segunda-feira, 15 de maio de 2017

DHA na Infância



O DHA (ácido docosahexanoico) tem funções vitais, como recobrir membranas celulares e contribuir na formação da retina e dos neurônios, pois é um componente da bainha de mielina, substância que recobre essas estruturas e torna possível a comunicação entre elas.

O cérebro começa a ser formado nas primeiras semanas de gestação, por milhares de neurônios. Eles são protegidos por uma capa feita de proteína e gordura – o DHA. Nessa fase, o organismo produz bastante ALA (ácido alfalinoleico), que é precursor do DHA. Porém, essa produção diminui, aumentando a necessidade de obtê-la por meio da alimentação, depois do nascimento.

É por isso que o nutriente é essencial para o desenvolvimento cerebral das crianças, e já deve fazer parte da alimentação durante a gestação. A chamada “janela de oportunidades” acontece quando os órgãos vitais do bebê começam a ser formados. É nessa fase que a mãe tem a oportunidade de oferecer a melhor alimentação para a criança.

Por isso, na gravidez é muito importante consumir peixes de água fria (salmão, atum, sardinha), gema de ovo e sementes como a linhaça, já que são ricos em DHA. Depois do nascimento do bebê, a amamentação é ainda mais importante, já que o leite materno é um dos que mais oferecem o nutriente.

Se para os adultos o DHA é fundamental, para as crianças é ainda mais, uma vez que é nos primeiros anos de vida que a capacidade cognitiva se desenvolve mais fortemente e é muito usada para ajudar no processo de aprendizagem.

Se você não consumiu durante a gravidez as quantidades necessárias de DHA, não precisa entrar em pânico! Segundo os médicos, 85% do cérebro é formado até os 5 anos de idade. Ou seja, ainda dá tempo de acrescentar o nutriente na dieta dos pequenos. O ideal é consumir entre 800 a 1.000mg de DHA diariamente.

Depois que a criança mamar, é importante oferecer alimentos que são ricos no nutriente. Os peixes ricos em DHA devem fazer parte do cardápio, pelo menos 3 vezes por semana.

Alimentos Ricos em DHA

Peixes: atum, bacalhau, sardinha, salmão, etc. Uma curiosidade é que a maior parte do DHA está presente no fígado, olhos, cérebro e rins, partes que normalmente os brasileiros não consomem.

Sementes: linhaça e chia. 

Óleos: canola e soja.




As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Seu filho precisa de DHA. Revista Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em: 27/04/2017.
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