durante toda a vida. A necessidade diária de cálcio varia muito entre as pessoas e depende da idade, sexo, doenças, uso de medicamentos, consumo de álcool e taxa de hormônio, entre outros. É recomendável que todas as mulheres após a menopausa recebam 1.500 mg de cálcio por dia (para aquelas que não recebem terapia de reposição hormonal – TRH).

Um dos alimentos mais ricos em cálcio é o leite e seus derivados.

Alimento
Quantidade
mg de cálcio
Leite integral
200ml
220
Leite desnatado
200ml
230
Iogurte com baixo teor de gordura
170ml
160
Iogurte de frutas
200g
160,8
Requeijão
30g
32,1
Queijo mussarela
2 fatias
180
Ricota
½ xícara
337
Couve
1 xícara
357
Brócolis
1 xícara
136

Soja

         A soja é um dos alimentos mais estudados para a redução dos sintomas da menopausa, é também considerada como um alimento com alta qualidade proteica. Sua ingestão está relacionada à prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e osteoporose. A soja possui componentes fitoquímicos, como as isoflavonas (fitoestrogênio), que ajudam na diminuição da taxa de colesterol, aumentam a disponibilidade de minerais nos ossos e principalmente devido a sua semelhança ao hormônio sexual feminino auxiliam a aliviar os sintomas da menopausa. É também em virtude dessa semelhança estrutural e funcional que a isoflavona é capaz de realizar a reposição hormonal, neste caso, uma reposição natural.

         Os minerais como magnésio, fósforo, zinco, cálcio e ferro têm grande importância na manutenção dos ossos. Sendo assim, durante a menopausa, período em que nosso corpo tem principalmente a absorção de cálcio reduzida, aconselha-se que as mulheres insiram em sua dieta alimentos fontes desse mineral, como leite e seus derivados, folhas verdes escuras, gergelim, couve e amêndoas. No entanto, atente-se ao fato de que alguns alimentos como o espinafre apesar de serem fonte de cálcio contêm em sua composição ácido oxálico, substância que limita a disponibilidade de minerais e que, portanto, impede que o cálcio seja absorvido pelo organismo.

         O magnésio assim como o cálcio é outro mineral importante seja para prevenção da osteoporose ou para a manutenção de uma saudável estrutura óssea. Dados indicam que 50% de todo o magnésio necessário para o funcionamento adequado do organismo, destina-se ao tecido ósseo. Portanto uma dieta rica em soja, figo, ostra, amêndoa, espinafre, grão-de-bico, dentre outros se faz necessário quando o intuito é repor este mineral.

         O ferro é outro mineral vital para a saúde de nossos ossos, uma vez que está envolvido nos processos de maturação óssea. Assim recomendamos também que durante a menopausa a dieta seja enriquecida com alimentos ricos em ferro como os cereais, fígado de boi, soja, açaí, acelga, beterraba, entre outros sejam consumidos.

Dicas para reduzir os sintomas da menopausa:

Alimentação balanceada, para a manutenção do peso adequado;

● Exercícios físicos regulares, evitando a obesidade;

● Restrições de álcool e fumo, que são fatores que colaboram para a obesidade e riscos à saúde;

● Beber muita água (hidratação do corpo), evitando ressecamentos e aliviando as ondas de calor, que são os sintomas mais comuns;


Uma alimentação saudável junto com a prática de exercícios físicos ajuda na manutenção e na realização das funções essenciais do nosso organismo.



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Aranha, JB. Redobre seus cuidados na Menopausa. Disponível em: www.alimentofuncional.com.br Acessado em: 10/04/2014.

Negami, C. Alimentação na Menopausa. Disponível em: www.nutrociencia.com.br Acessado em: 10/04/2014.

Somekawa Y, Chiguchi M, Ishibashi T, Aso T. Soy intake related to menopausal symptoms, serum lipids, and bone mineral density inpostmenopausal japanese women. Obstet Gynecol 2001;97:109 –15.


Vigeta, SMG; Brêtas, ACP. A experiência da perimenopausa e pós-menopausa com mulheres que fazem uso ou não da terapia de reposição hormonal. Cad. Saúde Pública, 2004; v.20, n.6: p.1682-1689.
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