quarta-feira, 24 de maio de 2017

Alho x Estresse Muscular



O alho apresenta atividade capaz de reverter o estresse e a fadiga. Tal propriedade está relacionada com quatro pontos principais, circulação periférica, atividade antioxidativa, imunomodulação e efeitos nutricionais.

Quando você faz atividade física há oxidação de várias substâncias, como por exemplo, os lipídios, os resíduos provenientes do metabolismo muscular são excretados no sangue e posteriormente atingem a circulação periférica que perfaz 90% dos vasos sanguíneos.  

O ácido lático, substância metabolizada a partir do ácido pirúvico, é sintetizado na ausência de oxigênio a partir da glicose. Sua presença em demasia causa fadiga e dor muscular. A dor pode ser prevenida ou amenizada através do auxilio da circulação periférica, a qual oferece oxigênio, nutrientes e água (prevenção), bem como remove os resíduos indesejados presentes nos tecidos musculares (amenização dos sintomas de dor).

Os compostos organossulfurados do alho agem sobre a circulação periférica diminuindo a pressão arterial através do relaxamento muscular, aumentando assim o fluxo sanguíneo e, portanto, facilitando a eliminação do ácido lático.

O exercício físico auxilia na prevenção de diversas doenças, no aprimoramento estético e no aumento da força física. Porém, em demasia causa estresse, fadiga e aumento de radicais livres (lembra que tudo em excesso faz mal, mesmo o que é bom para a saúde? Pois é! Por isso é essencial o equilíbrio). Os exercícios que causam fadiga (aqueles de maior intensidade física) são os que mais aumentam a oxidação lipídica, principalmente no fígado e nos músculos. O alho age melhorando a atividade antioxidante (isto é eliminando os radicais livres) existente em nosso organismo.

Outro ponto de influencia do estresse seria as perturbações geradas no sistema imune. O alho e seus compostos agem sobre a imunomodulação, ou seja, ajudam na regulação da atividade imunológica do organismo, evitando o estresse psicológico e físico. Processo este que também auxilia na prevenção de doenças.

Além de todos esses pontos, o exercício físico causa fadiga através da falta da glicose (composto encontrado em alimentos como massas (pães, macarrão), arroz, cereais, entre outros, porém não se esqueça que o importante é consumi-los em sua forma integral). Ao se fazer uma atividade física, há uma queda na reserva de glicogênio hepático e muscular, sendo este, fonte de energia. O glicogênio é quebrado em glicose e jogado no sangue para servir de combustível, ao se esgotar, o organismo passa a quebrar as proteínas musculares, caracterizando um processo de catabolismo muscular (perda de massa muscular).

Dentro deste contexto, o alho age fornecendo carboidratos (glicose); proteínas e aminoácidos, nutrientes que auxiliam na metabolização da massa muscular. Apresentam ainda na sua composição minerais como o sódio, magnésio, ferro, cobre, e zinco. Os quais são importantes sejam para o funcionamento adequado dos músculos, bem como do organismo como um todo. Por fim, o alho, em sua composição, apresenta diversas substâncias que contem em sua molécula enxofre. Esses compostos contribuem tanto para a recuperação da fadiga, assim como auxiliam na manutenção da massa muscular.

É muito importante um tempo adequado de descanso entre um treino e outro, pois deste modo evita-se o estresse muscular. A realização de atividade física é necessária e sempre aconselhada aqui por nós, porém deve-se realiza-la com consciência e se possível com ajuda de profissionais de educação física, principalmente quando se trata de atividade de grande impacto.  



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

AOI, W. Exercises and food factors. Forum Nutr. Basel; 61: 147-55, 2009.

Benavides, G. S.; Squadrito, G. L.; Mills, R. W.; Patel, H. D.; Isbell, T. S.; Patel, R. P.; Darley-Usmar, V. M.; Doeller, J. E.; Kraus, D. W. Hydrogen sulfide mediates the vasoactivity of garlic. PNAS; 104(46): 17977–17982, 2007.

Cardoso, GA. Alho: um aliado no combate ao estresse muscular. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br

Morihara, N.; Nishihama, T.; Ushijima, M.; Ide, N.; Takeda, H.; Hayama, M. Garlic as an anti-fatigue agent. Mol. Nutr. Food Res.; 51: 1329-1334, 2007.

Zamani, a.; Ghiasvand, t.; Hadei, j.; Babaahmadi-Rezaeib, h.; Pishdadianc, a. Effect of garlic consumption on total antioxidant status and some biochemical and haematological parameters in blood of rats. J Sci Food Agric; 89: 1434–1437, 2009.
Postar um comentário