domingo, 20 de novembro de 2016

Óleo de Abacate



A doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de mortalidade no mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde, corresponde a 30% das mortes globais, taxa semelhante à encontrada no Brasil. Estudos populacionais destacam uma maior suscetibilidade às DCV em grupos que modernizaram seu estilo de vida. O estresse diário, mudanças na alimentação, sedentarismo, obesidade, dentre outros, são considerados fatores determinantes para essa situação.

As principais mudanças no padrão alimentar que ocorreram nas últimas décadas, como a adoção de uma alimentação com elevado teor de gordura saturada e açúcar, associada à redução da prática de atividade física, aumentaram o risco para a DCV.

A prevenção ou o controle das doenças cardiovasculares pode ser realizado com auxílio de medicamentos ou por meio de uma alimentação equilibrada e saudável. Dentre as principais recomendações, estão o consumo de grãos integrais, frutas e vegetais, os quais devem ser aumentados para contribuir no tratamento. Dentre os componentes com possível ação hipocolesterolêmica destacam-se as fibras e os compostos fitoquímicos, como esterois, ácido fítico, saponinas, entre outros.

Dentre os alimentos fontes desses componentes, destaca-se o óleo de abacate pela ótima qualidade nutricional.

Ele vem sendo considerado um óleo rico em β-sitosterol e ácido oleico (gordura insaturada), utilizados como coadjuvante no tratamento de hiperlipidemias, pois auxiliam a redução dos níveis de colesterol. Além disso, este óleo possui atividade anti-inflamatória, fungicida e bactericida. Alguns estudos mostraram que o consumo de dietas ricas em gorduras monoinsaturadas (ácido oleico), com redução de gorduras saturadas, exerce benefícios sobre a saúde, reduzindo níveis de colesterol, triglicerídeos e de LDL- colesterol (“ colesterol ruim”), sem causar alteração na fração HDL – colesterol (“colesterol bom”) do plasma.

O óleo de abacate é utilizado principalmente pelas indústrias de cosméticos e, sua produção mundial é pequena.  Seu uso está relacionado ao seu teor de vitamina E (α-tocoferol).  O óleo pode ser refinado e utilizado em saladas, como já vem ocorrendo na Nova Zelândia e Califórnia. Outro fator interessante é o fato de que o óleo pode ser extraído tanto da polpa como da semente, porém a maioria dos estudos refere-se ao óleo da polpa (mesocarpo).
Sua semelhança com o óleo de oliva deve-se às propriedades físico-químicas, principalmente pela composição dos ácidos graxos, com predominância em ambos do ácido oleico.

Uma alternativa para oferecer aos consumidores um produto de qualidade, seria a produção de óleo de oliva e abacate mesclado, ao invés das misturas de óleo de oliva com outros óleos vegetais.

Com relação aos demais componentes presentes na polpa, ressalta-se um valor alto em fibras. Estudos relacionam as fibras com prevenção de algumas doenças, como câncer de cólon, obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes. O farelo resultante da extração do óleo, rico em fibras, pode ser utilizado na elaboração de produtos de panificação (bolos, pães, biscoitos), sendo uma alternativa para ampliar a oferta de produtos com alto teor de fibras. 


Fica a dica de uma nova opção de óleo para estar adicionando a sua alimentação. Vale lembrar que, deve ser associado à uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Barankevicz, GB. Óleo de abacate: uma alternativa saudável. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br
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