Deliciosas, doces e cheias de história — as tâmaras são muito mais do que um simples fruto. Conhecidas como o “pão do deserto”, elas carregam séculos de tradição e uma impressionante densidade nutricional. Tâmaras têm sido muito estudadas e apresentam ações metabólicas bem documentadas: saúde do coração, neuroproteção, efeitos anti-inflamatórios, no trabalho de parto e gravidez, ação prebiótica modulando a microbiota intestinal, e muito mais.
Propriedades nutricionais:
- Ricas em energia: tâmaras são compostas por 70–75% de carboidratos, tornando-se uma excelente fonte natural de energia rápida.
- Ricas em fibras: 100g fornecem 7g de fibras, contribuindo para a saúde intestinal, a saciedade e o controle glicêmico.
- Micronutrientes: boa fonte de potássio, magnésio, zinco, cobre, manganês, vitamina B6, folato, ferro, cálcio.
- Polifenóis: ricas em flavonoides, carotenoides e ácidos fenólicos — antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cardioprotetores.
- Baixo índice glicêmico: apesar da doçura, muitas variedades apresentam IG médio/baixo (em torno de 35–55). Uma porção de duas a três tâmaras tem uma carga glicêmica baixa e um impacto mínimo nos níveis de açúcar no sangue, apesar do alto teor de carboidratos.
Destaques de pesquisas:
- Microbiota intestinal: estudos mostram que as tâmaras atuam como prebióticos, estimulando bactérias benéficas e reduzindo as nocivas no cólon.
- Saúde cardiometabólica: alguns ensaios clínicos sugerem que podem ajudar a reduzir triglicerídeos, melhorar o perfil de colesterol, diminuir o estresse oxidativo e proteger os vasos sanguíneos.
- Efeitos anti-inflamatórios: seus polifenóis protegem contra danos oxidativos em estudos com células e animais.
- Trabalho de parto e gravidez: diversas pesquisas relatam que consumir 6 tâmaras/dia nas últimas semanas de gestação pode favorecer uma duração menor do trabalho de parto, possivelmente devido a compostos naturais semelhantes à ocitocina.
- Neuroproteção: estudos em animais indicam que os polifenóis das tâmaras podem reduzir o acúmulo de proteína beta-amiloide e inflamação, com potencial relevância para a doença de Alzheimer.
Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki.
Título de Especialista em Nutrologia – Associação Brasileira de Nutrologia;
Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;
Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;
Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
*Food & Science Nutrition 2025. Therapeutic Power of Date Fruit: A Nutrient-Rich Superfood for Holistic Health & Disease Prevention.
*Frontiers in Nutrition 2025. From traditional fruit to modern functional food: chemical constituents, bioactive compounds & therapeutic applications of Sukkari date palm: a review.
*TURJAF- Food Science & Technology 2025. Prebiotic Properties of Dates & Their Impact on Health.
*Pak J Medical Sciences 2025. Dates fruit effects on dyslipidemia among patients with Type-2 diabetes mellitus: A systematic review & meta-analysis of randomized trials
*Medical Archives 2025. The Effects of Date Consumption on Labor & Vaginal Birth.

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