sexta-feira, 30 de junho de 2017

Iogurte



A produção mundial e o consumo de iogurtes cresceram muito durante o último quarto do século passado com a industrialização dos iogurtes aromatizados com frutas. A adição de frutas aumenta de maneira eficaz a aceitação do produto, pois nem todos os consumidores preferem o iogurte na sua forma natural.

Os iogurtes são muito utilizados para consumo no café da manhã, em lanches, ou como complementação de refeições rápidas. Servem também como ingredientes de várias preparações frias ou quentes; o uso mais comum é em temperos de saladas ou em molhos e sopas.

Iogurte é leite fermentado, natural ou artificialmente. Uma cultura de fermentos lácteos (Lactobacilus bulgaricus e Streptococcus thermophilus) é adicionada ao leite, a uma temperatura de aproximadamente 45°C, mantendo-se o leite em incubação. Além de leite e fermentos, são empregados na fabricação de iogurtes ingredientes que caracterizam o sabor de cada variedade do produto: açúcar, mel, frutas ou cereais.

O iogurte é fonte de proteínas, cálcio, fósforo, potássio, algumas embalagens citam como complementos vitaminas e minerais tais como do complexo B (B6 e B12, riboflavina, ácido fólico e niacina), vitamina A e zinco. Quando na forma integral, são também ricos em gorduras, em particular em gorduras não saudáveis (gorduras saturadas). Versões sem gordura ou com menos gordura (desnatadas ou semidesnatadas) podem ser mais adequadas para os adultos.

As proteínas são necessárias na construção, reparação e renovação dos tecidos do corpo. Participam da produção de anticorpos, hormônios e enzimas.

O cálcio é um mineral fundamental na formação e manutenção dos ossos, dentes, unhas além de participar das contrações musculares.

A vitamina A restaura e constrói novos tecidos fundamentais na saúde da visão e da pele, auxilia na acne e queda de cabelo.

As vitaminas do complexo B participam do metabolismo de proteínas, lipídios e carboidratos, têm papel importante na produção de energia, oxidação das células, produção de neurotransmissores e funções neurológicas normais.

Alguns tipos de bactérias podem ser adicionados em alimentos que consumimos, podendo proporcionar (quando em quantidades adequadas) um maior benefício ao indivíduo. Esses alimentos acrescidos de organismos que podem ajudar o ser humano são conhecidos como alimentos probióticos. Os probióticos têm efeito em casos de diarreia, conseguindo normalizar o trato gastrointestinal, além de efeitos anti-inflamatórios, controle e normalização de constipação, e efeito contra agentes mutagênicos, auxiliando na prevenção de alguns tipos de câncer e resistência a infecções por patógenos. O efeito dos probióticos não é cumulativo, ou seja, não aumenta com um maior consumo de alimentos probióticos. Desta forma, conseguem normalizar a função intestinal.

Benefícios de Comer Iogurte

O iogurte é um produto amplamente recomendado pelas suas características sensoriais, probióticas e nutricionais, pois, além de ser elaborado com leite contendo alto teor de sólidos, cultura láctica e açúcar, pode ainda, ser enriquecido com leite em pó, proteínas, vitaminas e minerais, e ser produzido com baixo teor ou isento de gordura.



Certas características são benéficas para indivíduos com intolerância à lactose e tendências à hiperglicemia pós-prandial. São citados em estudos também efeitos anticolesterolêmicos, anticarcinogênicos, inibitórios de agentes patógenos, como também para a regulação do hábito intestinal, entre outros.

Tipos de Iogurtes

Iogurtes Diets: iogurtes que em sua composição apresentam restrição total de açúcares ou de outros componentes. Elaborados para atender públicos que apresentem alguma restrição nutricional;

Iogurtes Lights: iogurtes que em sua composição possuem 25% de redução em algum de seus componentes, contribuindo para uma menor representatividade em seu valor calórico total. Preparado para o consumidor que tem por objetivo fazer uma redução energética em sua alimentação, como por exemplo, diminuição na ingestão de gordura e prevenção de problemas cardíacos;

Iogurtes Gregos: iogurte que possui até o dobro de calorias e três vezes mais gordura que o iogurte tradicional. As principais diferenças em relação ao tradicional são a consistência mais firme e menor acidez. Deve-se tomar cuidado porque, em comparação com o tradicional, ele possui uma quantidade maior de açúcar e gordura saturada. Este novo iogurte pode, entretanto, funcionar para matar a vontade de comer doce. Ele é fonte de cálcio e proteína.

O iogurte deve ser conservado sob refrigeração e depois de aberto, consumido em até 24 horas.

Receita de Iogurte Caseiro

Ingredientes:

● 2 litros de leite semidesnatado (se preferir pode ser o leite sem lactose ou desnatado);
● 1 potinho (170g) de iogurte integral ou desnatado com a consistência firme (também pode ser o iogurte natural sem lactose na mesma proporção).

Modo de Preparo:

Coloque o leite em uma panela e leve ao fogo. Desligue assim que ferver. Se formar uma película, descarte-a. Deixe esfriar até o ponto que você consiga colocar o dedo no leite e ele se mantenha bem quente, mas sem queimar seu dedo. Dica: coloque o dedo e conte 10 segundos, se aguentar todo o tempo sem queimar o dedo é esse o ponto. Em seguida adicione o pote de iogurte no leite e misture. Feche a panela e envolva-a com algumas toalhas, para mantê-la aquecida. Deixe fechado por cerca de 8 a 10 horas em temperatura ambiente. Se estiver muito calor, ele pode ficar pronto antes, ou seja, quando ele atingir a consistência, está pronto. Leve a geladeira e sirva por até 7 dias.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Como preparar o seu iogurte caseiro. Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em: 29/06/2017.

Novidade no mercado, iogurte grego tem mais gordura que o tradicional. Disponível em: www.folha.uol.com.br Acessado em: 23/02/2013.

Philippi, ST. Nutrição e Técnica Dietética. 1 ed. São Paulo: Manole, 2003. p. 107.

Souza, FC. Iogurte. Hospital Israelita Albert Einstein. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 28/06/2017.

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