terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ômega 6



O ômega-6 vem sendo muito estudado, devido ao interesse da população em geral em adquirir uma alimentação mais saudável, que exerça benefícios à saúde e à estética. 

A dieta consumida atualmente pela população ocidental, é rica em ácido linoleico (ômega-6), presente nos óleos de milho, girassol, soja, entre outros alimentos. O alto consumo do ômega-6 implica no aumento da relação ômega 6:ômega-3, principalmente quando a ingestão de alimentos como peixes (ricos em ômega-3), por exemplo, é baixa.

Cientistas concordam que o ácido linoleico é precursor da síntese de eicosanoides da série par, com características pró-inflamatórias, de onde vem a importância de manter adequada a relação dos ácidos graxos essenciais (ômega-6/pró-inflamatório : ômega-3/anti-inflamatório).

O Canadá recomenda uma proporção de 4:1 e os EUA recomendam a proporção de 10:1 em relação à proporção de ácidos graxos ômega-6 e ômega-3, respectivamente.

Baseado na ingestão média da população americana, por meio das DRI’s (Dietary Reference Intakes) foi preconizada a ingestão adequada dos ácidos graxos essenciais. Esses valores de consumo recomendados são de 17g/dia para homens e 12g/dia para mulheres do ômega-6 e 1,6g/dia para homens e 1,1g/dia para mulheres do ômega-3.

A substituição dos ácidos graxos saturados por ácidos graxos poli-insaturados reduz o Colesterol Total e o LDL-C plasmáticos, porém os ácidos graxos poli-insaturados possuem o inconveniente de induzir maior oxidação lipídica e diminuir o HDL-C quando utilizados em grande quantidade.

Recentemente, foi descoberto o ácido linoleico conjugado (CLA) que, por sua vez, é encontrado naturalmente nos alimentos gerados á partir de ruminantes, como carnes, leites e derivados, devido ao processo de biohidrogenação bacteriana que ocorre com o rúmen. 

Esse ácido graxo demonstra efeitos anticarcinogênico, redução na deposição de gordura corporal, redução no desenvolvimento de aterosclerose, estimulação da função imune e redução da glicose sanguínea. 



O ácido linoleico conjugado é encontrado em vários produtos alimentícios, em maiores proporções nos lácteos, carne bovina, e em quantidades menores na suína e aves.

As únicas maneiras de garantir uma ingestão benéfica de ácido linoleico conjugado é por volta de 3000 a 6000 mg/dia, o que parece ser o nível em que os benefícios para a saúde possam ser esperados.

Diante da observação da importância do ômega-6, é importante ressaltar que: o excesso de ômega 6 pode levar ao desenvolvimento de tumor de próstata e doses acima da recomendação de CLA pode causar aumento dos processos inflamatórios.

Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo 
Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)
Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP
Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget
Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FUKE, Gitane et al. EFICÁCIA DO ÁCIDO LINOLÉICO CONJUGADO (CLA) NA SAÚDE HUMANA. Revista do Centro do Ciências Naturais e Exatas, Santa Maria, v. 18, p.36-46, maio 2014.

GARÓFOLO, Adriana; PETRILLI, Antônio Sérgio. Balanço entre ácidos graxos ômega-3 e 6 na resposta inflamatória em pacientes com câncer e caquexia. Revista de Nutrição, Campinas, v. 19, n. 5, p.611-621, 2006.

LIMA, Flávia Emília Leite de et al. ÁCIDOS GRAXOS E DOENÇAS CARDIOVASCULARES: UMA REVISÃO. Revista de Nutrição, Campinas, v. 13, n. 2, p.73-80, maio/ago. 2000.

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