domingo, 26 de junho de 2016

Alergia à Proteína do Leite de Vaca



A alergia à proteína do leite de vaca é decorrente de uma resposta imunológica em que as proteínas são reconhecidas como substâncias estranhas ao organismo, desencadeando a produção de anticorpos, gerando um processo inflamatório.          

O nome médico de alergia é hipersensibilidade. Ou seja, uma sensibilidade exagerada do organismo contra as proteínas.

Neste caso, é essencial a exclusão total das proteínas do leite. Lembrando que a alergia é um processo qualitativo e independe da quantidade da substância ingerida, ou seja, pequenas quantidades de leite de vaca ou seus derivados podem desencadear as mesmas reações alérgicas.

Em torno de 1 em cada 20 lactentes tem alergia ao leite de vaca, sendo que o risco desta doença aumenta em até 40% quando um familiar de primeiro grau (pai ou irmão) são alérgicos. Grande parte dos casos de alergia ao leite de vaca ocorre no primeiro ano de vida, a tolerância a este alimento é muito variável, depende principalmente da herança genética.

No entanto, esta é uma das poucas alergias onde pode ocorrer a remissão completa do quadro, e desta forma a maioria dos alérgicos ao leite adquire tolerância a este alimento e seus derivados.

A alergia à proteína do leite de vaca não deve ser confundida com a intolerância ao açúcar presente no leite (lactose), porque são mecanismos bem diferentes. As manifestações da alergia ocorrem geralmente após introdução do leite de vaca, os sintomas na pele representam as principais manifestações, podendo estar associados sintomas gastrointestinais ou respiratórios. No caso da intolerância à lactose, ocorre uma diminuição intestinal da enzima que atua sobre o açúcar do leite (lactase).

Cuidados Nutricionais

Os pacientes com alergia alimentar devem excluir completamente o leite da dieta, o que não é fácil, pois esta proteína está presente em vários alimentos e muitas vezes é difícil sua exclusão completa da dieta.  Além disso, uma alimentação saudável e equilibrada deve ser mantida para suprir as necessidades dietéticas do paciente com outros alimentos fontes principalmente de proteína (carne, frango, peixe e ovo) e de cálcio (gergelim, sardinha, couve, brócolis, espinafre, tofu, etc.).

Nos lactentes, como a dieta é fundamentalmente láctea, o leite deverá ser substituído por fórmula com proteína extensamente hidrolisada ou fórmula de aminoácidos.

Em lactentes com aleitamento materno, o aleitamento deverá ser mantido, e a mãe orientada a fazer uma restrição de leite.

Texto elaborado por: Paula Crook
Nutricionista pela Universidade de São Paulo – USP.
Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional 
Sócia da Patrícia Bertolucci Consultoria.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.


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