quarta-feira, 9 de março de 2016

Dia Mundial do Rim




       
     O rim tem como principal função a filtração do sangue, com o objetivo de manter o equilíbrio hidroeletrolítico e a homeostasia do nosso organismo. O rim também regula a pressão arterial pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona, converte a vitamina D na sua forma ativa para que o cálcio seja absorvido pelo intestino e sintetiza um fator que estimula a produção de hemácias. Tem função excretora dos produtos finais do metabolismo, como ureia, creatinina, ácido úrico e amônia, e por esse motivo problemas renais podem ter repercussão sistêmica.

            A doença renal crônica é a perda progressiva da função dos dois rins. Quando os rins falham e a capacidade de funcionar cai abaixo de determinado nível, o que chamamos de insuficiência renal, as impurezas não são retiradas do sangue e afetam os órgãos do nosso corpo, como o coração, pulmões, músculos, estômago e cérebro. Isso pode se tornar uma ameaça à vida da pessoa e requer atenção urgente. Atualmente não existe cura para doença renal crônica. Os tratamentos atuais são as diálises (filtragem do sangue por outros meios) ou o transplante (que depende de um doador compatível), e devolvem parte da qualidade de vida do paciente.

            No começo, a Doença Renal Crônica não tem sintomas. A pessoa pode perder 90% da função renal sem perceber. Por isso a prevenção e a detecção precoce são essenciais, pois permitem controlar o avanço da doença e a necessidade de tratamentos mais complexos. Exames de urina e de sangue podem detectar o início da doença.

            Hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes são as causas mais comuns de doença renal crônica. Pode afetar pessoas de todas as idades e raças. O risco é maior para pessoas mais velhas, pessoas que sofrem de diabetes e/ou pressão alta, tem pessoa na família com doença renal crônica ou seja de origem africana, hispânica, oriental ou aborígene. Se a pessoa está no grupo de risco deve obrigatoriamente consultar um nefrologista periodicamente.



Doença Renal Crônica na Infância

        A doença renal crônica em crianças é relativamente rara, porém quando ocorre, traz consequências devastadoras para as crianças acometidas e o tratamento dessa condição de alta complexidade é difícil, caro e trabalhoso. Particularmente em crianças, a doença renal crônica está associada a consequências graves para o crescimento e desenvolvimento dos pacientes e representa redução significativa na esperança de vida ao nascer.

            Existem evidências científicas de que a progressão da doença renal pode ser retardada, desde que o diagnóstico seja feito a tempo de permitir a adoção de medidas terapêuticas apropriadas. Essa ação, se adotada plenamente em nosso meio, poderia lograr redução nas consequências da doença renal crônica nas crianças, adolescentes e mesmo em adultos.

            A doença renal crônica na infância é diferente dos adultos, sendo as anomalias congênitas e as doenças hereditárias os diagnósticos mais frequentes, enquanto glomerulopatias e doença renal por diabetes incomuns em crianças. Além disso, muitas crianças com lesão renal aguda acabarão por desenvolver sequelas que podem levar à hipertensão e doença renal crônica na infância ou mais tarde na vida adulta.

Como Prevenir a Doença Renal Crônica

1)    Mantenha-se em forma e pratique atividade física regularmente;
2)    Controle o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes;
3)    Monitore a pressão arterial;
4)    Mantenha sua alimentação saudável e evite o sobrepeso;
5)    Mantenha-se hidratado, tomando líquidos não alcoólicos;
6)    Não fume;
7)    Não tome remédios sem orientação médica;
8)    Consulte um médico regularmente para verificar a situação dos seus rins.

 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Dia Mundial do Rim 2016. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em: www.sbn.org.br Acessado em: 07/03/2016.

Cuppari L et al. Doenças renais. In: Cuppari L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP/ Escola Paulista de Medicina -nutrição clínica no adulto. 1a ed. São Paulo: Manole. 2002. p. 167-199.

Martins, BT; Basílio, MC; Silva, MA. Nutrição aplicada e alimentação saudável. 1. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014.

Martins, C; Cuppari, L; Avesani, C; Gusmão, MG. Terapia Nutricional para Pacientes em Hemodiálise Crônica. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, 2011.

Martone, AP; Coutinho, V; Liberali, R. Avaliação do estado nutricional de pacientes renais crônicos em hemodiálise do Instituto de Hipertensão Arterial e Doenças Renais de Campo Grande-MS. Rev Bras Nutr Clin 2012; v.27, n.1, p: 9-16.

Perguntas e Respostas sobre Nutrição em Diálise. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em: www.sbn.org.br Acessado em: 07/03/2016.
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