domingo, 3 de abril de 2016

Hiperglicemia



A hiperglicemia é a elevação da glicose no sangue, em condições normais, a glicemia é mantida em teores apropriados por meio da vários mecanismos regulatórios, os valores normais de glicemia em jejum variam entre 70 e 99 mg/dL. A elevação da taxa de glicose no sangue acontece quando fica superior a 126 mg/dL em jejum e/ou superior a 200 mg/dL em qualquer ocasião.

Normalmente, a hiperglicemia acontece quando o nível de insulina produzido é inadequado, ou o que é produzido não trabalha corretamente. A insulina é indispensável ao metabolismo dos macronutrientes, impede a penetração da glicose nas células, o que por sua vez eleva os valores de glicemia.

Seus sintomas que se manifesta como a poliúria (urinar muitas vezes), polidipsia (aumento da ingestão de água), perda de peso, polifagia (fome excessiva) e visão turva ou por complicações agudas que podem levar a risco de vida: a cetoacidose diabética e a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica.

A poliúria é provocada pela eliminação do excedente de glicose através da urina, pois os rins deixam de conseguir reter a glicose que filtram do sangue, como ocorre com níveis normais de glicemia, o que proporciona a eliminação de uma certa parte da glicose com a urina, arrastando consigo uma maior quantidade de líquido. A sensação de sede que, chega a ser quase constante é originada por uma perda de líquidos provocada pelas frequentes e abundantes emissões de urina. O apetite exagerado é originado pela falta de energia que afeta os tecidos, já que estes não conseguem obter as quantidades de glicose de que necessitam. A falta de glicose no interior das células faz com que estas obtenham a energia através da combustão de lipídeos e proteínas, uma circunstância que a médio prazo provoca a perda de peso corporal, uma diminuição da massa muscular e uma sensação de cansaço que pode ser significativa.



Quando há um acúmulo de glicose no sangue a longo prazo, podem ocorrer várias complicações, como disfunção e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos.

Indivíduos com hiperglicemia apresentam alto risco para o desenvolvimento futuro de diabetes. São também fatores de risco para doenças cardiovasculares, fazendo parte da assim chamada síndrome metabólica. 

Uma das formas de baixar a glicose no sangue é fazer exercícios físicos, e também é importante avaliar se a dieta está adequada, cortando principalmente alimentos ricos em açúcares e amidos, que irá prevenir níveis mais elevados de glicose no sangue. Se os ajustes na alimentação e no programa de exercícios não forem suficientes, é possível o uso de dose dos medicamentos e da insulina. 

Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964

·         Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo
·         Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN) 
·         Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP
·         Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget
·         Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2002, vol.46, n.1, pp.16-26.  <http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302002000100004>

GROSS, Jorge L. et al. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab [online].  vol.46, n.1, pp.16-26, 2002.  <http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302002000100004>

Sociedade brasileira de diabetes <http://www.diabetes.org.br>

Ministério da Saúde, DIABETES MELLITUS, Cadernos de Atenção Básica - n.º 16, Brasília – DF, 2006 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF

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