domingo, 16 de outubro de 2016

Leis da Alimentação



      A alimentação é um componente fundamental para ter uma boa qualidade de vida. Todos precisamos nos alimentar e isso deve ser feito de uma maneira balanceada e diversificada. A possibilidade de obter os nutrientes de que o organismo necessita depende da quantidade e da diversidade dos alimentos ingeridos. Além disso, é necessário também manter o peso corporal, combater a obesidade, praticar esporte, diminuir o consumo exagerado de álcool, eliminar o cigarro e consumir quantidades moderadas de carne vermelha, sal, gordura e açúcar refinado.

            Em 1937, o médico argentino Pedro Escudeiro elaborou quatro leis da alimentação saudável que até hoje são a base fundamental do tema e seguidas pelos maiores especialistas do mundo. No entanto, grande parte da população ignora essas orientações.

1ª Lei: da quantidade

             A quantidade de alimentos deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e manter em equilíbrio o seu balanço.

          As calorias que ingerimos devem ser suficientes para permitir o cumprimento das atividades de uma pessoa, bem como a temperatura constante do corpo.

            As diferentes atividades determinam exigências calóricas diferentes. Deve haver uma distribuição entre os alimentos. Não é uma questão de simples contagem de calorias, mas sim de distribuir estas calorias entre alimentos com função plástica, reguladora e energética.

2ª Lei: da qualidade

           O regime alimentar deve ser completo em sua composição, para oferecer ao organismo, que é uma unidade indivisível, todas as substâncias que o integram. O regime completo incluir todos os nutrientes, que devem ser ingeridos diariamente.

3ª Lei: da harmonia

            As quantidades dos diversos nutrientes que integram a alimentação devem guardar uma relação de proporção entre si, como, por exemplo, relação cálcio/fósforo: 0,65 para adultos, e 1,0 para crianças e gestantes.

4ª Lei: da adequação

            A finalidade da alimentação está subordinada à sua adequação ao organismo. A adequação, por sua vez, está subordinada ao momento biológico da vida, e, além disso, deve adequar-se aos hábitos individuais, à situação econômico-social do indivíduo, e, em relação ao enfermo, ao seu sistema digestivo e ao órgão ou sistemas alterados por enfermidades.

                Em resumo: ao criar a cátedra de clínica em nutrição, Pedro Escudeiro quis salientar que a alimentação normal (equilibrada) deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes, e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina. 




As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Alimentação Saudável: Hábito conhecido desde 1937 ainda é seguido por poucas pessoas. Ministério da Saúde. Disponível em: www.blog.saude.gov.br Acessado em: 29/09/2016.

Tirapegui, J; Mendes, RR. Introdução à Nutrição. In: Tirapegui, J. Nutrição: fundamentos e aspectos atuais. São Paulo: Editora Atheneu, 2002.
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