quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Alimentação na Melhor Idade



O envelhecimento é um processo natural que acarreta modificações físicas e funcionais no organismo. As alterações biológicas nesta fase modificam a composição corporal, levando à diminuição da massa muscular (sarcopenia), acompanhada muitas vezes de um aumento da gordura corporal. Além disso, com o avançar da idade, é comum a diminuição do gasto energético basal (metabolismo basal), que ocorre devido à diminuição do tecido magro. Pode ocorrer também a presença de baixo peso, acompanhado pela diminuição de massa muscular.

A alimentação da pessoa idosa segue, de maneira geral, os mesmos princípios de dieta saudável recomendada a todas as pessoas adultas. No entanto, é importante redobrar os cuidados quanto à escolha, preparo e combinação de alimentos, de maneira a garantir sua adequação e boa aceitação.

Tornar o ambiente da cozinha e o local de refeições mais adequado e agradável para conferir maior conforto, segurança e autonomia no dia a dia das pessoas idosas é uma medida que tem impacto positivo na autoestima, no preparo das refeições e no estabelecimento do prazer à mesa.

Assegurar a participação da pessoa idosa no planejamento da alimentação diária e no preparo das refeições possibilita o maior envolvimento com a alimentação, adequado quanto às possíveis limitações na utilização segura de utensílios e eletrodomésticos. Assim, cria-se uma condição propícia para discutir a necessidade de eventuais mudanças nos procedimentos associados à compra, ao armazenamento, à higiene pessoal e ao preparo dos alimentos a fim de facilitar o seu dia a dia e favorecer uma alimentação segura.

Incentivar os idosos a desenvolverem habilidades culinárias e partilhá-las com as pessoas com quem convive, como filhos, netos e amigos é uma forma prazerosa de compartilhar com as gerações seguintes receitas, modos de preparo e cultura alimentar. Mesmo que não tenha condições de exercer suas habilidades culinárias, os idosos podem valorizar o ato de cozinhar e estimular que todos a sua volta pratiquem e desenvolvam suas próprias habilidades. 



Quando a pessoa idosa apresentar limitações para mastigar e engolir, a forma de preparo, a consistência, a textura, o tamanho dos alimentos e a quantidade que é levada à boca devem ser adaptados ao grau de limitação apresentado. Nesses casos, moer, ralar, picar em pedaços menores podem ser alternativas viáveis para facilitar o planejamento das refeições e o consumo, evitando a recusa da refeição e complicações como engasgo, aspiração ou asfixia durante a ingestão dos alimentos.



Alimentos e uma Boa Qualidade na sua Alimentação


Alimentos
Componentes Ativos
Propriedades Benéficas
Peixes: sardinha, atum, salmão, anchova, truta e arenque.
Ácidos graxos ômega-3.
Redução de risco de doença cardiovascular, melhor ação anti-inflamatória e memória.
Soja, nozes, amêndoas, linhaça, castanhas, azeite de oliva.
Gordura Poli-insaturada (ácido linoleico).
Estimula o sistema imunológico, ação anti-inflamatória e reduz o risco de doença cardiovascular.
Azeite, óleo de canola, azeitonas, abacate e frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).
Gordura Monoinsaturada (ácido oleico).
Diminuição do risco cardiovascular (ação antiaterogênica), anticancerígena, imunológica.
Tomate e derivados (molho de tomate, suco de tomate), goiaba vermelha, pimentão vermelho e melancia (frutas avermelhadas).
Licopeno.
Ação antioxidante, pode prevenir o risco de certos tipos de câncer, principalmente câncer de próstata.
Folhas verdes em geral (espinafre, couve, mostarda) e milho, gema de ovo.
Luteína e Zeaxantina.
Ação antioxidante, protegem contra degeneração macular (alterações na visão) e catarata.
Cenoura, manga, abóbora, pimentão vermelho e amarelo, acerola e pêssego (frutas alaranjadas).
Betacaroteno.
Precursor da vitamina A, prevenção de câncer de mama.
Couve-flor, repolho, brócolis, couve de Bruxelas, rabanete e mostarda.
Indóis e Isotiocianatos.
Indutores de enzimas protetoras que podem proteger contra alguns tipos de câncer, principalmente câncer de mama.
Aveia, centeio, cevada, leguminosas (feijões, ervilha, lentilha), frutas com casca.
Fibras solúveis e insolúveis.
Auxílio da redução do risco para câncer de cólon, bom funcionamento intestinal, controle da glicemia, diminuição dos níveis de colesterol.
Linhaça, noz moscada.
Lignanas.
Prevenção de câncer de mama, ação anti-inflamatória, redução de risco de doença cardiovascular.
Castanha do Brasil, cereais, grãos integrais.
Selênio.
Ação antioxidante e sistema imunológico.
Soja.
Isoflavonas.
Redução de risco de câncer de mama, osteoporose, sintomas de menopausa.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentação na Melhor Idade. Hospital Israelita Albert Einstein. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 02/01/2017.

Morais, MM; Fracasso, BM; Busnello, FM; Mancopes, R; Rabito, EI. Doença de Parkinson em idosos: ingestão alimentar e estado nutricional. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2013; v.16, n.3, p: 503-511.


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