terça-feira, 4 de abril de 2017

Sal Rosa do Himalaia



O sal rosa é extraído de minas salinas localizadas nas montanhas do Himalaia. Apesar de estar nas montanhas, ele é de origem marinha, um pedaço de oceano que ficou preso nas rochas durante as convulsões que sacudiram a Terra em seus primórdios. A água evaporou e o mar ficou cristalizado em camadas de sal, guardado por milhões de anos nas profundezas das montanhas, coberto por lava, gelo e neve, o que o deixou protegido da poluição moderna. Por isso, o sal rosa do Himalaia é considerado o mais puro sal da Terra. Ele é extraído manualmente, não sofre nenhum processamento, é simplesmente empacotado e colocado no mercado. O sal do Himalaia é um sal gourmet, com sabor diferenciado, e sua bela cor rosa é dada pelo conteúdo único de minerais.

Minerais em sinergia

Da mesma forma que vitaminas e minerais estão em perfeita sinergia embalados em frutas e vegetais, também no sal rosa os minerais trabalham coesos trazendo benefícios para o corpo. Sinergia é definida como a interação de vários elementos para produzir um efeito diferente ou maior do que a soma de seus efeitos individuais. O sal rosa contém 84 minerais, incluindo sódio, cloro, cálcio, potássio, enxofre, fósforo, ferro, magnésio, iodo, boro, cromo, cobre, manganês, molibdênio, selênio, zinco, carbono, platina e outros. Devido a esta variedade de minerais, ele é considerado mais saudável do que o sal de mesa regular, composto somente por cloro e sódio, com adição de iodo e substâncias químicas como ferrocianeto de sódio e aluminossilicato (agentes antiaglomerantes).

Benefícios

Sal é um nutriente essencial à vida. Sua importância é tão grande que "salário" vem de "sal", porque os romanos eram pagos com saquinhos de sal, e exploradores europeus trocavam ouro por sal. O oceano interior do corpo é salgado, e sem sal inúmeras reações bioquímicas que oferecem suporte à função enzimática, geração de energia, produção de hormônios, transporte de proteínas e muitos outros processos bioquímicos, simplesmente não funcionam.

Ações Fisiológicas

Através dos minerais que entram em sua composição, o sal atua em muitos aspectos da fisiologia humana. Seguem alguns exemplos:

● compõe o plasma sanguíneo, fluído linfático, fluído extracelular e líquido amniótico,

● mantém o equilíbrio hidroeletrolítico e estabiliza o pH corporal (acidez/alcalinidade),

● leva água e nutrientes para dentro e para fora das células,

● contribui para regular a pressão arterial,

● age no desenvolvimento de células gliais no cérebro, responsáveis pelo pensamento criativo e capacidade de planejar,

● ajuda o cérebro a se comunicar com os músculos e a comandar os movimentos.

Menos sódio por porção

A estrutura dos cristais de sal rosa é maior, tem mais volume, e assim este sal tem menos sódio por porção do que os altamente refinados grãos de sal comum.  O sal rosa contém 85 % de cloreto de sódio e os 15 % restantes são compostos por outros minerais.  O sal refinado contém 97,5% de cloreto de sódio e 2,5% de produtos químicos, tais como absorventes de umidade e agentes clareadores. Além disso, no processamento o sal refinado é seco a mais de 650 graus centígrados, e este calor excessivo altera a sua estrutura natural.  



Como e quanto consumir

Sal é essencial para o nosso corpo desde que usado na dose certa. Obviamente o consumo excessivo não é benéfico. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de até seis gramas, o equivalente a uma colher de chá cheia. Isto é válido para qualquer tipo de sal. O sal melhora o sabor dos alimentos, porém o seu uso excessivo prejudica o paladar e acaba causando um desajuste na dose ideal ao temperar um prato. Muitas pessoas têm o péssimo hábito de usar o saleiro antes mesmo de provar a comida.

Equilíbrio na ingestão de sal

Quando há um consumo excessivo de sal pode ocorrer retenção hídrica, inchaço e alteração na pressão arterial (em pessoas sensíveis ao sódio). Tome cuidado para não reduzir demais a ingestão de sal. Diversos estudos têm mostrado que o sódio é essencial na saúde, e tirá-lo da dieta ou diminuir drasticamente o seu consumo pode ter mais efeitos negativos do que o abuso de sal. Níveis de sódio consistentemente baixos podem contribuir para a resistência à insulina e elevar o nível de triglicerídeos, com um aumento no risco de doença cardíaca, doença hepática e diabetes tipo 2.

Sal e idosos

Um baixo teor de sódio na dieta atinge principalmente os idosos, que costumam seguir a recomendação médica de fazer uma severa restrição no consumo de sal. Eles têm maior tendência a apresentar os sintomas de hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue), sintomas esses que se confundem com os presentes no envelhecimento: fadiga, fraqueza muscular, confusão mental, falta de equilíbrio e tendência a quedas.

Sal essencial

Já que o sal é essencial, melhor consumir um que seja rico em todos os minerais. Em vez da opção refinada prefira o sal rosa, um sal integral com todos os nutrientes presentes no oceano. Além do sal rosa há outros sais ricos, com diferentes coloridos e sutilezas no sabor, como o flor de sal (de sabor delicado), sal cinza (ou sal celta), sal negro do Havaí (vulcânico e sulfuroso) e versões misturadas com algas e fitoplâncton. Investir em um sal de qualidade agrega valor à nossa saúde.

Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki.

Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;

Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;

Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;

Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

*Lancet 2016. Associations of urinary sodium excretion with cardiovascular events in individuals with and without hypertension: a pooled analysis of data from four studies.

*Metabolism 2011. Low-salt diet increases insulin resistance in healthy subjects.

*Diabetes Care 2011. Dietary salt intake and mortality in patients with type 2 diabetes.

*American Journal of Medicine 2006. Mild chronic hyponatremia is associated with falls, unsteadiness, and attention deficits.

*Injury 2015. Hyponatremia as a fall predictor in a geriatric trauma population.

*Frontiers in Cardiovascular Medicine 2016. The Hyponatremia Epidemic: A Frontier Too Far?

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