sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cefaleia



A cefaleia, nome científico da dor de cabeça é uma das queixas mais frequentes na população, estimando-se que mais de 140 milhões de brasileiros sofram com algum tipo de dor de cabeça. As cefaleias primárias são aquelas manifestações de dor de cabeça em que a própria dor é a doença.

As cefaleias secundárias são decorrentes de alguma patologia que direta ou indiretamente afeta as funções do nosso cérebro, por exemplo, os tumores cerebrais, as hemorragias e os eventos isquêmicos cerebrais, meningite e meningocefalite. Os quadros infecciosos e toxicoinfecciosos, fora do sistema nervoso central podem secundariamente comprometê-los.

A alimentação é a causa de crises de cefaleia (ou dor de cabeça) em menos de 20% da população brasileira. Estudos apontam que os alimentos capazes de provocar alterações no calibre dos vasos sanguíneos (principalmente vasoconstricção seguida de vasodilatação) e hiperglicemia (seguida de hiperinsulinemia e hipoglicemia) são propensos a causar cefaleia. 

Os alimentos e substâncias mais citados na literatura científica como desencadeadores de cefaleia são: açúcar refinado (e doces em geral), álcool (principalmente o vinho tinto), cafeína, nitritos (como toucinho fumado, salsicha, salame e outras carnes processadas), aminoácido tiramina (como queijos curados, fígado de galinha, algumas leguminosas e soja), chocolate e cacau, nozes, manteiga de amendoim, algumas frutas (como banana, abacate, figo, passas), cebola, produtos lácteos fermentados e glutamato monossódico.

Cada organismo reage diferentemente aos alimentos, por isso devem ser feitas tentativas de acerto e erro, retirando-se da dieta alguns alimentos, até que se descubram aqueles desencadeadores de crises de cefaleia em cada paciente. 



Além da retirada destes alimentos da dieta, outras mudanças na alimentação podem ajudar a minimizar o sintoma, como fazer refeições regulares a cada três ou quatro horas (evitando o jejum prolongado); alimentar-se de maneira equilibrada em relação aos macro e micronutrientes, e incluir na dieta fontes de selênio, magnésio e vitamina B2, que podem ajudar a evitar crises de cefaleia.

Selênio: castanha do Brasil, fígado, carnes vermelhas, aves e grãos;

Magnésio: cereais integrais, carnes, leite, tofu, hortaliças verdes;

Vitamina B2: carnes, vísceras, leite e derivados, gema de ovo, hortaliças  de folhas verdes, cereais integrais.

Alterações psicossociais, como estresse e ansiedade, modificações da estrutura familiar, hábitos alimentares e estilo de vida são alguns fatores que devem ser investigados como possíveis causas de cefaleia.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

A Cefaleia. Sociedade Brasileira de Neurociência. Disponível em: www.sbneurociencia.com.br Acessado em: 18/05/2017.

Bittar RSM, Bottino MA, Simoceli L, Venosa AR. Labirintopatia secundária aos distúrbios do metabolismo do açúcar: realidade ou fantasia? Rev Bras Otorrinolaringol; 2004; v.70, n.6, p:800-805.

Dia Nacional do Combate a Cefaleia. Sociedade Brasileira de Cefaleia. Disponível em: www.sbce.med.br Acessado em: 18/05/2017.

Gherpelli JLD. Tratamento das cefaleias. J Pediatr; 2002; v.78, n.1, p:S3-S8.

Lewinski, IW. Quais alimentos podem causar cefaleia? Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 18/05/2017.

Martins, BT; Basílio, MC; Silva, MA. Nutrição aplicada e alimentação saudável. 1 ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014.
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