quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alimentos Para Saúde do Cérebro




Atualmente as pessoas estão sofrendo muito com a falta de memória: principalmente a recente. Esquecer o que ia falar ou não se lembrar do nome de alguém em um momento importante, são atos falhos que acontecem com todas as pessoas. Mas quando a memória começa a falhar insistentemente pode ser um sinal de que seu cérebro precisa de mais atenção. 

Um dos maiores agentes que interferem na nossa memória é o estresse, que interfere na produção de novas células neuronais. Mas existem alimentos que modulam o cortisol, que é o hormônio produzido nos estresse, melhorando a saúde do cérebro!!

Nosso cérebro é formado por neurônios, em média de 86 bilhões. Os neurônios são estruturas responsáveis por, armazenar, captar, transmitir e resgatar informações. Nossa memória e raciocino depende destes neurônios. Estrutura fundamental do cérebro.

Por isso a importância de cuidar dos neurônios!! Felizmente tem uma série de alimentos que devem estar presente na dieta de quem quer e de quem precisa melhorar a memória!

Alimentos e o Cérebro

O nosso cérebro é composto por 60% de gorduras, provenientes da bainha de mielina, um isolante que faz com que os impulsos elétricos saltem e assim cheguem mais rápido ao seu destino. Essa bainha é feita basicamente de gorduras.

As castanhas, amêndoas e nozes (fontes de gorduras monoinsaturadas) são importantes para a memória, função cognitiva e humor, assim como o azeite extra virgem e o abacate.

Os peixes de água frias e profundas como o salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala são ricos em ômega 3 que é importantíssimo  para a memória, porque constitui a parte cinzenta do cérebro e ainda evita doenças degenerativas em especial a demência.

O ômega 3 ajuda a melhorar a concentração; a motivação; as habilidades motoras; as velocidades de reação e ajuda a neutralizar o estresse.

Encontramos ômega 3 também na semente de linhaça e na chia.

Na gema do ovo encontra-se a colina uma substancia que protege a membrana do cérebro e esta associada também a melhora da depressão. 

As vitaminas do complexo B também são muito interessantes para a saúde do nosso cérebro, em especial a B1 que age na parte de transmissão, a b6 aumenta a formação dos neurotransmissores, a B9 importante para a proteção neurológica e a B12 que ajuda na memória. Encontramos as vitaminas do complexo B nos grãos integrais: arroz, aveia, trigo, todas as sementes principalmente a de abóbora. O Levedo de cerveja e as algas também são boas fontes de vitaminas do complexo B.

O famoso chá verde é rico em catequinas, uma substancia que ajuda a aumentar a formação dos nossos neurotransmissores, possuem substancias  antioxidantes que protegem as células cerebrais do hipocampo e possuem quantidades de cafeína menor que o café sendo favorável  na saúde do sistema nervoso.

Na Doença de Alzheimer, o hipocampo é uma das primeiras regiões do cérebro a ser afetado, conduzindo à confusão e à perda de memória.

O cacau em pó aumenta a produção de oxido nítrico, que relaxa a musculatura perto dos vasos sanguíneos provocando uma vasodilatação, levando mais oxigênio pra o cérebro manter a memória de longo prazo.

Também é importante para a saúde do nosso cérebro:

● Atividade intelectual contínua (ginástica cerebral) leitura, aprendizado...

● Segundo uma pesquisa publicada recentemente na revista especializada Neurology, indivíduos com níveis altos de escolaridade obtêm resultados melhores no tratamento de lesões cerebrais e tendem a ter sintomas menos severos quando são acometidos por doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer.

● Dormir bem tem um papel restaurador para equilíbrio do cérebro. Você sabia que a memória é consolidada durante sono? O que aprendemos durante o dia, guardamos ao dormir. Muitos estudos inclusive o estudo da Duke-NUS Graduate Medical School Singapore publicado em julho de 2013 mostrou que os cérebros das pessoas que dormem menos horas envelhecem mais rápido.

● O exercício físico não é somente bom para a saúde física, mas também pode ajudar seu cérebro a trabalhar melhor. Os exercícios físicos liberam substâncias benéficas ao cérebro e que têm efeito de neuroproteção, como as endorfinas.

E o que devemos evitar para a saúde do nosso cérebro?

● Cuidado com as gorduras ruins hidrogenadas, saturadas e excesso de frituras que atrapalham a saúde cerebral !!

● O consumo diário e exagerado de açúcar pode levar a diminuição do hipocampo (região que regula emoções e memória de longo prazo) que pode prejudicar a formação de memória, tornando o cérebro lento. 

● O álcool e o tabagismo vão minando o cérebro. Beber demais causa danos ao órgão porque destrói neurônios, também está associada a deficiências nutricionais. Com o passar dos anos e uso frequente e excessivo mantido, ocorre diminuição da capacidade mental e atrofia cerebral, causada por perda de neurônios e simplificação de suas cognições.

Lembre-se: “Somos livres para fazermos nossas escolhas, mas seremos prisioneiros das consequências”.

Texto elaborado por: Raiet Gebrin Domingues.

Formada em nutrição e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, pela VP Consultoria Nutricional.   

É nutricionista clínica na empresa Atlas Schindler e nutricionista em consultório particular.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

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COMINETTI, C. COZZOLINO, S.M.F. Vitamina B6. In: COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de Nutrientes.São Paulo: Manole, 2005.

Orly Weinreb, Silvia Mandel, Tamar Amit, Moussa B.H. Youdim. Neurological mechanisms of green tea polyphenols in Alzheimer’s and Parkinson’s diseases. Journal of Nutritional Biochemistry 15 (2004) 506–516.

PASCHOAL, V.; NAVES, A.; FONSECA, A.B.B.L. Nutrição Funcional: dos princípios à prática clínica. São Paulo. Valeria Paschoal Editora Ltda, 2007.

Pereira et al. Envelehcimento, estresse e sociedade: uma visaopsicoendocrinologica. Ciência e Cognição, v.1, p.34-53,
2008.


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